facebook
...
Blog

Esquerda é coisa de imbecil. Live with that.

Lobão manda seu CALA BOCA ESQUERDA

por Flavio Morgenstern*

O Lobão (o músico, não o ministro) afirmou que esquerda é coisa de imbecil, tendo sido vaiado imediatamente por tal acinte. Fosse o Lobão ministro, e não o músico, já teria sido ejetado de seu cargo sem possibilidade de retratação pública por ir contra a causa. Ejetado bem mais facilmente do que Palocci, que pelo visto corre mais risco de ser canonizado no cargo pelo milagre da multiplicação de seu patrimônio. Isso, é claro, porque o governo é de esquerda.

É um tanto quanto imbecil pechar um indivíduo por ser de esquerda ou de direita. Sabemos que as pessoas não se dividem tão bem em duas únicas categorias. Os EUA são um país até mesmo bipartidário, e os pensamentos no grande império não se dividem em dois. A esquerda e a direita foram divisões mais funcionais do que ideológicas em sua origem. Não se define um homem por ser de esquerda. Para piorar, é ainda mais imbecil considerar que “esquerda” e “direita” são pontos extremos de uma linha reta – o que gera a imbecilidade de se pensar que qualquer pensamento que vá fora do padrão ideológico que unifica cada lado imediatamente está abrindo concessão para o outro lado.

Mas podemos analisar se Lobão está constatando uma imbecilidade ou se está sendo um imbecil.

Lobão manda seu CALA BOCA ESQUERDA

Prioridades imbecis da esquerda

A esquerda tende a pensar no interesse coletivo como primordial ao interesse individual. Ninguém nunca definiu direito o que é essa parada de “interesse coletivo”. A julgar pelo que conheço, tem algo a ver com o Corinthians. É estranho pensar que o tal “interesse coletivo” seja lá algo muito político. Ainda mais que o interesse coletivo seja algo político que vá contra os políticos escolhidos pelo coletivo.

Seja como for, o coletivo deve ter uma ordem de interesses que prioriza os mais urgentes. Temos um exemplo prático disso. Na noite da quarta-feira 19/06, o estudante Felipe Ramos de Paiva, 24 anos, foi alvejado com um tiro quando voltava para seu carro no estacionamento da Faculdade de Economia e Administração e Contabilidade da USP (FEA-USP), após sair de um caixa eletrônico. O estudante morreu no local. Patrulhas da PM fizeram blitz em cada portão, procurando um veículo suspeito – um utilitário. A polícia já ouviu 7 pessoas, mas ainda ninguém foi preso. A Cidade Universitária da USP vinha sofrendo uma onda de seqüestros-relâmpagos nos últimos 2 meses antes desta tragédia.

Numa mórbida coincidência, na tarde do dia seguinte uma estudante de enfermagem da UFAC – Universidade Federal do Acre foi rendida por 2 homens armados, forçada a entrar num carro, estuprada e espancada.

Podemos compreender que essas duas vítimas em dois dias foram o ápice de uma seqüência de falta de segurança que prolifera nos campi das Universidades públicasgratuitasedequalidade desse país. Há estudantes em risco. Há mulheres que sofrem, e o mínimo que se poderia fazer por elas é lhes dar um pingo de justiça. Os campi são zonas sem lei, e se estudantes inocentes, que são os que devem ser beneficiários da tal educação públicagratuitaedequalidade, estão sofrendo violência que culmina em assassinato e estupro, nada seria mais óbvio do que a esquerda ser a primeira a protestar contra a falta de segurança nos campi.

Poderíamos imaginar que estivesse sendo organizado um tuitaço #PMnocampus, já que estupro e assassinato não são lá grandiosos motivos para fazer assembléias e marchas. Na FFLCH, o centro do universo comunista nos dias que se seguem, só pudemos encontrar a seguinte nota pela segurança no dia seguinte:

A esquerda é tão preocupada com as minorias que estava preocupadíssima em realizar a MARCHA DA MACONHA no dia seguinte. Nos campi em que a polícia não pode entrar por um fortíssimo lobby de estudantes de cursos de extrema-Humanas que julgam que a polícia é fascista, reacionária, de direita, inimiga da educação e sucateadora do ensino, vimos qual a razão pela qual os estudantes tanto querem deixar a polícia fora da Cidade Universitária.

A esquerda está se lixando para a educação. A esquerda está se lixando para mulheres estupradas. A esquerda prefere você morto a ela própria, egoistamente, não poder fumar bagulho. A esquerda, quod erat demonstrandum, é coisa de imbecil.

 

A Marcha imbecil da Maconha

Muitos liberais são ardorosos defensores da descriminalização do comércio das drogas, primeiro porque o Planet Hemp e o Skank já fizeram fortunas na cara da sociedade há décadas, segundo porque acreditam que cada um pode fazer com o que seu corpo o que bem entender sem o Estado interferir e, last but not least, porque são as armas que matam mais facilmente do que as overdoses. Os traficantes têm armas porque o comércio ilegal é lucrativo (os traficantes têm monopólio da oferta). Se os traficantes tiverem de concorrer com uma Souza Cruz criando o seu Marlboro Cannabis com laboratórios foderosos e uma capacidade de distribuição quase religiosa, os traficantes vão ganhar muito menos com o comércio de drogas. Logo, não terão dinheiro para armas. Logo, ao menos para esse crime, o comércio legal de drogas, idealmente, pode gerar menos violência.

Há também o fator “lutar por seus direitos”. Se liberais organizarem uma marcha (ou um tuitaço, ou um artigo no Implicante™) pedindo para não pagar todos os nossos impostos, estão também fazendo algo ilegal. O Estado não tem o direito de usar seu monopólio da violência para coibir uma mudança nas leis. Se ainda não está na lei, não é legal. Mas esse legalismo in extremis é coisa de Estados totalitários. Exatamente o oposto do que um regime democrático de livre mercado prega. Então, a Marcha da Maconha é legal, e não deve ser reprimida, muito menos com a porradaria violenta como foi.

Mas o que está por trás deste princípio é que ninguém precisa ser um santo para ter direitos democráticos num Estado democrático. Democracia é pra todos, e o Estado não tem o direito de exigir que o cidadão seja inteligente, culto, não fale palavrão, tenha a beleza da Maitê Proença mesmo depois das 4 décadas, prefira Piquet a Senna, Ramones a Beatles, Raimundos a Chico Buarque e leia o implicante™ todo dia.

Quando vemos marchantes gritando “Hey, polícia! Maconha é uma delícia!” sabemos que não estamos diante exatamente assim do futuro do Brasil. Estamos mais para um bando de hedonistas sem muito chão pra varrer (as empregadas cuidam disso, ou então deixam virar um chiqueiro, mesmo) e sem muitos livros pra ler. Uma marcha da maconha costuma ter uma idade física média entre o primeiro colegial e o primeiro ano da faculdade, e uma idade mental média próxima dos Teletubbies. Eles estão no seu direito, não deveriam ter sido agredidos pela polícia (o que só deu mais um marketing extra), mas não deixam de ser imbecis.

Como diz P. J. O’Rourke, todo mundo quer mudar o mundo; ninguém quer ajudar a mãe a lavar a louça. Enquanto isso, o estudante morto na USP e a estudante violentada na UFAC ficam sem justiça. Escreveram em um quadro da FFLCH: “PM no campus já!. Algumas letras foram apagadas para se reescrever por cima: “PM fora do campus já!”. Um prazerzinho imbecil de fumar bagulho escondido dos pais e responsáveis continuou valendo mais do que estupro e assassinato. É a esquerda preocupada com as minorias. É a esquerda sendo imbecil.

Na semana seguinte, foi realizada nova marcha, desta feita pela “liberdade”, já que a marcha da maconha foi duramente reprimida. Nos vídeos que circularam pela internet, lembraram-nos a todos que são contra “o lucro dos policiais” que ganham com as drogas proibidas (?!?!) e nós também que devemos agradecer por todos que estão ali, lutando por direitos, enquanto estamos aqui, com a bunda no sofá. Pois eu estaria lutando por PM no campus. A luta deles é legítima. Mas é uma luta imbecil.

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=3O40XXnAURo[/youtube]

 

Os intelectuais imbecis de esquerda

Não existe nada mais arrogantemente imbecil do que os leitores de orelhas de livros esquerdistas que pululam nas Universidades. Não conheço esquerdista bem versado em Foucault, Sartre, Deleuze, Chomsky, Adorno, Habermas, Horkheimer, simplesmente porque nunca leram mais do que um livro de cada um. Quando leram um livro. Isso para não falar em Marx – que inventou de escrever uma versão for dummies de seu magnum opus com 40 páginas e, assim, todo esquerdista pode dizer que “leu Marx”. E nem pisemos em Lacan e Slavoj Žižek, gente que escreve tão hermeticamente que nem eles mesmos saberiam o que é que defendem. Poderíamos dizer que não são apenas imbecis, mas só pensam em merda. Seria um exagero? Podemos tirar a prova dos 9:

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=AwTJXHNP0bg[/youtube]

Em compensação, consideram que o que não é a esquerda são pessoas alienadas, sem “consciência de classe”, completamente bitoladas por trabalhos repetitivos e uma ganância mesquinha que busca obter dinheiro á base da exploração (não é de se estranhar que nos livros dos intelectuais de esquerda palavras como “drogas” simplesmente inexistam).

Aí perguntamos para qualquer esquerdista aleatório o nome dos caras de quem ele discorda. Os caras “da direita”. Só um nome, não precisa nem citar o nome de um livro, muito menos o que pensam. Afinal, eles é que seriam os descolados e antenados, a direita é que deveria ser a “imbecil”. A resposta é sempre um vácuo.

Refutar um livro como The Ethics of Redistribution (é curtinho, leiam), de Bertrand de Jouvenel, é tarefa impossível. Definir que a distopia desmilingüida d’O Caminho da servidão, de Friedrich Hayek, não é o único destino das intervenções estatais, idem. Perceber que o capitalismo foi o único sistema econômico que, pelos poucos séculos que conseguiu sobreviver, acabou com o trabalho escravo e melhorou a vida dos pobres, como Ludwig von Mises comprova n’As Seis Lições é ainda mais chocante. Dar de cara com Economic Facts and Fallacies, de Thomas Sowell (o maior economista vivo, e um negão 3 x 4) sem perceber que a esquerda inteira é baseada em falácias quase primitivas, mais ainda. Ver a sucessão de catástrofes que a estatização e nacionalização da economia gera em nome do “bem estar” e da “solidariedade”, destruindo a própria condição humana, como mostra Ayn Rand (uma foragida da União Soviética!) em A Revolta de Atlas, é ainda mais chocante – coisa que arrepia a alma, mesmo.

