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Por reeleição, o governo FHC teria comprado mais de 50 deputados

Segundo delator, a emenda da reeleição foi disputada com muita propina por Paulo Maluf e a base governo FHC

Pedro Correa era deputado federal pelo PP quando teria sido destacado por Paulo Maluf – que acabava de deixar a prefeitura de São Paulo e cogitava se candidatar à Presidência da República – para melar os plano de FHC, em 1997. A missão era comprar votos contrários à emenda que permitiria ao então presidente candidatar-se a um segundo mandato.

Conforme delatou à Lava Jato, o ex-deputado contaria com o apoio de Severino Cavalcanti e Salatiel Carvalho. E de Narciso Mendes, que, sem mostrar o rosto, se fantasiaria de “Mister X” para denunciar os adversários em entrevista ao Fantástico.

Quais adversários? A bancada governista que assumira a missão de aprovar a emenda. Segundo o delator, além de Sérgio Motta, do PSDB, o time contava com Luís Eduardo Magalhães, Pauderney Avelino, Amazonino Mendes, Olavo Setúbal e Orleir Cameli, na época, todos do PFL (que viraria Democratas uma década depois), “entre outros”. E conseguiriam comprar, com cifras que superavam os R$ 200 mil, o apoio de mais de 50 deputados. O delator deu como exemplo os nomes de Ronivon Santiago, Osmir Lima, Chicão Brígido e Zila Bezerra – o noticiário de 1997 flagrou João Maia confessando o recebimento de R$ 400 mil em propina.

Pedro Correa disse que testemunhou Olavo Setúbal distribuir em plena Câmara bilhetes aos parlamentares que votavam a favor da emenda. O papel serviria para entrar em contato com um doleiro, que retribuiria o voto com dólares.

O caso conta contra o pior legado do governo FHC, a reeleição. Que o governo Temer até cogitou rever, mas nada caminhou neste sentido.

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