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O total de membros do STF supostamente na mão de Cardozo coincide com o que Dilma Rousseff teria oferecido a Cunha

Em dado momento do longo grampo gravado por acidente, Joesley Batista e Ricardo Saud conversaram a respeito de uma alegação feita por José Eduardo Cardozo. De acordo os delatores, o ex-ministro da Justiça do governo Dilma teria garantido à JBS possuir “cinco ministros do Supremo na mão“. Apesar de confuso, o trecho em questão deixa claro que um deles poderia ser Ricardo Lewandowski, o primeiro nomeado por Lula após o estouro do Mensalão. Há ainda uma história indecorosa a respeito de Cármen Lúcia, na qual Cardozo tentara provar a influência que tinha sobre ela.

O cara falou que tem cinco, cinco ministros do Supremo na mão dele. Inclusive muitos conversado e outros não, é só palavreado, não escrito, tal. Ele falou ‘cinco ele não tem não… Ele tem… Ah, só se eles, só se eles contam Lewandowski até hoje‘. Ele falou, falei: ‘ah, daí eu não sei, não deu nome não… Mas se contar Lewandowski, pode ser sim…’”

Independente de Cardozo falar a verdade ou não, o número coincide com a revelação feita por Eduardo Cunha antes mesmo de ser preso pela Lava Jato. De acordo com o peemedebista, em um encontro ocorrido no 1º de setembro de 2015, Dilma Rousseff em pessoa teria oferecido a ele a “ajuda” de “cinco ministros do Supremo:

A presidente, no dia em que eu estive com ela, em 1º de setembro, fui para uma audiência que ela convocou para falar de medidas e sei lá o quê. Ela disse que tinha cinco ministros do Supremo para poder me ajudar. Ela não disse os nomes nem ajudar no quê. Eu simplesmente ignorei. Teve uma outra oportunidade em que o governador Pezão, numa segunda-feira que eu estava aqui em Brasília, agosto ou setembro, simplesmente me telefonou porque precisava falar comigo urgente. Ele disse: ‘eu estava querendo ir almoçar com o Michel no Jaburu’. Eu disse: ‘Pezão, quer me encontrar lá?’. E ele foi. Chegando lá, pedi licença ao Michel eu fui para uma sala sozinho com ele, que veio com a mesma história de que ela tinha cinco ministros do Supremo para me ajudar.”

Em episódio semelhante, mas com grampo já conhecido, Delcídio do Amaral ofereceu a Bernardo Cerveró a ajuda de dois ministro dos Supremo, Teori Zavascki e Dias Toffoli, além da promessa de que conversaria com um terceiro, Gilmar Mendes. Pela declaração, o ainda senador seria preso com velocidade superior à da prisão dos executivos da JBS.

Meses depois, já próximo de se livrar da cadeia, Delcídio garantiria que tudo não passara de bravata. Quanto aos membros da JBS, preferiram manter o silêncio a respeito – ao menos num primeiro momento.

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