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Enquanto a bola rola, o PT enfrenta dificuldades nos preparativos para as eleições

Grande parte da base de Dilma deve disputar contra o PT em votações estaduais. Até mesmo Lula vem se mostrando contrário a atitudes da presidente. O remédio utilizado pelo governo vem sendo cada vez mais publicidade.

Após enfrentar alguns problemas para garantir apoio de sua base para as eleições de 2014 – que acabaram sendo aparentemente suplantados –, o PT vê seus aliados se distanciarem cada vez mais nas disputas estaduais, com muitos figurando nos palanques dos opositores do partido.

A Folha levantou as pré-candidaturas já anunciadas para governador, vice-governador e senador de PMDB, PSD, PP, PR, PDT e PTB, aliados do Palácio do Planalto com as maiores bancadas na Câmara dos Deputados.

Em todas essas legendas, a quantidade de candidatos que disputarão votos contra um petista supera a de nomes que deverão compor chapa com a sigla. O PMDB lidera em número de candidaturas contrárias ao PT. No cenário atual, em 16 Estados há um peemedebista em uma chapa majoritária oposta à chapa petista.

aliados

A caminho de sua disputa pela reeleição, Dilma tem passado por problemas até mesmo dentro do próprio partido. Ela recentemente irritou-se com o ex-presidente Lula por ele ter discutido estratégias eleitorais sem a presença de seu principal representante, o ex-chefe de Gabinete do Planalto Giles Azevedo.

Azevedo é apontado na sigla como “os olhos e ouvidos” da presidente. Justamente por isso, sua exclusão do encontro irritou Dilma, que só foi informada da reunião depois que ela já havia acontecido. (…) O tema da reunião, da qual participaram trinta pessoas há cerca de dez dias, era a conjuntura econômica do país. Aproveitando-se da presença dos coordenadores de campanha, contudo, Lula decidiu estender a conversa para a eleição. Interlocutores petistas ouvidos pelo jornal acreditam que a ideia era discutir mais à vontade as mudanças que Lula julga necessárias na campanha.

As mudanças citadas se devem certamente à queda da popularidade de Dilma. Aécio Neves, candidato do PSDB, já ultrapassou a atual presidente nas pesquisas do Ibope com famílias de alta renda, que consultou aqueles com faixa salarial superior a 10 salários mínimos. Entre esses, o tucano apresentou 36% das intenções de voto, contra 24% de Dilma.

Ciente disso, ela turbinou os gastos com publicidade. Até maio de 2014, o montante desembolsado foi de 92,3 milhões de reais, o que representa um aumento de 61,84% em relação ao mesmo período de 2013 e de 132,51% quando comparado ao de 2011.

Apesar do longo tempo de TV, que deve ultrapassar os 10 minutos de exibição diária, o PT encontrará agora em 2014 uma realidade bem distinta da existente em 2010. Os 83% de aprovação de Lula fortaleciam as alianças e calava opositores, sempre temerosos de que críticas poderiam lhes custar votos. Os atuais 34% de aprovação de Dilma abrem brechas para a debandada que se nota. Mais do que isso, não estimula que até mesmo os aliados a elogiem em seus palanques: o efeito pode ser o contrário do esperado e, ao que tudo indica, poucos se arriscarão nesta carta. Em outras palavras, desenha-se um cenário ideal para um avanço da oposição. Espera-se que ela saiba aproveitar o bom momento.

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