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Enquanto Copa fica mais cara, “legado”é reduzido em R$ 4 bilhões

O custo total do evento já se aproxima de R$ 30 bilhões, mas o investimento em mobilidade urbana caiu de 12 para 8 bilhões de reais.

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Ao anunciar a realização da Copa do Mundo no Brasil, o então presidente Lula prometeu que ela traria muitos benefícios para todo o país – garantindo ainda que os estádios não receberiam dinheiro do governo. Os investimentos com mobilidade urbana eram considerados os mais importantes, mas agora, a menos de 100 dias do início da competição, esse legado já sofreu redução de R$ 4 bilhões.

De fato, além de estarem atrasados, os investimentos previstos para a área diminuíram com o passar do tempo. A Matriz de Responsabilidades que chegou a estimar em R$ 12 bilhões as obras de mobilidade urbana em 2012, está agora com apenas R$ 8 bilhões previstos para aplicações no setor. Embora algumas obras tenham sido incluídas na Matriz, cerca de 18 ações foram retiradas entre julho de 2012 e setembro de 2013.

Os motivos apontados para o atraso ou cancelamento das obras giram em torno de burocracias e até mesmo de fenômenos naturais. E, embora o Ministério do Esporte tente destacar a falta de importância das obras excluídas, cidades como Brasília, São Paulo, Salvador, Curitiba, Manaus e Porto Alegre sofrerão com perdas no setor.

Em Manaus, foram retiradas a construção do corredor exclusivo para ônibus e do monotrilho, tornando a cidade a única das sedes que não receberá obras em mobilidade urbana.

Porto Alegre foi a sede que teve mais obras retiradas da Matriz. Dez ações de mobilidade que previam investimentos de R$ 865,5 milhões foram retiradas Matriz, que recebeu duas novas ações relativas a obras no entorno do estádio, orçadas em R$ 15,9 milhões.

Enquanto as construções dos estádios custaram cerca de 66% mais do que o previsto em 2010 – recebendo, sim, dinheiro do governo via financiamento do BNDES e certamente sendo muito benéficas às empresas que as ergueram -, a população brasileira parece cada vez mais perto de ficar a ver navios. Segundo estimativas, mesmo com a redução do investimento em mobilidade urbana, o custo do total do evento deve chegar aos 30 bilhões de reais.

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6 Comentários

6 Comments

  1. Mulholland

    11 de março de 2014 at 13:34

    E BH ficou sem metrô, cujas obras, que são do governo federal, iniciaram na década de 90 do século passado, e foram interrompidas em 2003, quando o Fome Zero foi eleito.

  2. oneide teixeira

    10 de março de 2014 at 10:23

    A melhor analise sobre a copa e os protestos do meu ponto de vista foi do Ciro Gomes.
    A tese é que o governo quando quer faz, a copa teve dinheiro, panejamento etc, pq o mesmo não acontece com a saúde segurança educação..
    https://www.youtube.com/watch?v=81jWO6h1UWY

  3. Matheus Magalhães da Silva

    8 de março de 2014 at 09:59

    Vale lembrar que estas obras “na volta do estádio” de Porto Alegre eram de responsabilidade do clube Internacional que, mesmo após assinar o contrato que previa exatamente isto, se recusou no início deste ano a fazê-las, jogando para o colo do Estado. que abraçou sem problemas.

  4. jussara weltson

    7 de março de 2014 at 16:08

    Bem feito pra nós, otários!!!

  5. Rquel

    7 de março de 2014 at 13:28

    Era um país
    Muito engraçado
    Não tinha escola
    Mas tinha estádio
    Ninguém podia
    Dar uma volta, não
    Porque na rua
    Tinha ladrão
    Ninguém podia
    Nem passar mal
    Porque no reino
    Faltava hospital
    Ninguém podia
    Fazer pipi
    Porque esgoto
    Não tinha ali
    Mas era feito
    Com muito esmero
    Com propaganda
    Da fome zero

  6. antonio moreira

    7 de março de 2014 at 05:49

    Não vamos ficar a ver navios porque o investimento em portos foi em Cuba..

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