O único argumento da esquerda, a nossa eterna imbecil, é apenas não ler. Não há pessoas que lêem Jouvenel, Hayek, Mises, Sowell e Rand e sobreviveram sendo esquerdistas. UM ÚNICO exemplo de pessoa que conseguiu tal façanha jogaria meu argumento por terra. Não há. A esquerda vai preferir sempre fazer como o avestruz e enfiar a cabeça no buraco, gritando “nem vi, nem ouvi, lá lá lá”, deixando a rabadilha exposta.

Não é á toa que os “direitistas” que o Brasil conhece resumem-se a Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo e Olavo de Carvalho. 3 jornalistas, ou ao menos 3 cidadãos que escrevem artigos curtos em jornal. Ninguém consegue ler algo mais do que isso.

Quantos livros e conceitos complicados são necessários para que se possa defender o livre mercado, ao invés de dizer apenas que ricos exploram pobres? Quanta vontade de cultura é preciso ter para correr atrás de livros que os nossos próprios professores nunca leram, ir contra o establishment acadêmico que proibe pensamentos contrários justamente em nome da “reflexão” e ainda perder todos os seus amigos por isso? A esquerda diz, na academia, que a direita é alienada. Por que não aceita encarar o fato de que a direita, inevitavelmente, sabe algo de que ela não sabe (talvez, justamente por isso, seja de direita), e assumir logo que, afinal, esquerda é coisa de imbecil?

Os Bolsonaros da esquerda são mais imbecis

Voltando à baila da USP, a esquerda não estava apenas preocupada com maconha, como no grupo de e-mails do DCE foi enviada uma mensagem em caráter de URGÊNCIA sobre… a perseguição aos socialistas no Cazaquistão.

Isso depois de uma menção de apoio aos “operários revolucionários” da Líbia, que “sofriam sob o imperialismo” de Kadafi (o autor do “Livro Verde”, em que prega princípios socialistas que aplicou pari passu).

É difícil imaginar o que fariam em caráter de urgência para ajudar os socialistas perseguidos no Cazaquistão (alguém sabe o nome do presidente, ditador ou whatever?). Ao prosseguirem discutindo política externa, a quizumba se deu sobre o sutil tema: para qual país deveriam extraditar os “reacionários” quando subissem ao poder?

Num repente, a estudante Maria Júlia Montero respondeu: “Reacionário a gente não manda pra lugar nenhum não. É a cabeça numa bandeja”.

Nada mais adorável do que a esquerda finalmente dizendo a que veio: pra matar todo mundo que discorda dela e instaurar o totalitarismo. Convenhamos, esse papinho de se preocupar com trabalhador não convence mais nem sem terra, vai convencer a elite intelectual do Brasil? Trabalhador quer é Coca-Cola. Esquerdista quer é degolar todo mundo que lhes nega poder.

Já pensou se um “reacionário” afirmasse que seu objetivo político fosse degolar comunistóides? Em compensação, esses comunistas conseguem viver bem e com assentos no Congresso até no “imperialista” EUA. Imaginemos menos, até: já pensou se um “reacionário” dissesse que seu objetivo é, sei lá, dar tapas na cara de comunistas… Os imbecis já teriam fechado a Paulista.

A esquerda não apenas é coisa de imbecil. Costuma ser coisa de assassinos. Assim, só de tempos em tempos.

* Flavio Morgenstern é redator, tradutor e analista de mídia. Achava que era de esquerda porque achava que pobres deveriam ganhar mais. Foi expulso da esquerda por querer emburguesar os pobrezinhos. No Twitter, @flaviomorgen

Nunca inseriu um código de desconto no Cabify? Experimente usar o código "IMPLICANTE" e ganhe 50% OFF (com desconto máximo de R$ 20) em 3 corridas.

76 Comentários

76 Comments

  1. Sebastião Rocha

    22 de novembro de 2011 at 07:08

    Interessante que alguem que leu tanto ainda fale de livre mercado. Livre mercado nunca existiu, nem nunca vai existir. É uma utopia criada para ser oposta à utopia Comunista. Como toda utopia sua unica utilidade é servir de plano de negocios, de mapa, mas sem a infantilidade de se achar que o plano poderia ou deveria ser real.

    O Mercado funciona e é eficiente porque é regulado. A proibição de trabalho infantil, escravidão e as leis de consumo, etc, estão ai para regular o que é permitido vender, fabricar ou consumir e como e quanto consumir, não porque estas regras maximizem o lucro, mas porque essas regras impoem limites ao respeito as liberdades individuais. Algumas regulamentações pode ser desnecessários e ter motivos históricos não muito defensáveis, mas a historia mostra que se o Mercado for deixado por si só não se regula de forma a agregar valor à sociedade. Se deixado desregulado toma a forma de acumulação de capital em detrimento do avanço social. Muito do que os defensores da Utopia do Livre Mercado apontam como melhorias atribuídas ao próprio foram resultados usurpados de politicas públicas defendidas pela social-democracia e o estado de bem estar-social.

    A Internet foi fundeada desde seus primórdios por verba publica, a pesquisa espacial somente 40 anos após o homem chegar a Lua, devido a politica de estado, esta sendo palco de ‘empreendedores’. Empreendedores estes que usam o patrimônio intelectual criado por subsidio de um Estado extremamente protecionista, que é o ícone dos defensores da tal Utopia de Livre Mercado.

    Existem diversos exemplos de Estatais que deram certo, como a LG, BP, Petrobras, Hyundai. Assim como existem milhares de exemplos de empresas privadas que faliram e lesaram o publico em geral e não somente seus acionistas, usando aquela politica liberal de privatizar o lucro democratizar o prejuízo. Não existe regra ‘preto’ x ‘branco’ neste assunto. O que vale neste caso é o bom senso. Que ambos os lados, tanto da esquerda quanto da direita demonstram não possuir.

    Acho que estamos hoje no ponto que ficou claro que o caminho a seguir é do caminho do meio, nem a utopia do livre mercado, nem a utopia do Estado Mãe/Pai de todos. O Estado deve ter poder suficiente para investir em áreas onde o lucro não seria a motivação principal para agregar valor a sociedade, e para regular o Mercado de forma a proteger as liberdades individuais. E devemos deixar para o Mercado, regulado quando necessário, as áreas onde o lucro poderia ser o motor principal e onde essa liberdade relativa pode ser utilizada para maximizar a eficiência e o lucro.

    • flaviomorgen

      24 de novembro de 2011 at 01:45

      Sebastião, creio que você esteja fazendo uma simples confusão semântica com os diversos sentidos possíveis da palavra “livre”.Não há nenhum liberal que se desvincilhe do princípio de não-agressão (nem mesmo, ou até sobretudo os anarco-capitalistas). Assim, a escravidão está proibida antes mesmo de se entrar na discussão do que será válido economicamente ou não. Quando se fala em livre mercado, portanto, não se diz que não permitir a venda de escravos – ou quiçá, comprar pessoas para matá-las – seja algo que diminua a liberdade econômica. Na verdade, a liberdade da economia não perdeu nada com a proibição de um crime de agressão (seqüestro também não é “livre-mercado”).

      De fato, o livre mercado absoluto é uma utopia, mas ela é sim realizável: a Islândia passou quase 4 séculos sob um regime praticamente anarco-capitalista, e o Estado mínimo de fato (apenas economicamente falando) pode ser encontrado em Singapura, Hong Kong, Taiwan e Coréia do Sul, para ficar em alguns exemplos. Os EUA das duas primeiras décadas do séc. XIX também se encaixa nesse exemplo. O problema que aparece aí, portanto, é cultural: é fácil criar livre mercado no Oeste americano; e em Pirituba ou no sertão nordestino, como fazer?

      Você não citou nenhuma companhia 100% estatal como modelo de estatal que deu certo. E, honestamente, não acho que empresas como BP e Petrobras sejam exemplos de empresas bem geridas. Preferiria até a BBC no lugar.

      Mas, com efeito, visto que o livre mercado é uma utopia que enfrenta barreiras culturais, não podemos abraçar a causa cegamente, e aí concordo com o último parágrafo. Mesmo um Reagan aumentou impostos assim que subiu ao governo – justamente para poder abaixá-los depois.

  2. Idevam

    12 de novembro de 2011 at 18:22

    Maconha Tem Tudo Aver Com Esquerdas Anbas Enburesem

  3. David Jorgensen

    11 de novembro de 2011 at 16:17

    Caro Sr. “Estrela da Manhã”,

    Você já possui um novo fã. Seus artigos são bastante reveladores e, com certeza, de forma a me melhor fundamentar em minha crítica à essa esquerda babaca tropicalista, lerei a obra indicada de Böhm-Bawerk. Venho de um país onde o welfare-state da social-democracia funciona muitíssimo bem, que é a Dinamarca. Infelizmente o partidarismo de lá não encontra correspondentes nos partidos brasileiros. Porque será que nada funciona no Brasil?

    • flaviomorgen

      11 de novembro de 2011 at 23:47

      David, um imenso prazer!

      Vou te dar uma reflexão bem simples: se você aplicar “distribuição igualitária de renda” no Saara, numa mina de ouro e numa mina de carvão, não vai haver disparidade? Aliás, quanto custaria um copo d’água no Saara e no Amazonas? Juntando esses dois problemas, você entende porque a Escandinávia, que já era rica, pôde ainda “sobreviver” ao Welfare State.

      No Brasil, a cultura inteira é feita para as coisas não darem certo, infelizmente. Grande abraço!

  4. Artur ;)

    5 de novembro de 2011 at 21:57

    Sou um aluno de Ciências Sociais da UNESP, de fato, concordo em muito com o que você escreve, são reflexões convenientes considerando o caráter irracional de esquerda que se construiu ao longo dos anos dentro das universidades. Creio que possa falar com muita propriedade a respeito por conviver em um contexto semelhante, embora eu me considere alguém de esquerda, fico muito ofendido ao ver essas deturpações que o marxismo sofreu/sofre com suas manifestações vulgares. Considero de muita relevância sua provocação aos marxistas de ler as sugestões que você oferece, espero poder lê-los assim que possível. Faço um comentário em especial do tema delicado que você expôs a respeito de leituras equivocadas e insuficientes sobre autores de grande complexidade, em geral marxistas do séc. 20 ligados a Escola de Frankfurt, ainda que esteja inserido nesse grupo daqueles que leram insuficientemente, creio que seja impossível lê-los de forma suficiente, autores inesgotáveis, de maneira que ainda cito Marcuse. Como disse, discordo sobre sua avaliação do Socialismo ser “pior” do que o Capitalismo ainda que os neo-clássicos tenham oferecido uma visão utópica de pleno funcionamento do Capitalismo, mas que num contexto real seja totalmente discrepante, assim como as “experiências socialistas” pelo mundo, que de Socialismo não houve nada e sofreram severas críticas por Weber e Freud. Mesmo assim respeito sua opinião e aqui coloco de lado todo o irracionalismo de esquerda, assim como de direita ao longo da história, em momentos que ser comunista era ser um criminoso, se é que eles eram “comunistas” de fato. O materialismo histórico-dialético, como cita Marx, jamais deve ser visto como Ideologia, mas como uma ferramenta, que dê condições das pessoas enxergarem todo seu objeto, ainda que isso seja impossível em plenas condições.

