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Governo petista faz indústria brasileira recuar aos anos 50

Essa notícia é para aqueles que confundem estabilidade econômica com desenvolvimento econômico. Desenvolvimento econômico se consegue com crescimento industrial, o que não vem sendo registrado no país. Sob Lula e Dilma, a participação da indústria brasileira no PIB (Produto Interno Bruto) recuou  aos níveis de 1956.

Leiam um trecho da reportagem de Agnaldo Brito publicado na edição de hoje (09) da Folha de São Paulo:

A participação da indústria no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro recuou aos níveis de 1956, ano em que o presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976) deu impulso à industrialização do país ao lançar seu Plano de Metas, que prometia fazer o Brasil avançar “50 anos em 5”.

Desde então, jamais a fatia da indústria manufatureira do país na formação do PIB havia alcançado nível tão baixo quanto o apurado em 2011.

No ano passado, a indústria de transformação -que compreende a longa cadeia industrial que transforma matéria-prima em bens de consumo ou em itens usados por outras indústrias- representou apenas 14,6% do PIB.

(…)

ALERTA

O governo diz que tem monitorado o comportamento da indústria, e reconhece que há um processo de “desintegração de alguns elos” da cadeia industrial, mas evita falar em desindustrialização.

Heloísa Menezes, secretária do Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, acha que o Programa Brasil Maior, -lançado pelo governo Dilma no ano passado para socorrer alguns setores da indústria- pode ajudar as empresas a enfrentar a valorização do real em relação ao dólar, que favorece os importados.

“A atual taxa de câmbio, de fato, atua no sentido contrário ao nosso esforço de dar condições de competição à indústria”, disse

Íntegra aqui (para assinantes)

Comentário:

Em setembro de 2010, o ministro da Fazenda, Guido Mantega negou que o Brasil estivesse sofrendo um processo de desindustrialização. Ao rebater as críticas feitas pelo então candidato à presidência, José Serra, Mantega afirmou:

“Não dá para falar em desindustrialização com a indústria crescendo mais que o PIB

Como é difícil supor que o governo não dispusesse de informações indicando justamente o contrário do que afirmou o ministro, só podemos concluir que Mantega mentiu ao dar a declaração.

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7 Comentários

7 Comments

  1. francisco ramos

    11 de março de 2012 at 12:03

    Em recente vídeo que me foi enviado, a Professora Maria Conceição Tavares dá um conselho aos jovens e
    conomistas: se vocês não puderm usar os conhecimentos de Economia para a promoção do bem estar
    social dos seu compatriotas, escolham outro ramo de atividade. A Professora deixa implicito que a economia
    como abstração acadêmica, não serve para muita coisa. Pois bem. Houve, de fato, progressos pifios na ativi
    dade industrial, talvez por uma política fiscal desfavorável para os empreendedores e possivelmente por fal
    tar de mão de obra qualificada (educação de qualidade continua sendo um dos mais lamentáveis gargalos
    deste governo que aí está). E torna-se necessário encarar esta situação com muita seriedade.
    Mas, no sentido mais amplo, e os indicadores econômicos não deixam mentir, houve significativa melhoria
    na qualidade de vida de parcelas consideráveis da população brasileira, daí os altos níveis de aprovação do governo.
    Mas a questão industrial deve ser encarada com a seriedade que o tema exige, pois, desculpem-me pelo
    óbvio da afirmação, estamos num mundo de economia globalizada. O Social, contudo, deve estar sempre
    no topo da agenda de prioridades. Nós ainda somos um país que exportamos alimentos e brasileiros passam
    fome.
    É isto aí.

    Abraços

  2. Caio Gomidi

    11 de março de 2012 at 00:57

    Boa noite, Exilado!
    Seria muito interessante se vc fizesse um de seus famosos videozinho “Mentira Premiada” com as previsões/declarações oficiais do G. Mantega para o crescimento do PIB. Ele consegue errar sempre!! Ou, então, com a metodologia que eles inventam toda vez que querem encaixar a inflação nos limites da meta estabelecida. E nessa brincadeira quem sempre dança sou eu toda vez que vou ao suupermercado…

    • Exilado

      11 de março de 2012 at 01:13

      É uma boa Caio, pode deixar que em breve teremos novidades aqui no site, e isso inclui novos vídeos.

      Abraço!

  3. Thiago

    10 de março de 2012 at 02:02

    Eu como, praticamente, formando em Eng. de Produção, fico imaginando o que os engenheiros, que são funcionários públicos, fazem todos os dias no ano todo? Não é possível ter só pessoas incompetentes! Cadê esse povo que quer um país de verdade? Esses tem que mostrar a cara e se revoltar contra o governo! Jogar a m&%#@ no ventilador e mostra que estão descontentes com o governo e com essas notícias! Não podem ficar omissos a essa desgraça toda…

    Funcionários públicos, façam com os militares, mostrem seu descontentamento com o governo e suas ações que acabam por denegrir a imagem profissional de vocês!

  4. Augusto Nasser

    9 de março de 2012 at 11:55

    1 – “Desenvolvimento econômico só se consegue com crescimento industrial” – O desenvolvimento geralmente vem acompanhado de crescimento da indústria, mas isso não significa que este seja uma condição para que o crescimento da economia ocorra. Um país pobre que desenvolve sua agricultura e se engaja no comércio com outros países, por exemplo, vai experimentar um desenvolvimento econômico.

    2 – Mesmo que para ocorrer desenvolvimento econômico fosse necessário o desenvolvimento industrial, o cálculo apresentado no texto não é correto. A participação da indústria no PIB ter diminuído não significa necessariamente que a indústria encolheu – pode significar também que a indústria cresceu, mas o PIB cresceu mais.

    3 – A pressão que deve ser feita em relação à economia é por uma maior liberalização, e não para que se apoie o crescimento da indústria. Qualquer intervenção estatal na economia é nociva, seja para apoiar a indústria ou qualquer outro setor.

    • Exilado

      9 de março de 2012 at 13:15

      1 – Bom, crescimento não é o mesmo que desenvolvimento. Crescimento, aumento de arrecadação pode ocorrer até com a retração da indústria, como acontece aqui. Desenvolvimento passa, necessariamente, pela ampliação e diversificação das atividades. Num país pequeno, até poderíamos limitar esse ‘desenvolvimento’ a agricultura e prestação de serviços. O que não dá pra admitir é que se pense dessa maneira num país com as dimensões do Brasil;

      2 – Sua argumentação foi exatamente a mesma dada pelo ministro Guido Mantega:

      “O que estamos vendo é um aumento da participação de serviços no Produto Interno Bruto (PIB), o que é normal e positivo”

      Sabemos que isso NÃO é verdade. Mantega faz crer que o aumento da participação de outros setores da economia foram mais fortes e se sobrepuseram a um suposto crescimento da indústria. Até o mais progressista dos semanários – a Carta Capital – não ousou endossar a tese do ministro e estampou em sua capa a crise da indústria nacional (edição n° 687);

      3 – Já que a ajuda é ‘nociva’, o estado poderia, pelo menos, não atrapalhar o crescimento industrial, não acha?

  5. @jesael

    9 de março de 2012 at 10:14

    Simples.

    Esta gente “pensa” que todos os problemas podem ser definidos com uma frase de tese de esquerda. E resolvidos com um nominho de programa popular.

    Mas pelo menos sabem que basta agir assim, todo mundo acata.

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