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É justo reclamar do #preçojusto?

por Flavio Morgenstern*

Eu não sei quem é Felipe Neto. Mas ele reclamou de impostos. Reclamar de impostos é bom. Parabéns, Felipe Neto. Só não digo que quando crescer quero ser como você porque não sei quem é você e quando vi 30 segundos do seu vlog achei o show meio panaca. Mas continue reclamando de impostos, enquanto continuo com preguiça de descobrir quem é você.

Pelo que entendi, acharam a atitude pequeno-burguesa pois ele reclamou de impostos sobre iPads, videogames, Macbooks e iPhones. Eu não tenho um iPad, nem um videogame, nem um Macbook e nem um iPhone. Isso me faz algo mais pobre do que um pequeno-burguês. Gorki teria pena de mim. E aí é que tá o problema: eu não tenho um iPad, nem um videogame, nem um Macbook e nem um iPhone por causa dos impostos.

Pergunte se alguém que criticou a atitude do Felipe Neto se tocou disso.

Reclamar de impostos é reclamar de pagar mais por algo pelo qual se poderia pagar menos. O termo ainda mantém seu sentido etimológico no próprio significante: é um dinheiro que lhe é tomado por um poder maior imposto. Isso significa que não é preciso ter muita justificativa para se tomar o seu dinheiro além da força maior ser, afinal, maior do que a sua. O imposto é o bullying das operações financeiras desde que inventaram a civilização (e antes mesmo do papel moeda, da Bolsa de Valores, do Estado de Bem Estar Social e do Felipe Neto).

Na verdade, ao contrário do que dizem, reclamar de impostos não é algo da classe média. Da burguesia (mesmo a burguesia daqueles países que mais usam essas palavras – justamente aqueles que, curiosamente, nunca tiveram burgos). Quem reclama de pagar mais por algo pelo qual poderia pagar menos é o proletariado. Parabéns, Felipe Neto, seu proletário.

A classe média não se incomoda de pagar R$2,00 por uma garrafinha d’água só porque está fora de casa e, indispondo de seu filtro, não vai beber água da torneira. A classe média não se incomoda de comprar no Pão de Açúcar ao invés de no Sacolão. A classe média acha comum pagar R$8,00 por um saco de pipocas no cinema, sem perceber que milho, óleo e sal para fazer aquela pipoca para a família inteira não custam, juntos, R$8,00. Já o proletariado vai fazer compras no Atacadão e nas Casas Bahia. Só o proletariado que está deixando de ser proletariado vai ao Wal-Mart.

Dentre as inúmeras contradições da esquerda, uma das mais notáveis foi fazer o povo deixar de adorar Deus, aristocratas decadentes e burocratas corruptos para adorar impostos.

Pequena aulinha de História sem um professor trotskysta

Quando se estuda História, aprendemos logo que todas as classes superiores (ainda mais naqueles tempos em que o termo “classe” se referia mesmo a classes, e não a faixas salariais mutáveis) se mantinham no poder sem trabalhar, impondo às classes trabalhadoras (ainda mais naqueles tempos em que o termo “classes trabalhadoras” se referia às únicas classes que trabalhavam) tributos. Os pobres não podiam fazer como os donos do poder, e simplesmente se manter no poder sem trabalhar. Primeiro, porque não tinham poder. Segundo, porque os poderosos os obrigavam a trabalhar.

Na Idade Média, a coisa começou a mudar de figura. A escravidão não era mais aceita ao deus-dará (sim, seu professor estava errado). Ao invés de simplesmente obrigar o populacho a trabalhar e só lhes dar algumas migalhas para mantê-los vivos e produzindo, começaram a lhes arrendarem a terra, cobrando-lhes impostos cacete por isso. Os impostos eram a corvéia, a talha, as banalidades (o imposto mais honesto já inventado), a capitação, o Tostão de Pedro (o dízimo), o censo, a Taxa de Justiça, a Formariage, a Mão Morta e a Albermagem. Sim, os impostos supracitados estão na ordem encontrada na Wikipedia. Se você não teve argumentos contra o Felipe Neto além do fato de ele ser o Felipe Neto (e eu posso concordar em parte com você), poupe-me de dizer que estou errado por usar a Wikipedia. Ela também não está.

Essa putaria toda continuou até fins do Absolutismo. Na verdade, a putaria continua até hoje, ou não estaria falando de Felipe Neto (na verdade, estava preparando uma explicação em termos tomísticos provando que a Geisy Arruda é, sim, gostosa). O problema é que a putaria mudou de figura com a ideologia que seu professor trotskysta tem até hoje: com os Estados Modernos (absolutistas), unificando-se, os impostos e as desculpas para eles, de amarelas, se tornaram praticamente sifilíticas.

Mas eis que surge o problema que me obriga a redigir essas mal traçadas (mal aí, Geisy): com o Iluminismo e a Revolução Francesa, começam a questionar o que fazer com o Estado, e a dividir opiniões (até então basicamente apenas críticas ao sistema a la punk rock). Surge a direita e a esquerda. Aparecem uns caboclos como Rousseau e Robespierre de um lado e Edmund Burke e de Maistre de outro (eu sei que você só conhece os nomes de um dos lados, e você sabe por qual razão). E aí, o Estado, de máquina dominadora, passa a ser visto como o próprio instrumento para se livrar daqueles caras que se mantinham às bases do trabalho dos outros, sem nunca meter a mão na massa.

E um tempinho depois, com Karl Marx, a parada se torna ainda mais “obrigatória”: sendo hegeliano, conclui que a História caminha até um fim determinado e obrigatório (ou seja, o próprio Estado moderno), e então o proletariado acaba não agüentando e se rebela e quebra tudo e faz a Revolução e lá se vão todos os problemas quando se arranca na porrada toda a velharada exploradora imperialista burguesa elitista oligárquica escravocrata de direita e os mandamos para campos de trabalhos forçados na Gulag e assim se restaura a ordem do trabalho democrático e fraternal bonzinho com todos.

Dentre os inúmeros problemas dessa teoria, ignoremos por ser um detalhe menor os 150 milhões de mortos que essa estrovenga nos legou: fiquemos apenas com o foco no trabalho. Quando tanto se defende a classe trabalhadora, ela começa a obter algum espaço de decisão, mesmo sem ter a educação adequada para tal como acompanhante. Assim, em pouco tempo, ela tem um pouco de poder dentro da esfera estatal, e quando mais se defende como “classe trabalhadora” e se diz representante (obrigatória) de toda a classe, menos a representa e menos… trabalha.

