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Investimento no PAC cai 24% em relação a 2011

Reportagem da Folha de São Paulo revela que o governo federal reduziu drasticamente o volume de investimentos em obras de infraestrutura. A queda nos repasses e a desaceleração na economia fez o governo prever um crescimento de PIB inferior a 3% para este ano. Obras de mobilidade, essenciais para a Copa de 2014, são as mais afetadas.

Abaixo um trecho da reportagem de  Dimmi Amora e Natuza Nery:

Em um cenário de desaceleração econômica, o governo federal reduziu o ritmo dos seus investimentos e trava, por falta de decisão, obras que podem ser realizadas pelo setor privado.

O primeiro quadrimestre registrou queda de 5,5% nos gastos com novas obras públicas, compras de equipamentos e bens permanentes em relação ao mesmo período do ano passado, que já havia sido considerado fraco. O valor caiu de R$ 11,1 bilhões em 2011 para R$ 10,5 bilhões.

No governo, as previsões são pessimistas. Interlocutores da presidente Dilma Rousseff temem que as reduções de juros e as medidas para alavancar o crédito não deem conta, sozinhas, de impulsionar o crescimento.

Reservadamente, já se fala em um PIB abaixo dos 3% em 2012 -semelhante ao projetado pelos Estados Unidos, um dos países mais atingidos pela crise internacional.

(…)

A performance do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) também segue aquém do desejado. Os investimentos caíram 24% no quadrimestre -R$ 5,5 bilhões contra R$ 4,2 bilhões em 2011.

(…)

MOBILIDADE

O financiamento de obras de infraestrutura de mobilidade urbana também vai mal. Em 2010, a previsão para este ano era ter R$ 43 bilhões em investimentos em transportes, sendo R$ 28 bilhões financiados pelo governo.

No entanto, devido a atrasos de governos estaduais, municipais e do próprio governo federal, apenas R$ 400 milhões foram desembolsados até o mês passado pelos bancos financiadores.

O ritmo das obras também sofre efeito do atraso nos anúncios de marcos regulatórios e decisões prometidos pelo atual governo em praticamente todos os setores da infraestrutura concedidos à iniciativa privada.

Por isso, decisões de novos investimentos por concessionários do setor elétrico, portos, estradas, ferrovias e aeroportos estão engavetadas.

Em alguns casos, a falta de decisão já afeta o financiamento das empresas, que enfrentam dificuldades para conseguir empréstimos necessários a seus projetos.

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1 Comentário

1 Comment

  1. Thiago

    22 de maio de 2012 at 12:34

    Vou sugerir novos nomes para o PAC – Programa de Arrecadação de Campanha e PAC2 – Programa de Arrecadação para Caixa 2 … Porque não é possível que esse dinheiro todo esteja parado, esperando para ser usado!

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