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Enquanto gasta mais com a Copa, Governo investe menos em fronteiras e presídios

Áreas essenciais do combate ao crime sofrem cortes, diferentemente dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014.

Cardozo foi escolhido por Dilma para comandar a pasta de Justiça

Que o país vive uma crise de segurança, não há dúvidas. Um ótimo artigo do jornalista Gabriel Castro e já mencionado neste site recentemente comprova a ineficácia das políticas sociais do governo para uma melhora deste quadro. Mas uma matéria da Veja nesta semana vem mostrar que não há apenas inércia da parte do planalto, mas algo que já beira a conivência. Os preparativos com a Copa forçaram uma diminuição no investimento das defesas do país e na criação de novos presídios:

O governo federal desacelerou investimentos no programa de proteção às fronteiras e no apoio à construção de presídios estaduais em 2013. Segundo dados divulgados pelo próprio Ministério da Justiça nesta terça-feira, o ano deverá terminar com uma queda de 18,4% nos investimentos do Plano Estratégico de Fronteiras, e de 34,2% no valor destinado ao Plano Nacional de Apoio ao Sistema Prisional.

O primeiro projeto recebeu 361,7 milhões em 2012, e terá 295,1 milhões neste ano. O segundo registrou uma queda de 361,9 milhões de reais para 238 milhões de reais.

(grifos nossos)

E é claro que este problema afeta indireta e até diretamente a sociedade:

As duas áreas preteridas pelo governo são essenciais para o combate ao crime porque, pelas fronteiras, entram drogas e armas que abastecem o crime organizado nas grandes cidades. Além disso, sem a expansão adequada na construção de presídios, aumenta o número de criminosos colocados nas ruas por falta de vagas em unidades prisionais.

(grifos nossos)

Essa redução de investimentos é estranha pois a pasta vem prometendo um aumento nos investimentos em segurança pública na ordem de 700 milhões de reais para 2013. No entanto, estes valores se concentraram no justo combate ao crack e, principalmente, nos preparativos para a Copa do Mundo de Futebol em 2014:

Os programas que tiveram mais acréscimo de recursos em 2013 foram o de preparação para grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014, e o enfrentamento ao crack.

(grifos nossos)

O ministro da justiça seguiu o protocolo do marketing do partido de não comentar como se deve assuntos que possam manchar a imagem do governo:

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não quis comentar os números e disse apenas que o governo está atento às fronteiras. “Estamos aumentando contingente nas fronteiras, sem prejuízo para a aquisição de equipamentos”. Cardozo também foi evasivo ao tratar dos presídios: “No ano que vem, teremos muitas entregas. E o que não for entregue estará pronto em 2015“.

(grifos nossos)

Enquanto o governo espera a Copa do Mundo passar para investir em segurança aquilo que pode, deve e é urgente, o Brasil segue batendo recordes de homicídios.

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