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Kim Jong-il: Um outro mundo é possível (e inevitável)

por Flavio Morgenstern

“Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás.” – Kim Jong-Il

Morreu na sexta-feira Kim Jong-il, ditador da Coréia do Norte, um mito do Tumblr e da indústria de óculos escuros. O ditador, no poder desde 1994, era chamado de “Querido Líder”. Seu pai, Kim Il-sung, era o ‘Grande Líder”, sendo considerado uma espécie de “presidente eterno” da Coréia do Norte até hoje. Uma verdadeira múmia ideológica. É pela alcunha de “líder” que muitos canais de notícias brasileiros, sempre acusados de “direitismo”, o chamaram, com horror à alcunha de “ditador”. A notícia de sua morte só foi divulgada na madrugada de segunda-feira ao Ocidente pela agência de notícias estatal KCTV, para evitar que o ditador aparecesse nas primeiras páginas dos jornais de domingo e do Implicante™.

KCTV. KCTV. Ca-ce-te-vê. Taí um nome que mata o Casseta & Planeta de inveja. “KCTV”. Um fuzil na cara da sociedade. A tal KCTV (impossível parar de repetir isso) atribuiu a morte de Kim Jong-Il à “fadiga” do Líder Supremo e à “dedicação de sua vida ao povo”. Já a agência de notícias sul-coreana Yonhap diz, com base em fontes na Coréia do Norte, que o ditador morrera de ataque cardíaco  numa viagem de trem. Deve ter sido na linha que vai pra Guaianazes.

A Coréia do Norte foi governada com mão-de-ferro desde a sua criação, em 1945. Kim Il-sung e Kim Jong-il tornaram a Coréia do Norte o Estado mais totalitário e fechado do mundo. É o único país existente com liberdade econômica tecnicamente inexistente, estagnado em último lugar no índice de liberdade econômica, que analisa a liberdade dos países através de critérios como negócios, comércio, liberdade fiscal, de intervenção do governo, monetária, investimentos, autonomia financeira, corrupção, trabalho e direitos de propriedade, ganhando de todos os países totalitários mais violentos do mundo atual, como Irã, Myanmar, Zimbábue, Líbia, Venezuela (já com menos liberdade do que Cuba), Bielorússia, Cuba, Laos, Turcomenistão, Haiti (aquele que juram ser um retrato do lado podre do “capitalismo”) e Nigéria.

A política da Coréia do Norte foi fechar as portas ao mundo exterior e viver com uma espécie de falsa autonomia completa da realidade. Ainda assim, o país morreria inteiro de fome, não fossem substanciais verbas injetadas por aliados anti-ocidentais, como China e, em menor grau, Rússia. Ainda assim, ambas as grandes potências asiáticas dão sinais de incômodo cada vez maior com o ousado, extravagante e caro irmão menor, sempre a pedir mais dinheiro de fora, tendo como único investimento centralizado as armas nucleares.

O que aprendemos com a Coréia do Norte

A Coréia é talvez o único lugar do mundo em que a Guerra Fria ainda não acabou. O Império Coreano foi dominado pelo Japão em 1905, após a Guerra Russo-Japonesa. Uma das batalhas mais violentas da Segunda Guerra no extremo oriente foi em seus pântanos. Com a derrota japonesa no fim da Segunda Guerra, o território foi dividido entre uma zona soviética ao norte e outra ocupada pelos EUA, ao sul. Como em todas as ocupações militares americanas no séc. XX, a situação piorou muito assim que as tropas militares yankees queimaram o chão e deixaram o país sob seu próprio destino.

Desde sempre, ambas as Coréias reinvidicavam supremacia sobre todo o território, não aceitando a cisão imposta pelo inimigo vencedor. A Coréia do Norte, desde seus primeiros dias governada por Kim Il-sung, recusou-se a participar das eleições de 1948 supervisionadas pela ONU, que criaria dois governos distintos. Era o prenúncio da Guerra da Coréia, que separaria os dois territórios para sempre.

A Guerra da Coréia pode ser encarada como a única batalha da Guerra Fria vencida pelos EUA, ou, em termos mais científicos, a menos perdida. Iniciada no segundo mandato do democrata Harry Truman, seria a única guerra iniciada e terminada “rapidamente” por um democrata – dali para frente, a Guerra Fria se caracterizaria por guerras iniciadas por democratas e terminadas por republicanos, ciclo que só foi quebrado com a primeira Guerra do Iraque, na gestão de Bush pai.

