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Há mesmo uma organização “pró-pedofilia” atuando nos EUA desde 1978

Teddy bear na sombra.

A NAMBLA é uma associação que, para tirar pedófilos da cadeia, luta contra a “idade de consentimento”

Foto: thisguyhere / Pixabay

Olavo de Carvalho usou o Twitter para escrever, em 19 de dezembro de 2015, que a “estratégia do movimento pró-pedofilia” consistia e primeiro trabalhar a ideia de que pedofilia seria uma doença para, em seguida, criminalizar o entendimento de que pedofilia seria uma doença. Independente do plano maquiavélico, estaria ele exagerando ou de fato há um “movimento pró-pedofilia” atuando nos bastidores?

Infelizmente não é exagero. NAMBLA é uma sigla que pode ser traduzida como Associação do Amor Homem/Garoto Norte Americano. Trata-se de uma organização que defende a pedofilia nos Estados Unidos e luta para abolir a “idade de consentimento”.

No geral, cada país possui uma “idade de consentimento” definindo em lei um limite mínimo para que o indivíduo possa aceitar fazer sexo com outro. Fora deste limite, mesmo com o consentimento, o menor passa a ser tratado por vítima; e seu parceiro, por agressor sexual.

No Brasil, por exemplo, mesmo com a maioridade penal em 18 anos, após a promulgação da lei nº 12.015 em 2009, a idade de consentimento passou a ser de 14 anos.

Com a queda da “idade de consentimento”, a NAMBLA conseguiria atingir o objetivo de livrar da cadeia pedófilos detidos por manterem relações sexuais consentidas com pessoas abaixo do limite definido na lei. Contudo, ela diz que que este benefício não atingiria pedófilos presos por qualquer tipo de relação não consensual.

Polêmica com o movimento gay

No site oficial, a organização diz cooperar com os movimentos gay e feminista. Mas este apoio está longe de ser recíproco. Em 1993, uma polêmica atingiu a Organização das Nações Unidas quando descobriu-se laços da NAMBLA com a International Lesbian and Gay Association. O protesto pegou fogo no parlamento americano, mas contou com o apoio de várias entidades gays, que cobraram da ILGA o rompimento. O imbróglio findou em lei – sancionada por Bill Clinton em abril de 1994 – proibindo verbas a agências que de alguma maneira tolerem a pedofilia.

Desde os anos 1980, tem sido comum organizações gays serem enfáticas no repúdio à entidade. Porque lutam também contra a ideia de que homossexuais teriam alguma ligação com o abuso sexual infantil. Em resposta, contudo, a NAMBLA costuma destacar que não teria como ser heterossexual uma relação “homem/garoto”.

É verdade que se trata de uma iniciativa de alcance tímido. Que, para driblar as autoridades, desencoraja reuniões presenciais desde os anos 1990. Mas atua desde 1978. E volta à memória sempre que tantos parecem jogar panos quentes na pedofilia, justificando-a como uma doença a ser compreendida em vez de combatida.

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Fonte: NAMBLA

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