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Exportação de médicos: o maior negócio de Cuba

A ilha de Fidel já estaria lucrando algo próximo de 6 bilhões de dólares com o aluguel da mão-de-obra local para outros países

Os R$ 511 milhões que o governo brasileiro investirá até fevereiro de 2014 na vinda dos cubanos não representariam nem 5% do que a ilha de Fidel estaria lucrando anualmente com a exportação de médicos. É o que findou escapando no último parágrafo da matéria de Flávia Marreiro para a Folha de São Paulo nesta sexta-feira:

Cuba envia médicos em missões humanitárias ou por acordos com governos. Os primeiros enviados foram nos anos 60. Cerca de 40 países têm assistência gratuita. O próprio governo admite que a “exportação de serviços médicos” é hoje a maior fonte de divisas (cerca de US$ 6 bilhões anuais), ultrapassando venda de níquel e turismo.

(grifos nossos)

Uma matéria da BBC de junho deste ano tentou jogar uma luz sobre este de fenômeno. A debandada dos poucos médicos que atuavam a ilha quando da revolução em 1959 teria ocasionado uma crise sanitária que obrigou o governo a apressadamente formar novos médicos. Logo havia um excesso deles que, sem ter como trabalhar, passaram a lecionar em novos cursos que findaram gerando um excedente ainda maior até chegar aos 75 mil médicos atuais, ou a maior proporção por habitante da América Latina:

Segundo informações repassadas pela chancelaria do país ao correspondente da BBC Mundo em Havana, Fernando Ravsberg, o contingente de profissionais de saúde cubanos fora da ilha incluem atualmente 15 mil médicos, 2,3 mil oftalmologistas, 5 mil técnicos de saúde e 800 prestadores de serviço trabalhando em 60 países e gerando lucros milionários ao regime – as cifras mais otimistas falam em até US$ 5 bilhões (R$ 10,6 bilhões) ao ano.

(grifos nossos)

Apesar de os números diferirem um pouco, dá para facilmente se chegar a duas conclusões: que a Folha de São Paulo, no que concerne a Cuba, anda mais otimista que as cifras mais otimistas; que o capitalismo existe sim em Cuba e vai bem além das belas praias turísticas que tantas vezes não passam de benignas exceções nos discursos daqueles que veneram essa espécie de, segundo eles, ditadura do bem.

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1 Comentário

1 Comment

  1. João

    24 de agosto de 2013 at 15:13

    A matéria era pra criticar? Não entendi…

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