Os sistemas comunistas se entendiam por uma irmandade de características comuns. A primeira, que já se afiguraria na primeira Internacional Comunista, mas só se materializaria com a ascensão do Partido Bolchevique, seria o monopólio total do Partido. Se, em Marx, a dialética histórica implica que o capitalismo inevitavelmente não se sustentaria e ruiria, cedendo historicamente seu lugar ao socialismo, os partidos, já pré-criados pelo próprio Marx, subvertem a ordem e forçam uma derrocada que não aconteceria – via de regra pelas armas e terrorismo. É exatamente esse o famoso “outro mundo possível” que propagam como a futura salvação de todos os problemas da humanidade. Segundo discurso do próprio Kim Jong-il, no documentário Team America, esse outro mundo possível não apenas é possível, como inevitável, como mostra esse curto trecho:

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=mltwQJR0IDs&feature=youtu.be[/youtube]

Aliada a isso, a segunda característica seria ainda mais determinante: embora o partido local permita alguma discussão interna, assim que uma decisão é tomada entre os seus, toda a sociedade deve aceitá-la sem resignação e posterior discussão. O poder é centralizado ao extremo, com uma pequena aparência de discussão racional que só é tangível a seus cupinchas. A partir deste momento, todo o poder é vertical, nunca permitindo uma horizontalização de decisões. É um sistema muito bem aprendido pelo modelo de decisão por “assembléia”, barbarismo autoritário que viceja até hoje na extrema-esquerda de qualquer universidade, como já denunciei aqui, aqui e também no Papo de Homem.

O caminho está armado para uma crescente centralização totalitária, condição sine qua non para o poder comunista. Ao contrário do que se costuma propalar, o culto da imagem de um líder não foi um desvio da doutrina aplicado por Stálin e, por coincidência, por Mao Zedong e todos os outros líderes comunistas, sendo sim a conseqüência mais inescapável do próprio marxismo.

O stalinismo só vingou com o próprio Stálin. Os outros estados socialistas que iriam nascendo após a Segunda Guerra eram de orientação rigorosamente marxista-leninista (Lênin também era considerado uma espécie de “eterno comandante” do bloco soviético). Apenas no extremo Oriente alguns dirigentes totalitários eram encarados como “pensadores”, tendo então suas idéias alçadas ao mesmo nível de Marx e Lênin. O artigo 2.º da Constituição da República Popular da China de 1978 dizia: “a ideologia norteadora da República Popular da China é o marxismo-leninismo-pensamento de Mao Zedong”.¹ Já no caso da nossa Coréia do Norte, Kim Il-sung já é descrito mais modestamente como “superior a Cristo em amor, superior a Buda em benevolência, superior a Confúcio em virtude e superior a Maomé em justiça”

Assim, cai-se o mito da esquerda que trata Trotsky como seu velho Dom Sebastião – aquele que foi sem nunca ter sido, e aquele que, se for copiado no que não fez, trará finalmente o socialismo que dá certo. Ditadores como Stalin, Mao, Pol-Pot e os nossos Kim norte-coreanos são vistos como personalistas malucos que destruíram logo o melhor sistema político já criado pelo homem. Curiosamente, seu apelo à quase divinização de figuras que nunca exerceram o poder (ou não por muito tempo) como Trotsky, Che Guevara, Rosa Luxemburgo ou Marighella já personaliza o poder antes mesmo de algum destes figurões ser entronado.

As tomadas de poder pelos comunistas ocorriam, via de regra, por membros da burguesia em arroubos um tanto lunáticos em que se acreditavam proletários. Quase sempre, não recebiam apoio algum da população que juravam defender. Mesmo assim, pode-se definir que uma tomada foi “nativa” quando era realizada sem uma ajuda externa decisivamente importante. Mesmo dilacerada e cindida por três inimigos externos distintos em meio século, dificilmente a subida ao poder na Coréia seria considerada nativa. Grupos pequenos, impopulares e apoiados com tropas da União Soviética (que debandaram em 1948) foram a força motriz para passar como um rolo compressor sobre uma população cujo contato com a palavra “democracia”, ou com a idéia de que têm poder em si para a participação política, foi, por milênios, praticamente nulo.

Mesmo com a anexação oficial da Coréia como colônia do Japão em 1910, ela só se tornou campo de batalha no fim da Segunda Guerra. Kim Il-sung foi um dos que lideraram movimentos de resistência à ocupação japonesa. É levado para a Rússia após causar boa impressão nos líderes vermelhos para um treinamento político e militar adicional.³ O velho Kim, portanto, não era exatamente um intelectual, e sim um grande guerreiro que sobe ao poder absoluto. É o que dá não estudar e se preocupar com invasão de reitoria. Coloca-se um guerrilheiro esquisitão e ultra-nacionalista no alto posto e imediatamente começa-se o massacre.

Todos os partidos se fundem no Partido Comunista, que chega a ter 600 mil membros em dezembro de 1946 (cerca de 10% da população adulta). Como queria hegemonia sobre toda a península coreana, a Coréia do Norte só aparece como Estado dois meses depois de a Coréia do Sul ser declarada Estado independente. O líder sul-coreano era o conservador nacionalista Rhee Syngman, apoiado então pelos EUA. A única coisa em que Syngman e Kim Il-sung concordavam era que a Coréia seria unificada um dia – cada um aspirando ser o grande timoneiro.

