Marlos Ápyus

Disputa entre Hillary e Trump pode servir de exemplo ao Brasil de 2018

Lá como cá, a rejeição dos principais candidatos anda quebrando recordes negativos

Os americanos estão assustados com a alta rejeição de seus dois principais presidenciáveis. Hillary Clinton é mal quista por 55% dos eleitores dos EUA, situação que, em outros contextos, a tornaria inelegível. Mas a esposa de Bill enfrentará Donal Trump, dono da antipatia de 6 em cada 10 cidadãos locais. O resultado? De acordo com recente levantamento do Wall Street Journal, a candidata democrata, com 46%, possui neste momento uma vantagem de 5% em relação ao concorrente republicano.

O cenário interessa ao Brasil porque, revelou o Instituto Ipsos recentemente, a taxa de rejeição por aqui anda bem pior. Na margem de erro, nomes como Marina Silva, José Serra e Geraldo Alckmin atingem números semelhantes aos de Hillary. Já Aécio Neves, Michel Temer e Lula conseguem superar com tranquilidade até mesmo os resultados obtidos pelo polêmico Trump.

A situação fica ainda mais complexa ao se considerar que faltam mais de dois anos para a próxima eleição presidencial, quando só então os concorrentes iniciarão o bombardeio mútuo visando a uma invalidação de candidaturas adversárias.

Ou seja, as taxas só tendem a piorar.

Por isso, levará vantagem o candidato brasileiro que já agora estudar a fundo as soluções exploradas pelos candidatos americanos. Os acertos atingidos lá agora podem servir de inspiração para movimentos decisivos aqui em 2018. O que, infelizmente, não torna a coisa menos desesperadora.

Porque, não raro, as taxas de rejeição se convertem em votos de protesto. Ou mesmo em baixo comparecimento às urnas. Sabendo manipulá-las, o marketeiro possivelmente atingirá resultados melhores do que se focar o trabalho em qualquer outra pauta positiva.

Os democratas sabem disso e, perversamente, partiram para ampliar ainda mais a rejeição a Trump. Na peça que causou comoção na mídia americana, um jovem deficiente surge de frente para uma TV onde o candidato republicano faz piada com problemas semelhantes. E tudo é apresentado com uma crueza de partir o coração.

Os bons números já atingidos indicam que baixar ainda mais o nível da discussão traz os resultados esperados. Se for essa a mensagem absorvida pelos marketeiros brasileiros, o Brasil, que há dois anos viu sua eleição presidencial de nível mais baixo, poderá quebrar com folga o recorde negativo na próxima. O que será um final trágico para um período político tão problemático.

Há, claro, uma saída mais digna: o surgimento de nomes mais bem quistos pela população. Mas quem?

Marlos Ápyus é formado em comunicação, trabalhou por 15 anos como desenvolvedor web e músico. Além de colaborar com o Implicante, atualiza o apyus.com, seu site pessoal. Escreve no Implicante às quartas-feiras.

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