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Governo anuncia que 54 mil novos servidores serão contratados em 2012

A ministra do Planejamento Miriam Belchior anunciou hoje que o governo contratará 54 mil novos funcionários públicos no ano que vem, apesar das promessas de corte de gastos. Reportagem da Folha Online:

A ministra Miriam Belchior (Planejamento) afirmou nesta segunda-feira (19) que 54 mil novos funcionários públicos serão contratados no ano que vem. Ela afirma, no entanto, que isso não afetará o esforço fiscal apregoado pelo governo.

Segundo diz, a meta de superávit primário –que é o esforço para o pagamento de juros da dívida– é de R$ 139 bilhões no ano que vem. “A meta cheia será cumprida”, afirmou.

Ela defendeu as contratações que deverão ser feitas pelo governo.

“Não é possível aumentar o número de universidades e fazer o Pronatec sem contratar”, disse a ministra, referindo-se aos planos anunciados pelo governo federal no campo educacional.

Belchior disse ainda que, neste número, está a reposição de funcionários que se aposentaram e substituições de terceirizações.

A ministra afirmou que o governo trabalha com a perspectiva de crescimento de 5% da economia por ano, nos próximos anos. Perguntada se pretende rever o Orçamento do ano que vem diante das incertezas da crise internacional e perspectiva de crescimento mais baixo, ela disse que ainda não revê os parâmetros utilizados.

“Estamos mantendo esses parâmetros. Em novembro, o governo pode revê-los, mas ainda estamos longe de novembro”, disse.

Comentário

A ministra justifica o inchaço da máquina pública com uma expectativa de crescimento mais otimista que qualquer prognóstico da própria equipe econômica do governo, que espera (ou torce) por um aumento de 4,5% do PIB neste ano. Além disso, já passamos da metade de setembro e a ministra do Planejamento ainda considera que estamos longe de novembro para rever o Orçamento da União…

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4 Comentários

4 Comments

  1. Luciano Pinheiro

    28 de setembro de 2011 at 14:37

    O problema é exatamente a (falta de) qualidade, aliada à alta tolerância da justiça à bandidagem. Mas a solução não é sucatear mais ainda o serviço público, e sim melhorar o que tem aí. Uma das formas é contratando servidores e qualificando-os. Se houver bons salários, haverá bons candidatos. Não é nenhuma novidade que melhores funcionários estão na esfera federal, que paga melhor. As esferas estadual e, principalmente, municipal, são sucateadas. Por 2 motivos principais: falta de gente qualificada e falta de fiscalização (claro que ambos causados por um motivo maior, a cultura da corrupção).
    Há anos o Brasil está passando por um processo de estatização da mão de obra pública. Antes, o cara contratava os parentes e amigos através da empresa que ganhava a licitação de fachada. São os funcionários dos “contratos administrativos”. De um tempo pra cá, termina o contrato e os órgãos de controle estão negando a alternativa de recontratar. O jeito é fazer concurso. Ou deixar sucatear.
    IMHO, a abertura de concurso é muito benéfica pra administração pública, porque traz sangue novo, gente com muita vontade de trabalhar, e fecha as portas justamente para a indicação subjetiva.
    Existe, sim, um tipo de servidor que é mal visto, porque é fruto de indicação: é o servidor em cargo comissionado. Muitas vezes, amigo, parente ou “achegado” de outra forma. Infelizmente, cargo ainda é moeda de troca dos políticos eleitos. Enquanto os sindicatos tentam diminuir o número de profissionais com esta forma de entrada, os gestores tentam aumentar. Há outros desdobramentos sobre o assunto específico que não cabem aqui.
    Existe, sim, uma necessidade de aumento no contingente do serviço público, principalmente nos órgãos de fiscalização. No âmbito federal, TCU. No âmbito estadual e municipal, MP.
    Claro que também falta modernização, metas, etc etc etc. Mas isso está um pouco fora do escopo deste post (aliás, pela importância, merece não outro post, mas toda uma seção neste site).

  2. Luciano Pinheiro

    23 de setembro de 2011 at 15:46

    O Brasil possui 10% da população trabalhando como servidores públicos. Os EUA e Portugal têm 15%, a França, 25%. Essa conversa de inchaço da máquina só serve pra quem não quer ver o país com estrutura suficiente (que nunca teve).
    O que não deve é aumentar o número de Cargos Comissionados, sem concurso.

    (Gravz: O problema do serviço público brasileiro é a qualidade. Sempre foi esse. Onde o serviço público é bem prestado, acredite, a populaçãon não reclama tanto assim de impostos. Aqui, não se trata apenas de discussão ideológica sobre o tamanho do estado, mas sim reflexão pragmática dos péssimos serviços prestados AINDA POR CIMA com impostos absurdamente altos)

  3. Ben

    20 de setembro de 2011 at 07:41

    Eita trem grande. São pelo menos uns 100 vagões para acomodar a companheirada no trem da alegria. E eu que pensei que o pretendido aumento da carga tributária fosse para melhorar a saúde pública e incentivar a produção industrial e não para aparelhar o governo.

  4. Thiago

    20 de setembro de 2011 at 02:12

    É… esse país não tem mais jeito! Nem bomba atômica resolve!

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