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Tudo em família: EBC contrata namorada de ex-ministro para o lugar de empresa de blogueiro “progressista”

A Empresa Brasileira de Comunicação contratou empresa da namorada de Franklin Martins para produzir a segunda temporada de programa que era feito pelo blogueiro “progressista” Luiz Carlos Azenha na TV Brasil. A empresa que produzia o programa dirigido por Azenha agora acusa favorecimento. Matéria da Folha de S. Paulo (íntegra para assinantes):

Uma empresa da namorada do jornalista Franklin Martins, ex-ministro da Comunicação Social, assinou em fevereiro com a EBC (Empresa Brasil de Comunicação) o maior contrato já firmado pela estatal com uma produtora em quase cinco anos de existência. Franklin, que foi um dos responsáveis pela criação da estatal em 2007, ainda tem influência política na EBC, vinculada à pasta da Comunicação Social. O atual diretor-presidente, Nelson Breve, contou com a indicação do ex-ministro.

A BSB Serviços Cine Vídeo Ltda., da pernambucana Mônica Monteiro, 41, receberá R$ 2,39 milhões até outubro deste ano para produzir a série “Nova África”, veiculada pela TV Brasil. O programa prevê a produção de reportagens sobre a atualidade de países africanos. Cada um dos 26 episódios, de meia hora de duração, custará R$ 92 mil. A Cine Vídeo existe desde 2004, trabalhando com o setor privado. Seus trabalhos subcontratados pela União eram na área de publicidade. O negócio com a EBC é o primeiro contrato direto com o governo para produção de um programa de TV. O valor desse novo contrato representa mais que a soma de tudo que a Cine Vídeo recebeu, como subcontratada, do governo federal no segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2007-2010). O próprio Franklin vem trabalhando com a empresa da namorada, mas, segundo ele diz, em um projeto que não tem nada a ver com os programas para o “Nova África”.

Mônica e o ex-ministro estão percorrendo países da África, na produção de uma série de entrevistas com presidentes do continente -que não têm relação com o “Nova África”. Franklin é o responsável pelas entrevistas. De Moçambique, por telefone, o ex-ministro negou irregularidade ou conflito de interesses na contratação da Cine Vídeo pela EBC. Franklin e Mônica estão juntos pelo menos desde meados de 2010, quando ainda era ministro. Na época, a Cine Vídeo era subcontratada por agências que tinham contrato com a secretaria do ex-ministro. Pouco depois do início da relação, a EBC lançou o edital de um concurso, em outubro de 2010, para a escolha da empresa que produziria a segunda temporada do “Nova África”. Franklin Martins só deixou o ministério em dezembro daquele ano, com o final do governo Lula.

A Cine Vídeo ganhou, mas a empresa Baboon Produções, responsável pela primeira temporada do programa, apontou suspeita de favorecimento.Entre os problemas, o fato de a proposta da Cine Vídeo ter sido aberta antes da sessão de julgamento. De acordo com a EBC, isso aconteceu devido a uma goteira que molhou o envelope da empresa, obrigando a sua abertura. O departamento jurídico da estatal, então, decidiu sugerir, em março de 2011, a anulação do concurso, de forma a evitar “questionamentos que incidam sobre a parcialidade do resultado”. Cinco meses depois, em agosto passado, o edital foi relançado, e a BSB Cine Vídeo foi de novo a vencedora.

Além da relação com Franklin, Mônica é amiga e foi sócia de Evanise Santos, namorada do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado pela Procuradoria-Geral da República de ser o chefe do esquema do mensalão. Elas chegaram a ser sócias, entre 2008 e 2009, em uma empresa chamada Valore Moçambique Limitada.