    • flaviomorgen

      6 de novembro de 2011 at 01:55

      Artur, convido-o a uma leitura séria das obras de Ortega y Gasset, Thomas Sowell, Bastiat, Mises, Hayek, Jouvenel, Ayn Rand e P. J. O’Rourke. Só citando os mais óbvios de cabeça. Isso será suficiente para você se convencer de alguns erros que cometeu.

      Pra começar, o marxismo não sofreu sérias deturpações.Ele é isso aí. A não ser que você ache que a teoria mais perfeita do Universo, por mera coincidência, toda vez que é defendida por alguém que sobe ao poder, esse alguém a deturpe. E, por mera coincidência, sejam os maiores genocidas da História, ganhando em primeiro turno de todos os outros de toda a História antes deles, juntos.

      Marcuse mesmo é um exemplo. Sua teoria nojenta de “tolerância revolucionária” significa tão somente que a um marxista tudo e´permitido (inclusive matar, forçar outros a trabalhos forçados, destruir comida etc.), desde que em nome da causa. Você esperava o que, senão morticínio? Isso não é deturpação de Marcuse (ou Gramsci, ou Foucault, que também pregam isso abertamente) – é sua mais inescapável conclusão lógica.

      Ou seja: não é que o “socialismo real” nunca aconteceu. Foi o único que aconteceu. O que não existe´e um “socialismo ideal”, em que todos são felizes sem ter liberdade de ação (o que inclui a liberdade de mercado e de propriedade privada). Assim, é meio estranho você saber que o capitalismo neoclássico nunca existiu (embora, onde tenha mais se aproximado de existir, mais tenha gerado riqueza e melhorado a vida dos pobres; basta comparar o índice de IDH com o índice de liberdade econômica dos países, cruzar os dados e analisar a produção de cada um).

      Leia os autores que citei, nem que seja ler um pouquinho sobre eles. Ler um resumo de cada uma de suas obras e seus argumentos. Sei que é gente que as faculdades de Humanas nunca lêem – mas é só assim que conseguem proseguir sendo marxistas. Você nunca, nunca na vida vai conhecer alguém que leu Mises, Hayek e Rothbard e continuou sendo comunista, tendo resolvido o problema do cálculo econômico ou supondo democracia e liberdade no socialismo. Nunca vai ver quem tenha lido The Ethics of Redistribution e tenha continuado com essa papagaiada de “distribuição de renda”. Nunca vai ver quem tenha lido A Revolta de Atlas, da Ayn Rand, e continuado a achar que o que falta é só arrancar coisas dos ricos para dar aos pobres.

      É só ver sua última argumentação: o crime do socialismo foi matar 150 milhões de pessoas em um século. O do capitalismo foi… considerar todo socialista um criminoso, em alguns momentos. Enquanto deixa que os livros que mais vendam sejam livros… criticando o capitalismo. Tente o mesmo (teoria chamada de “teste do caixote”) no socialismo. E me diga: o erro é achar que são criminosos, ou deixá-los perambulando livremente?

      Dê uma lida em alguns textos meus aí pra trás (como este https://bit.ly/n0WJTU, em que explico um pouquinho dos princípios básicos desses caras) e logo você vai ver que a última coisa que Marx fez foi criar uma “ferramenta” de compreensão do mundo. Ele nunca compreendeu noções básicas de economia. E olha que isso não é briguinha direita x esquerda: Böhm-Bawerk, para refutá-lo, criticou justamente o classicismo econômico de Ricardo, no qual Marx se baseou.

      Aqui vão alguns textos curtinhos com resumos dessas obras que convencem qualquer um de que Marx é uma piada:

      https://rodrigoconstantino.blogspot.com/2006/12/fbrica-da-inveja.html
      https://www.nationalreview.com/articles/229862/real-public-service/thomas-sowell
      https://guiapoliticamenteincorreto.wordpress.com/2010/12/16/livros-para-ler-nas-ferias-2/

      Grande abraço!

  5. Fulano

    27 de outubro de 2011 at 11:30

    Lobão, vai ler mais gibi.

  6. francisco ramos

    26 de outubro de 2011 at 23:33

    João, antes de mencionar o meu nome, leia fontes isentas (O FLÁVIO MORGENSTERN, EM CERTOS AS-
    SUNTOS ESTÁ LONGE DE TER QUALQUER ISENÇÃO) e tenha ideias próprias. Quando as tiver, funda
    mente-as, para não parecer menino de recado. Perder eleições (e já perdi muitas) é uma coisa. Macroecono
    mia é outra. O Flávio vive envolto nesta miséria que todos conhecemos e ainda ouve êste canto de Sereia
    de que o liberalismo gera as riquezas necessárias para a Humanidade. Temos que salvá-lo.

  7. João

    10 de outubro de 2011 at 12:46

    Carta Maior, né? Sensacional hehe

    “Meu Deus!
    Pelo link do sr. Francisco Ramos, Lula PAGOU A DÍVIDA EXTERNA!!!”

  8. Paulo Batista

    9 de outubro de 2011 at 18:04

    Meu Deus!
    Pelo link do sr. Francisco Ramos, Lula PAGOU A DÍVIDA EXTERNA!!!
    KKKKKKKKKKK!!!!!!!!!!!!!!!

  9. francisco ramos

    30 de setembro de 2011 at 02:03

    Apesar de sentir-me ofendido pelo Sr., favor desconsiderar totalmente a sentença anterior postada: “o Sr.
    é uma desgraça para a democracia”. Em verdade, não o considero anti-democrático. Tive completa liber
    dade de expressar minhas premissas em seu blog. Ponto !

  10. francisco ramos

    30 de setembro de 2011 at 00:18

    Ufa! Infelizmente! Mesmo depois do Krugman o fundamentalista não aprende. E não me chame de “cama
    rada”. Não seja ridículo !

  11. francisco ramos

    29 de setembro de 2011 at 15:22

    Eu já lhe repreendi duas vêzes e vou fazê-lo agora. Não seja leviano, afirmando que eu estou colando texto
    do word em seu blog. Senão o que estará em jogo aqui é o caráter do Sr. Flávio Morgenstern. Eu não pedi
    sua opinião a respeito de minha última postagem: em verdade eu tentei ensinar como encarar a verdade objeti
    va mas você não aprendeu. Não existe um esboço de metodologia de análise armazenado no seu cérebro?
    Vá esgrimar com o Krugman e com o Sr. Bresser-Pereira. Uma coisa , pelo menos eu tiro de positivo do Sr.,
    arrogante, chato e intragável: a tal da “direita” existe mesmo. O Sr. é uma desgraça para a democracia! Por
    que não lê os artigos mencionados? Porque terá que fazer psicanálise? Sabe aquele lugar “onde o sol não
    bate”? Detalhe: comigo sua mistificação não terá vez. Voltarei à carga!

    • flaviomorgen

      29 de setembro de 2011 at 22:50

      Ufa! Finalmente! Depois de 10 postagens o camarada aprende!

  12. francisco ramos

    29 de setembro de 2011 at 12:08

    Prezado Intelectual Flávio Morgenstern: é mais do que evidente que o Sr. me detesta! Provàvelmente em
    virtude do estilo que utilizo, de cores muito fortes, ao veicular minhas idéias, algumas injustas em relação
    ao Sr. Infelizmente, como o Sr. mesmo, tenho, o “pavio curto”, mas procuro não perder a coerência diante
    das reflexões que se fazem necessárias, sobretudo agora que o capitalismo global enfrenta uma crise sem
    precedentes e os ricaços da europa estão procurando o govêrno para pagar mais impostos.
    Jamais teria a pretensão de ombrear-me com o Sr., apesar de divergências que tenho, visto que o Sr. re
    almente, dominando alguns idiomas, tem acesso a informações com mais rapidez, o que o torna uma
    pessoa especial e superinformada. Do ponto de vista estritamente pessoal, não o detesto nem gosto do
    Sr., visto que sequer nos conhecemos. Após essas “galimatias” (meio cacófato êste têrmo, não?) vamos
    ao que interessa: Em recente artigo publicado em conhecido jornal de ampla circulação em nosso país,
    intitulado “O CONTRATO SOCIAL” – lembra-se da minha preocupação em relação à ruptura deste “con-
    trato”? – o destacado professor e prêmio Nobel de Economia de 2008, PAUL KRUGMAN, intelectual insus
    peito por já ter prestado serviços ao ex-Presidente Ronald Reagan, coloca algumas questões que deveriam
    ser refletidas com a seriedade que a situação exige. Dentro ainda deste diapazão, acredito que o Sr. já ten
    ha lido o ensaio de Hogart Press, de 1926, tomando como base outra publicação do gigante Keynes, “The
    end of the laissez-faire”. Diz o Professor Krugman, entre outras coisas: …”o Presidente Obama disse o
    óbvio: que os americanoos ricos, muitos dos quais pagam muito pouco em impostos, deveriam arcar com a
    parte do custo da redução do déficit orçamentário de longo prazo, …. republicanos responderam com gritos
    de ‘guerra de classes’.” Destaca ainda o Professor que êste “viés” republicano, implicou em “ataque susten
    tado ao movimento sindical organizado e a desregulamentação financeira, que criou fortunas enormes (lem
    bra-se do trecho no qual elenco as mazelas do capitalismo, a despeito de suas extraordinárias qualidades?)
    ao mesmo tempo em que abriu o caminho para o desastre econômico.” A concentração excessiva de renda,
    ameaçando o “Contrato Social”, digo eu em minha postagem. O articulista sustenta ainda que as tais fortu
    nas não foram fruto do empreendedorismo produtivo, mas de “ganhos de capital e outras fontes que são
    pouco taxadas”, penalizando a classe média e os trabalhadores (sistema essencial e molecularmente cor
    rupto, digo eu, e não vamos falar de outros mecanismos criminosos que penalizam a sociedade como um
    todo.).

    Destaca, então, o proeminente economista: “EU SEI COMO A DIREITA VAI RESPONDER A ESSES DADOS, oferecendo estatísticas enganosas e fazendo afirmações morais dúbias”. O articulista cita ainda
    afirmação da “reformadora econômica Elizabeth Warren”, para quem “Não há ninguém neste país que ten
    ha enriquecido sozinho, ninguém” e que só o conseguiram graças à munutenção do “Contrato Social”. Des
    taque-se que o economista Paul Krugman é tido por todos como um “Keynesiano”.

