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Na CPI do BNDES, Mara Gabrilli listou 7 nomes que ligam a morte de Celso Daniel à eleição de Lula

Em primeiro de dezembro de 2015, José Carlos Bumlai se calou diante da CPI do BNDES. Mara Gabrilli, ao contrário, falou tudo o que o pecuarista amigo de Lula não gostaria de ouvir. E, em tom de desabafo, elencou os personagens que ligam a morte de Celso Daniel à eleição que entregou a presidência do Brasil a Lula.

A começar pela própria vítima:

1. Celso Daniel

De volta à prefeitura de Santo André em janeiro de 1997, Celso Daniel foi sequestrado na noite de 18 de janeiro de 2002 e apareceria morto dois dias depois. Segundo Mara Gabrilli, o petista iniciara no ABC Paulista um esquema que serviria de ensaio para o Mensalão.

“A minha família é de Santo André, o meu pai era concessionário de empresas de ônibus. Na gestão de Celso Daniel, foi criada uma quadrilha que extorquia empresários. Essa quadrilha agia armada. Não era só um pedido de ‘caixinha’. Todo mês tinha o dia certo para a quadrilha ir lá.”

2. Klinger Luiz de Souza

A quadrilha era formada por três nomes bem conhecidos. O mais próximo de Celso Daniel era Klinger Luiz de Oliveira Souza, seu secretário de Serviços Municipais. Nas palavras de Gabrilli, ele “tinha a caneta na mão, e fazia de contratos o que ele queria”. E mais:

O secretário do Celso Daniel, o Klinger, chegava com a arma no tornozelo. E falava ‘cadê o dinheiro’?”

Ainda segundo Gabrilli, Celso Daniel sabia de tudo:

“O Celso Daniel não queria receber meu pais, mandava o Klinger. Sabia de tudo o que acontecia. Mas, pra ele, os fins justificavam os meios.”

3. Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”

Era o empresário Sérgio Gomes da Silva quem dirigia o carro quando Celso Daniel foi sequestrado. De acordo com a deputada, cabia também a ele cobrar a propina. Mas de forma bem mais violenta.

“Ele chegava truculentamente, jogava a arma em cima da mesa e falava ‘cadê o dinheiro?‘”

4. Ronan Maria Pinto

Contudo, o maior nome do trio era o de Ronan Maria Pinto, de acordo com Mara Gabrilli, aquele de pior caráter. No depoimento dado à CPI, a tucana o descreveu como “dissimulado, criminoso e covarde“. Conta que o empresário, preso pela Lava Jato, chegou a se esconder “de quatro” embaixo de uma mesa para evitar encarar a deputada.

Ronan Maria Pinto é um câncer na cidade, ele estraga a cidade, ele rouba da cidade inteira. Uma das piores espécies que tem em Santo André é o senhor Ronan Maria Pinto.”

Uma das empresas que meu pai foi obrigado a entregar pro PT e pro Ronan Maria Pinto é a Expresso Nova Santo André.”

5. Gilberto Carvalho

Apesar de não ter sido condenado junto com o trio que extorquia empresários em Santo André, Gilberto Carvalho foi apresentado por Mara Gabrilli como mais um participante do esquema:

“O Gilberto Carvalho é conhecido na cidade de Santo André como o ‘Homem do Carro Preto’. O ‘Homem do Carro Preto’ coletava o dinheiro extorquindo empresários (crime de concussão).”

6. José Dirceu

O que Gilberto Carvalho fazia com a grana que arrecadava? Entregava ao então presidente do Partido dos Trabalhadores.

“O Homem do Carro Preto coletava o dinheiro extorquindo de empresários (crime de concussão). E levava pro José Dirceu, o presidente do partido.”

7. Lula

Desesperada, Mara Gabrilli correu para o nome político mais forte do ABC Paulista. Acreditava que o futuro presidente do país poderia tomar alguma atitude. Mas ouviu a resposta padrão para qualquer crime cometido por alguns de seus subordinados. E se decepcionou com um dos primeiros “não sabia’s” que Lula soltaria.

“Lula me recebeu na casa dele. Eu contei tudo o que tava acontecendo e falei do Ronan Maria Pinto. E ele teve a cara de pau de virar para mim e falar: ‘Ronan Maria Pinto? Não conheço, quem é?’

Como se não mais conversasse com Bumlai, mas com o próprio Lula, Gabrilli explicou à CPI quem era a pessoa que Lula dizia não conhecer.

Ele é a pessoa que liga o caso do Celso Daniel ao Petrolão. Ele recebeu dinheiro do Petrolão. Que passou pelas suas mãos. Confirmado pelo Schahin. Ele tem a informação de quem assassinou o prefeito Celso Daniel.”

E deixou claro para toda a CPI ouvir: o dinheiro extorquido seria usado na campanha de Lula. E Celso Daniel concordava com isso.

Como o dinheiro era para a campanha do Lula, então estava tudo certo. Podia.”

Epílogo

Depois de chorar no enterro de Celso Daniel, Lula seria eleito gastando – no “caixa 1” – a quantia de R$ 33 milhões, em valores não atualizados. Daria a Casa Civil a José Dirceu. E colocaria Gilberto Carvalho, o “Homem do Carro Preto”, na chefia do gabinete da Presidência da República.

Ronan Maria Pinto chantagearia o trio ameaçando contar o que sabia sobre o assassinato do prefeito de Santo André. Com verba do Banco Schahin, e o auxílio de José Carlos Bumlai, amigo de Lula, receberia um “cala boca” no valor de R$ 6 milhões, grana com a qual compraria o Diário do Grande ABC e, nas palavras de Gabrilli, usaria a imprensa para fazer a mesma extorsão que já praticava junto às empresas de ônibus.

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