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Em conversa gravada pela PF, petista revela que Padilha indicou executivo de laboratório fantasma

Nome do ex-ministro da Saúde é citado como ‘padrinho’ de funcionário do Ministério que assumiria cargo no Labogen

André Vargas e ministro Alexandre Padilha - foto Ricardo Weg (12)

Reportagem do Jornal Nacional desta quinta (24) trouxe o áudio da conversa entre o ainda deputado (e ainda petista) André Vargas (PT-PR) e o doleiro Alberto Yousseff, onde os dois falam sobre a indicação de um executivo do Labogen. Segundo Vargas, a indicação seria do próprio Padilha:

[youtube]https://youtu.be/ufZMQThHMsU[/youtube]

Transcrição do portal G1:

Documentos da Polícia Federal apontam indícios de envolvimento do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha com o doleiro Alberto Youssef, preso durante a Operação Lava Jato sob a acusação de chefiar um suposto esquema de lavagem de dinheiro que, segundo a PF, movimentou cerca de R$ 10 bilhões.

A Polícia Federal analisou o conteúdo de 270 mensagens trocadas de 19 de setembro do ano passado a 12 de março deste ano entre Youssef e o deputado André Vargas (PT-PR).

Em uma das trocas de mensagens, em 28 de novembro do ano passado, a PF encontrou a citação ao nome de Padilha que, para os policiais, é possivelmente o ex-ministro da saúde Alexandre Padilha.

Na ocasião, segundo documentos da PF, André Vargas diz a Youssef que Padilha indicou um executivo para o Labogen, laboratório do doleiro que teria sido usado no esquema de lavagem de dinheiro.

– Vargas diz: “Achei o executivo”.
– Youssef responde: “Ótimo, traga ele para nos reunirmos e contratarmos”.
– Vargas responde: “Sexta ele estará aí. Dá o número do celular e fala que é Marcos, estará em São Paulo no dia seguinte ou segunda e que foi o Padilha que indicou”.

Segundo o relatório da PF, “Marcos” é Marcuz Cezar Ferreira de Moura, coordenador de promoção de eventos da assessoria de comunicação do Ministério da Saúde na gestão de Padilha. Depois, Moura participou de reuniões na Labogen.

A PF concluiu que existem “indícios que os envolvidos tinham uma grande preocupação em colocar à frente do Labogen alguém que não levantasse suspeitas das autoridades fiscalizadoras”.

No inicio da noite, a assessoria do ex-ministro Alexandre Padilha divulgou nota na qual nega ter feito a indicação do executivo.

“O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha repudia o envolvimento do seu nome e esclarece que não indicou nenhuma pessoa para a Labogen. Se como diz a Policia  Federal, os envolvidos tinham preocupação com as autoridades fiscalizadoras, eles  só poderiam se referir aos filtros e mecanismos de controle criados por Padilha dentro do Ministério da Saúde justamente para evitar ações deste tipo. A prova maior disso é que nunca existiu contrato com a Labogen e nunca houve desembolso por parte do Ministério da Saúde”, diz a íntegra da nota.

André Vargas afirmou que não recebeu de Padilha nenhuma indicação e disse que responderá a todos os questionamentos “nos foros competentes”. Segundo o deputado, “vazamentos seletivos e fora do contexto não podem servir a qualquer prejulgamento”.

Deputados
A investigação menciona também o deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP). Em uma troca de mensagens de 25 de setembro passado, Youssef diz a André Vargas: “Achei que vc estivessse aqui na casa do Vacarezza”. Vargas responde: “Tô indo;”

Para a polícia, o doleiro Alberto Youssef mantinha relações com o deputado federal Cândido Vaccarezza, “inclusive indicando que houve uma reunião na casa do deputado, reunião esta entre Alberto Youssef, o deputado André Vargas e Pedro Paulo Leoni Ramos”, ministro no governo Fernando Collor e diretor de uma empresa que é sócia oculta do Labogen.

Vaccarezza disse que conhece Pedro Paulo Leoni Ramos e Alberto Youssef, mas não tem relações de amizade com eles. O deputado também negou que tenha realizado na casa dele uma reunião com Vargas e os demais mencionados na investigação da PF.

O relatório sobre as mensagens trocadas entre o doleiro e o deputado André Vargas mostra que a rede de contatos deles chegou também à Caixa Econômica Federal por meio do Funcef, o fundo de pensão da Caixa, terceiro maior do país.

Por mensagem, Youssef pergunta se pode falar em nome de Vargas em uma reunião no Funcef. O deputado responde que sim. A PF relata ainda que André Vargas tem um contato no Funcef: Carlos Borges, diretor de Participações Societárias e Imobiliárias, membro do conselho da Vale. Borges não foi localizado para comentar.

No relatório, a Polícia Federal demonstra a proximidade entre o doleiro e o deputado André Vargas, que  combinam caronas e até uma visita para tomar café na casa do parlamentar.

(grifos nossos)

 

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