Em pouco tempo, Marx fez com que os impostos, de armas do capeta para escravizar o povo, virassem a melhor das invenções da bondade humana, com o corolário um pouco escondido de que, por mais caridoso que seja o resultado final (desviando o olhar da montanha de 150 milhões de cadáveres novamente), acabam sendo cobrados da própria classe trabalhadora. Na verdade, sendo imposto um mecanismo que cobra e transfere dinheiro de quem trabalha para quem não trabalha, todo imposto é uma forma de escravidão em doses homeopáticas.

Vamos pular agora essas filigranas como duas Guerras Mundiais e passar direto para Felipe Neto.

Eu quero a minha Caloi e o meu Playstation

Um Nissan Altima (veja foto) nos EUA sai por US$ 20.080 (R$36.144,00). O Honda Civic custa US$ 15.010 (R$27.018,00). O Toyota Corolla sai pela bagatela de US$ 14.405 (R$25.929,00). Aquela pick-up Silverado, da Chev, só custa 18.145 verdinhas (R$32.661,00). É o segundo carro mais vendido dos EUA. O campeão é outra pick-up, a F-150 da Ford: 17.345 doletas, ou R$31.221,00). É o preço de Fiesta, Gol, Palio, Mille, Corsa ou Ka modelo básico por aqui.

Despiciendo explicar a meus leitores e detratores, sempre tão inteligentes e simpáticos e descolados, que os impostos no Brasil são cobrados em sacas.

Mas é fácil já prever o argumento reverso: ora, por que a classe média reclama tanto de impostos, com tanta gente por aí sem dinheiro pra pegar busão pra trabalhar?!

O problema que ninguém se tocou além de mim é a coisa mais óbvia do mundo: as pessoas estão apenas com o feijão com arroz básico, sem bens de consumo “burgueses” e supérfluos, justamente porque o governo tunga de impostos cada produtor deles para que a classe média, essa ingrata que já tem tudo, seja penalizada por consumir amenidades como iPads, videogames, Macbooks e iPhones. Até aí, tá tudo bem para os marxistas e os caras que fazem piadinha no Twitter. O problema é: e quando é que a “classe trabalhadora” vai ter mais em casa do que arroz e feijão e Gugu, se quando arrisca virar classe média passa a ser penalizada por isso?

Aí vão todos cair de pau no Felipe Neto, dizendo que 1) Ele é o Felipe Neto; 2) Ele é um burguês que se preocupa com preço de joguinho da Apple Store, quando deveria se preocupar com o preço de feijão e livros.

Ignoremos o fator 1). Mas ora, em primeiro lugar, o feijão paga muito menos imposto do que o joguinho da Apple Store.

Em segundo, eu quero que no Brasil as pessoas trabalhem em escritórios transados e liguem para os chefes nas Bahamas falando inglês com sotaque de alguma banda escrota dessas que esse povo com tatuagem de código de barra no pulso ouve, ao invés de serem um povo de famélicos boiadeiros que podem cair nas mãos do MST em algum momento, e isso só será possível quando, puta que pariu, baixarem a porra dos impostos sobre os joguinhos da Apple Store!

E em terceiro, todo dinheiro de impostos é o dinheiro que gera corrupção lá para frente, além de coisas que não são consideradas corrupção, mas gastam mais ainda, como o blog da Bethânia e os gastos dos Congressistas com seus assessores e cafezinhos. Eles não conseguiriam isso só tungando os feijoeiros. Eles fazem isso tornando produtos da Apple tão caros que eu tenho de usar um Motorola todo escangalhado pra ligar pros editores desse site publicarem o texto logo, ao invés de entrar no MSN de um iPhone (organizem uma vaquinha).

Ademais, quem aí já se tocou que o Estado fornece um serviço bem pior do que a iniciativa privada? Como Lula e FHC privatizaram companhias estatais falidas e tiveram programas sociais, mas Lula é apenas conhecido por esses últimos, enquanto FHC é apenas conhecido pelas primeiras? Quem aí não se mata para passar num concurso público e ganhar hiperfaturadamente pro resto da vida sem riscos e na mais pura mordomia, para depois dizer que só o Estado distribui renda?

Enfim, o Felipe Neto pode ter umas piadinhas meio merda, mas nesse caso tenho de concordar com ele. E não tenho medo de concordar com um vloggeiro com fama de babaca: aposto que até Stalin deveria gostar de sorvete de nozes e achar Radiohead uma bandinha chata pra cacete.

Felipe Neto tem um showzinho bem dos porcaria, e isso só demonstra como nosso país tem uma educação tão ridícula fornecida por esse Estado que “tem o dever de nos dar educação” que faz com que o povão ainda o considere um humorista a la W. C. Fields. Exceto, é claro, meus leitores, tão eruditos e descolados e bacanas.

* Flavio Morgenstern é redator, tradutor e analista de mídia. Se não fossem os impostos, teria dinheiro pra deixar de ser isento do Imposto de Renda. No Twitter, @flaviomorgen

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50 Comentários

50 Comments

  1. Silva

    7 de julho de 2011 at 20:03

    Excelente texto. Apesar do discurso raso do Felipe, ele esta defendendo algo importante: reducao de impostos.

    “A classe média acha comum pagar R$8,00 por um saco de pipocas no cinema, sem perceber que milho, óleo e sal para fazer aquela pipoca para a família inteira não custam, juntos, R$8,00. ”
    Apenas um ponto, o saco de pipoca no cinema nao custa 8 reais por causa de imposto e essa critica a “classe media” nao tem sentido. O preco da pipoca e explicado pela “scarcity power”. Isso e microeconomica basica… Em diversos paises, com diferentes niveis de impostos, o saco de pipoca tem preco elevado. Com isso, o exemplo e infeliz no contexto do texto.

    Agora, o exemplo da agua e excelente.

  2. Gentil Sperandio Pimenta

    30 de maio de 2011 at 23:23

    Acho que você exagerou e não teve a inteligencia de extrair do contexto exatamente o objetivo almejado pelo Felipe Neto. Em verdade não vejo dessa forma. O Felipe quis se referir às criticas do governo sobre PIRATARIA. E o que os jovens (público do Felipe) compram? Celulares, DVDs e jogos, ou estou errado? Então para que ele iria falar de carros se ninguém iria mesmo poder comparar que um Toyota custa R$ 78.000,00 contra R$ 25.000,00 nos EUA?
    Tanto assim é que ele foi direto ao assunto…. determinado jogo custa aqui 3 vezes mais que nos EUA. Acho que ele usou exemplos deacordo com os hábitos de consumo de seus fãs. Você é que não entendeu o recado. É claro que ele sabe dos outros impostos absurdos e está tão preocupado quanto todos nós, mas pinçou apenas o que poderia chmar a atençao dos jóvens.

