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Homem de confiança de Tarso Genro é preso pela Polícia Federal

Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo

 

Da Coluna da Rosane Oliveira em Zero Hora

Nomeado pelo governador Tarso Genro para ser o braço direito de Ronaldo Teixeira na representação gaúcha em Brasília, Francisco Narbal Alves Rodrigues foi um dos presos pela operação Déjà Vu II, da Polícia Federal, que investigou desvios em contratos do Pronasci, do Ministério da Justiça.

Deflagrada na terça-feira, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União e a Receita Federal, a operação cumpriu 16 ordens judiciais para prisões no Paraná, Santa Catarina, Acre, Mato Grosso e Distrito Federal. Segundo a investigação, o desvio se dava por simulações de serviços em contratos entre Oscips e prefeituras, superfaturamentos e notas frias.

Quebra de confiança
Assim que soube da prisão de Rodrigues, o governador Tarso Genro anulou a sua nomeação na representação gaúcha. Segundo a secretária de Comunicação do governo, Vera Spolidoro, foi o próprio Tarso quem determinou à Polícia Federal que investigasse as suspeitas envolvendo o Pronasci, quando era ministro da Justiça. Homem de confiança de Tarso, Rodrigues trabalhou com ele no Ministério da Educação e no Ministério da Justiça, onde era um dos coordenadores do Pronasci.

– Havia uma relação de confiança, mas essa confiança tem limite, e o limite foi o pedido de investigação determinado pelo governador – afirmou a secretária de Comunicação.

Tem sapo enterrado na representação gaúcha em Brasília. No governo Yeda Crusius, foi a misteriosa morte de Marcelo Cavalcante, ex-chefe da “embaixada”. (Grifos nossos)

 

Comentário:

Rodrigues é militante histórico do PT gaúcho e já havia trabalhado com Genro no Ministério da Educação. A relação de confiança com o então ministro rendeu-lhe uma nomeação no ministério da Justiça. Até a prisão do servidor na última terça-feira, a confiança de Tarso Genro em Francisco parecia inabalada. Tanto é verdade que, logo após ser eleito governador, Tarso o conduziu ao Escritório de Representação do Rio Grande do Sul em Brasília.

“– Havia uma relação de confiança, mas essa confiança tem limite, e o limite foi o pedido de investigação determinado pelo governador“. De acordo com a citação da secretária de Comunicação – reproduzida pela colunista de Zero Hora – fica até parecendo que Tarso havia mandado investigá-lo quando ainda era ministro, o que não faz muito sentido. A investigação foi, de fato, solicitada por Genro logo após surgirem as primeiras denúncias de desvio no repasse de verbas, mas NÃO foram concluídas durante sua gestão a frente do ministério. O que gera controvérsias quanto aos focos originais da investigação. Como alguém que está sob suspeita é nomeado para ocupar um cargo de confiança por aquele que o investiga? É no mínimo uma imprudência.

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1 Comentário

1 Comment

  1. Pedro Daltro

    19 de julho de 2011 at 19:49

    um dos piores ministros da justiça que o país já teve.

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