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Dirceu: neoliberal e nem sabe

por Flavio Morgenstern*

O Brasil Econômico de hoje (21.05.2011) traz um artigo de nosso presidente interino há mais tempo no cargo do regime democrático: José Dirceu. O assunto é a crise européia, que rende arranca-rabos onde quer que seja discutida (como aqui no Implicante™).

Dirceu acerta no ponto de cara: “É cada vez mais próxima a charada do buraco: quanto mais se tira e mexe, pior fica”. A analogia com estrume é clara. E Dirceu ainda vaticina: “A questão de fundo que se coloca, de grande capacidade reorganizadora, é saber o que será projetado no lugar do estado (sic) de bem estar social”.

O parágrafo acima nunca seria escrito por FHC, José Serra ou outros que recebem a pecha de “neoliberais” no país. Infelizmente. Dirceu está corretíssimo. A Europa é, sim, um Estado (com E maiúsculo – pegou o trocadalho?) de bem estar social. E Estado de bem estar social é uma merda. E merda, quanto mais mexe, mais fede. Alguém precisa acabar com o modelo de Welfare State europeu: rouba dinheiro do trabalhador para lhe devolver crises. É exatamente como dizer que o trabalhador não sabe gastar o seu dinheiro pois o torrará inteiro em cachaça, e lhe tomar 100 euros para lhe devolver uma tubaína diet.

Os dados são do próprio Dirceu:

“Em paralelo” [note-se à contraposição ao fato de que urge se livrar do Estado inchado], “estuda-se um pacote de investimentos na Grécia. (…) Em suma: formas de enfrentar a crise para além do aperto fiscal e corte drástico nos gastos, exigências do Fundo Monetário Internacional (FMI).”

Não há argumento contra fatos: em paralelo (e não um fato encadeado logicamente) à discussão sobre o fim dos Estados tentaculosos, faz-se um malabarismo financeiro que todos sabem ser desastroso para não recorrer às medidas do FMI. O FMI exigiria “aperto fiscal” (ou seja, não gastar mais do que se tem) e “corte drástico nos gastos” (ou seja, não gastar em coisas inúteis). Se quer se evitar isso, é porque se quer continuar gastando mais do que tem com inutilidades.

E se o Estado europeu gasta com inutilidades, é porque é um Estado grande – um Estado de bem estar social, e não um Estado mínimo “neoliberal”. É um Estado que prefere pegar mais dinheiro do contribuinte do que parar de gastar à toa. A social-democracia é uma socialite de Higienópolis fazendo empréstimo no Credit Suisse quando o marido vai a falência. Todo mundo conhece o resultado.

 

A sigla econômica maldita

O FMI, diga-se, é um fundo (dinheiro poupado e reunido para objetivos nobres, como tirar um país da miséria – e não colocá-lo, como se faz crer; ele é mais ou menos como aquele porquinho de cerâmica que você deixa em cima da geladeira ou como seus lucros de US$3 no AdSense), mas podemos pensar em sua burocracia como a de um banco. Quando se pede empréstimo para um banco, o que ele vai querer é – rufem os tambores – o dinheiro de volta. Para isso, ele vai analisar seu extrato, verificar se você tem poupado algo do que ganha ao invés de gastar todo o seu salário em pornografia e, mesmo assim, ainda vai te exigir certos “apertos fiscais”. É tão lógico quanto 2 + 2 = 4.

Foi o que o FMI fez quando emprestou dinheiro ao Brasil: exigiu que o Estado não gastasse tudo o que ganha com companhias falidas como a Vale do Rio Doce (hoje uma das empresas mais lucrativas do planeta, que paga só em impostos por ano mais do que todo o lucro da empresa estatal em décadas de existência), que não gastasse mais do que tem (com a diferença de que, quando o governo faz isso, basta aumentar impostos – você já corre pra Fininvest). Se dependesse do PSDB, estaríamos tendo de comprar ações para ter uma linha de telefone até hoje. O FMI queria o dinheiro de volta: ensinou o Brasil a enriquecer para isso, e conseguiu. Só comunista pensa o contrário. Sabe-se lá com que lógica.