    Mas é assim mesmo. Se não se reclama, reclamam que se não reclama. Se se reclama, é porque se reclama. Sempre haverá reclamões iguais a você que reclamam de tudo de todos. Sei que não vai publicar, mas tudo bem, mandei o recado.

    (@flaviomorgen: Meu inteligente leitor, você não conseguiu perceber que eu estou defendendo o ato de Felipe Neto, usando praticamente os mesmos argumentos que você?)

  3. Felipe

    17 de maio de 2011 at 18:04

    Foi mal, mas também nao precisava chamar ele de babaca, nao moro no Brasil, mas creio que ele nao tenha essa fama, ou estou errado?
    Claro, o Felipe Neto nao foi mais profundo no assunto, como foi o Daniel Fraga (esse vlogueiro é ainda mais controverso, mas gosto de algumas coisas que ele fala), ele alertou para o fato de o Estado gastar demais, afinal, pagamos impostos escandinavos e recebemos servicos africanos. Basta lembrar que o preco da gasolina está subindo, aí tem muitos impostos.

    (@flaviomorgen: Mas foi exatamente o que eu disse. O “babaca” foi só pra não deixar a oportunidade passar. :))

  4. Felipe

    16 de maio de 2011 at 18:49

    Nao acho Felipe Neto um babaca, nao queira ser diferente o ofendendo, pelo menos faca uma critica mais plausivel, e se algum de vocês nao gostou do video dele, faca um que fale do preco do feijao e do que mais quiser, oras! Nada te impede de fazer isso, ele nao faz isso pra te agradar, ele nem conhece agente, assiste quem quer e que bom que isso ficou popular.

    (@flaviomorgen: Uma contra-recomendação importante é ler o texto antes de criticá-lo – ou o senhor não reparou, desde o primeiro parágrafo, que estaoms elogiando a iniciativa de Felipe Neto?!)

  5. Marcos Araujo

    15 de maio de 2011 at 00:19

    Temos que parar com esse discurso que caminhamos para a igualdade. Isso, em absoluto, não existe ! Isso é invenção revolucionária para justificar a busca pelo estado socialista. Nem gêmeos univitelinos são iguais ! Todos somos diferentes, damos valores as nossas ações de formas diferentes, agimos diferentes e lógico temos vidas diferentes.

    Abs

  6. Georgeumbrasileiro

    13 de maio de 2011 at 11:21

    Só me deparei c/ esse texto hj. Leitura agradável, porém sigo na minha implicância c/ a linha editorial que dá a entender que tudo isso que achamos ishcroto pacarai se restringe ao PT. Gosto de me enganar e acreditar que o Brasil começou podre, porém aos trancos e barrancos segue lentamente e gradativamente menos injusto e desigual, apesar de toda a injustiça e desigualdade….

  7. Arthur Amaral

    13 de maio de 2011 at 10:18

    Sensacional o texto!
    Parabéns!

  8. Eduardo Spaki

    13 de maio de 2011 at 09:06

    ele só exemplificou, mas cada um enxerga até onde consegue :)

  9. Raphael

    13 de maio de 2011 at 01:32

    Belo texto.

    Eu acho que o brasileiro tem uma cultura estatista mesmo, devemos ter herdado de portugal, Até a Dilma mencionou isso no discurso de posse(se não me engano), que o brasileiro escolheu ter um estado forte que segundo o pt significa um eufemismo para um estado paternalista(ou maternalista agora :D) e populista.

    Acho que outra grande problema é a apatia da iniciativa privada no brasil. Por exemplo, sempre que alguém fala em privatizar as universidades aparece uma massa de socialistas de butique com foices e martelos nas mãos. Acho que falta aqui um pouco de visão objetivista, querer gerar riqueza com seu esforço, melhorar o país com suas habilidades e ser recompensado justamente por isso.

    Pensando bem, já que esse país de gente incapaz de enxergar além de 4 anos é movido a demagogia tomara que o povo entre nessa batalha para redução dos impostos mesmo que pelos motivos errados.
    Depois de 27 anos nesse mundo já desisti de esperar que galera se eduque para lutar pelos motivos certos.

    P$: Se eduque pq não acho nem que o estado deveria prover edução de graça. Um valor tão importante deveria vir dos pais ou de algum instituição com a sua mais alta confiança em vez de deixar o seu filho com o governo e esperar que ele volte pra casa com o dom da razão para tomar as decisões e votar corretamente.

  10. Dani

    5 de maio de 2011 at 07:54

    Flavio,
    Li o artigo com muita atenção e espero que gere muita repercussão.Com certeza há muito mais pessoas que concordam com ele, mas infelizmente alguns são desprovidos até de computador ou internet, onde os preços também são exorbitantes.

    Dani

  11. Pablo Vilarnovo

    4 de maio de 2011 at 14:52

    Vamos ao básico. Imposto nunca poderá distribuir renda. Bolsa Família não é renda. Renda, por definição é ” é a soma dos RENDIMENTOS PAGOS aos fatores de produção para obter o produto num determinado período, composto por aluguéis, lucros, salários e juros.”

    Bolsa Família é programa assistencialista. Até acho que é o melhor deles. Acho mesmo. Mas NUNCA poderia ser elencado como renda. Muitas vezes já vi na imprensa e na propaganda oficial que grande parte do aumento de renda do brasileiro deve-se ao Bolsa Família como podem ver aqui: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/05/bolsa-familia-aumenta-em-quase-50-renda-de-quem-recebe-o-beneficio-diz-pesquisa.html

    Mas como não é renda, fim do programa, fim do aumento dessa “renda”. Esse é um ponto. Ninguém comenta também que quase 1/4 do dinheiro que é destinado a uma família pelo BF volta ao governo por conta dos mesmos impostos. Se por exemplo uma família usar o BF para pagar a conta de luz esse valor salta a 35% e assim por diante.

    Outro ponto é que a matriz tributária brasileira é totalmente equivocada. Tributa-se muito o consumo e pouco a renda. Quando digo pouco digo sobre, por exemplo, a quantidade de faixas do IR. Eu pago o mesmo imposto de um Eike Batista, de um Antônio Ermínio de Morais ou de um Luis Ignácio Lula da Silva. Até mesmo a galera do IPEA nas mãos do nefasto Pochaman já afirmou isso: os impostos o Brasil atingem mais os pobres do que os mais ricos.

