Empresas envolvidas na Olimpíada do Rio de Janeiro não precisaram pagar R$ 3,8 bilhões em impostos

A Lei 12.780 foi sancionada por Dilma Rousseff em 2013. Tratava-se de uma exigência do COI assumida pelo Governo Federal quando encampou a candidatura do Rio de Janeiro a sede olímpica. O Brasil não foi o primeiro país a se submeter a tais regras, mas não deixa de ser absurdo. Por ela, as empresas que trabalharam na organização da Rio 2016 receberam isenção fiscal. Assim, chegou-se a um número assustador: nada menos do que R$ 3,8 bilhões em impostos não seriam recolhidos em decorrência do evento.

Ao todo, quase 800 empresas fizeram uso da vantagem. Entre elas, organizações bilionárias, como Globo, Bradesco, Coca-Cola e Nike. Até mesmo a Odebrecht, principal alvo da operação Lava Jato, beneficiou-se da isenção. Tudo isso num período em que o Brasil mergulhava em recessão profunda, o que rendeu umas das maiores crises políticas de sua história, e resultou na queda da senhora que assinou a Lei 12.780.

Pouco mais de um ano após a realização da Rio 2016, o principal organizador foi preso. Suspeitavam que Carlos Arthur Nuzman comprara votos para que a capital fluminense se tornasse a sede olímpica.

Quanto à Rede Globo, está envolvida em escândalo ligado a outro evento. Teria pago milhões de dólares em propina pelos direitos de transmissão de duas Copas do Mundo.

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