Adivinhe quem, então, deve mais odiar o FMI: o governo ou o povo, que paga para o governo? É óbvio que o governo odeia mais. Quanto pior o governo, mais vai odiar ter de se sujeitar às “normas impostas pelo FMI” (que deveriam ser seguidas mesmo quando não se deve um centavo para o Fundo). Ou então quem vive de verbas inúteis do governo – erário jogado no lixo. Despiciendo lembrar que imensa parcela de nossa imprensa e educadores são exatamente os que mais odeiam o FMI. Freud explica.

(entenda mais sobre as relações do Brasil com o FMI e por que o mito sobre “a quitação da dívida externa” é história da carochinha aqui)

 

Contradição esquerdista: uma tautologia

Mas Dirceu logo fala sobre “socorro estatal e um ferrenho receituário de ‘auteridade'”. Ora, socorro estatal é uma política claramente anti-liberal; “austeridade”, com aspas (lapsus linguae?), é uma pseudo-política liberal – isto é, um liberalismo de fachada, que apenas encobre vontade do governo de continuar torrando o seu rico dinheirinho. É como falar da “austeridade” dos gastos do PAC (segurem as risadas um momento, por favor). Aí já começaram as contradições:

“O resultado das ‘medidas de austeridade’ tem sido um verdadeiro caldeirão de problemas: 30 milhões de desempregados, o maior arrocho salarial já visto, aumento escorchante de impostos, vexatórios cortes em programas sociais e nos benefícios da previdência, recessão e liquidação de empresas e, claro, privatizações.”

Ignore-se que Dirceu coloque como o pior de tudo privatizar (pior até do que esse cenário de europeus sofrendo uma vingança divina pela fome na África, supostamente causada por eles). O que Dirceu não percebe (ou percebe, e se diverte com isso) é que o foco do que diz está nas aspas: “as medidas de austeridade” só são “austeras” de brincadeirinha: ou “austeridade” é aumentar impostos escorchantemente (ou então, Lula seria “austero”)? Se fossem austeras de verdade, não dariam mais dinheiro para o governo gastar, como se vivesse sobre petróleo (o que é o caso só da Noruega e outros ricaços que podem ter o luxo de pagar para não ter mais do que os milhões de coroas de que precisam).

Dirceu parece ter voltado a ser Dirceu:

“A Europa poderia ter feito o que fizeram outros países: socorrer seus governos e garantir suas dívidas, no mínimo. A escolha por uma receita ultrapassada evidenciou o extermínio das ilusões, mas também a carência de lideranças e partidos políticos. Há, portanto, uma crise estrutural, com o apagar da social-democracia e o abandono dos pactos e acordos políticos que sempre preserveram o Estado de bem estar social. Ao aderir ao ‘deus mercado’, ao modelo anglo-saxão, a Europa capitulou social, econômica e politicamente.”

1) Eu não gosto de “socorrer governos”. Aliás, minha concepção mesma de social-democracia é que ela que deve vir me socorrer, me dar dinheiro, me fazer massagem, me arrumar namorada. Não eu que vá ser obrigado a perguntar pro Dirceu se ele quer um cházinho;

2) Também não gosto de “garantir dívidas” de ninguém. Quem gosta disso é agiota. E social-democratas, socialistas e demais versões do mesmo;

3) A que “receita ultrapassada” que “evidenciou o extermínio das ilusões” o senhor Dirceu se refere? O problema da Europa não era a social-democracia (no que concordo plenamente)? Ela não estava gastando demais – e crise não é, justamente, gastar mais do que se tem?

Ou, de repente, o problema virou… um Estado mínimo, que o próprio Dirceu mostra ter sido inexistente nas últimas décadas européias (mesmo em países sabidamente de tradições econômicas liberais, como a Inglaterra – que, por sinal, não foi tão afetada pela crise)?

Mesmo que o problema fosse um Estado mínimo, os protocolos de Washington datam de fevereiro de 1992 (e os Estados com poucos gastos não estão devendo até as cuecas). Já o modelo progressista data de 1917 para trás. Qual é a “receita ultrapassada”? Quem é o “progressista” e quem é o “reacionário conservador”?