    Para concluir, o Professor Luiz Carlos Bresser-Pereira assevera que, “Enquanto o tripé ortodoxo é ‘taxa de
    juros elevada, taxa de câmbio sobreapreciada e ESTADO MÍNIMO (grifo meu)’, o tripé novo desenvolvimen
    tista é ‘taxa de juros baixa, taxa de câmbio de equilíbrio, que torna competitivas as empresas industriais que
    usam tecnologia moderna e papel estratégico para o Estado’ “. Lembra que menciono a importância de
    uma agenda de planejamento estratégico de médio e longo prazo, apenas possível com a implementação
    do “Contrato Social” ?
    Continua o Professor Pereira: “Mas desde meados da década passada a sociedade brasileira começõu a
    perceber que o projeto neoliberal era um grande equívoco, e que havia uma alternativa para ele. … a hege
    monia neoliberal entrou em colapso, e as forças desenvolvimentistas …. fortaleceram-se …. .

    No início do seu artigo ele afirma categoricamente que “A partir de 2006…. o governo Lula começou a mudar
    a estratégia de desenvolvimento em direção ao novo desenvolvimentismo”.

    Em suma, precisamos melhorar e preservar o capitalismo, lutar diuturnamente pela democracia e manter a
    estrutura do planeta, do qual a raça humana faz parte.

    É isto ai! Reitero minhas considerações e envio um grande abraço.

    • flaviomorgen

      29 de setembro de 2011 at 14:17

      Francisco Ramos, por favor, pare de escrever seus comentários no Word e colá-lo aqui, fica insuportável ler. Ou ao menos revise as quebras de linha, é fácil.

      Eu não sei do que você tá falando. Não sei por que quer que eu comente que ricos paguem impostos (invariavelmente serão eles os taxados, e pra economia não quebrar, não dá pra pedir pra pobre pagar o rombo com dinheiro que não tem). Não sei por que Krugman é insuspeito só por ter prestado serviço durante o governo Reagan (se aposentar é que não iria, e um Maílson da Nobrega da vida não é petista só por prestar serviço durante o governo Lula). Não sei como você conclui que o modelo econômico brasileiro atual, com juros altos e real valorizado, aliado ao que alguns ortodoxos chamam de “Estado mínimo” (só porque não regula ele próprio a produção e distribuição de tudo), é algo defendido pela “direita”. Aliás, já que pra vocês o Serra é de “direita”, não é o que ele anda postando dia após dia no site dele?

      Enfim, não sei o que isso tem a ver com qualquer coisa que escrevi, que já escrevi, e no que isso ataca o que penso. Então, como vou “responder” a isso, e sem nem saber por que isso está sendo dito?

  13. francisco ramos

    26 de setembro de 2011 at 05:54

    Prezado Sr. Morgenstern não sei o que está havendo: acabei de abrir o link que está relacionado com uma
    matéria de nome “O centro do Mundo mudou…” O link sem erros está, pelo menos em meu computador, to
    talmente em caracteres vermelhos. Seria interessante ler sua opinião, pois, apesar de nossas eventuais
    divergencias, tenho muito aprêço por sua sólida formação intelectual e rara intteligência. Aprendo muito
    com o Sr.

    Abraços

  14. francisco ramos

    25 de setembro de 2011 at 09:47

    Prezado Sr. Morgenstern: aguardo sua análise da matéria que lhe enviei como uma valiosa prenda.

    Recomendações especiais ao Sr. e toda a sua família.

    Considerãção e estima de um oponente que aprende
    bastante com o Sr. Sempre tive o bom vezo de aprender com os mais idosos.

    • flaviomorgen

      25 de setembro de 2011 at 20:32

      Mande o link de novo. Já avisei que aquele não deu certo.

  15. francisco ramos

    23 de setembro de 2011 at 11:08

    Postei o linkj corretamente digitado acima e agradeceria se o Sr. emitisse uma opiniãol

    Abraços

  16. francisco ramos

    22 de setembro de 2011 at 23:18

    Desculpe-me por todos os erros de digitação. De coração, o que Sr. acha desta matéria (segue o site)? Sejamos francos: o Sr. é um adversário formidável!

    https://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18514&editoria_id=6

  17. francisco ramos

    22 de setembro de 2011 at 23:00

  18. francisco ramos

    21 de setembro de 2011 at 19:35

    Foi !

  19. francisco ramos

    21 de setembro de 2011 at 05:13

    OK! TÁ!

  20. francisco ramos

    20 de setembro de 2011 at 20:52

    Postei uma excelente réplica, onde digo que o Sr. dorme pensando no Stalin e tem pesadelos
    com Ivan, “o terrível”. Que apesar de ter idade para ser meu avô, o seu estilo é confuso, hermético(para ilu
    dir os inocentes úteis) e que, sim, o Sr. não tem estatura intelectual para contestar os autores que citei e
    o desafiei a escrever um livro sôbre eles. Claro que este livro jamais irá ao plero. Afirmo tambem que o Sr.
    fdugiu deliberadamente ao comentar as mazelas do sistema e que detesto discussões bizantinas. Afirm ainda que o Sr. é apenas o filme que está em cartaz – “O FUNDAMENTALISTA”. E que a posteridade o di
    rá. Em verdade, se crianças estão passando fome, as meninas se prostituindo e parcelas consideráveis
    de seus compatriotas estão passando fome, enquanto o país exporta alimentos, O Sr. está literalmente
    se lixando. Afinal o Sr. está envolvido nesta ciclópica batalha, na terra do nunca, entre o bem e o mal, da
    qual, na sua mente narcisista, o sr será vencedor. Aceite meu conselho: Feche o Blog.

  21. francisco ramos

    16 de setembro de 2011 at 19:41

    O Sr. deliberadamente excluiu minha postagem , elencando as mazelas do capitalismo. Mas como “direita
    é coisa de imbecil”, vou desconsiderar. Vejamos se entendi bem: o Sr. não sabe o que é interesse coleti
    vo, ironiza o ensino publico universal e gratuito e mandou eu enfiar um site que lhe recomendei no meu
    próprio anus. O Sr. deve ter uma conexão neuronal anômala e pela segunda vez afirmo que não sou solu
    ção para seus problemas de saúde.
    Faça-nos um grande favor: jogue a toalha! Feche êsta porcaria deste blog!

  22. francisco ramos

    15 de setembro de 2011 at 22:01

    O Sr. Alexandre, definitivamente, é meu porta-voz. Tenho colocado com meridiana clareza as virtudes do
    sistema capitalista de produção e alertei, em comentário anterior, que o grande desafio deste sistema na
    tivo, que evoluiu de formas feudais (ou alguém aí acredita em “geração espontanea”?), é criar valores que
    possam melhorar o homem. O sistema capitalista, com todas as suas virtudes, tem gravíssimos defeitos:
    êle é essencial e molercularmente corrupto, escravagista, alienante (“compre como todo mundo para não ser ninguém”, dizia Sartre), vulgar, concentrador de renda e promotor de guerras, algumas em escala planetá-
    ria, outras imorais e criminosamente com finalidade econômica imediata, vide Iraque: um trilhão de dólares
    torrados do contribuinte americano e cem mil iraquianos mortos (e onde encontraram as tais armas de destruição em massa, motivo da invasão?). Portanto, faz-se necessário, sim, refletir profundamente sôbre
    os rumos deste sistema que tantas riquezas é capaz de gerar, antes que a última guerra extinga a raça
    humana da face do planeta. Mas não é com êste papo fossilizado de esquerda, direita. etc. etc ….

  23. francisco ramos

    12 de setembro de 2011 at 21:02

    Fui boicotado sob a alegação de que o meu texto está repetido. Não está! Na essencia, o Sr. não tem esta
    tura intelectual para questionar autores citados e estudados, com seriedade, no mundo inteiro.

  24. francisco ramos

    12 de setembro de 2011 at 20:56

    Sr. Morgenstern: o Sr. adora deitar erudição para cimentar suas ideias contrárias a qualquer ideário de jus
    tiça social. Já falei com o Sr., e volto a repetir, que o sistema capitalista e economia de mercado emoldura
    dos por sólida democracia institucional é o melhor modelo disponível em nossos tempos.No início da revo
    lução Industrial meninos de 10 e 12 anos eram escravizados, sim. E atualmente, neste momento em que
    posto esta mensagem, há trabalhadores escravos em algumas fazendas brasileiras. O que representa isto
    afinal? Por outro lado, acho MUITA pretensão do Sr. questionar autores Gyorgy Lukács, Gramsci, Adorno,
    Horkheimer (lembra-se do conceito de “indústria cultural”, escancarada forma de alienação?), Benjamin,
    Erich Fromm, Marcuse, Habermas – Frankfurt School -, Bauman, Zizek, Jameson, Althusser, etc, etc, etc.
    O senhor não tem estatura intelectual para tanto, senão já teria publicado pelo menos vinte livros sôbre o
    assunto. Observe, que em todo o meu texto, os malditos clichês maniqueístas, que são a espinha dorsal
    do seu pensamento (obsessão, não seria melhor?) não aparecem. É isto aí

    • flaviomorgen

      19 de setembro de 2011 at 15:23

      Francisco Ramos, de todas as suas galimatias acima, a única coisa que posso tratar como algo menos alteneiro do que a elegia da lira do delírio é eu ser alguém menor do que Horkheimer, Adorno, Bejamin e Habermas (o restante da Frankfurter Schule não merece muitas leituras, a não ser para aprender a transformar um pensamento em uma pastinha feita de sopa de letrinhas). Todo o resto que você citou, inclusive stalinistas e outros psicopatas do porte de Marcuse, Gramsci e Lukács, não agüentam 5 minutos de porrada intelectual comigo. Coloco essa negada no bolso.

      Mas aí tem um problema, jovem: posso não ser tão bom quanto os 4 que citei, mas também não sou nem 1% de Croce, Santayana, Nagel, Nozick, Voegelin, Bastiat, Walter Block, Thomas Sowell, Muggeridge, Rawls, Rothbard, Hayek, Mises, Reale, Friedman, Mencken, Chesterton, Vargas-Llosa, Giannetti, O’Rourke, Greenspan, Ortega y Gasset, Roberto Campos, Huizinga, Scruton, Jouvenel, Ayn Rand, Merquior, Hazlitt, Hermann-Hoppe, Huerta de Soto, Böhm-Bawerk e tantos outros.

      E aí, como fica? Aposto que você (e nem um zé-rodela como Bauman, um esquizofrênico como Žižek ou um homicida como Althusser) pode tentar supor que algum desses caras tenha errado – porque, se não fosse assim, fatalmente haveria pelo menos UM contra-argumento a essa galera – mas tudo o que as faculdades de extrema-Humanas conseguem fazer é ignorá-los e fingir que seus textos políticos não existem para poder continuar defendendo a esquerda.

      Cordiais amplexos.

  25. Francisco Ramos

    10 de setembro de 2011 at 12:05

    Mesmo detestando o maniqueísmo “direita, esquerda, centro, de cabeça para baixo, ‘side position’, etc “, gos
    taria de deixar bem claro que mais nauseante que o tal “intelectual de esquerda” são as viuvas da “direita”.
    Sr. Flávio Morgensterm, o Sr. está muito confuso: a realidade objetiva de um lado e seus devaneios de ou
    tro. Esta situação geralmente é a ante-sala para a falência intelectual completa. Implicância em excesso,
    como tudo em geral na vida, dá nisto que aí está.