O resultado da cisão das Coréias é conhecido. A Coréia do Sul, pelas décadas subsequentes, virou no máximo uma democracia falha e corrupta. Um processo de democratização começou a surgir nos anos 80: sério e bem-sucedido, tornou o atrasado país autoritário em um dos tigres asiáticos com garras mais afiadas do planeta. Seu IDH, cada vez mais alto, já é maior que o da Dinamarca e se situa quase encostado no da Islândia e de Hong Kong, passando pesos pesados como Israel, Bélgica, Áustria, França, Eslovênia (que soube enriquecer rapidamente aplicando princípios liberais com o desmantelamento da Cortina de Ferro) e Finlândia. Para tal, mantém uma altíssima liberdade econômica, superior a de paraísos fiscais menores como Costa Rica, Panamá e Cabo Verde, tendo realizado uma das privatizações mais ferozes que o mundo já viu.

Seu sistema de educação é considerado o melhor do mundo junto ao chinês e ao finlandês, sendo exportado para o mundo criando escolas baratas e de altíssimo padrão onde quer que sejam encontradas. Sua língua, baseada no alfabeto silábico hangeul, é vista hoje como uma das línguas mais bem estruturadas do mundo, guardando uma riquíssima cultura. Com a abertura ao mundo, a Coréia alçou em menos de 20 anos vôos simplesmente impensáveis, como ter hoje um dos circuitos de Fórmula 1 mais modernos do mundo, além de seu altíssimo desempenho em esportes (o que a Coréia do Norte, mesmo com o totalitarismo favorecendo esportes, nunca conseguiu), a ponto de criar sua própria arte marcial, o Tae Kwon Do, e tecnologia (as versões coreanas de marcas importantes, embora nem sempre igualáveis às originais, são fonte de equipamentos eletrônicos baratos a todo o mundo). Em 1978, o PIB da Coréia do Sul foi quase quatro vezes maior que o do Norte. Hoje, apenas duas décadas de democratização e liberalismo depois, o PIB da Coréia do Norte corresponde a apenas 3,1% do da Coréia do Sul. Tal fato não impede o Querido Líder de gastar com guardas de trânsito femininas escolhidas a dedo por ele para funcionarem como semáforos humanos em ruas sem carros, nem dos projetos faraônicos como uma cidade inteira para mostrar a superioridade comunista em relação ao sul – a cidade de Kijong-Dong, com prédios sem vidro, paredes ou salas: apenas muros de concreto, numa cidade fantasma onde ninguém mora. Isso sem falar nos gastos com conhaque (US$850,000 gastos com Hennessy anualmente) e, claro, as armas nucleares.

Kim Jong-il, o Christopher Hitchens deles

Kim Il-sung, o pai de Kim Jong-il, possuía uma contradição em relação a outros comunistas: era praticamente um desconhecido, inclusive dos comunistas coreanos. Graças a isso, não houve resistência à sua ascensão à liderança do partido, nem mesmo por parte da União Soviética, acreditando que seria fácil controlá-lo.A guerra da Coréia já foi uma mostra do poder de Kim, por Stálin, finalmente, após um ano de pressão, ajudá-lo a invadir o sul. Mesmo com a guerra terminada poucos meses depois da morte de Stálin, a Guerra Fria coreana nunca mais terminaria. Três milhões de norte-coreanos fogem do norte para o sul durante a guerra. Até 1987, foram 1,663 milhões de coreanos mortos. Mais de um vigésimo do país.

A Coréia do Norte foi o único país a se aproveitar do stalinismo mesmo depois de Stálin morto. A figura do Grande Pai seria importante para Kim Il-sung injetar um caráter mitológico ultrapassando as raias do ridículo para a preparação de seu filho, Kim Jong-il, como seu sucedâneo. Mas logo o líder soviético foi sendo paulatinamente trocado por um fortíssimo apelo nacionalista: desde 1997, três anos após a morte de Il-sung, quando finalmente assumiu todos os cargos que seu pai ocupava, o “Querido Líder” se cercou de uma corte e, com hábitos esquisitíssimos e cafonérrimos, aproveita todo o luxo e ostentação do Ocidente, ao mesmo tempo que tenta livrar seu feudo de qualquer possibilidade de influência, mesmo cultural, externa. Aqui vemos um belo compêndio, no mesmo documentário, mostrando os hábitos do ditador em seus momentos de maior intimidade:

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=SXQ8unERVTE[/youtube]

A doutrina aplicada por ele, o socialismo juche (que chega a ser quase oposto ao socialismo baath, de, entre outros, Saddam Hussein), prega a completa auto-suficiência do país em relação ao mundo, embora, como visto, a Coréia só não morre de fome por dinheiro chinês e russo. O país abandonou parte das doutrinas stalinistas (embora também seja descendente direto do leninismo) para uma doutrina xenófoba que busca “pureza racial” aos moldes nazistas.