Pode-se colocar socialistas e sociais-democratas em todos os governos da Europa e EUA, para o brasileiro “antenado” eles serão sempre… “neoliberais”, mesmo com cargas tributárias na casa dos 30% (o que os aproxima mais dos 50% da social-democracia nórdica do que dos 3% dos neoliberais de Hong Kong e Singapura)?

Ademais, “exterminar ilusões” é uma maravilha! Ainda mais a ilusão de que a social-democracia é garantia de enriquecimento fácil e trabalho de menos – algo como férias eternas em Estocolmo. Com o MEU dinheiro. Acabem com essa ilusão mais depressa!

4) Ha carência de partidos políticos na Europa? Falta um PT por lá? Achei que o Strauss-Kahn já cumpria bem o papel de Palocci europeu;

5) Todos os verbos estão no passado: apagou-se a social-democracia (ou seja, ela faliu – grande novidade) e… mostrou-se com isso que o modelo de “deus mercado” anglo-saxão faliu?! Um verbo não deveria estar no passado, e outro no presente ou futuro? Ou quando um sistema vai á bancarrota, prova-se que o sistema falho foi o sistema que não foi implantado?

Sabemos, Dirceu é Dirceu. E, como toda a esquerda, a culpa é sempre dos outros. No passado, presente e futuro. Como prova mais um ato falho:

“Não haverá uma Europa liberal (…). Mas mesmo os conservadores que venceram eleições – casos de Grã-Bretanha, Portugal e Espanha – não têm solução de curto prazo.”

Se Dirceu afirma que não haverá uma Europa liberal, é porque ela não é liberal agora – não importa o que diga nossa máfia esquerdista. Por sinal, os conservadores que venceram eleições venceram-nas justamente porque o modelo dos “progressistas” os atolou nessa crise – os países que se livraram da corda no pescoço, mesmo compartilhando uma moeda comum com os enforcados, foram, por pura magia, os mais conservadores em sua gerência de gastos.

E claro que não há uma solução de curto prazo: os conservadores são os que pensam em criar um sistema sólido e estável por mais tempo do que seu próprio governo. O progressista é aquele que insiste em criar desordem para se apresentar como a própria única força ordenadora possível a seguir.

Conclui nosso mandatário:

“O momento é de reflexão mais profunda, de repensar a social democracia para além da Europa, voltando-se para a África, a América Latina e a Ásia.”

Ora, o modelo não deu certo no velho mundo. E, ademais, já está velho por aqui também. Então vamos exportar o modelo de gastar mais do que se tem? Eu aposto que o Dirceu tem uma corretora de empréstimo para endividados.

 

* Flavio Morgenstern é redator, tradutor e analista de mídia. Vive com dívidas até o pescoço e nunca ganhou ingresso pro show do Slayer do governo, mesmo trabalhando 4 meses por ano para pagar imposto. No Twitter, @flaviomorgen

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24 Comentários

24 Comments

  1. alexandre

    25 de julho de 2011 at 19:49

    Pablo
    Está na pág 6 do texto do link no seu cometário.
    “Estas entradas de capital contribuíram decisivamente para o processo de
    crescimento económico. Contudo, este crescimento, conseguido mais através da
    dependência das forças externas do que de um aumento de competitividade da economia
    doméstica, veio realçar a fragilidade inerente à dinâmica de crescimento que aparece
    associada às reformas neo-liberais induzidas pelo FMI”.
    O Plano Cavallo durante o governo Menem era considerado modelo pelo FMI para outras economias. Argentina quebrou e como filho feio não tem pai, os liberais fingem que não nada a ver com isso !

  2. Pablo Vilarnovo

    25 de julho de 2011 at 09:43

    Alexandre – O rapaz da Noruega deveria pedir asilo ao Tarso Genro e ao Lula, segundo o critério deles, o que ele fez foi um crime político, ou seja, tem direito a asilo no Brasil.