  26. Jimbo

    22 de julho de 2011 at 20:13

    É realmente, muito válido quando vc diz que o capitalismo é o único sistema econômico livre de trabalho escravo.Pq o salario minimo não forma um escravo, por que realmente só dar o dinheiro para o cara ter a condição minima de existência não é uma escravidão.
    Não seja preciosista, não é só por que não está acorrentado e na senzala que não é escravo, é escravo sim! Do capitalismo.

    • flaviomorgen

      22 de julho de 2011 at 21:10

      Um salário mínimo não foi feito pra isso, meu caro: https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=339

      Enquanto isso, você, no socialismo, vai trocar o “salário escravo” pelo quê? No dia em que um socialista tiver resposta satisfatória para isso, filio-me ao PCO no ato.

  27. Isaac Vieira

    8 de julho de 2011 at 01:00

    Nossa, será q vc não tem mais o que fazer além de ficar escrevendo esses textos de merda e responde cada comentário? Bom… Me dei conta de que a pergunta foi idiotamente óbvia: claro que não!

  28. Mauro

    15 de junho de 2011 at 19:45

    Mandou muito, cara. Muito bom. Já virei seu fã.

    Obrigado pelas sugestões de leitura. Desses aí, eu só “li Marx” (a versão “for dummies”, é óbvio), nos meus tempos de adolescente idiota revoltadinho contra o sistema (ainda bem que logo precisei trabalhar e cresci).

    Um livro de que gosto bastante é “A History of Pi”, de Petr Beckmann. Nada a ver com economia: é sobre a história da matemática. O livrinho é bem divertido: o autor (mais um refugiado do União Soviética, aquele paraíso terrestre) é uma espécie de Al Borghetti da matemática, que não perde uma chance de descer o sarrafo nos (segundo ele) inimigos da humanidade, entre os quais ele inclui o comunismo.

    • flaviomorgen

      21 de junho de 2011 at 17:14

      Divirta-se com as sugestões, meu caro. Ainda preciso organizar uma “lista de leituras” sobre teoria política aqui para desinfectar os preconceitos que todos têm ao falar de política.

      Vou procurar esse livro sugerido. Gostaria de entender de Exatas e tenho um certo espírito de Exatas (existem problemas concretos que exigem soluções concretas e medidas, e não fábulas utópicas), embora não saiba fazer uma conta de multiplicação de cabeça. Estive lendo o livro de David Foster Wallace, matemático e um dos melhores escritores do século, chamado Everything and More: A Compact History of Infinity, em que ele conta para os leigos a história do conceito de infinito, desde os gregos até os números transinfinitos. Sua sugestão pode ser uma boa leitura complementar, e ainda anti-comunista.

  29. Alline

    13 de junho de 2011 at 16:23

    Ótimo texto, Flávio!

    Só fiquei perplexa com alguns comentários. Isso me levou a querer comentar mesmo depois de tanto tempo do texto postado e correndo o risco de enviar um comentário que não será lido por alguns leitores ceguinhos.

    Algo que notei ser completamente misterioso para muitos leitores é a preocupação de quem fará o trabalho pesado num sistema liberal. A resposta é: todos nós, cacilda! Morei alguns anos na Alemanha e posso dizer que não doía nada lavar a minha privada, passar a minha roupa ou ver a faxineira chegar pra limpar a minha casa dirigindo um Mercedes. Sim, as faxineiras lá trabalham cerca de duas a três horas por residência, ganham muito bem e dirigem carros ótimos. O fato é que gente que exerce trabalho braçal ganha tão bem quanto um engenheiro. O engenheiro estudou bastante e merece ganhar bem, porque há pouca gente que saiba fazer o que ele faz. Da mesma forma, apesar de não precisar de estudos profundos, a faxineira faz o que muito pouca gente está disposta a fazer: limpar privadas, por exemplo. E isso custa caro. Então tudo se resume ao valor do trabalho. Quem faz o que outros não conseguem ou não querem, ganha melhor. Não é “quem estuda mais ganha mais”. Lá, TODOS estudam.

    Além disso, não há tanta diferença nos níveis salariais como há aqui. Lá, se um engenheiro ganha cinco mil, por exemplo, seu chefe vai ganhar seis ou seis mil e meio. Aqui a diferença é absurda. Lá, os salários são muito mais nivelados e o poder aquisitivo também.

    Este medo de quem vai fazer o que ninguém quer é uma ignorância. Quem limpa as ruas na Alemanha são carros de limpeza. Quem tira o lixo são lixeiros que nem saem dos caminhões climatizados (a coleta é automatizada). Cada um lava e passa suas próprias roupas. Encontram-se para comprar camisas que não precisam ser passadas (é só lavar e pendurar, é incrível) para os executivos que têm pouco tempo para esta atividade. Cada pessoa abastece seu próprio carro no posto. Cada um separa seu lixo.

    Se cada um fizesse a sua parte, não precisaríamos de “escravos”. Basta largar mão da preguiça e do preconceito. Não tem que distribuir renda, tem que gerar. Ela se distribui sozinha quando a sociedade entende que todo serviço tem seu valor e se dispõe a pagar por ele.

    Claro que toda sociedade tem seus defeitos, mas que os nossos são bem mais vergonhosos, isso são.

    • flaviomorgen

      21 de junho de 2011 at 14:10

      Alline, excelente! Se as pessoas descobrissem o que é custo de oportunidade, não teriam um pensamento tão mesquinho – tanto à esquerda quanto à direita. Ora, há serviços qualificados, que só um engenheiro ou médico podem realizar. Há outros simples, como arrumar a cama, mas que demandam tempo. As pessoas que não tiveram qualificação podem ganhar com esses serviços. E isso me lembra a questão que Hayek coloca sobre o salário mínimo: aumentar artificialmente o custo sem o mesmo aumento de produção só prejudica… os pobres, e não os ricos. Uma mãe de dois filhos pode gastar 4 horas por dia à noite lavando roupa e arrumando a casa, ou pode contratar uma empregada para fazer o serviço por R$400 enquanto a própria mãe, trabalhando fora nesse período, ganha R$500. Achar que o capitalismo exige que um monte de pobres façam serviços indignos é mistificação marxista – e o que mais tem por aí é capitalista defendendo justamente essa idéia. Podemos muito bem lavar a louça. Aliás, cada vez que fazemos um servicinho simples desse, deveríamos pensar que poderíamos pagar para outra pessoa fazer isso. Se não o fazemos, é porque o custo de oportunidade é muito alto para pouco esforço. Agora vou ali pegar um pano porque derrubei metade do meu almoço na geladeira.

  30. Thiago

    8 de junho de 2011 at 18:13

    Flaviomorgen,

    É, eu não sou muito chegado a ler teoria, vou mais na prática, me considero capitalista e “liberal” (tenho minhas teorias), mas depois que li alguns textos aqui, estou pensando em buscar o conhecimento teórico (seguindo o conselho de autores que vejo nos textos =) )

    Só mais um ponto, estava lendo sobre a nacionalização dos Tablets, em uma das reportagens sobre o assunto, falava da falta de “mão de obra” especializada, referindo-se a engenheiros. Ai eu pergunto, se falta engenheiro (o que pode nem ser verdade, pode haver uma má distribuição destes), imagina como é a falta de técnicos! (Me formei como técnico e engenheiro. E sei que não adianta fazer um super projeto, se este não for bem executado. Resumindo, a Dilma lançou a cópia do projeto do Serra para a formação de técnicos, só se esqueceram que boa parte vai querer continuar estudando para ganhar mais, ou seja, sempre irá faltar “mão de obra” em algum momento. … Isso me lembro o SMP (Salário Mínimo Profissional) que é lei e que poucas empresas seguem… Acho que as empresas devem ter suas políticas, mas se é lei, deveriam seguir a lei… Vixi, já escrevi demais de novo =S )

  31. Matheus Lins

    8 de junho de 2011 at 01:26

    “A linguagem disfarça o pensamento”.

    Os textos imperscrutáveis de Zizek são um exemplo perfeito desse aforismo de Wittgenstein :P

  32. Thiago

    7 de junho de 2011 at 02:19

    Flaviomorgen,
    Meu comentário deve ter sido em referência a algum ou parte de algum dos comentários que li. Não me lembro no momento.
    Vou tentar explicar o que enxergo no dia a dia. Na minha faculdade (particular), a maioria só quer o diploma, e espera que os professores os passem porque estes pagam as mensalidades. Uns 90~95% dos alunos, com os quais mantenho contato, não querem aprender nada! A maioria trabalha e reclama que é explorada pelas empresas privadas, esquecendo que são essas que dão o sustento do dia a dia delas, e muitos pensam em passar em concurso público para terem estabilidade e poderem não fazer nada como funcionário público.
    Os funcionários tem a chance de estudar gratuitamente na universidade, muitos aproveitam e depois abandonam a universidade em busca de um emprego melhor, acho legitimo que o façam, mas são poucos que permanecem trabalhando na mesma e buscando crescer onde já estão. Resumindo, acho que o que falei, é o que acontece no mundo real, as pessoas querem o do bom e do melhor, sem esforço, sem fazer por onde merecer.
    Veja o caso dos bombeiros que estão fazendo baderna aqui no Rio de Janeiro, eles merecem salários dignos? Merecem! Mas não contam que os R$ 900 líquidos, que divulgam, é para quem acabou de ingressar. Querem um piso de R$ 2 mil + benefícios, mas aposto que não vão largar os bicos que muitos fazem e é ilegal! A desculpa para o bico é que ganham pouco, se derem R$ 5 mil salário, vão falar que ainda ganham pouco e continuarão com os bicos!
    Ou seja, acho que acabei me expressando errado, não quis dizer que o capitalismo exige que as pessoas sejam pobres, incultas e só sirvam para trabalho braçal, até porque, as atividades que agregam mais valor são as que exigem mais estudo, mais capacidade intelectual, etc. Novamente, o que vejo, é que as pessoas em geral não querem ter esse sacrifício de pensar e se esforçar, querem seguir a lei do menor esforço! Isso é cultural do brasileiro, e caracterizado pelo famoso “jeitinho brasileiro”, querem dar volta no outro, sendo o mais experto de todos.
    Ninguém do “povão” quer pensar no bem coletivo. Isso é fácil de saber, só perguntar para as pessoas o que elas fariam se ganhassem em uma Mega Sena de, sei lá, R$ 50 milhões, elas vão querer curtir a vida, com o bom e do melhor. Se eu ganho um prêmio desse valor, penso sim em tirar uma parte para mim, mas também gostaria de montar uma empresa com uma boa parte de um valor desse.
    E como você falou, boa parte dos problemas se resolveriam com educação econômica, mas o povo gosta de pensar? Vão falar que é muito complicado, que não tem capacidade, etc. Ou seja, o problema é cultural de vários ângulos… (Penso muito rápido, as vezes me perco no raciocínio e/ou na hora de escrever, não sei se consegui explicar alguma coisa ou se confundi mais ainda)

    P.S.: Desculpa alongar mais o comentário, mas é que lembrei de alguns casos onde as pessoas recebiam o “bolsa família” e recusavam emprego com carteira assinada porque perderia o “benefício”, e só aceitariam o emprego se fosse sem carteira assinada (para continuar recebendo o “bolsa família” e ter o salário do emprego “bico”), podendo ocasionar problemas legais para o empregador. Acho que pode resumir bem o que quis falar no outro comentário.