    Eu já ficaria muito feliz em não ter que pagar do meu salário a conta de empresas e organizações PRIVADAS como sindicatos por exemplo. Pago sem ser associado.

    A facilidade que existe no Brasil de se colocar as mãos no salário do trabalhador sem sua expressa autorização é impressionante. Fico p*** da vida quando vejo no meu contra cheque o desconto sindical. Isso sem contar como o Sistema S.
    Até o salário das pessoas foi privatizado pelo Estado.

  12. r0gerx

    2 de maio de 2011 at 10:39

    Só vim aqui explicitar que mais de 1 terço do valor da energia elétrica que utilizei para comentar esse post foi carinhosamente* destinada à tributos.

    Não me indignaria nada o fato de saber que sou cumplice do governo quando patrocino quietinho em toda data de vencimento esse auto-estrupo-carinhoso em minhas finanças, sem falar que esse consentimento me torna tão maldito quanto quem em mim o pratica.

    E como eu amo esse país, como eu amo essa gente tolerante e patrocinadora de mediocridade televisiva, futebolística e pandeirada, como amo essa mania idiotizada de achar que tudo dará certo apenas denunciando…

    Alguém tem uma biribinha atômica aí ou então, uma bombinha de hidrogênio?? Acredito que seja o único jeito de dar aquele jeitinho (não o brasileiro, é claro) em tudo que anda meio errado, no caso, nós mesmos.

    Eh…

  13. Luis

    1 de maio de 2011 at 15:15

    é não entendo nada sei que muita gente reclama e não gosto de gente que reclama muito, porque passam tempo reclamando e não fazem nada, e eu ? bem eu tambem não faço nada, mas to nem ai vamos morrer e derrepente o ceu até existe, espero que la não tenha os ”impostos”.

  14. Erika

    1 de maio de 2011 at 13:43

    Concordo com o texto, pouco importa quem é Felipe Neto importante é a atitude! E quem acha que isso não vai dar em nada e não assina esta apenas contribuindo para que não de em nada mesmo. Penso que estas pessoas devem se achar muito importantes pra perder menos de 2 minutos assinando o manifesto e preferem apenas criticar e se passar por inteligentes reclamando da companha. Talvez realmente não seja o 1º lugar da lista de coisas a se lutar por melhorias no país, mas é sim algo muito importante.

  15. Bruno Torrano

    29 de abril de 2011 at 21:02

    Very FUCKIN’ beautiful, my good friend.

  16. Henrique

    29 de abril de 2011 at 18:23

    Bom … eu fui a favor do movimento. Nao tenho profundo conhecimento sobre o assunto (sei que deveria ter rsrs), mas nao acho mal algum em tentar algo. Pelo menos nao vamos “sofrer” de boca fechada.

    Abraço.

  17. Hugo

    29 de abril de 2011 at 15:10

    Ontem teve um protesto contra o preço dos combustíveis, acho que em BH. Um entrevistado disse que o Brasil exporta gasolina a R$ 1,00!! E nós compramos por 3 vezes esse valor.

  18. Tiago Peres

    29 de abril de 2011 at 14:07

    Na minha opinião não tem sinceridade alguma na criação do manifesto de Felipe Neto. Está na cara que ele quer apenas retornar a ter a audiência que perdeu. Ah como seria ótimo um país com impostos menores, infelizmente os “fãs” do vloggeiro jamais enxergarão que a questão é muito mais complexa. Na maioria são jovens esperneando e reclamando a toa, mal sabem a verdadeira porque se manifestam. E duvido muito que esse manifesto dê qualquer resultado para emplacar qualquer lei que realmente ajude, o máximo que acontece é ele voltar a ter alguma audiência novamente entre 50 palavrões por minuto. E sim, é justo reclamar do #PreçoJusto, reclamo da forma como está sendo feita, não do que se defende.
    https://tiagoperes.wordpress.com/2011/04/29/precojusto-esse-manifesto-nao-faz-sentido-saiba-porque/

  19. alexandre

    29 de abril de 2011 at 07:10

    o imposto se utilizado de maneira correta distribiun renda sim e isso não é papo esquerdista. Nos principais países capitalistas isso acontece. No Brasil é que a carga é abusiva e os serviços de péssima qualidade. Já sobre os professores de História, ao ensinar os abusos do capitalismo, principalmente em seus primórdios, ele está exercendo direito sua profissão. Ou ele deveria dizer que o capitalismo da época de Adam Smith era uma maravilha em todos os sentidos ? Aliás, Adam Smith criticava a exploração do capitalismo na época dele. Mas criticar a exploração do capitalismo não significa ocultar a exploração do comunismo e sua tragédia. Aliás, Marx não dizia que deveriam ser criados gulags, uma burocracia corrupta e privilégios para um partido único. Defendia uma “luta de classes” e uma “ditadura do proletariado” que soam meio radicais mas que levaram para o centro da discussão uma maior participação dos trabalhadores nas decisões econômicas e políticas. E isso foi positivo. Não acho que deveríamos culpar Marx pelas loucuras de Mao, Stálin e outros camaradas.

  20. Igor Santos

    29 de abril de 2011 at 00:52

    Olha a primeira vista a idéia do Felipe parece sincera e bonita, mas conversei com um amigo meu que é economista, e depois de uma discussão ampla, chegamos a conclusão que o real perigo é e sempre será a corrupção. Pensando bem, a idéia de imposto cria uma corrida industrial. É, vai ter gente pra caraio falando que não tem como o Brasil concorrer com produtos gringos, mas isso não existe pela justa falta de interesse e compra de produtos nacionais. Acho que uma boa tática (para esse momento desesperador) é transformar o imposto pago em compra de tecnologia gringa! Pense na possibilidade de criar um Mac totalmente brasileiro, depois de um tempo o produto que genuinamente é americano, pode se transformar em um legitimo computador das terras tupis, que leva consigo não só a construção e nome, mas um conceito criado pelo próprio povo br.
    Mas enfim, mesmo com essa atitude, Felipe Neto trouxe a tona um debate ótimo, duvido muito que ele consiga seguir em frente esse projeto… mas debater é ótimo! Alias, ótimo post!

