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Estudo do Ipea prevê que obras em aeroportos não ficarão prontas nem para 2014 nem para 2016

Notícia do Estadão, por Fernando Dantas e Glauber Gonçalves (grifos nossos):

“As obras nos aeroportos brasileiros não ficarão prontas a tempo de atender a demanda da Copa do Mundo de 2014 nem da Olimpíada de 2016, prevê estudo inédito do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A avaliação dos pesquisadores é que, com projetos ainda inacabados, não será possível cumprir os prazos para entregar as obras para os eventos esportivos.

“O resultado é preocupante. Não vai dar nem para a Olimpíada”, diz Carlos Campos, coordenador de Infraestrutura Econômica do Ipea, que participou da elaboração do trabalho. “A grande maioria dos novos terminais visando a Copa do Mundo ainda não tem nem projeto”, acrescenta. Com isso, as obras teriam de passar ainda por toda a fase de concepção, licenciamento ambiental, licitação e execução, o que leva em torno de sete anos.

Para o professor Marcio Nobre Migon, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), é possível acelerar as obras com o emprego de novas tecnologias, mas os custos dos projetos podem subir significativamente. “Tempo em construção civil é muito compressível. É questão de botar gente trabalhando, virando noite. O Japão, recentemente, reconstruiu uma estrada em seis dias.”

Apesar de as preocupações estarem direcionadas para os dois eventos que atrairão a atenção do mundo para o Brasil, a situação dos terminais já é insustentável hoje, segundo o estudo. Dos 20 maiores aeroportos, 17 operam acima do limite máximo ideal de 80%, e 14 operam acima de 100%. Só há folga nos aeroportos do Rio (Galeão e Santos Dumont) e no de Salvador. Segundo Campos, os aeroportos de Cumbica, Congonhas e Viracopos, em São Paulo, são os casos mais graves.

“Estão com problemas enormes, operando acima da capacidade”, disse o técnico, baseado nos resultados do trabalho. Um entrave adicional é que, mesmo na hipótese improvável de que todos estejam prontos para a Copa, os terminais já serão insuficientes para a demanda prevista.

(…)

Outra preocupação apontada pelo estudo do Ipea é o fraco desempenho demonstrado historicamente pela Infraero para executar seu orçamento. O estudo mostra que a estatal não tem conseguido executar nem 40% do seu programa anual de investimento.

Íntegra da matéria aqui.

Comentário:

O Ipea, órgão subordinado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, está nos avisando: se for tudo feito seguindo os ritos legais vigentes, não vai dar tempo. Então nós concluímos o raciocínio: para o Brasil não passar vergonha na Copa e Olimpíada, algumas daquelas etapas que fariam o processo todo durar uns sete anos terão que ser puladas. Que tal ficarmos só com a “concepção” e “execução”, deixando pra lá essa parte chata burocrática do “licenciamento ambiental” e “licitação”?


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