    (@flaviomorgen: Thiago, eu entendo perfeitamente o seu ponto. É que é muito comum ver liberais [ou melhor, capitalistas, porque pra estudar liberalismo, ou sequer saber o que ele é, exige-se estudo e uma mentalidade muito ampla] tascando essa frase de “e quem vai limpar nossos sapatos?”. Isso é apenas uma defesa da forma esquisita de sistema econômico pro-keynesiano do Brasil que está muito longe do liberalismo. É como se o liberalismo precisasse de gente passando fome para colocar o lixo pra fora. Se a esquerda soubesse o que é custo de oportunidade, não haveria esquerda.)

  33. alexandre

    6 de junho de 2011 at 21:12

    não tem mais argumento e então não publicou minha resposta. aí fala que é a esquerda de interdita o debate ?????? vcs liberais são todos iguais !!!!!

    (@flaviomorgen: Não, filho: só publiquei o que estava na primeira página, já que de todos os posts junto. Já já cuido de você.)

  34. Atleta

    5 de junho de 2011 at 10:42

    Olá Flávio, primeira vez que leio um texto daqui. Você faz críticas muito boas à esquerda.

    Fiquei curioso com relação aos autores que você citou. Você citou von Mises: “(…) o capitalismo foi o único sistema econômico que, pelos poucos séculos que conseguiu sobreviver, acabou com o trabalho escravo e melhorou a vida dos pobres (…)”. Qual a definição de trabalho escravo que ele tem (pra não dizer “de capitalismo”, hehehehe)? Pelo que eu sei, o trabalho escravo está bem vivo no capitalismo – https://www.reporterbrasil.com.br/index.php pra citar uma boa fonte de leitura sobre o assunto.

    Abraço!

    (@flaviomorgen: Atleta, sua dúvida é simples: só conheço um sistema econômico 100% livre de trabalho escravo, que é o capitalismo. Isso não quer dizer que alguns não tenham usado das benesses do capitalismo e ainda mantido trabalho escravo. Tem muita madeireira e carvoaria não muito longe daqui que comprova o fato. Abraço.)

  35. alexandre

    4 de junho de 2011 at 22:57

    Primeiro, desdenhar de Adam Smith, o pai do liberalismo econômico, soa como ingratidão. Mises e Hayek vieram depois dele e estão num patamar abaixo. Segundo, Canadá e Nova Zelânadi fizeram reformas sociais, principalmente depois da Grande Depressão e da Segunda Guerra e os partidos de centro-esquerda nesses países são fortes. Dizer que o IDH é coisa de esquerdista como o Constantino disse, é “viajar na maionese”. Terceiro, insistir que a Grande Depressão foi obra da intervenção do estado é uma maneira de criar um mito só para aparecer. Sabe aquela pessoa que se diz do contra só para aparecer ? É o que chamo da “ditadura do politicamente incorreto”. O cara quer ser do contra só para dizer que é do contra ! É o caso dessa associação da Grande Depressão com uma tal de “hiperativismo estatal”. Quarto, por que vc não respondeu qual o motivo de diversas legislações sociais surgirem em países europeus após o fortalecimento do marxismo como força política ? Sobre Israel, vc já ouviu falar em kibutz ? E por último , temos um país que melhorou as condições do povo após políticas de viés mais esquerdistas : O Brasil de Lula !!! Liberal extremista gosta de bolsa-família ? Investimentos sociais ? Política de valorização de salário mínimo ?
    E esqueci : a política industrial americana não surgiu através do laissez faire. A Grã Bretanha foi o único país que desenvolveu sua indústria a partir do laissez faire. Os outros foram todos na base do protencionismo e política industrial com o estado selecionando “empresas líderes”. E a Coréia do Sul também. Tem diversos artigos sobre as polítcas industriais protencionistas da Coréia do Sul e do Japão. Meu caro, seu liberalismo extremado é tão utópico quanto o marxismo !!!!

  36. tibartz

    4 de junho de 2011 at 21:05

    O cumpanheiro ‘carlos’ afirma que “O principal teórico do capitalismo foi Comte (Joga no Google)”. Veja só: a fonte de informação que ele nos sugere para conhecer o tal grande teórico é o Google, esse mar de sabedoria. Logo se vê a sua ampla cultura. É o que Marx chamaria de Cultura Googleniana, típica máquina capitalista exploradora dos mais fracos. Ah, e para quem não sabe, Marx é o meu cachorro.

    Para Marx, a sociedade funciona na base da exploração. Os mais fortes sempre exploram os mais fracos. Logo, o negócio é todo mundo correr para a academia fazer musculação. Assim a sociedade ficaria mais igualitária, pois só tendo pessoas bombadas, pergunto: QUEM os mais fortes iriam explorar? Pelos fracos e oprimidos! Viva a revolução! Academia já!

    Últimas palavras: https://tibartz.wordpress.com/2011/02/21/receita-de-bolo-de-cenoura-da-uniao-sovietica/

  37. lucas

    4 de junho de 2011 at 17:19

    caríssimo Flávio, saudações.
    É impressionante como as histórias se repetem só se mudam os figurinos, eu normalmente caminho no campus da universidade federal daqui da minha cidade aos domingos à tarde, e numa destas quando olho para o mural de recados aos alunos leio o protesto: HOMOFOBIA É CRIME!!!, eu estranhei o jeito como a coisa foi abordada, na mesma hora me indaguei se não seria isto uma falácia, pois ninguém pode proibir os outros de serem contra seu modo de vida ou suas manias, o que deveria estar escrito era: O ATO HOMOFÓBICO É CRIME!!!, pois você pode ser contra o que a pessoa faz, mas não pode é sair dando chute ou lampadada na cara de alguém que você considere de comportamento estranho ao seu.
    Eu já sabia quem havia escrito tal coisa, mas para confirmação perguntei a um amigo meu se era o grupo que ele frequenta que havia bolado tal protesto, ele confirmou, e eu o repreendi dizendo que a frase estava equivocada, no que ele me respondeu unicamente que era para ser uma frase de efeito, e nada mais me falou, ainda me intimou a discutir este assunto com seus colegas de grupo, eu agradeci e disse que não iria adiantar eu ficar me desgastando com eles, por que pessoas que estão numa epopéia quixotesca de causas da máxima importância se cegam à razão e começam a enxergar em qualquer moinho de vento um temeroso gigante que deve ser morto…
    Mas porque cargas d’água eu estou expondo este acontecimento, é por quê as esquerdas perderam a guerra contra o capitalismo e elas mesmas se aburguesaram com dinheiro alheio, sendo assim e não conseguindo mais causas para lutarem e para esconderem seus mortos do passado elas tomam de assalto todo e quanto é tipo de agenda dita das minorias, e uma das marcas que as distinguem é a cegueira de causa que a fazem ter um mundo unilateral, e quem não aceitar suas idéias é tachado ou de antiquado ou de preconceituoso ou ainda de incoerente, eu mesmo sou tachado de incoerente por ser gay e não aceitar o kit gay do mec, a plc 122, a parada gay, os gltbsxpqpvtnc…., mas é que para mim as coisas se acertam como indivíduo e não como manada, para mim a coisa não é como um troféu que papai e mamãe colocam na estante e exibem orgulhosos para quem os visitam, por mais que não queiram os gayzistas, os pais ainda gozam do direito de terem seus sonhos acerca de seus filhos e não cabe a nós, de certa forma, decepcioná-los, honrar pai e mãe é coisa muito séria, não é questão de mentir ou enganar, mas poupá-los de muitos mais sofrimentos, se sacrificaram tanto por nós e será que não podemos fazer um pouquinho por eles???, para eles é fácil falar para um jovenzinho com tendências homossexuais que se liberte dos parâmetros da sociedade opressora e que o mundo o engula, afinal de contas daqui uns anos eles saem da faculdade e cada um toma seu rumo e o jovenzinho é quem vai arcar com os ônus de ter mandado o mundo tnc…
    bom era mais ou menos isto que eu gostaria de expor, virão mais comentários….

    abraços, lucas

    p.s.: o comentário que eu enviei antes deste foi sem querer, apertei botão errado, I’m sorry. rsrs

    (@flaviomorgen: Lucas, um método muito comum de se forçar uma mudança brusca na sociedade é fingir que aquilo já está instituído, e agir como se a mudança já estivesse feita. É o que faz o movimento gay ao dizer que homofobia é crime [ainda não é], ou o MST desapropriando terras produtivas e matando por isso. É ainda melhor quando você pega uma ação condenável [agressão a um gay, por exemplo], e se usa como bandeira para defender uma causa além [a agressão a gays já é punível pela lei, mas se fala como se não fosse, e exige-se uma punição específica para agressores de gays].
    No mais, eu consigo ser pobre, de direita, ateu, metaleiro, elitista, classicista e falar muito palavrão e nunca, nunca, nunca me contradigo.)

  38. Elke

    4 de junho de 2011 at 16:15

    Pega leve com o rapaz do Augusto Comte. É só advertí-lo de que a parte que cabe ao Comte no texto é a herança positivista do nosso sistema, que é legalista quando convém. No caso, coibindo a manifestação da marcha, como Flávio escreveu. No mais, vamos acender uma vela pra Adam Smith, just in case.

    (@flaviomorgen: Sabe que demorei pra caramba pra entender por que diabos o garoto disse que COMTE foi útil pra direita? Pior é que, além de Comte em pessoa não ter sido tão importante pro Direito quanto foi o seu positivismo, apesar de um Kelsen, a maior parte dos direitistas hoje tende a ir na via oposta do jusnaturalismo…)

  39. alexandre

    3 de junho de 2011 at 22:02

    estava lendo o blog do constantino sobre o “mito do estado do bem estar social”. duas coisas hilárias : primeiro dizer que a crise de 1929 foi criado pela hiperatividade estatal. mas a maior presença do estado na economia surgiu com keynes depois da crise de 1929. a outra, foi ele criticar a suécia e noruega e elogiar as “reformas liberais” na islândia. bem, o texto foi em 2006 e tenho uma enorme curiosidade sobre o argumento do constantino pela falência da islândia em 2008. apesar que já sei a resposta : as reformas liberais não foram adiante. economista liberal é tudo igual : quando o país vai bem, é por causa das reformas liberais. quando vai mal, é porque as reformas liberais não foram implantadas de maneira correta. isso virou até clichê !!

