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Delúbio recebeu R$ 164 mil, mas faltou 100 MESES no trabalho.

Um dos musos do Mensalão, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, faltou nada menos do que 100 meses no trabalho. Óbvio que recebeu por tudo, sem medo de ser feliz e como se não houvesse amanhã. Enquanto uma semana que falta pode acabar com a carreira de qualquer um, Delúbio ganhou para panfletar pelo PT.

Sem bater ponto, aparecer nas aulas ou justificar suas faltas entre setembro de 1994 e janeiro de 1998, o professor de matemática foi exonerado do cargo apenas nesta sexta (3), e a decisão deve ser publicada no Diário Oficial na próxima segunda (6). Ou seja, 14 anos após o ocorrido.

Enquanto recebia por aulas que não ministrava, Delúbio trabalhava diariamente no PT, e até viajava a serviço do partido. Sem uma demissão por, digamos, “justa causa”, Delúbio conseguia todas as benesses porque o Sindicato dos Trabalhadores Professores (Sintego) é filiado ao PT (por paradoxal que seja chamar Delúbio de “trabalhador” ou “professor”). Informa o Estadão:

Oficialmente, a demissão ocorre dois anos e três meses após o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) ter condenado Delúbio Soares a devolver os R$ 164.695,51 que recebeu do Estado sem trabalhar durante 100 meses. Ou seja, no período entre os meses de setembro de 1994 e janeiro de 1998, e entre fevereiro de 2001 a janeiro de 2005.

A decisão do juiz João Waldeck Félix de Souza, da 2a. Câmara Cível, e foi anunciada no dia 19 de maio de 2010.

Na época, diligências da justiça descobriram que Delúbio Soares faltava nas salas de aula, mas trabalhava diariamente no PT, e até viajava a serviço do partido.

Porém, o status de professor faltoso foi mantido graças à conivência do Sindicato dos Trabalhadores Professores (Sintego), filiado ao PT, onde a presidente do Sindicato na época, Noeme Diná Silva, fazia vistas grossas, mas foi condenada solidariamente, pela Justiça.

De acordo com a decisão judicial, o Sindicato liberava licenças médicas para Delúbio, que era concursado e lotado na Secretaria Estadual de Educação (SEE) de Goiás.

Além do ressarcimento do dinheiro, o ex-tesoureiro do PT foi condenado à perda dos direitos políticos por oito anos, e proibido de celebrar contratos om o Poder Público, ou receber incentivos fiscais e creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de 12 anos.

Ou seja, o “trabalhador professor” Delúbio tinha um sindicato de trabalhadores professores por trás que lhe garantia não precisar nem trabalhar, nem lecionar para receber mais de R$164 mil no período. A faltaria começou no governo Itamar Franco, pouco depois da conquista do Tetra, da morte de Ayrton Senna, antes de alguém sonhar que o Brasil seria tomado pela febre Mamonas Assassinas, nos primeiros meses de Plano Real. O Mussum tinha morrido há poucos meses, o Playstation só chegaria ao mercado americano no ano seguinte. O Corinthians não tinha nenhuma Libertadores (não que isso ajude muito a situar a época, mas vocês pegaram a idéia do longo tempo corrido).

E Delúbio só foi exonerado ontem.

E, claro, apenas Delúbio: como se um sindicato liberando licenças médicas falsas por 100 meses para garantir 164 barões não merecesse ser co-réu (sabiam que pelo Novo Acordo Ortográfico agora é CORRÉU que se escreve? de nada) em um processo violento por corrupção. Filiando-se a um Sindicato, é possível fazer praticamente qualquer coisa nesse país.

A punição do ex-tesoureiro do PT, além de ressarcir os cofres (como se isso fosse grande dificuldade para ele, hoje) será… não poder pedir mais dinheiro do Estado através de empresas mancomunadas com seus cupinchas do partido por 12 anos – menos tempo do que demorou para ser “punido” (perdoa-se lá a hipérbole).

Às vezes temos a impressão de que o mensalão foi uma marolinha.

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