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Artes

Em carta, Tupac confessou ter rompido namoro com Madonna por ela ser uma “mulher branca”

03.10.2012 - Madonna concert at Vancouver

Justificativa de Tupac Shakur para Madonna alimenta debate sobre “racismo” e “racismo reverso”

Foto: Jon Haywood / The Signifier Limited

Tupac Shakur é tido pela crítica americana como o maior rapper de todos os tempos. Até 2010, seus álbuns somavam 75 milhões em vendas. Mas, como bem sabem os fãs, ele não viveria para colher todos os frutos do trabalho. Pois era também figura polêmica. Ativista social, constantemente virava alvo da Justiça. Bem no início da carreira, levou cinco tiros em um assalto, mas sobreviveu para suspeitar que outros integrantes da indústria musical sabiam que ele seria atacado. Desde então, iniciou-se uma rivalidade de gangue entre os expoentes do ritmo mais popular dos Estados Unidos.

Antes de morrer vítima de mais quatro tiros em 1996, Tupac cumpriu onze meses de cadeia por abuso sexual. Foi deste cárcere que escreveu uma carta rompendo com sua então namorada, ninguém menos do que Madonna. No texto, o músico alega que era vantajoso para a popstar namorar um negro, mas o fato de ele estar com uma mulher branca seria prejudicial à imagem.

“Você consegue entender? Para você, ser vista com um negro não prejudicaria a carreira. Se mudasse algo, faria com que você fosse vista como alguém descolada e interessante. Mas, para mim, ao menos tem sido essa a minha percepção, devido à minha “imagem”, eu estaria decepcionando metade dos que me transformaram no que eu achava que eu era.”

Ambos estiveram juntos entre o final de 1993 e o início de 1995, quando as palavras acima foram escritas. O casal, entretanto, tentou manter discrição, ainda que rumores dessem conta do namoro ainda na época. Só em 2015, Madonna confessou a David Letterman que o relacionamento de fato existira.

A esquerda criou um nome para o fenômeno que ela nega existir: racismo reverso. Mesmo diante de informações como as aqui relatas, acredita que Madonna não pode se dizer vítima de racismo, pois ela não faria parte de uma minoria historicamente oprimida.

Para a direita, “racismo reverso” também inexiste. Mas porque mesmo a justificativa dada por Shakur seria simplesmente racismo, sem subcategorias, não importando a origem da vítima. Afinal, não deveria ser necessário um erro se tornar histórico para passar a ser combatido.

De qualquer forma, o tema finalmente vem sendo abordado nos debates. E, ao que tudo indica, não terminará tão cedo.

Fonte: Telegraph

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