    (@flaviomorgen: Pelo visto, então, depois de dizer que o texto está errado, você resolveu o ler. É um passo importante. :)
    Rothbard, um dos maiores liberais do mundo, tem um livro apenas a respeito da relação promíscua entre o governo e as empresas que criaram a crise de 1929. Por sinal, quais foram as empresas com ligações sem ligações com o governo que causaram a crise de 2008? Zero. Nunca ouve crise econômica no liberalismo laissez-faire. Não há um único exemplo histórico em contrário.
    Quanto à Islândia, a crise se deu por dívidas internacionais. A questão é mais complexa do que Estado interferindo na economia ou não, ainda mais num país que não tem reservas próprias [qual seria o lastro? em ovelhas?]. De toda forma, aumentar o Estado na islândia seiviria para ajudar na crise de que forma? Em absolutamente nada. Tudo o que eles puderam fazer no momento foi dar um calote, mesmo. Em compensação, a Islândia era o país mais pobre da Europa há 50 anos. No 2008 da crise, em que ela foi o país mais afetado do mundo, tinha o melhor IDH do mundo, empatada até mesmo com a Noruega. Foi a crise que diminuiu seu IDH? só forçando a barra: mudaram o modo de cálculo, por isso ela amarga hoje um “amargo” 17.º lugar. Encostada na Finlândia e à frente da Dinamarca, com seus Welfare States.)

  40. alexandre

    3 de junho de 2011 at 19:48

    Vamos ver se vc descobre quem disse isso : ” As pessoas que têm os mesmo negócios raramente se reúnem – mesmo em festas ou em locais de diversão – mas sua conversa termina em uma conspiração contra o povo ou em alguma combinação para aumentar os preços “.
    ” O interesse dos empresários por qualquer ramo do comércio ou indústria é sempre, em alguns aspectos, diferente e até mesmo oposto ao interesse do povo….Seu interesse é sempre diminuir a concorrência… Mas isto sempre será contrário (aos interesses do povo), e só poderá servir para permitir que os empresários, aumentando seus lucros de modo que ultrapassem seus limites naturais, cobrem, em proveito próprio, um imposto absurdo do resto de seus concidadões ”
    Marx ? Keynes ? Não. Adam Smith na Riqueza das Nações. Reconhecer que o capitalismo é o sistema mais viável não quer dizer que ele seja perfeito. A democracia não é perfeita ! O homem não é perfeito ! O capitalismo mostrou uma face de exploração, principalmente nos seus primórdios. Pessoas trabalhando 12 ou 14 hrs por dia. Mulheres e crianças tabalhando em regime de semi-escravidão. Isso é fato !!!!! E vc sabe quando o capitalismo mostrou uma face mais humana, com o surgimento de conquistas sociais e trabalhistas ? Depois do marxismo. O sistema social alemão surgiu com Bismarck por medo do aumento da popularidade dos sociais-democratas alemães. E dizer que a Suécia é um mito, beira a piada ! A Noruega é mito ? Finlândia é mito ? Dinamarca é mito ? São países escandinavos que praticam o estado de bem estar social. Sabe quem tirou o capitalismo de uma grande depressão ? O intervencionismo estatal de Keynes ! Hoover praticou as idéias liberais da época para tirar os EUA da depressão de 1930 e só afundou mais. Precisou o New Deal e a 2° guerra para tirar a economia americana da recessão. Não podemos ser radicais. O capitalismo se mostrou o mais viável e vencedor da Guerra Fria mas alguns ideais de solidariedade do pensamento esquerdista foram importantes para a humanidade ( não vale a “solidariedade” soviética, pois aquilo era uma barbárie). Eu afirmo e tô me lixando se me chamarem de imbecil : alguns ideiais esquerdistas humanizaram o capitalismo.

    (@flaviomorgen: Quanto á primeira parte: https://guiapoliticamenteincorreto.com/2010/12/livros-para-ler-nas-ferias-2/
    Quanto à segunda, é bom ler o texto sobre o mito sueco que postei antes de criticá-lo. Ele não disse que a Suécia é um “mito”. Ela existe, está lá, tem foto e tal. Nem que seu IDH seja um mito. Agora, se você quiser dizer que só com o marxismo que o capitalismo foi “humanizado”, eu gostaria de saber por que Nova Zelândia, EUA, Irlanda, Liechtenstein e Canadá têm maior qualidade de vida que a Suécia. É devido ao “Estado de bem estar social” destes países? E a Suécia já era extremamente rica antes do Welfare State. Como dizer que foi a esquerda que “humanizou o capitalismo” com países que eram uma miséria há 50 anos terem implementado reformas ultra-liberais e terem atingido um IDH compatível aos melhores países do mundo? Aí temos como exemplo os mega privatizantes Japão (encostado na Suécia), Coréia do Sul (idem), Suíça, islândia, Israel…
    Enquanto isso, qual país implementou idéias esquerdistas e melhorou o nível de vida da população por isso? Tem um exemplo nesse mundo?
    No mais, também vale a pena ler isso: https://rodrigoconstantino.blogspot.com/2006/12/fbrica-da-inveja.html
    Abraço.)

  41. Thiago

    3 de junho de 2011 at 19:19

    Estava pensando aqui… os esquerdistas, em geral, falam da miséria do povo, mas se esquecem que a maioria desse povo miserável não é qualificado o suficiente para ter um bom emprego e receber de forma justa pela sua colaboração trabalhista junto as empresas.
    De um certo modo, existe a necessidade de uma parcela com esta falta de qualificação, senão, quem iria fazer o trabalho “sujo”? Por exemplo, varrer a rua é um trabalho braçal, que não exige muito “poder intelectual” e “conhecimento”. Mas se todos fossem doutores, que iria querer varrer a rua? Na mesma situação, se ofertassem um salário de 10 mil reais mensais para ser gari, muitos “estudados” iriam correndo pegar nas vassouras.
    Ou seja, o sistema capitalista não é o demônio que a esquerda quer pintar! O ser humano é um ser egoísta, o qual quer tudo de bom e de melhor para si ou, no máximo, para seus familiares. A esquerda se esquece desse detalhe fundamental! Quer tratar todos de forma igual, quando cada indivíduo é diferente, e tem seus desejos, sonhos e anseios de forma diferente. O que preocupa um cidadão da “classe baixa” não é ou pode não ser importante para um cidadão da “classe média”. As pessoas vivem conforme as suas condições. Se querem melhorá-las, devem buscar os meios para alcançar o “prêmio”. Mas de modo geral, os brasileiros não gostam de pensar e de trabalhar, estes sempre estão reclamando de terem que estudar e/ou de terem que trabalhar. Afinal, é mais “fácil” e cômodo esperar a ajuda do governo, que age como uma babá em várias situações!
    Para finalizar, as pessoas não gostam de política, economia e outros assuntos complicados, pois é difícil ter que pensar nos outros sem querer impor seus dogmas e preconceitos. Liberdade é um conceito o qual fica muito vago para o “povão”, acham que liberdade é poder fazer o que, onde e quando querem, mas se esquecem que a vida em sociedade impõe regras que devem ser respeitadas, por mais que não se concorde com algumas delas. Se esquecem que existem os meios legais para demonstrar a não concordância e que se pode buscar tais meios para provocar o debate, na tentativa de mudá-las, mas isso exige muito trabalho. Além de demonstrar que algumas solicitações são de cunho egoísta… Resumindo, sempre se esquecem do egoísmo, pois todos querem se mostrar com os mais descolados de todos…

    (@flaviomorgen: Thiago, você está partindo de um pressuposto errado que dá 10% de motivo para os esquerdistas serem de esquerda [90% é por ignorância, mesmo]: achar que o capitalismo exige que alguém seja pobre, inculto, que só sirva para fazer trabalhos braçais. Por essa visão, Islândia, Suíça, Bélgica ou Singapura não seriam exemplos de capitalismo. Na minha visão, é o exato oposto.
    Concordo com muito do que a Ayn Rznd diz sobre o egoísmo, mormente em The Virtue of Selfishness, mas isso não faz com que o capitalismo exija esse grau de egoísmo. Nem que seja uma vantagem em si só pensar em si próprio: a questão é econômica, e se cada um TRABALHAR pensando em criar riqueza, e não apenas em servir à riqueza alheia, estará fazendo um bem “coletivo”. É o erro da esquerda: achar que distribuir renda é mais importante do que produzi-la. Comportamento de parasita.
    Acho que 70% dos problemas desse país se resolveriam com educação econômica. Vai faltar a educação liberal, a clássica, a vergonha na cara e diminuir a preguiça.)

  42. Ismael Pescarini

    3 de junho de 2011 at 19:12

    Amigos, sujiro uma incursão crítica sobre nossa ontologia econômica (aquela, cheia de mitos cultuados pela esquerda, como o latifúndio) a partir de duas indicações bibliográficas recentes:
    Calderia, Jorge – História do Brasil com Empreendedores
    Florentino e Fragoso – O Arcaísmo como Projeto
    Se laguém tiver boas relações com o Mantega, pode recomendar que vai lhe fazer bem…kkkk…Um abraço.

  43. Felipe Flexa

    3 de junho de 2011 at 18:05

    Lembrei-me do blogueiro Leonardo Bruno quando da realização do Foro Social Mundial em Belém do Pará. Ele levou vários livros de Hayek e Mises pra hippaiada antenada do evento anunciando-os como a última palavra em termos de pensadores de esquerda. E o que fizeram os esquerdopatas? ACREDITARAM! Nunca ouviram falar em Hayek e Mises. Tirando algumas exceções – em algum lugar do mundo devem haver – esquerdista é burro, desinformado e intelectualmente vigarista.

    (@flaviomorgen: Eu peguei mania na UFPR de ir conversar com a galera do DCE e perguntar o que achavam do companheiro Voegelin. Viviam dizendo que não tinham lido muito, mas que ele era um grande revolucionário. E eu aqui, perdendo meu precioso tempo lendo alguma coisa…)

  44. Gabriel Mendes

    3 de junho de 2011 at 17:32

    O comentário abaixo mostra que, realmente, esquerda é coisa de imbecil.

  45. carlos

    3 de junho de 2011 at 16:39

    É isso. Os professores da USP e das demais universidades não leram o suficiente, quem leu foi vc.
    O principal teorico do capitalismo foi Comte( Joga no Google). O que Marx fez foi descrever, criticamente, a sociedade capitalista.A maioria dos seus conceitos continua sendo aplicado, inclusive pelos CAPITALISTAS. Trata-se do maior filósofo depois de Aristóteles.
    A divisão social peculiar do trabalho no capitalismo é um fato e a oposição dos termos de valor no trabalho( Concreto e Abstrato) é a mais pura realidade.A mais valia é um fato( Só mudou de nome). Enfim, o capitalismo é um sistema de classes. De ricos e pobres. Afinal, o rico só existe se existir o pobre. Trata-se de um conceito relativo. É impossível um mundo de ricos. Para cada Holanda sempre existirá um Haiti. Para cada Leblon sempre existirá uma Rocinha. O sistema é baseado na exploração do trabalho humano. O homem vive para gerar capital para o seu patrão. Nem sempre foi assim. E, se o comunismo é uma utopia totalitária, o que se tem hoje nada mais é que uma síntese do século xx… Enfim, mas acho que o legal mesmo é falar que o direito coletivo é tipo o corinthians. Ou individual tipo o Bolsonaro… aí o debate ganha qualidade.

