facebook
Mundo

Enquanto criticava Trump, a Europa fechava rotas para refugiados – e colhia bons frutos

Um controle mais rígido de fronteira permitiu à Europa reduzir em 53% a imigração ilegal pelo Mediterrâneo

Foto: Official U.S. Navy

Em 2016, nos primeiros 25 dias de agosto, a Itália recebeu 21.294 refugiados. Um ano depois, no mesmo período, apenas 2.932, uma queda de 86%. Em grau menor, observou-se também um decréscimo nos números do semestre, sinalizando que a imigração vem de fato perdendo força.

As autoridades locais acreditam conhecer explicações para o fenômeno. E todas elas estão intrinsecamente ligadas a um controle mais rígido das fronteiras.

Na Itália, enquanto a a Guarda Costeira foi fortalecida para controlar a imigração pelo mar, intensificou-se o combate a organizações de ajuda humanitária acusadas de manter relações questionáveis com contrabandistas do Mediterrâneo. De acordo com a Organização Internacional para as Migrações, houve uma drástica queda de 53% por esta rota (de 272 mil pessoas em 2016 para 121 mil em 2017). Isso vem, inclusive, salvando vidas, uma vez que as mortes na travessia caíram 25% (de 3.216 para 2.410).

Para o continente, contudo, fez diferença maior o fechamento da rota dos Bálcãs, saída explorada por refugiados para chegarem à Grécia e, de lá, seguirem a pé para o norte europeu.

As medidas evidenciam que, enquanto sustenta um discurso, a Europa mantém uma prática distinta. Ainda que cante no noticiário como se tivesse um coração de mãe, sempre aberto a mais um, alimenta a política que critica do outro lado do oceano com Donald Trump, controlando fronteiras e fechando rotas exploradas por refugiados.

Neste sentido, ela deveria apenas ser mais transparente. Ou, quem sabe, menos cínica.

Fonte: Deutsche Welle

Nunca inseriu um código de desconto no Cabify? Experimente usar o código "IMPLICANTE" e ganhe 100% OFF (com desconto máximo de R$ 10) em até 2 corridas. Após ativado, o crédito terá validade de 30 dias.

Mais Lidas

To Top