  21. Lucas

    28 de abril de 2011 at 18:23

    Acho justa a queixa contra os impostos, minhas críticas foram a maneira como o movimento está operando.

    https://oluquetucho.wordpress.com/2011/04/27/a-reforma-tributaria-feita-na-base-de-palavroes/

    Sds
    Lucas

  22. Andress

    28 de abril de 2011 at 16:55

    Sem duvida a falta de educação atrasa o Brasil, contudo a inércia da classe média em relação a politica é o que deve mudar primeiro…. estes tem estudo

  23. Hugo

    28 de abril de 2011 at 16:41

    Lembrei que esse gorverno teve coragem da aumentar impostos sobre a água mineral (colocando ela no mesmo patamar de produtos “nocivos” ou inúteis como bedidas alcoólicas, refrigerantes e energéticos).
    Também lembrei de um post no meu blog sobre o preço do Aircross no Brasil (R$ 53.900) e na Argentina (R$ 34.550)
    https://sobretudoblog.blogspot.com/2010/12/aircross-custara-r-34550-na-argentina.html
    Para terminar, já que se falou de privatizações, que o PT e a Dilma juraram de pé junto que era coisa do Serra, hoje somos brindados com a informação de que diversos aeroportos serão “privatizados”, o que provavelmente elevará os custos para os usuários. É sempre assim, o governo repassa uma atividade para a inciativa privada, que cobrará pelos serviços diretamente dos usuários, mas o governos não reduz um centavo na carga tributária. Por isso sou contra estradas privatizadas. Acho que temos que lutar para que nossos impostos sejam bem aplicados (obrigação de qualquer governo), não para pagar pedágios para termos estradas melhores.

  24. @sasuke_sarutobi

    28 de abril de 2011 at 14:55

    Não quero tomar partido, mas tem uma coisa que o Felipe Neto falou e que você não mencionou: o retorno do Imposto. Eu não me incomodo em pagar um pouco mais se nós tivessemos educação e saúde decente, mas a maior parte dos imposto vai para pagar canalhas. E lembrando que o Brasil é o país que tem os impostos mais caro do mundo.

  25. rafael

    28 de abril de 2011 at 14:40

    Eu geralmente ñ gosto de críticas que utilizam esse linguajar arrogante e de menosprezo pelos outros, vc se considera superior ao Felipe Neto? Por mais que eu discorde de alguma pessoa, eu geralmente me atenho a criticar idéias ou atitudes, e não pessoas. Eu não me considero superior a ninguém, não acho q exista nenhum critério para classificar superioridade, nem mesmo inteligência.

    Eu até gosto do Felipe Neto, acho as críticas deles legais (embora geralmente ñ sejam nada demais, coisas corriqueiras) e até engraçadas, mas talvez meu gosto deva ser inferior ao seu, né.

    Sou completamente contra quase todos os impostos, sou libertário, e admiro tais iniciativas e tais pessoas, mas não compartilho exatamente dos mesmos motivos. A maioria parece reclamar apenas de impostos exorbitantes, como os nossos, e não uma redução drástica do estado, ainda acham que o estado é necessário para fazer o país e sua população prosperar, com argumentos velhos como o de que importação destrói empregos e prejudica a produção local, sendo que esse mesmo argumento poderia ser utilizado contra a mecanização, o que é claro, seria um absurdo. Importação ñ empobrece ninguém.

  26. Zé Lima

    28 de abril de 2011 at 14:31

    Belo texto! Espero que chegue aos ouvidos de seu comentado. Acredito que será importante para ele. Mas não concordo que os impostos são malignos. O Imposto é um mal necessário para o andamento do país. Claro, não defendo o uso que fazemos dele aqui – na Suécia paga-se mais que aqui (51%) e nenhum político tem culhão de abaixar os impostos e, por consequência, diminuir o repasse de benefícios a população. Se pudesse optar, escolhia por não pagar INSS nem FGTS pra começo de conversa – os benefícios reais desses instrumentos de melhoria da situação da população são pífios. Ou 3% ao ano em um investimento é bom, e os hospitais públicos brasileiros são referência em algo “bom”?

  27. Romulo

    28 de abril de 2011 at 13:34

    Excelente texto, mas seria interessante observar que não adianta simplesmente reduzir impostos; há uma balança que deve ser mantida. Se reduzir os impostos como querem e/ou aumentar o salário, isso pode acarretar em inflação, e ninguém quer isso novamente, certo?

    Se incentivarmos a importação de bens por preços mais baixos, sufocaremos a produção interna, que não conseguirá ser competitiva a preços tão baixos (mal os países desenvolvidos conseguem lutar contra o preço escravo da China, imagine nós!), mas por outro lado também não temos incentivo ao desenvolvimento interno; a maior parte da nossa indústria são de bens com pouco valor agregado.

    Não temos uma Apple brasileira, nem uma Lamborghini, nem nada. Temos muita agropecuária e pouca P&D. Eu acredito que a partir do momento que começarmos a ter grandes corporações nacionais, que aqueçam a demanda por mão de obra altamente qualificada (e que consiga segurar nossos profissionais aqui), que criem um ecosistema de consumo e oferta para estes bens, as coisas podem mudar. A Coréia do Sul saiu de uma posição muito pior que a nossa e hoje está décadas à frente, investindo forte na educação e criando PPPs.

    É possível alcançar o aumento da qualidade de vida, do poder aquisitivo, mas com certeza o problema não é apenas impostos exorbitantes. O buraco é bem mais embaixo.

  28. Paula

    28 de abril de 2011 at 13:17

    Querido Flávio,
    Este é um país fétido. O imposto sobre perfumes é algo obsceno, na casa dos 80%. E dirão a mesma coisa: que reclamo disso apenas por ser uma burguesa que se sente mais feliz contemplando sua coleção de perfumes importados. Nada contra os nacionais, que também são taxados em 80%. Mas é de lascar ver que o meu maravilhoso Carolina Herrera 212 VIP custa $ 68 no Free Shop de Montevidéu e encontrá-lo naquelas lojas gambiarrentas do Mercado Livre em promoção por R$ 375,00. Quem acha que um ótimo perfume não é um bem de primeira necessidade é porque nunca pegou metrô lotado com um misto de 3 aromas: musk, avanço e cecê. Resumo: quem não reclama de impostos é porque nunca tentou comprar bons perfumes. CQD, quem não reclama de impostos, fede.

  29. Gustavo Noronha Silva

    28 de abril de 2011 at 09:03

    Preocupação com impostos é válida, definitivamente; Felipe Neto, no entanto, é um adolescente fazendo seu papel de ser inconformado sem se sentir responsável pelas consequências das mudanças que defende. Nem todo imposto é ruim per se e importação de ipads não é definitivamente uma prioridade importante – talvez os impostos do jeito que estão até ajudem a fazer com que tablets sejam produzidos localmente. Mas aí vem os impostos malucos do mercado interno… então sim, tem que ter discussão sobre impostos. Quero ver se a Dilma vai ter peito de fazer a reforma tributária de fato, simplificando e tirando carga tributária de onde mais precisa, mas acho que meramente diminuir impostos de eletrônicos e outros importados seria um tiro no pé. No mais: https://www.youtube.com/watch?v=1IeI_NX2h2g

  30. Dryyy

    28 de abril de 2011 at 03:45

    o seu texto esta muito bem escrito e o seu apoio ao Felipe foi fantastico, vc nao criticou, voce ADICIONOU ao manifesto…

    os otarios ai que falam mal do Felipe e de tudo isso que esta acontecendo tambem pagam impostos e mesmo assim se acham no direito de criticar….