O corte de contato com o mundo exterior é patrocinado pelas forças armadas. Um departamento do partido tem como principal função verificar se os rádios nas casas das pessoas está sintonizado em freqüências fixas, que permitiriam transmissões do exterior.

Como todo socialismo, além da retórica, há o dinheiro: altos funcionários são muito bem pagos, como generais do Exército, sem falar nas autoridades do partido e da polícia. Os mitos sobre sua pessoa que são passados à população são um show de criatividade: as cartilhas do governo dizem que Kim Jong-il não produz urina ou fezes. Seu nascimento teria sido “sobrenatural”, com uma nova estrela e um arco-íris duplo o “anunciando”, além de um iceberg falante. As estações do ano também teriam repentinamente mudado de inverno para primavera (também não entendi se o iceberg sobreviveu). Toma essa, Moisés.

Foi isso que o mundo perdeu. Não foi um dos ditadores que Lula chamou de “meu amigo, irmão e líder”, nem um destes ditadores que acabam fazendo com que os terroristas que o colocam no poder ganhem o Nobel da Paz, mas não custa também lembrar que, quando o Brasil quis uma vaga no Conselho de Segurança da ONU em 2009, sabe lá Deus pra quê (o que faria se o Querido Líder resolvesse jogar uma bomba atômica no seu antigo inimigo, o Japão, por exemplo?), pensou seriamente em abrir uma embaixada em Pyongyang, quase enviando o embaixador Arnaldo Carrilho para a capital, quando qualquer apoio à candidatura brasileira ao assento permanente no Conselho de Segurança era lucro – inclusive bajular e defender com votos o programa nuclear iraniano. O teatro dos vampiros só não deu certo por um teste nuclear realizado pouco antes da viagem do embaixador – só assim para Celso Amorim dar pra trás. Sequer a Alemanha, que tem 30% de sua energia vinda de usinas nucleares, possui assento permanente, visto ser a derrotada da Segunda Guerra.

Com um país governado tão personalisticamente por um ditador que ditava moda, o mundo tem de ficar de sobreaviso a qualquer novo chilique que passe pela cabeça de seus líderes atômicos. Mas, de fato, há que se comemorar o fim de uma era, e torcer para seu filho, Kim Jong-un, ser alguém provavelmente brega, mas menos desbaratadamente demente. Os riscos são grandes: mas se comemoro até morte de barata, não vejo motivo para não comemorar morte de um ditador sanguinário. Fica aqui uma música para celebrarmos.

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=3BN1jSpiyIM[/youtube]

¹: Archie Brown, Ascensão e Queda do Comunismo. São Paulo: Editora Record, 2011. p. 139.

²: idem, p. 395.

³: citado de Christopher Bluth, Korea (Polity, Cambridge, 2008), p. 11

4: citado de Dae-Sook Suh, “A Preconceived Formula for Soviezation: The Communist Takeover of North Korea”, The Anatomy of Communist Takeovers (Yale University Press, New Haven, 1971), p. 475-89.

Com piadas devidamente kibadas de @giovsr@mlklaser@rbressane e @gustavo_cbb

Flavio Morgenstern é redator, tradutor e analista de mídia. Saddam Hussein foi sacaneado pelo filme do South Park. Kim Jong-Il, por Team America. Tá notando notando um padrão na parada? No Twitter, @flaviomorgen

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59 Comentários

59 Comments

  1. francisco ramos

    2 de janeiro de 2012 at 22:35

    D R O G A !!!!!!!!

  2. francisco ramos

    2 de janeiro de 2012 at 16:21

    É realmente mais fácil mexer com o tal do Autorama Nelson Piquet. Se conseguir um, não te dou.
    Abraços.,

  3. francisco ramos

    29 de dezembro de 2011 at 23:16

    Flávio, gostei muito da resposta à minha postagem, sôbre o …”chutar cachorro morto”.´Você tem razão.
    Para o bem ou para o mal, fatos históricos precisam sempre ser lembrados.

    No que se refere ao meu texto sôbre o aluno de filosofia, faltaram uma aspa, uma vírgula e um ponto, no´míni
    mo. Desculpe.

    Abraços.

  4. francisco ramos

    29 de dezembro de 2011 at 23:06

    Flávio, li uma prova discursiva de um aluno de filosofia da Universidade de Brasília. Éder Carvalho Wen,
    que foi colocado pelos seus mestres diante de duas questões:

    “I – Derive as linhas fundamentais do projeto marxiano de crítica da sociedade moderna a partir da noção
    de ‘trabalho estranhado’ e da concepção materialista de dialética”.

