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Defesa de Professor Luizinho (PT) culpa assessor “Zé Linguiça” por saques do valerioduto

Nono dia do julgamento também teve citações de Camões e Cazuza: “Senhor Procurador-geral da República, sua piscina está cheia de ratos”

Reportagem do portal UOL:

O advogado Pierpaolo Cruz Bottini [foto acima], defensor do ex-deputado federal Professor Luizinho (PT-SP) no julgamento do mensalão, procurou responsabilizar José Nilson dos Santos, assessor do parlamentar, conhecido como “Zé Linguiça”, pelos saques realizados do valerioduto. A sustentação oral de Bottini foi apresentada na tarde desta terça-feira (14), no STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília.

O ex-deputado, que na época era líder do governo na Câmara dos Deputados, é acusado de receber R$ 20 mil do valerioduto e responde pelo crime de lavagem de dinheiro. Segundo a Procuradoria Geral da República, Luizinho pediu que o assessor sacasse a quantia. O procurador-geral, Roberto Gurgel, afirma que as provas colhidas confirmam três fatos: o acusado pediu dinheiro a Delúbio Soares; Delúbio falou com Marcos Valério, que disponibilizou os recursos; e o acusado mantinha contatos constantes com Valério.

A defesa nega e sustenta que José Nilson era militante do PT, amigo do então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, e agiu por conta própria ao fazer os saques. “Ele gozava de uma amizade tão grande com o Delúbio a ponto de ser chamado de ‘Zé Linguiça’ por ele”, afirmou o defensor. O argumento da defesa é que, como Nilson, responsável pelo saque, não foi denunciado no processo, não há sentido em denunciar Luizinho.

(…)

(grifos nossos)

Camões e Cazuza

Duas outras defesas chamaram atenção com citações proferidas pelos advogados. Matéria de O Globo:

RIO – Os advogados de defesa dos réus do mensalão parecem estar a cada dia mais inspirados. Se na segunda-feira foi a vez das citações sobre nazismo, histórias bíblicas e até mesmo sobre a novela ‘Avenida Brasil’, nesta terça-feira, os magistrados não deixaram por menos e foram de Camões a Cazuza em suas defesas.

João dos Santos Gomes Filho, que defende o deputado Paulo Rocha, foi o primeiro a falar à Corte após o ministro Ayres Britto ter iniciado a sessão. Em meio à sua defesa, citou o poeta português Luiz de Camões, ao comparar os sete anos que se passaram até o início do julgamento no STF.

– Sete é um número que me é muito caro. Sete é o número que Luiz Vaz de Camões usou para fazer meu soneto preferido:

‘Sete anos de pastor Jacob servia

Labão, pai de Raquel, serrana bela;

Mas não servia ao pai, servia a ela,

E a ela só por prêmio pretendia’.

Já o advogado Luís Maximiliano Leal Telesca Mota, que defende a assessora parlamentar Anita Leocádia Pereira da Costa, fez duras críticas ao procurador-geral da República, afirmando que o Ministério Público Federal não agiu com responsabilidade na hora de incluir Anita Leocádia no processo, e usou versos de uma canção de Cazuza, sucesso na década de 1980.

– Perdoe-me, Vossa Excelência, devo dizer que seus antecessores, na hora de provar a prova, não formaram a prova de acordo com uma condenação que fosse feita. E Vossa Excelência deveria ter pedido a absolvição de Anita Leocádia. Senhor procurador-geral da República, a tua piscina está cheia de ratos, mas as suas ideias não correspondem aos fatos. Presidente, o tempo não para.

Comentário

A citação de Camões faria mais sentido na defesa do Professor Luizinho: após ter sacado o menor valor individual do valerioduto (R$ 20 mil), há sete longos anos o ex-deputado petista tem que aguentar a piada: “Professor ganha mal até no mensalão“.

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