  3. Pablo Vilarnovo

    25 de julho de 2011 at 09:42

    Desculpe Alexandre, não é publico e notório pelo simples fato de não ser verdade. Nenhum país do mundo segue a “cartilha” do FMI de bom grado. Só quando vão se pedir dinheiro para o banco. Se há alguém aqui querendo reescrever a história não sou eu.

    pascal.iseg.utl.pt/~cesa/est_des8.pdf

  4. Thiago

    23 de julho de 2011 at 18:26

    Engraçado o Alexandre lembrar das crises do México e da Argentina… quando falo que o governo do FHC teve que se ajustar devido a crises internacionais, os esquerdistas não se lembram de nenhuma crise. E quando falam sobre crise, já vem falando que a crise de 2008/9 foi igual ou pior que a de 29… Com o comentário do Alexandre, tive a certeza da memória seletiva dos esquerdistas! Só lembram das coisas quando querem!

    E acho engraçado o Alexandre cobrar respostas, sendo que ele não sabe nem sobre o que está perguntando…

    Só mais um detalhe, somos nós que queremos reescrever a história né? E o Lula querendo falar que foi ele, sozinho, que fez o Brasil? Falar que foi ele que estabilizou a economia, que fez o país crescer e várias outras coisas… é, esses esquerdistas são uns problemáticos mesmo…

  5. alexandre

    23 de julho de 2011 at 11:11

    O atirador e terrorista norueguês de extrema-direita deve ter lido seu comentário : “minha solução é mandar matar todo mundo”.

    • flaviomorgen

      23 de julho de 2011 at 16:55

      Aí a gente fala que esquerdista é doente mental e dizem que apelamos na voadora.

  6. alexandre

    22 de julho de 2011 at 22:42

    Pelo visto existem mais pessoas com ódio do estado de bem estar social na Europa, em especial na Escandinávia. O atirador e terrorista norueguês de extrema-direita deve concordar plenamente com vc.
    abs

  7. Joaquim

    22 de julho de 2011 at 19:11

    Não sou de comentar aqui, só leio, mas este merece.
    Não sou nenhum exímio conhecedor do assunto, acho complexo e não é minha área, mas querido “amigo” alexandre, não acha que esta sua pergunta é muito capciosa? Você mesmo não tem uma resposta enquanto isso o outro “amigo” flavio tem o conhecimento teórico para a resposta, mas por ser algo de tamanha complexidade e não uam fórmula pronta como os dados que você apresentou, fica difícil responder.

    • flaviomorgen

      22 de julho de 2011 at 19:29

      A propósito, minha solução para o mundo é mandar matar todo mundo.

  8. alexandre

    22 de julho de 2011 at 19:07

    Pablo
    Eles seguiram a cartilha do FMI e do consenso de Washington, e não pegaram empréstimo do FMI. É diferente. E a economia deles não estavam bem. Viviam com uma inflação nas alturas. Só que aplicaram a cartilha do FMI e quebraram. Isso é público e notório. Por favor, vcs não irão reescrever a história da crise na Argentina de 2001 e do México em 95. Aí é demais. Essa coisa de reescrever a história para beneficiar sua ideologia é uma coisa meio stalinista.

  9. Ismael Pescarini

    22 de julho de 2011 at 16:22

    Aposto meu cofre de porquinho que tem gente aqui que acredita que o crescimento nacional na era Lula foi obra do bolsa família e não da conjunção de um agronegócio potente (num país saneado economicamente pela política “neo-liberal” de FHC) com um cenário de crescimento externo, capitaneado pela China e, rufem os tambores, pela gastança dos estados de bem estar social na Europa e EUA.
    A solução: vão ter de economizar mesmo, meu amigo. Não tem jeito e vão ter de controlar a imigração, caso contrário os neo-totalitários irão ganhar eleições “em carreirinha”, com se diz. Vão ter de cortar subsídios na agricultura e apostar suas fichas em modernização das relações econômicas com diminuição da legislação de proteção social, aposentadorias precoces e jornadas de trabalho reduzidas. Para sorte deles ( a Europa, pelo menos a parte boa, aquela que escapou das mãos da URSS após a segunda guerra) tem margem para isso: tem uma baita infra estrutura instalada, educação de qualidade e proximidade dos mercados consumidores hávidos por produtos de luxo, URSS e China. Só penso mesmo que o Euro tem seus dias contados.