    “II – Partindo do ‘conceito de Esclarecimento’, comente as diretrizes gnosiológicas do programa de autorre
    flexão do Esclarecimento proposto por Adorno e Horkheimer.

    Apesar de não entender bem a segunda parte, achei que, no geral, o garoto se saiu bem. Entretanto,
    como você traduz filósofos alemães, gostaria, como presente tardio de Natal, que você comentasse, mesmo
    de forma breve essas duas questões.

    Vai, Flávio ! Dá uma palhinha ! O IMPLICANTE e seus frequentadores merecem

    Abraços

    • flaviomorgen

      1 de janeiro de 2012 at 23:54

      Você quer me dar trabalho de graça como presente de Natal, meu caro? Obrigado, prefiro um Autorama do Nelson Piquet 87 em bom estado. Abraços

  5. João

    28 de dezembro de 2011 at 16:11

    Eu realmente imagino como deve ser horrível a vida de um cidadão da Coreia do Sul. Deve ser uma tragédia viver em países nos quais o índice de suicídios é alto. É por isso que eu acho que vivo no paraíso aqui no Brasil. Por aqui, eu nem preciso pensar em me matar. Basta andar à noite nas ruas. Em pouco tempo algum bandido faz o serviço por mim. Obaaaa!

  6. francisco ramos

    25 de dezembro de 2011 at 14:54

    Flávio: vai aí um desafio: em lugar de ficar digitando sobre ferrugem, que tal escrever uma matéria sôbre o
    atual sistema econômico , social e político do Vietnã ? Varios Colegas meus visitaram o país e trouxeram
    opiniões interessantes. Gostaria de ler as suas.

    Abraços.

    • flaviomorgen

      26 de dezembro de 2011 at 21:27

      Francisco, infelizmente ainda não ganhei as passagens para o Vietnã que seus colegas ganharam. Mas pode ter certeza de que escrevia com prazer caso ganhasse. Abraços

  7. francisco ramos

    25 de dezembro de 2011 at 14:22

    Falar desta excrescência, o já deletado Kim Jong Il, não acrescenta nada ao que já se sabe dele e daquele
    parque dos dinossauros. É chutar cachorro morto !

    Abraços

    • flaviomorgen

      26 de dezembro de 2011 at 21:28

      Tampouco estou tentando convencer alguém de alguma coisa. História não é convencimento, são fatos que devem ser lembrados. Abraços

  8. Península coreana: terra de arco-íris mágicos e fundamentalismos chauvinistas.

    24 de dezembro de 2011 at 14:00

    Bom, repito o que disse antes:

    “E o Japão não é famoso por suicídio de ‘meninos da escola’, é um país onde o suicídio não é um tabu na cultura nem tem conotações de covardia, está associado a valores militares feudais que sobreviveram e tem um grande número de eventos e rituais de suicídio (seppuku, kamikazes, jigai, banzai-totsugeki, etc). O ponto é que a Coréia NUNCA teve uma cultura nem minimamente parecida com o Japão em relação ao suicídio, e ainda assim nos últimos 10 anos o número de suicídios na Coréia do Sul duplicou.”

    o Morgenstern disse:

    “Como eu mesmo disse, a Coréia do Sul, que deixou de ser autoritária, incorporou uma cultura EXTERNA – mormente a tradição xintoísta japonesa (apesar de também cristã). Suicídio ser a causa número 1 de mortes? QUE MARAVILHA! “

  9. Península coreana: terra de arco-íris mágicos e fundamentalismos chauvinistas.

    24 de dezembro de 2011 at 13:53

    O que é essa Ásia pra você? Porque eu fiquei com a sensação que você quer empurrar os países eslavos como se fossem a mesma Ásia étnica-cultural que estamos discutindo, já que de toda a Ásia “oriental/mongólica” (que como bem sabemos são todos aqueles países em cinza, azul e amarelo, abaixo da China) só constam China, Japão e Coréia do Sul como vermelho no mapa.

    Enfim….. Aham!, legal, entendeu direitim. Eu já acho que o meu erro foi pensar que você acompanhava minimamente as notícias de lá, que é óbvio que não acontece, e que você entendia o problema discutido pelos empreendimentos sociais, humanismo, etc, que também parece ser menos o caso ainda. Aliás, não duvido que a propósito da criação do IDH, há uns 20 anos atrás, como um índice mais centrado no humano que no dados econômicos, você seria um dos que acharia coisa de louco, desconexo e repudiaria. Imagina tentar te convencer que o IDH ainda não retrata com eficiência a esfera humana em relação ao político-econômico? Realmente, melhor parar a discussão por aqui porque ela não vai sair do lugar. Só eu, os liberais humanistas, os jornais e os profissionais sul coreanos mesmo pra inventar essas teorias de maluco e totalmente desconexas, tsc:

    https://www.koreatimes.co.kr/www/news/nation/2011/11/113_99008.html
    https://www.economist.com/node/16542639
    https://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/video/2010/04/17/VI2010041703497.html?sid=ST2010041703106
    https://www.koreatimes.co.kr/www/news/nation/2011/07/117_91655.html
    https://www.nytimes.com/2009/11/02/world/asia/02race.html?pagewanted=1&_r=1
    https://www.humanrights.asia/news/ahrc-news/AHRC-STM-193-2011
    https://www.goodhonestdollar.com/why-corporate-crimes-should-not-go-unpunished

