Painel Implicante

Janaina Paschoal: “A fala do general Mourão é um alerta e um pedido: Instituições, funcionem!”

Usando o Twitter como plataforma, Janaina Paschoal pronunciou-se sobre Antonio Hamilton Mourão, general da ativa no Exército que afirmara que uma “intervenção militar” podia ser adotada caso o judiciário não resolvesse a crise política. A autora do pedido de impeachment de Dilma Rousseff expôs sua interpretação da polêmica, e viu na palavras do militar um alerta e pedido contra a farra que corruptos – nos três poderes – fazem contra a Constituição Federal.

Para evitar ruídos e simplificar a leitura, o Implicante toma a liberdade de reproduzir na íntegra os 20 tweets publicados por Paschoal. Com grifos para os trechos mais importantes:

“O CSP é o Curso Superior de Polícia, equivale ao doutoramento. O CSP constitui requisito para os policiais chegarem ao topo da carreira. Os tenentes coronéis e majores – que querem chegar a coronéis – fazem o CSP. Os Delegados que querem ascender à classe especial, também. Atualmente, eu não tenho vínculo nem com a Academia da Polícia Civil, nem com a Academia da Polícia Militar. Mas, esporadicamente, ministro aulas no CSP, o que muito me honra.

Por volta de 2002/2003, eu tive uma turma fixa no CSP. À época, as aulas ocorriam perto da Estação Tiradentes. Hoje, não mais. Uma das discussões que propus foi a seguinte: havendo divergência entre o presidente e a Constituição Federal, a quem as Forças Armadas devem obedecer? Alguns responderam que as Forças Armadas deveriam atender ao presidente. A maioria disse que as Forças Armadas defendem a Constituição Federal.

Por que a Venezuela está do jeito que está? Porque as Forças Armadas foram aparelhadas por Maduro, abandonando a Constituição Federal. Para a preservação da ordem constitucional, as Forças Armadas só devem atender ao Presidente, enquanto ele observa a Constituição Federal. Foi isso que o general Mourão tentou explicar ao dizer que o Judiciário não pode se curvar ao crime, ou as Forças Armadas terão que agir.

A fala do general Mourão é, a um só tempo, um alerta – respaldado pelo Direito Constitucional – e um pedido: Instituições, funcionem! Se eu, uma pobre professora reprovada na USP, estou preocupada com o discurso pró-nulidades de membros do STF, imaginem o general!

Passados anos, começa a vir à tona o que, ao que parece, estava por trás do enterro da Castelo de Areia. Vão enterrar a Lava Jato? É sobre os rebuscados discursos pró-nulidade que o general Mourão está a falar de forma diplomática.

A Castelo de Areia foi enterrada sob o argumento de que as investigações foram iniciadas por denúncia anônima. Aniquilaram-se provas. O general Mourão, pelo bem do Brasil, está pedindo para a Lava Jato não virar um Castelo de Areia. Que não finjam que as provas não existem.

Vocês acham que o general Mourão não tem razões para se preocupar? Pensem no julgamento do TSE, que deixou de cassar a chapa Dilma/Temer. Apesar de reconhecer a existência de provas de fatos graves, o TSE as desprezou, alegando que queriam fazer um levantamento!?! E se também o STF decidir tratar a Lava Jato como uma grande pesquisa de campo? O general Mourão está dizendo que a Constituição Federal terá que imperar.

Goste-se ou não de Rodrigo Janot, qualquer pessoa justa há de reconhecer que, ao descrever os quadrilhões, ele falou a verdade! Se o crime tomou conta do país, alguém tem que defender a Constituição Federal. Foi isso que disse o general Mourão. Eu assino embaixo.”

Curtiu o texto? Gostaria de contribuir com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor? Basta clicar aqui e seguir as instruções.

Nunca inseriu um código de desconto no Cabify? Experimente usar o código "IMPLICANTE" e ganhe 100% OFF (com desconto máximo de R$ 10) em até 2 corridas. Após ativado, o crédito terá validade de 30 dias.

Clique para comentar

Deixe um comentário

Mais Lidas

Política & Implicância.

© 2011 implicante.org - Todos os Direitos Reservados

To Top