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Dilma ouve Lula e decide não trocar ministros nem reduzir número de ministérios

Presidente foi reclamar do PT e do PMDB ao antecessor

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Matéria do Estadão:

BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff não cortará nenhum dos 39 ministérios nem pretende mexer no primeiro escalão agora. Em conversa de três horas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na quarta-feira, em Salvador, Dilma mostrou preocupação com a queda de popularidade do governo, registrada após as manifestações de rua de junho, mas disse que não vai ceder, nesse momento, a pressões por mudanças na equipe.

A portas fechadas houve muita reclamação sobre o comportamento do aliado PMDB e também do PT. Não foi só: Dilma pediu ajuda a Lula para “enquadrar” o PT, que, no seu diagnóstico, não está colaborando como deveria para defender o governo e o plebiscito da reforma política. Para a presidente, divisões na seara petista e o coro do “Volta Lula”prejudicam a governabilidade.

Embora os números da pesquisa CNI/Ibope só tenham sido divulgados ontem, Dilma e Lula sabiam na reunião que a rejeição aos políticos afetaria a avaliação não só da petista, mas também dos governadores. Apreensiva, a presidente chegou a perguntar a auxiliares qual seria a repercussão na mídia da má avaliação do governo, em meio à visita do papa Francisco ao Brasil.

O levantamento do Ibope mostra que o porcentual dos que consideram o governo Dilma “ótimo” ou bom” caiu de 55% para 31% em um período de um mês, após as manifestações de rua. Outros números indicam que a avaliação pessoal da presidente despencou de 71% para 45% e que metade dos entrevistados não confia nela.

Segundo o Estado apurou, Dilma e Lula expressaram contrariedade não só com o racha no PT, mas também com a atitude do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que pregou publicamente o corte de ministérios como solução para a crise política. A avaliação reservada é a de que o PMDB quer “surfar” na onda dos protestos.

Cortes. A proposta de Alves prevê o corte de 14 dos 39 ministérios. Sem mencionar o número de pastas que deveriam ser extintas e ressalvando que a decisão é de Dilma, o vice-presidente Michel Temer considerou “razoável” a ideia de diminuir o tamanho da Esplanada.

Menos de uma semana depois, porém, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) afirmou que seu partido deveria entregar os cinco ministérios que ocupa (Minas e Energia, Previdência, Agricultura, Turismo e Secretaria da Aviação Civil) para dar o exemplo. “Há uma grande desfaçatez de líderes do PMDB, que exigem o enxugamento da máquina, mas não abrem mão de seus postos”, criticou o senador capixaba.

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse que o corte linear de cargos não é solução. “Não é reduzindo ministério que se dá eficiência à máquina pública. É preciso saber para que cada ministério foi construído, e isso todos nós sabemos. Quando criamos a Secretaria para Mulheres, por exemplo, é porque sabíamos que era preciso ter foco no que foi abandonado ao longo da história”, argumentou o governador.

Wagner e o presidente do PT, Rui Falcão, participaram de um pedaço da reunião entre Lula e Dilma. O ex-presidente contou como foi sua conversa, no fim de junho, com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), possível adversário de Dilma na disputa de 2014. Na avaliação de Lula, Campos só não lançou ainda a candidatura ao Planalto para não ficar com uma “flecha” sobre sua cabeça, sendo alvo de ataques.

Apesar das queixas recebidas nos últimos dias a respeito de problemas na articulação política e na comunicação do governo, Dilma avisou que não fará mudanças sob pressão. Na prática, ela não quer mostrar fragilidade num momento em que a própria base aliada está conflagrada. Lula apoiou a decisão.

Em conversas reservadas, porém, petistas próximos a Lula dizem que Dilma “passou do prazo” para promover uma reforma ministerial. Agora, a presidente planeja trocas na equipe no fim do ano ou até mesmo no início de 2014, pouco antes do prazo estipulado pela Lei Eleitoral para quem for candidato deixar o Executivo.

COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA

(grifos nossos)

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3 Comentários

3 Comments

  1. Betopernabuco

    27 de julho de 2013 at 18:48

    F. A. de terceiro mundo ,,,,e’ de terceiro mundo. Ta ai,,,vivo pedindo pra elas agirem,,,ta ai a acao. Exercito combatendo dengue,,,e agora agindo como guarda municipal. O Anonimo ai de cima e eu sabemos pra que e’ isso,,,os generais nao. A Poli’cia militar sendo escrachada pela mi’dia, por terem que reprimir a bagunca ( as veses ate’ com noti’cias montadas e tendenciosas, o que nao farao com o exercito ? ),,,agora o exercito servindo de guarda municipal. Esses militares nao sabem o soldo de militares no comunismo ??? se acham pouco agora,,, imaginem depois que a foice entrar. Forcas Armadas de terceiro mundo so’ tapa buraco,,,como todos os pai’ses tem,,,temos que ter. Vejam as caras dos nossos generais,,,mais parecem dono de padarias ou gerente de loja de material de construcao, nao tem cara nem de quem discute com a mulher.

  2. francisco ramos

    27 de julho de 2013 at 13:05

    A MULHER ESTÁ REELEITA.

  3. Carlos

    27 de julho de 2013 at 11:11

    O Brasil ganhou um incômodo título: desde o ano passado, é o país com a maior dívida bruta entre os grandes emergentes.
    O quadro consta do Relatório Anual do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) realizado com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).
    A dívida bruta brasileira deve terminar o ano em montante equivalente a 68% do tamanho da economia, bem acima do patamar de 40% considerado “seguro” pelo BIS.
    Desesperado, Guido Mantega enviou uma carta para Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI, na quinta-feira passada. Nela, implora por mudança na metodologia para o cálculo da dívida bruta brasileira, que é a soma de todos os débitos do governo federal, estados, municípios e estatais. Pela metodologia adotado somente pelo Banco Central do Brasil, ficou em 59% do PIB.
    (Fonte:Lauro Jardim, Veja)

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