    • flaviomorgen

      24 de dezembro de 2011 at 15:38

      Opa. Agora sim você me convenceu de que a democratização e o liberalismo sul-coreanos promovem suicídios! Tudo bem, depois dessa tenho de me redimir.

  10. Thiago

    24 de dezembro de 2011 at 13:10

    Depois desses “textos” do “Uh-derere! Ninguém fura os zagueiros do meu movimento! ê-ô!” … terei que concordar(?!) com o Flavio Gomes “… dane-se. Cada um acredita no que quer.”

    Sério, parece que o Sr. “Uh-derere!” quer reduzir todos os problemas aos “dogmas do sistema econômico” … o que de fato é muito curioso, pois tenho notado uma crescente vontade de fazerem o mesmo por parte de alguns esquerdistas que conheço…

    E querer reduzir os motivos e as influências pelos quais as pessoas se suicidam é ridículo… as pessoas se suicidam por diversos fatores que podem estar ou não associados a algum outro motivo… tenho amigos que já tentaram o suicídio, e ao ouvir os relatos deles, os motivos pelos quais tentaram tal ato em nada leva a crer que tentaram se matar por causa do sistema econômico do Brasil… alguns nem são religiosos para se falar de influência de religião… resumindo, os motivos pelos quais as pessoas se suicidam são pessoais, podemos até enxergar certas influências, mas na cabeça da pessoa, nada disso é levado em conta! … Agora chega, pois quem vai querer se suicidar daqui a pouco será eu, por tentar entender um maluco como esse Sr. =S

    • flaviomorgen

      24 de dezembro de 2011 at 15:36

      Um outro ponto curioso é que num fim de século em que a depressão se tornou problema número 2 do mundo, as taxas de suicídio cresceram, ehrr… no mundo inteiro.

  11. Mauro

    24 de dezembro de 2011 at 10:23

    “Uh-derere!”:

    O escritor Natsume Soseki é praticamente o Machado de Assis japonês. Seus romances são leitura obrigatória nas escolas do Japão e seu rosto estampa a nota de 1000 ienes. Em seu romance “Kokoro”, de 191x (desculpe – preguiça de consultar a Wikipedia), há não apenas um, mas dois suicídios – que não têm nenhuma relação com shintoísmo (religião que, aliás, foi introduzida por você nesta discussão) ou os rituais de suicídio que você mencionou: são provocados por uma prosaica desilusão amorosa.

    Ao comentar sobre isso com um japonês, pela internet, ele me disse o seguinte: “a forma de pensar a respeito do suicídio no Japão é diferente da que existe na cultura cristã” (se quiser, fique à vontade para oferecer uma tradução melhor; as palavras exatas dele foram 「自殺」に対する考え方は、日本ではキリスト教文化とは違っていますよね。)

    Desculpe, mas acho que ele concordaria com o que o Morgenstern disse.

  12. Uh-derere! Ninguém fura os zagueiros do meu movimento! ê-ô!

    23 de dezembro de 2011 at 14:21

    E ah, eu concordo de alguma forma com você (hum, bom, não tenho certeza disso pelo seu último comentário, mas enfim) na antipatia pela Coréia do Norte, só não acho que eles são dumal porque são comunistas e a Coréia do Sul dubem porque são liberais. Aliás, você está achando que o meu ataque é contra o liberalismo em geral, e não é, estou atacando um modelo de aplicação do liberalismo que não consegue pensar em reformas, dados e estruturas para além dos indicadores econômicos. Me interesso pelo liberalismo que não abandona suas raízes iluministas, que pensa a eficácia econômica como ferramenta para o bem estar humano, não o bem estar humano como variável manipulável para um outro fim, uma espécie de índice tão abstrato que contradiz a realidade direta e precisa de remendos para continuar de pé, coisa que aliás acho que acontece exatamente pelas pessoas preferirem se tornar teólogos da política do que filósofos, explicando que os fatos não existem, são irrelevantes, não importam ou dar explicações das mais esdrúxulas pq contradizem a palavra sagrada do sto. X ou sto. Y na batalha escatológica contra o anticristo.