  10. Ben

    22 de julho de 2011 at 15:01

    A Alemanha tem batido recordes sucessivos na exportação de carros de luxo para a China. É esse dinheiro, e não a social democracia que irá salvar a Grécia da falência. O curioso é que para os imigrantes gregos radicados na Alemanha, o melhor que pode acontecer, é a Grécia quebrar de vez para que eles possam aprendam a lição.

  11. Pablo Vilarnovo

    22 de julho de 2011 at 14:27

    “As tais práticas liberais acarretaram a subida ao poder de antiliberais ? Seria irônico”

    Não Alexandre, não foram por diversos motivos:

    a) Achar um liberal na social-democracia (ou no eurocomunismo) européia é igual a achar um político honesto em Brasília.
    b) Os grupos nacionalistas existem na Europa há séculos.
    c) O motivo de seu aumento foi a falência do modelo social-democrata de wellfare state que não conseguiu suportar a demanda dos imigrantes. Por isso os grupos ultranacionalistas tem a xenofobia como princípio.

    Lei sempre o Demétrio e nesse artigo ele falou um monte de besteira.

    Mas a verdade é que planos de austeridade só são implementados em épocas de crise. Ou seja, quando já há uma distenção da sociedade. Novamente há uma inversão da causa e do efeito. Planos de austeridade são impopulares? Sem dúvida que são. São soluções ECONÔMICAS para um problema geralmente POLÍTICO.

    Ou seja, na época das vacas gordas os políticos gastam o que tem e o que não tem. Distribuem recursos e benefícios para todos. Depois quando a coisa aperta, ninguém quer perder os benefícios. O caso grego é o melhor exemplo onde o país é tomado por funcionários públicos.E isso gera um problema ECONÔMICO.

    Demétrio dá o entender de que os regimes militares cairam por conta dos planos de austeridade. Mentira. Cairam porque a economia desenvolvimentista baseada em dívida foi por água abaixo. O plano de austeridade foi uma forma de salvar a ECONOMIA mas nem sempre isso salva a POLÍTICA.

    Ronald Reagan quando assumiu os EUA após o desastre chamado Carter (hoje expecialista em referendar ditadores de esquerda e fraudes eleitorais), realizou reformas ECONÔMICAS tremendamente impopulares. Chegou a ter 35% de aprovação. Sua situação POLÍTIVA estava deteriorada. Com o avanço dos anos e a estabilização da economia chegou a 70%.

    O que temos hoje são POLÍTICOS no afã de defenderem seus cargos postergam a solução de um problema ECONÔMICO tentando criar fórmulas mágicas para não encararem o problema.

    Sem que aparece uma pessoa e diga, claramente, a população que não conseguirão ter um país produtivo e com uma economia sadia sem que acabem os privilégios de uns, a ilusão de ganhos fáceis, a ilusão de riqueza através de dívida nem os pacotes de hoje irão adiantar. Só irão postergar o problema.

    O calote da Grécia é iminente. E eu até concordo com ele. Quem emprestou dinheiro que arque com as consequências. Mas se a mentalidade dos gregos não mudar, daqui a alguns anos acontecerá a mesmíssima coisa.

  12. Pablo Vilarnovo

    22 de julho de 2011 at 11:32

    A Argentina e o México recorreram ao FMI quando já estavam quebrados e não o inverso. Nenhum país do mundo recorre ao FMI quando está com sua economia sadia e produtiva.

    Para entender isso, basta usar um pouquinho de lógica não é mesmo?