  31. Janos Wolfgang

    28 de abril de 2011 at 01:31

    o grande problema é que todo mundo sabe reclamar mas ninguem mexe um dedo sequer pra tentar mudar alguma coisa.
    Ao menos o Felipe Neto tomou uma iniciativa, e alem de reclamar esta tentando mudar as coisas.
    O fato é que isso é um protesto contra os impostos no geral, o que o Felipe Neto fez foi, digamos, uma pesquisa de mercado: o proprio youtube fornece informações pra vc sobre faixa etária dos seus telespectadores. Logo, pelo video de divulgação do #preçojusto, é obvio que a maior parte dos inscritos em seu canal devem ser adolecesntes que estão pouco preocupados com o preço do feijão e do material escolar, mas estão preocupados com o fato de as chances de ganhar ou juntar dinheiro suficiente pra comprar um iPad são BEM remotas

  32. Tainá

    28 de abril de 2011 at 00:42

    Com certeza a turma vai chiar menos pelos impostos altos, gasolina, etc, que pelo Felipe Neto. Sim, também estou no Brasil.

  33. Renan Martins

    28 de abril de 2011 at 00:32

    Gosto muito deste site. Concordo com o que vejo aqui, à exceção deste texto que achei ruim.
    Entretanto como gosto não se discute, eu gostaria de me ater a 2 pontos mais “objetivos”.
    1- A iniciativa do Felipe Neto é excelente e não foi compreendida. Ele fala para um público, formado na maioria por jovens e adolescentes TOTALMENTE desinteressados por questões relevantes do país, como a carga tributária. Assim, os itens elencados por ele são os capazes de atingir o seu público, que não se importa com a inflação (apesar de sofrer com ela). Mobilizar a juventude é importante, e pode servir para que alguns despertem e busquem ir além do foi dito neste vídeo.
    2- Quanto à frase “Quem aí não se mata para passar num concurso público e ganhar hiperfaturadamente pro resto da vida sem riscos e na mais pura mordomia”, respondo à pergunta: Eu. Apesar de ser servidor federal e por isso contar com salário efetivamente maior do que a média dos trabalhadores, eu trabalho entre 8 e 10 horas por dia, quase que ininterruptamente (quase, pois sou humano) e tirando a estabilidade, não ralo menos que nenhum assalariado da iniciativa privada. Além do fato de que não ganho “hiperfaturadamente”, pois, voltando ao assunto anterior, os impostos são severos no ataque aos meus rendimentos.

  34. Rafael França

    27 de abril de 2011 at 23:58

    https://www.libertarianismo.org/outros/impostosibpt.pdf

    o link é um pdf onde mostra os impostos de coisas básicas no brasil…. a tigrada xinga todo mundo de “burguesiafedida”, mas vamos aos itens básicos:

    açucar 32%
    carne de boi 17%
    Chester 29%

    absorvente 34% (esse é foda, 50% da pop tem que comprar praticamente)
    Sabonete 37% (outro q deveria ter 1% de imposto, é diretamente ligado à saúde pública)

    Material escolar, o mais barato é lápis 34%

    abs

  35. Tiago Silva

    27 de abril de 2011 at 23:55

    Pela revolta dos esquerdopatas, dos professores que só ensinam Robespierre e dos adolescentes fãs do Felipe Neto, esse texto causou mais polêmica do quê a Geisy Arruda (que, de boca fechada, é sim muito gostosa hehehe).

  36. Vanduir

    27 de abril de 2011 at 23:54

    Boa noite,
    não estou aqui para defender o fulano Felipe Neto, mas temos que concordar que, o Brasil possui uma das maiores cargas tributárias do mundo. Segundo pesquisas, em média o ganho de mais de quatro meses no ano vai para os impostos. O trabalhador paga a tributação sobre sua renda em média (18%), 3% sobre o patrimônio e 23% sobre o consumo, o que dá um total de 44% do seu rendimento bruto, mais de um terço do que são gastos para uma boa noite de sono tranqüilo vão para os cofres públicos.
    O brasileiro trabalha 140 dias (quatro meses e 20 dias) somente para pagar tributos, o que corresponde a mais de 1/3 do seu ano. “Além disso, o cidadão tem que trabalhar mais uma quantidade de dias para comprar serviços privados como saúde, educação, segurança, estradas, previdência; uma vez que, os serviços públicos não atendem a satisfação de toda a população brasileira.
    No Brasil, paga-se impostos de primeiro mundo e recebe serviços de terceiro. Das 16 maiores economias do mundo, o Brasil tem carga tributária superior a três economias. Somente Itália e França é que têm cargas tributárias maiores que o Brasil. Logicamente que isso traz uma dificuldade em competirmos no mercado internacional, pois os preços dos nossos produtos tornam-se mais caros, uma vez que em nosso país, o preço dos produtos é composto em 50% por impostos. Isso faz cair muito o poder aquisitivo da população, diminui o mercado consumidor e forma um círculo vicioso, gerando desemprego, portanto não desejamos esses ou aquele produtos importados, desejamos sermos tratados conforme a nossa Carta Magna prevê, que paguemos impostos altos, mas que possamos usufruir de dos sistemas públicos dignos na saúde, ensino, educação, enfim que nos beneficiem com todos preceitos estabelecidos no Art. 5º, e em especial o Art. 6º, inciso IV salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim; da Constituição Federal

    Vejam ainda essa matéria:

    …Ainda de acordo com Boriola, o sistema tributário brasileiro é um dos maiores causadores de sonegação, informalidade e fuga de recursos. “Carga tributária significa menos dinheiro para a sociedade e menos geração de emprego. Redução da carga tributária significa mais emprego e crescimento econômico. É necessário que o governo tome consciência deste fato para que o País passe a progredir e gerar mais emprego e renda para as famílias brasileiras”, alerta o consultor.
    O povo brasileiro é escravo da classe política, altamente privilegiada e improdutiva, uma verdadeira corte imperial escravagista.