    Pensa comigo, tem lá uma pessoa não muito politizada e nem rica por herança, em um desses paraísos de suicídio e gestão política quase absoluta pelas empresas globais, que vê esse indíce de suicídio na vida real, com conhecidos e pessoas do seu mundo. Se em algum momento ela achar insuportável e se tornar ativa politicamente, ela vai se encantar com qual discurso?

    a) o que não vê um palmo a frente dos índices econômicos e se dedica a teologia política totalmente descolada da vida mundana, que só não entra num ouvido e sai pelo outro porque foi regado com um caldinho retórico de terror guerrafriense: “sua família e seus amigos, poderiam estar roubando, poderiam estar matando, mas graças ao nosso sistema eles estiveram escolhendo uma das milhares de marca de corda ou revólver que nossa próspera economia produz, e praticar a sua cultura asiática tradicional de suicídio generalizado (possível graças ao nosso sistema tão moralmente neutro e imparcial!) importada sem taxas do nosso amado Japão através do shintoísmo, a religião que diz que os japoneses são descendentes diretos de Deus e lideres por decreto divino do império, e que de alguma forma obscura propõe (e convence) o suicídio amplamente (apesar dos templos do Japão não entrarem em acordo nem sobre a validade da eutanásia!). Agradeça pela sua vida nesse paraíso e bola pra frente, afinal quem morre em fuga por depressão+suicidio está menos morto do que quem morre em fuga com um tiro nas costas pelo exército! E não se esqueçam A BOMBA ATÔMICA OS COMUNISTAS A BOMBA ATÔMICAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!”

    b) o populismo heróico, conspiratório e romântico (e mais importante, nas entrelinhas sempre racista, antihumanista e antidemocrático) que ganha força na europa: “vocês concordam comigo que a usura dos banqueiros, os direitos humanos que defende a bandidagem e essa minoria étnica/sexual/política que não nos representa, rouba nossos empregos, estupram e pervertem nossas crianças, políticos que não gerem mas roubam em favor dos japoneses/israel/eua e um governo mundial dominado por illuminatis/maçons/judeus/americo-sionistas/japoneses-capitalistas estão destruindo nossa pátria, raça/tribo/povo e cultura. Vamos voltar a velha ordem, a glória dos ancestrais, alguém que não se dobre a chantagem sentimental e ‘ponha a boca no trambone’, que fale o que ””’eles””’ não querem que ””’nós””’ escutemos, vingar o passado e sermos os heróis da revolução na ásia/europa/arábia/américa”, etc, etc.

    Não precisa ir muito longe pra perceber que B está mais bem cotada por todos os lugares onde existem graves problemas econômicos e/ou político-sociais.

    Abraços

    • flaviomorgen

      24 de dezembro de 2011 at 07:57

      Amigo, o difícil de tentar dialogar com teorias loucas é que cada uma usa signos próprios, auto-referenciais e que só fazem sentido dentro da própria teoria. Os signos mudam completamente de significado assim que se corre para a próxima teoria maluca.

      Aparentemente, você ainda quer associar não apenas a taxa de suicídio (!) coreana a algum problema… do liberalismo (tal como associa também crimes empresariais), portanto significando que os liberais são dicotômicos, maniqueístas e dogmáticos, porque pensam na economia sem pensar em reformas (?!?!?!) e dados, e os dados que apresentam manipulam humanos com fins, além de serem um índice tão abstrato que ignora a realidade. Surpreende-me que alguém ainda use números no mundo depois dessa.

      Mas tudo bem, já entendi que você apenas é crítico do dogmatismo liberal mercadológico e acha que, para um sul-coreano de um país recém-democrático, o maior perigo é cair nas idéias suicidas, ao invés de ser assassinado pelo governo, o que é uma prova do fracasso do modelo (embora não deva pensar o mesmo da Finlândia, mas releva-se). Ao menos parece ser essa a sua crítica em a). O que você tentou caricaturizar em b) foi tão abrangente, diverso, heterogêneo e multifacetado que as imprecisões me fizeram não entneder sequer se você estava tirando uma com a Coréia do Norte ou com um skinhead tentando vender perfumes Avon com aquela logorréia conhecida. Mas tudo bem. Quanto mais nos prolongamos, mais vão aparecendo novas premissas e mais se adia alguma conclusão minimamente racional e inescapável.

      Um abraço.

  13. Uh-derere! Ninguém fura os zagueiros do meu movimento! ê-ô!

    23 de dezembro de 2011 at 14:05

    E sobre a conversa anterior, falando sério, hehehe, eu não disse apenas que o suicídio era a causa de morte número 1 e ponto, antes de tudo disse que a Coréia do Sul é [ok, depois da Lituânia (vejam só que coincidência de modelo social!)] o país com o maior número de suicídios NO MUNDO, e crescendo. Ou seja, as pessoas se matam mais lá, num país com a população do estado de SP e com uma economia farta, do que ‘na terra do shintoísmo’ ou nas teocracias que prometem um harém para os homens bombas. Na verdade, shintoismo na Coréia acho difícil, há sim presença do confuncionismo chinês, mas mesmo na China, terra com maior adeptos e onde em geral se aceita que haja uma influência dessa filosofia no índíce de suicídio, ele é menor que na Coréia do Sul (e olha que a China tem muito mais motivos para as pessoas se matarem!).