(grifos nossos)

Comentário

A ironia no caso é que a contratação da Baboon Filmes já foi motivo de polêmica em 2010, devido ao alto valor do contrato e a associação com expoentes da blogosfera governista. Confiram aqui o texto do Imprensa Marrom à época. Agora, derrotada pela “goteira companheira”, a empresa de Luiz Carlos Azenha denuncia “favorecimento”. Conte-nos mais, Azenha…

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5 Comentários

5 Comments

  1. Douglas

    24 de abril de 2012 at 21:01

    O Brasil está repleto de jornais, TV’s, rádios, etc, sem as mínimas condições de serem imparciais. A idéia é lucrar bajulando algum lado. Uma pouca vergonha.

  2. Armando Suco Azedo

    11 de abril de 2012 at 23:41

    Hum! Não sejam desonestos. Isso faz parte da Ética do Mercado de COMUNIação. Vejam a a mídia vendida é muito comum jornalistas da velha mídia se lançarem indePENDENTES.

    É assim que Vejo o MUndo: se não der certo minha carreira como jornalista foca incompetente, digo independente sempre termos o socorro de bispos, bagres e outros processos financeiros de bancos estatais

  3. Júnior

    11 de abril de 2012 at 21:16

    Henry, por que você não processa então o pessoal do Implicante? É seu direito.

    Inclusive tem um cara aqui no blog (um tal de Gravataí Merengue) que adora receber processo. Ele já está acostumado a receber processo por causa de tanta merda que fala.

    (Gravz: Oloco, juninho! Recebi um, apenas, e ganhei. Quem quiser processar, sem problemas. Depois não pode dar migué após a derrota em todas as instâncias)

  4. Henry Ajl

    11 de abril de 2012 at 17:07

    meu nome é Henry Ajl, sou sócio-diretor da Baboon Filmes.

    Infelizmente, vejo o nome da minha produtora citado de forma desrespeitosa no post publicado no seu blog. Infelizmente, também, vejo que você faz referência à reportagem publicada pelo “Globo” no ano passado, que – como você – jamais entrou em contato com a produtora para questionar qualquer coisa referente à série “Nova África”. A reportagem com a “suspeita” foi publicada no “Globo” mas nós jamais fomos contatados pelos autores da mesma.
    Dessa forma, esclareço o seguinte:
    1. “Essa Baboon” é uma produtora fundada em 2004. Já realizamos mais de 100 reportagens internacionais. E co-produzimos e captamos outras tantas. Nossas reportagens já foram exibidas na Discovery, SABC (África do Sul), TV Record, etc.
    2. Luiz Carlos Azenha não é e jamais foi “manda-chuva” na minha produtora. Os sócios e donos da Baboon são Henry Ajl e Markus Bruno. Luiz Carlos Azenha foi contratado para dirigir a série “Nova África”.
    3. Nunca soube que a dona da BSB Cinevídeo era namorada de ex-ministro, conforme publicado recentemente. Os pontos levantados pela Baboon na licitação cancelada pela EBC estavam relacionados ao cumprimento de formalidades de processo licitatório. E o departamento jurídico cancelou a licitação. Jamais questionamos qualquer ponto de ordem pessoal durante o processo licitatório.
    4. O aditivo contratual da primeira temporada do “Nova África” foi absolutamente legal. A série de 32 reportagens foi integralmente entregue, dentro dos prazos estabelecidos em contrato. Todos os programas foram exibidos e reexibidos.
    5. Não temos qualquer relação com governo, partido político, sindicato, etc. Jamais contribuimos com qualquer campanha política.

    Henry Daniel Ajl
    Baboon Filmes

    • Implicante

      11 de abril de 2012 at 18:08

      Henry, a empresa não foi citada de forma desrespeitosa no texto – a menos que você, como nós, considere um desrespeito a empresa ser ligada a um blogueiro governista e receber dinheiro público – e não acusamos ilegalidade no aditivo contratual da empresa com a EBC. Também não usamos a expressão “manda-chuva”. Ato falho?

      O trecho que citava a Baboon como “empresa de Azenha” foi corrigido para “empresa que produzia o programa dirigido por Azenha”.

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