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Governador de SE diz que ajudará amigos “eventualmente condenados pelo STF”

Para o petista Marcelo Déda, financiar a multa de um companheiro condenado criminalmente não significa “adesão ao ‘erro’ cometido”

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Informação do jornal O Estado de São Paulo:

BRASÍLIA – O governador de Sergipe, o petista Marcelo Déda, “se solidarizou” com os companheiros de partido que foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão. Déda avisou que não comparecerá ao jantar de adesão que o PT está organizando, em Brasília, nesta quinta-feira, 17, para arrecadar recursos para o pagamento das multas estabelecidas pelos ministros do Supremo, porque está indo para São Paulo dar prosseguimento a um tratamento de saúde. O governador, no entanto, disse que contribuirá com a “vaquinha” que está sendo feita pelos petistas, sem querer revelar com quanto.

“Eu, se procurado, contribuirei nos limites da minha solidariedade, com aqueles que são meus amigos. Foram meus companheiros de 20, 30 anos e que eventualmente estão condenados pelo STF“, afirmou Déda. Os mensaleiros José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha, juntos, foram condenados pelo STF a pagar multas de mais de R$ 1,5 milhão.

“Eu sou de uma geração que aprendeu a valorizar a solidariedade. Solidarizar-se com um companheiro, com um amigo, que eventualmente sofreu uma condenação criminal, não significa nenhum tipo de adesão a um possível erro que foi cometido. É um dos aspectos mais belos da vida humana: ser capaz de solidarizar-se a um companheiro que não deixou de ser amigo, porque eventualmente foi condenado. Acho que a tradição brasileira é eminentemente cristã”, declarou Déda, em entrevista, no Palácio do Planalto, após audiência com a presidente Dilma Rousseff. Ele negou que o assunto tenha sido tratado com a presidente.

Para justificar sua solidariedade, o governador citou um trecho da Bíblia: “Há um trecho em Mateus que precisa ser lido com mais frequência. É aquele em que o evangelista diz que Jesus relatara que no final dos tempos ele agradeceria às pessoas que o visitaram quando estavam doente, que foram a prisão quando ele estava preso. Eles dirão: ‘Mas eu nunca te vi na prisão, nunca te vi doente’. Ele disse: ‘aquele preso a quem foste visitar, aquele doente a quem visitaste era eu’. Isso não precisa ser religioso para entender”.

Lembrado que Matheus falava dos injustiçados e não de condenados, como foram os mensaleiros, o governador desconversou: “Não vou abrir um debate teológico. Eu não estou abusando de generosidade”.

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2 Comentários

2 Comments

  1. Airton

    17 de janeiro de 2013 at 12:58

    Se um cara do PCC , do CV , do ADA , dissesse a mesma coisa , ele ficaria livre de uma condenação ?

  2. Thiago

    17 de janeiro de 2013 at 09:48

    Generosidade com os companheiros, com o povo miserável não né?

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