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Entre 2016 e 2017, os ataques com ácido cresceram 266% na Inglaterra

Entre 2012 e 2013, a polícia inglesa registrou 183 ataques com ácido, ou 7,6 por mês. No período iniciado em 2016, a contagem já chegava a 503 casos no término do primeiro semestre de 2017, ou 27,9 por mês. Proporcionalmente, o aumento foi de 266%. A maioria das vítimas foi queimada em Londres, na proporção de dois homens para cada mulher.

A BBC tentou entender o fenômeno. Em nenhum momento citou a crise migratória iniciada em 2015 e que atingiu a Europa justamente no intervalo. Mas encontrou uma justificativa para lá de curiosa.

Para Simon Harding, “lançar ácido é uma forma de demonstrar domínio, poder e controle, gerando um grande temor entre os integrantes das gangues rivais“. Segundo o criminologista da Universidade de Middlesex, tais gangues sabem que terão vantagem jurídica caso usem ácidos em seus ataques. Se fizessem uso de armas de fogo ou branca, seriam acusados de tentativa de assassinato. Com o líquido corrosivo, respondem apenas por “danos físicos intencionais”, o que finda em pena bem mais branda.

De quebra, trata-se de um dispositivo de fácil camuflagem (qualquer garrafa serve de disfarce) e difícil rastreio (não costuma deixar digitais ou vestígios de DNA).

Em outras palavras, não adianta perseguir a arma, pois quem a usaria encontra facilmente outras formas de fazer suas maldades.

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