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Dívida de campanha: Dilma prepara reforma ministerial para abrigar Chalita e PSD

Reportagem de O Estado de São Paulo:

BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff pretende fazer uma reforma ministerial enxuta, depois da eleição que renovará o comando da Câmara e do Senado, em 1.º de fevereiro de 2013. Até agora, Dilma avalia que é mais conveniente esperar a acomodação da base aliada no Congresso, antes de promover as trocas na equipe. A estratégia foi traçada para evitar o costumeiro jogo de intrigas e pressões, além de ruídos na dobradinha entre o PT e o PMDB.

(…)

O xadrez da reforma, no entanto, não é tão simples como parece. O PMDB de Minas, que retirou a candidatura na capital para ser vice na chapa de Patrus, também espera uma recompensa. Atualmente, o PMDB controla cinco ministérios (Minas e Energia, Previdência, Agricultura, Turismo e Secretaria de Assuntos Estratégicos) e o plano de Dilma é pôr o partido do vice-presidente Michel Temer no comando de mais uma cadeira.

Se nada mudar até fevereiro, porém, o contemplado não será mineiro. O acerto é para abrigar o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) no Ministério da Ciência e Tecnologia, hoje ocupado pelo técnico Marco Antônio Raupp. Chalita aderiu à campanha de Fernando Haddad (PT) no 2.º turno da eleição paulistana.

Fusão. Na tentativa de aumentar seu cacife, Kassab também se movimenta com a intenção de fundir o PSD com o PP do deputado Paulo Maluf (SP). A operação daria ao novo partido um tempo de TV cobiçado por qualquer candidato na propaganda eleitoral, além de uma bancada de 86 deputados, do tamanho da do PT, hoje a maior da Câmara.

“Ninguém nunca falou isso comigo”, disse o senador Francisco Dornelles (RJ), presidente do PP, que também integra a base de sustentação do governo no Congresso. “Em política, porém, nada é impossível e nada é certo. Tudo pode acontecer, inclusive nada.”

O PP comanda o Ministério das Cidades, objeto do desejo de vários aliados, que gostariam de desbancar Aguinaldo Ribeiro de lá. “Pois eu acho que o Aguinaldo é ministro não só até 2014, mas até 2018”, arriscou Dornelles.

A Secretaria da Aviação Civil, hoje nas mãos de Wagner Bittencourt, também poderá ser alvo de mudanças. Senadores e deputados alegam que esse ministério tem mais ônus do que bônus, mas, de qualquer forma, a pasta é uma espécie de “plano B” para acomodar o PSD de Kassab.

O PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, nega que o partido queira mais ministérios, além dos dois que já controla – Integração Nacional e Portos. “Se a gente fosse querer, íamos pedir logo uns vinte”, provocou o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), que almoçou na quinta-feira com Dilma.

(…)

Pré-candidatos. Pelo menos seis ministros do PT são pré-candidatos a governos de Estado, em 2014, mas nenhum deles deve deixar a Esplanada agora. Na Casa Civil, a tendência é que Gleisi Hoffmann (PT), citada para concorrer à sucessão no Paraná, continue no cargo por mais algum tempo. Com isso, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, um dos nomes do PT para disputar o Palácio dos Bandeirantes, pode não ser deslocado para outra pasta. Mercadante gostaria de ir para um ministério com mais peso político.

Em São Paulo, os outros pré-candidatos são Alexandre Padilha (Saúde), Marta Suplicy (Cultura) e José Eduardo Cardozo (Justiça). A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) quer entrar no páreo em Santa Catarina.

(grifos nossos)

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1 Comentário

1 Comment

  1. Estrela

    14 de novembro de 2012 at 07:30

    Toma lá, dá cá.

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