    MARCOS CÉZARI
    FOLHA DE SÃO PAULO

    A crise econômica mundial, iniciada em setembro de 2008, reduziu em 2009 a carga tributária na maioria dos países industrializados.
    Segundo a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a carga tributária média na região, que em 2008 era de 34,8%, caiu para 33,7% no ano passado. Em 2006 e 2007, estava em 35,4%.
    No Brasil, a carga tributária teve queda de apenas 0,2 ponto percentual, de 34,7% em 2008 para 34,5% no ano passado, segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário).
    Mesmo com essa queda, o país subiu quatro posições no ranking dos países que mais tributam os contribuintes. Segundo o IBPT, tomando por base o ranking da OCDE, o Brasil ocuparia o 14º lugar em 2009 (era o 18º em 2008), ficando à frente do Reino Unido, da Espanha, da Suíça e dos Estados Unidos.
    A “subida” do Brasil no ranking ocorreu porque outros países -Reino Unido, Islândia, Holanda e Portugal- tiveram reduções maiores em suas cargas fiscais.
    A carga tributária (ou fiscal) é a soma de todos os tributos (impostos, taxas e contribuições) pagos pelos contribuintes em relação ao PIB (Produto Interno Bruto).

  37. Seraos

    27 de abril de 2011 at 23:49

    Um texto bom, ficou chato em alguns pontos e acredito que excedeu seu conhecimento sobre figurões socialistas. Sugiro que veja o video por completo, sugiro que veja também outros videos dele e coletar melhor material de estudo quando for falar de alguém, ou sobre a opinião de alguém ou o que quer que seja de alguém, enfim. Apesar de não venerar o ‘chato Neto’ – como seus fãs adolescentes – concordo com o Preço Justo, pelo menos com a iniciativa. A classe que ele descreve faz movimentar a economia e é um pilar importante no modo político-social. (obs.: sei que não sou obrigado a ler nada do que você diz em seu domínio, não acho que implicante seja sua opinião mas sim seu linguajar! Pareces um velho de 200 anos. Mas acredito que seja o estudo da história; minha professora falava assim na época.) GRANDE ABRAÇO!

    (@flaviomorgen: Curiosa a sua crítica, amigo. Não entendi sobre qual figurão socialista falei algo errado, visto que você não apontou o erro, e atribuiu minha gramática escorreita, léxico impertérrito e reputação ilibada ao estudo da história… estás querendo me ver pior? :) Abraço!

  38. Gustavo

    27 de abril de 2011 at 22:40

    blá blá blá

  39. Victor Hugo @cartasdof

    27 de abril de 2011 at 22:40

    se esse texto me ajudar no vestibular, serei eternamente grato

    (@flaviomorgen: Não recomendo de forma alguma sugerir diminuição de impostos e críticas a Marx e à esquerda num vestibular. Aliás, você não me viu, você não me conhece.)

  40. renan

    27 de abril de 2011 at 22:33

    q baita merda vc escreveu aí

    SE MATA [2]

  41. Jordan

    27 de abril de 2011 at 22:33

    Me desculpa cara, mas se você não tem ipad, iphone, ipod, ps2, nitendo wii, notebook potente, mas não precisa chingar o Felipe só porque ele pode ter…O imposto é foda, principalmente quando não é usado mas deixa o cara. Ele é jovem, quer se divertir, e quer mudar o mundo. Diferente das merdas que são endeusadas por aí que nem sabem que a Amazônas tem gente, essas bostas estão arruinando o que resta da nossa dignidade enquanto o cara que você chingou um pouco no seu post tá querendo melhorar a tua vida e de várias pessoas de todo o Brasil. Pessoas como esse cara que fazem história ao reunir multidões (mesmo que seja na internet) para tentar mudar algo. Parabéns ao Felipe Neto

    (@flaviomorgen: Isento-me da culpa por isso.)

  42. Leo

    27 de abril de 2011 at 22:31

    Essa mesma galerinha que assina abaixo-assinado contra imposto do iPad compra atestado médico para aumentar a restituição do IR (ou não né, são dependentes do papai, esse sim que faz isso). É o comerciante que vende sem nota pra aumentar o lucro, é aquele folgado que quer “encostar” no INSS.

    Reclamar do preço do iPad pode, mas como já dito, não observa que o café subiu e a inflação taí, principalmente nos combustíveis.

    Coisa típica da classe média: criticar em cima de falácias.

    (@flaviomorgen: Uma coisa bem típica da classe média é criticar a classe média. Outra coisa bem típica é fazer essa crítica pechando todo um comportamento para a maior “classe” do país, como se todos agissem iguaizinhos. Como se toda a classe média usasse atestado médico para se livrar do IR e sei lá eu mais o quê. E como se imposto ajudasse a conter a inflação. E como se, afinal, os erros de uns fizessem com que uma lógica absurda passasse a valer algo mais do que lágrimas.)

  43. João Carlos

    27 de abril de 2011 at 22:19

    O mestre da licensa poética truncada e das parábolas metafóricas não pode admitir, assim, de supetão, que ‘pouco entende do arrazoado’. E embora, mesmo com todos os sinais de aviso “Pare, não vá me confundir alhos com bugalhos, ou o que escrevo com panfletarismo ideológico”, você passou por cima do que quis explanar mais razoavelmente – PARIDADE.

    É uma palavrinha simples, mas pouco utilizada. O mesmo sistema que ‘louvas’, sobrevive de incentivos. Ponto. Ou tu achas que a Zona Franca existiria sem o ‘franca’ (o resultado é encontrado em locais de assaz culto às necessidades fisiológicas erógenas mediante justo pagamento). Em verdade, neste ‘sítio’ de internet https://jewishworldreview.com/cols/sowell010036.php3 , o Tio Sóuél coloca exatamente o que quis dizer, caso ainda não entendas – o conjunto da taxação dos de baixo com a anuência dos de cima é o problema.

    Simples assim – o parâmetro de imposto de um lado e isenções/incentivos do outro, é um problema ‘de mãos dadas’. E desde Mainardi a Viana, ninguém pega por este lado. Mesmo o Tio Sóuél, quando coloca a questão unilateralmente, esquece que o processo inicial de estabelecimento de qualquer empreendimento é um poço sem fundo de custos, e que boa parte vem do estado. MAS, ao mesmo tempo, depois de dada a ‘ignição’, o eventual ‘rombo’ nas contas públicas tem que ser restaurado pelo outro lado. A MENOS QUE, os mesmo burocratas criticados tenham alguma participação no empreendimento em si.