  13. alexandre

    21 de julho de 2011 at 23:57

    Um blogueiro vem cheio de críticas e se achando o dono da verdade. Fulano está errado, sicrano é burro, beltrano é preguiçoso e não consegue ler 1.100 páginas de um livro que contém todas as verdades do universo. Olha o mundo com uma simplicidade de uma criança. Aí, ele é colocado contra a parede com a seguinte pergunta : qual a solução ? ele em vez de responder, vem com ironias e sai de fininho ! A verdade é que é do tipo que só sabe falar, reclamar, criticar. Mas não sabe agir. Falar é facil ! Quero ver é fazer !

    • flaviomorgen

      21 de julho de 2011 at 23:59

      alexandre, reparou que você não vai conseguir convencer ninguém que eu trato Atlas Shrugged como meu evangelho particular – aliás, o livro é um romance, e não uma tábua de leis? Passar bem.

  14. alexandre

    21 de julho de 2011 at 20:53

    Da coluna de hoje de Demétrio Magnoli, crítico do governo Lula e liberal : ” Planos de austeridade radicais só combinam com a democracia em tempos de guerra. Na América Latina da crise das dívidas, eles foram montados à sombra das ditaduras militares – e seus devastadores efeitos sociais aceleraram o colapso dos regimes autoritários. Na Europa da crise do euro, a erosão da confiança nos sistemas políticos nacionais assume, ao menos provisoriamente, a forma de uma rebelião fragmentária, sem lideranças ou plataformas de ação comum, que se expressa em greves, protestos de rua e também no CRESCIMENTO ELEITORAL DE ULTRANACIONALISTAS E NEOCOMUNISTAS ” . As tais práticas liberais acarretaram a subida ao poder de antiliberais ? Seria irônico

    • flaviomorgen

      21 de julho de 2011 at 23:32

      Parabéns, já sabemos que você acredita em Dirceu e que os Estados europeus são mínimos.

  15. alexandre

    21 de julho de 2011 at 19:40

    Então sejamos objetivos : qual a sua receita para a Europa sair da crise ? O que vc acha de um governo fazer um arrocho fiscal durante uma recessão ? É produtivo ? Fará a economia sair da crise ? É a favor de uma moratória ou não ? E sobre a questão do déficit comercial grego de 9% do PIB ? Eles não podem desvalorizar a moeda (o dracma foi substuído pelo euro) e como solucionar o desequilíbrio externo ? São questões complexas e só leio vc criticando e sem nenhuma solução. É só o mesmo papo de sempre : estado mínimo ! Será ? A Argentina seguiu a receita do FMI na época do Menem e quebrou (isso vcs esquecem ! ). O México seguiu e também quebrou em 95. Todos adeptos do “estado mínimo” e modelos para o FMI. E a Europa é uma merda ? Bom é aonde ? África ?

    • flaviomorgen

      21 de julho de 2011 at 23:32

      alexandre, minha saída é vender tudo pro Lula. Ele sabe resolver crises. Abs.

  16. Pablo Vilarnovo

    21 de julho de 2011 at 13:35

    “O resultado das ‘medidas de austeridade’ tem sido um verdadeiro caldeirão de problemas: 30 milhões de desempregados, o maior arrocho salarial já visto, aumento escorchante de impostos, vexatórios cortes em programas sociais e nos benefícios da previdência, recessão e liquidação de empresas e, claro, privatizações.”

    Total inversão de causa e efeito.

    Quando essa gente vai aprender a não gastar o que não tem? Será muito difícil isso?

    • flaviomorgen

      21 de julho de 2011 at 13:49

      Pablo, a regra não é difícil: difícil é segurar impulsos consumistas de burguês primitivo.

  17. Paula Rosiska

    21 de julho de 2011 at 12:24

    Concordo com você e, diante de tudo o que li e da história recente do país, eu me pergunto algumas coisas: 1. Por que os jornais dão espaço a esse vigarista? 2. Alguém lê o que ele escreve, além do heróico e sacrificado autor deste artigo? 3. Quem dá créditos ao que ele escreve? 4.Quem pensa por mais de 3 minutos sobre as reflexões de José Dirceu? 5. Os europeus já venderam suas camas (haja vista que não voltarão a dormir, tamanha a preocupação que o texto do Dirceu trará)?

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