    (@flaviomorgen: “O principal teorico do capitalismo foi Comte” HAHAHAHAHAH! Amigo, uma dica: https://pqp.vc/515c – grande abraço.)

  46. nelson

    3 de junho de 2011 at 15:48

    Caro Flavio a data da morte do Felipe é 19-05 e não 19-06. O que não muda em nada a qualidade do seu texto…parabens!

    (@flaviomorgen: Opa! Culpa totalmente minha! Fica aí a correção. Obrigado! :))

  47. danir

    3 de junho de 2011 at 13:53

    A propósito do segundo vídeo neste post, eu nunca tinha pensado em merda de forma ideológica, apesar de que quando o pt me vem à mente, merda é a segunda ideia que surge.

  48. danir

    3 de junho de 2011 at 13:46

    Não sou um intelectual nem tenho intenção de sê-lo. Mas sempre procuro avaliar as coisas dentro de uma certa lógica, ampliando meus conhecimentos diariamente. Leio religião, tecnologia, historia, política e o que mais acreditar seja importante para minha educação pessoal. Um fenômeno interessante que descobri nesta busca insaciável do conhecimento, foi que minhas conclusões se ajustam muito bem ao que leio esporadicamente e sem um método específico, vindo daqueles que são classificados como de direita. Em primeiro lugar, para mim propriedade coletiva é o direito e propriedade individual é o bem. Portanto todos temos o direito de lutar pelo nosso conforto usando a ferramenta do trabalho, para adquirir o bem. Qualquer mudança neste conceito é nefasta a curto e longo prazo na obtenção daquilo que chamamos justiça. Qualquer distorção deste conceito atravez de artifícios obscuros, privilégios e manobras (informação privilegiada, roubo, desrespeito à lei, suborno, jogo sujo, subjugação …..) é pura desonestidade. Se queremos realmente que o mundo seja justo, temos que investir de forma honesta na ampliação do acesso aos direitos, que no caso seriam a educação, a lei justa e aplicada corretamente, o acesso à informação, a liberdade de informação e de opinião, e as garantias individuais para toda a sociedade. Diga-se de passagem que o que vemos hoje em dia é o contrário disto tudo, onde indivíduos em nome da visão socialista de como deve ser o mundo, se transformam em ditadores e vampiros privilegiados, sugando os recursos que deveriam ser disponíveis a todos e impondo ideologias pela força e pelo jogo sujo. É a negação do direito coletivo, em nome do “direito coletivo”, provocando a redução da capacidade de atinjir o direito individual. SE NÃO É POR DESONESTIDADE E MALICIA VICIOSA, É POR PURA IMBECILIDADE OU IGNORÂNCIA. Enquanto tiver minha mente ativa e funcional, mesmo sem ter lido todos os intelectuais que gostaria de ler, vou continuar defendendo que o melhor caminho para a justiça social e desenvolvimento da sociedade, é o olhar à direita, cultivando o mérito, o trabalho, a decência e a moral, sem preconceito e intransigentemente. Não é uma questão de ideologia; é uma questão de princípios.

  49. Alessandra

    3 de junho de 2011 at 13:34

    Você detonou. É o melhor de todos os textos que já li aqui no Implicante. Parabéns!

  50. Felipe Flexa

    3 de junho de 2011 at 11:43

    Os tucanos não devem ter lido nem a “Teoria da Dependência”. Agora o que me impressiona é a noção de urgência da esquerda: será que eles conseguiram resolver o problema no Cazaquistão?

  51. Aline

    3 de junho de 2011 at 10:57

    Muuito bom!!! Sou estudante da FFLCH e é isso aí mesmo! *Qdo entrei na USP, juro que pensei que encontraria vida inteligente…mas foi decepção total! :(

  52. ricsanto

    3 de junho de 2011 at 10:05

    Como disse: o tom do texto é meio ‘Eu tô certo e foda-se’ mas as ideias apresentadas valem a pena. Parabéns e continuo achando que seu ceral é arame farpado….

  53. Alex

    3 de junho de 2011 at 09:35

    Pegou pesado com a galera, se tinha qualquer simpatia ou pensamento que pudesse ser de esquerda, fiquei completamente envergonhado!

    Grande texto! Abs!

  54. alexandre

    3 de junho de 2011 at 06:27

    Me desculpe mas vc está sendo bem radical. Vc fala que a esquerda baniu os professores das universidades. Como ? A esquerda nunca teve tanto poder político para isso, com exceção nos países comunistas. Vc sabe porque temos muitos professores de esquerda no mundo ? Porque o capitalismo foi feito com base na exploração do trabalhador. E isso era reconhecido simplesmente por Adam Smith. Mas ao mesmo tempo o capitalismo levou ao progresso. Ao estudar como se desenvolveu a economia mundial, vc passa a ter um pouco de simpatia às teses esquerdistas. Exploração e miséria fizeram da parte da evolução do capitalismo, e isso é fato. Agora, é o sistema que se mostrou mais viável. Isso não quer dizer que estou dizendo que um pensador de direita não conhece história. Só que ele se apega mais ao progresso que o capitalismo trouxe à humanidade e defende mais os valores individuais. Isso é fato. A base do sistema de bem estar social europeu é esquerdista. São uns imbecis ? Hitler e Pinochet eram de direita. Eles eram legais ? E chamar Eric Hobsbawm de “pensadorzinho” demonstra intolerância da sua parte. Temos que parar de maniqueísmo. Não existe uma ideologia melhor do que a outra. Não existe bons ou maus. Não existe imbecis ou inteligentes. Vc deveria ler ‘A era dos extremos” do chamado pensardorzinho para que ver o que aconteceu com o século XX quando radicais tomaram a arena política, com um pensamento intolerante como o seu. O muro de berlim caiu a muito tempo, meu caro. Talvez vc não tenha percebido.

    (@flaviomorgen: A esquerda não baniu professores: baniu tudo o que não concorda com ela. Em nome da “discussão” de idéias, só tem capacidade de falar das suas próprias, sem nunca colocá-las em xeque. Acreditar que capitalismo significa exploração é o principal erro dos esquerdistas. Como se algum outro sistema no mundo tivesse conseguido abolir o trabalho escravo – apanágio do capitalismo, nos poucos séculos em que vingou. Radicalismo? Pois a doutrina é radical e defendo-a por sua aversão à escravidão, que não existe em nenhum outro sistema. Quanto ao Welfare State nórdico, fique com isso: https://rodrigoconstantino.blogspot.com/2006/08/o-mito-sueco.html
    Comparar a extrema-direita com o liberalismo é o mesmo que comparar Stalin a Keynes, com a diferença de que Stalin e Keynes tinham algo em comum [as intervenções estatais interferindo na liberdade individual], o que Hitler e os liberais não têm. Quanto a Hobsbawn, Ortega y Gasset já desmonta suas fracas idéias com mais de meio século de antecedência em A Rebelião das Massas. Por fim, lembrar que o Muro de Berlim caiu e, sobretudo, qual sistema venceu a Guerra Fria é o que a direita está tentando dizer pra esquerda desde 89 e não consegue. Abs.)

  55. Adriano

    3 de junho de 2011 at 06:16

    Texto baseado em estereótipos e, portanto, tão imbecil quanto o Lobão.

    Eu já li Von Mises e mais alguns caras lá da Escola Austríaca, e eles só reforçaram meu conceito de desigualdade, me fazendo mais ainda acreditar na “esquerda”. Acredite você ou não.

    Se o pessoal pensador de DCE não lê a “direita”, pesquisa aí se alguém da juventude tucana algum dia já teve a curiosidade de ler o tal Marx for dummies citado no texto.

    (@flaviomorgen: Tô mais é querendo saber quem é que leu a Escola Austríaca [ou mesmo todos os nomes de esquerda que citei, e mesmo os que li e não citei] que acredita em “juventude tucana”…)

  56. Libertad

    3 de junho de 2011 at 00:17

    Texto agressivo e brilhante! Vale a pena ler e espalhar! Já fiz minha parte.

  57. Rodrigo

    2 de junho de 2011 at 21:33

    Ótimo texto, como sempre. Mas só isso. Você está virando um Datena cult, bicho.

    (@flaviomorgen: ALBORGHETTI! Humpft.)

  58. alexandre

    2 de junho de 2011 at 20:44

    a diferença fundamental entre ser de direita e de esquerda é que o primeiro defende mais os direitos individuais do que os coletivos. é uma discussão longa e que em determinadas áreas pode prevalecer o indivíduo sobre o coletivo e em outras não. por exemplo o direito de propriedade. a direita defende que é sagrado e está acima de qualquer coisa. já a esquerda defende que deve haver restrições sobre esse direito. quem está certo ? eu particularmente, acho que deve haver algumas restrições ao direito de propriedade, como é previsto em nossa constituição. já o olavo de carvalho acha isso um absurdo ! mas eu defendo que o capitalismo e a iniciativa privada são mais benéficos para o desenvolvimento econômico de um país. seria um pensamento mais de de direita. então, essa coisa de rotular fulano como imbecil por ser de direita ou esquerda é patético !!! temos um intelectual de esquerda chamado eric hobsbawn que escreveu livros interessantes de história. chamá-lo de imbecil é ridículo. como tivemos intelectuais de direita como hayek e friedman que são respeitadíssimos. a realidade é que tanto o pensamento de esquerda quanto de direita deram suas contribuições para a humanidade, tanto para o bem quanto para o mal. e ninguém é dono da verdade.

    (@flaviomorgen: Como afirmei logo no começo do texto, esquerda e direita não são passíveis de definir indivíduos, como se eles se dividissem em dois pontos extremos de uma linha reta. Acontece que a ideologia é bem imbecil, e coloquei exemplos disso. Ninguém nega que isso é de esquerda. Ninguém nega que isso é imbecil. Não chamei indivíduos de imbecis, embora muitos mereçam. E mesmo admirando pensadores de esquerda, não consigo levar pensadorezinhos de importância episódica e que sempre precisa ser contextualizada, como Eric Hobsbawn, a sério. Se a esquerda não tivesse banido os verdadeiros pensadores das Universidades, não dependeríamos só da força de vontade de alguns alunos para mostrar que a direita é bem melhor.)

  59. Tibo

    2 de junho de 2011 at 19:34

    Mais um texto perfeito, como está se tornando padrão aqui

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias Recentes

To Top