    Agora ache onde eu coloquei que imposto distribui renda. Em seguida, me pergunte se eu ACHO QUE DEVERIA/PODERIA. Tem uma sutil e ao mesmo tempo abismal diferença.

    (@flaviomorgen: Amigo, como vê, de fato não entendi o que você está escrevendo [sequer a concatenação entre uma frase e outra, bastante complexa], e continuo sem entender o que qualquer coisa do seu imbróglio tem a ver com algo que eu escrevi. Meus cordiais amplexos.)

  44. ofpinant

    27 de abril de 2011 at 22:09

    O que mais me assuta é que o governo consegue aprovar qualquer barbalidade em termos de imposto se usar a clássica expressão: é para o bem comum!

    Deve ser pq a classe média tem um certo sentimento de culpa por ter alguma coisa em um país com tantos miseráveis. E os políticos sabem muito bem como explorar isto, principalmente pelos da a esquerda.

    resumindo: se vc reclama de pagar os impostos é pq vc é um egoista que quer manter o cruel sistema de exploração dos pobres pelos ricos.

    é phoda!

    (@flaviomorgen: Eu não acredito que seja um sentimento de “culpa” da classe média que a torne tão dócil aos melífluos discursos da aumentação de impostos. Em primeiro lugar, é ignorância: um debate presidencial consegue ter 8 pontos de audiência, então quem é que está acompanhando jornais? E ainda mais impressos? E ainda mais blogs de oposição? Em segundo, a classe média pensa de fora: ela nem se toca que é da classe média quando fala da classe média [sou uma prova viva, por ser de classe média e ter escrito “a classe média” em terceira pessoa]. Assim fica sempre fácil ver a coisa pelo lado que acham que defende os pobres, mas na verdade só defende a manutenção dos pseudo-estamentos quietinhos, exatamente como estão, impedindo a ascensão social.)

  45. Lucas

    27 de abril de 2011 at 21:46

    q baita merda vc escreveu aí

    SE MATA

    (@flaviomorgen: Ah, a argumentação aristotélica!)

  46. Guilherme Reis

    27 de abril de 2011 at 21:39

    Quase aplaudi de pé ao chegar no fim do texto. Excelente artigo! Concordo com tudo o que disse. Não sei se só você e eu vemos que o brasileiro nunca vai mudar o Brasil, enquanto não tiver educação. A absurda falta de informação e educação das “massas” é que não deixa esse país ir pra frente! =/

    (@flaviomorgen: Obrigado pela calorosa recepção! De fato as elites sempre governam as massas, mesmo em oclocracias, de certa forma. E o que fazer quando a elite se curva às massas e as Universidades não ensinam nada muito mais inteligente do que o velho ódio queixumoso aos ricos [invariavelmente culpados, mesmo quando se enriquece mais facilmente pelas vias do funcionalismo público nesse país], e não aprende nada sobre Ortega y Gasset?)

  47. caio

    27 de abril de 2011 at 21:28

    Eu gosto de Radiohead e nao gosto de impostos. Nem do Flip Neto.

    (@flaviomorgen: Já está a meio caminho andado da Suprema Verdade! [arredonde para onde quiser])

  48. João Carlos

    27 de abril de 2011 at 20:57

    É e não é. Conhecendo-o de mares antes navegados, sei da tua acalorada predisposição a pendengas com quaisquer metodologias ‘de Hegel em diante’, considerando que, como diria o ditado ‘mudam somente as moscas, mas não o excremento’.

    Por isto, digo que se aprofundares para mares nunca dantes navegados, como de Malatesta ‘pra baixo’, fica notório que existe uma profusão ideológica de emperrar este processo cíclico e contínuo, coisas consideravemente de Morus ‘pra cima’.

    Notoriamente, o que tem aí pra se chamar de esquerda é sofrível. Até o Vovô Plínio já bandeou pro samba do ‘afro-descendente com sanidade mental questionável’. Então não dá pra também dizer que tudo acaba em imposto, considerando isto. Eu ouso dizer que tem mais comunismo em Jornada nas Estrelas (Nova Geração, porque só über-nerd tem colhões pra ver a série original…) do que em quaisquer planos de governo jamais traçados por estas terras tupiniquims.

    Pra resumir e continuar, e ser mais ‘esquerdinha’, eu também trago à baila comentários sobre o OPOSTO do Felipe Neto Show – os impostos QUE NÃO SÃO COBRADOS (cognominados ISENÇÕES FISCAIS). Por incrível que pareça, existem mais isenções para commodities – começando a ver a multidão com tochas e pedras vindo para cima de mim – produzidas por excelência no Brasil, MAS QUE (a turba pára, dramaticamente…) não correspondem ao que o cidadão mediano (burguês ou não) consome no seu prato, mas sim geram lucros gigastronômicos (neologismo idiota meu) para ‘meia dúzia’ de barões da soja, milho, gado e afins.

    Ou seja – se fosse taxado o nobre Rei do Gado nas mesmas proporções que um trabalhador mediano o é, os quatrocentos trilhões de janeiro a abril, muito provavelmente estaria em quatrocentos E CINQUENTA trilhões. E se, esses cinquenta de diferença fossem ‘repassados’ para nós pobres mortais, poderíamos realizar o sonho proletário do Morgen, com escritórios nas Bahamas e sotaques transados…

    (@flaviomorgen: Amigo, não sei de onde me conhece e confesso que pouco entendi do seu arrazoado. De toda forma, pensei nesse argumento e achei que ninguém o usaria: tungar os produtores e passar a grana para os trabalhadores. É o mais típico argumento da esquerda para defender impostos. Costumo dizer que só existem esquerdistas porque nenhum leu Ortega y Gasset, Hayek, Mises, Rothbard, Ayn Rand e Sowell. Para refutar essa de que “imposto distribui renda” [já que sua variação, “emprego público distribui renda”, foi pro vinagre no meio das minhas garatujas], passo a palavra para este último, o melhor economista vivo desse planeta: https://www.nationalreview.com/articles/229862/real-public-service/thomas-sowell)

  49. Kosher-X

    27 de abril de 2011 at 20:48

    Ótimo artigo, só demonstra o velho adágio que até um relógio quebrado está certo duas vezes ao dia. Tanto sobre o Felipe Neto quanto você afirmando que a Geysi é gostosa.

    (@flaviomorgen: A Geisy causou mais polêmica do que os impostos e o Felipe Neto. Sim, eu estou no Brasil.)

  50. Pedro Daltro

    27 de abril de 2011 at 20:42

    Belo texto!

    (@flaviomorgen: Obrigado, amigo! Não sei se belo, mas espero que irritante o suficiente!)

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