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Ignorando protestos de rua, Lula envia carta de apoio ao governo venezuelano

Nela, Lula pede que Maduro dialogue com os democratas e faz elogios ao ex-governante já falecido.

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Mesmo após os recentes acontecimentos na Venezuela, com diversos protestos eclodindo pelas ruas, o ex-presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva enviou uma carta de apoio ao atual gestor do país, Nicolás Maduro, no dia 5 de março, aniversário da morte de Hugo Chávez. Nela, Lula pede que Maduro dialogue com os democratas e faz elogios ao ex-governante já falecido.

Em primeira pessoa, o ex-presidente abre o texto dizendo que “sempre estivemos juntos nas batalhas por uma América Latina mais justa e soberana, pela integração de nossas nações, pela construção de um continente independente e democrático”, convenientemente esquecendo-se de que ambos os países apoiam o governo de Cuba, ilha que vive em regime ditatorial desde 1959.

O brasileiro diz ainda que Chávez rompeu com um modelo econômico que concentrava a riqueza nas mãos de poucos, deixando um legado eterno. Esse legado, no entanto, vem justamente sendo a causa de tantos protestos, com inflação podendo atingir 330% em 2013 – seis vezes maior que o número divulgado oficialmente – enquanto o caos toma conta das ruas do país em função da crise.

Em seguida, Lula menciona que a Venezuela trilha um caminho de aprofundamento da democracia e de respeito pela constituição, jamais se distanciando da soberania do voto. Ironia ou não, a proximidade do eleitor na hora de votar é que causou escândalo nas últimas eleições venezuelanas. É o que se verifica no vídeo abaixo, quando partidários de Chávez acompanham os eleitores até dentro da cabine de votação.

Noutro polêmico vídeo, a Guarda Nacional Bolivariana executa civis indefesos, desmentindo o fato de que, segundo Lula, “mesmo quando tiveram que enfrentar forças dispostas a violar o regime constitucional, mantiveram seu compromisso com a paz e a legalidade”.

O ex-presidente brasileiro diz também que a melhor forma de honrar a memória de Chávez é, entre outras coisas, seguir no rumo “da integração continental e da autonomia de nossos povos”. No entanto, em 2010, em meio a uma crise com a Colômbia, o então comandante venezuelano admitiu ter revisado “planos de guerra” para um eventual conflito, enviando soldados para a fronteiras do país em claro ato contrário à autonomia dos povos.

Enquanto Lula defende estar ao lado dos venezuelanos, a população é ignorada ao pedir ajuda ao governo brasileiro que, em vez de auxílio, envia cartas e mensagens de apoio à gestão de Maduro.

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