    E mesmo se o número de suicídio fosse mediano, baixo ou pelo menos abaixo do Japão. Quando uma sociedade com baixos índices de crimes de propriedade e próspera economicamente é agradável de se viver, as pessoas não morrem de suicídio, mas de velhice ou doenças incuráveis e de difícil prevenção (mesmo em culturas onde o suicídio tem uma conotação cultural, como o Japão). A pirâmide etária de lá mostra um cenário contrário, uma massa de jovens, pouquíssimos idosos (e crianças, q é agravada por uma taxa de natalidade baixa e taxa de fertilidade mais baixa ainda). E, como disse antes, suicídio em alta local e globalmente. É difícil não se questionar sobre a saúde mental numa sociedade que se tornou famosa pela “importação de noivas”, por ser um dos principais centros do mercado de tráfico de humanos mundial e por abrigar crimes corporativos dos mais podres (devidamente punidos com trabalho social para a comunidade ou perdoados em homenagem a independência coreana!).

    Não acredito que um governo forte, especialmente nos moldes burocráticos e inchados, seja a solução genial e milagrosa para o problema, mas acho que resolve menos ainda fingir que o mercado por si só fomenta o bem estar e os valores humanistas, que o mercado e as megaempresas não sufocaram e impedem que exista qualquer produção humana fora da lógica de lucro, e que podemos viver sem essa área de respiro “deseconomizada” sem enlouquecer ou desumanizar.

    Com esse raciocínio grotesco que pulula por aí entre os pensadores liberais que se dizem “contra a ala conservadora”, e sem recorrer a um governo tão problemático, só resta mesmo levar ao extremo a barbárie dos sweatshops no sul e sudeste asiático e acabar com o trabalho manual no país ou avacalhar de vez a indústria nacional e eventualmente chegar nesse nível:

    https://www.dailymail.co.uk/news/article-1382396/Workers-Chinese-Apple-factories-forced-sign-pledges-commit-suicide.html

    Bom, mas é China, lá não é o shintoismo que mata, é desumanização do sistema comunista mesmo….

    • flaviomorgen

      24 de dezembro de 2011 at 07:08

      Poxa, amigo. Além dos suicídios serem culpa “do mercado”, agora também o tráfico de humanos e os crimes corporativos são culpa dele! Precisamos mandar esse mercado para a cadeia logo, já que os norte-coreanos têm a sorte de não sofrer com nada disso, pelo visto…

  14. Uh-derere! Ninguém fura os zagueiros do meu movimento! ê-ô!

    23 de dezembro de 2011 at 14:00

    >Mauro & Flávio

    Claro nada a ver! Os asiáticos adoram se matar loucamente, vejam só o mapa. Sério, que você leva a sério essa justificativa. Se deu ao menos o trabalho de ver se essas supostas religiões e filosofias que pregam o suicídio são metade ou ao menos maioria nos países asiáticos do mapa? Aliás, se deu ao trabalho de ler se as religiões asiáticas realmente pregam o suicídio como você está imaginando? E mano, sério que você acha que é o liberalismo que dá possibilidade do suicídio? Co-rinthiaaaaaaaaa-a-a-a-a. Eu acho que só não ser tetraplégico basta! Aff, sério inacreditável…!!!…. mas vamos ao menos ver o mapa: aqui está que toda a eslávia e balcãs tem um costume de se matar loucamente e transcenderam esse apego bobo ao corpo. Aohmmmmm. Os reis do shintoismo. Da europa, tirando a Espanha, Itália, Alemanha, Noruega, os Britanicos e mais um ou dois, o shintoismo já bateu o cristianismo e a venda do kit corda-e-banquinho está em alta. Eu até ia comentar como exactamente esse dado de suicídio entre a criação e extinção da união soviética é muito claro, mas tenho medo de nesse caso vocês defenderem ensandecidamente esse raciocínio. É aquela história, “oh pobre crianças mudas telepática radioativas dos países comunistas” dois minutos depois do, “bah, as pessoas se matam por cultura lá na ásia, que que tem demais? E as campanhas contra o suicídio lá devem ser coisa de comunistas malditos que não transcenderam”. Por que você se deu ao trabalho de criticar as mortes da Coréia do Norte? Coreano como todo bom asiático gosta mesmo é de explodir, tomar tiro e parar de comer. Mentinha pequena de ocidental (latino americano excluindo a argentina e a bolívia, como bem deixou claro o mapa) essa de não celebrar a morte, tsc. CEIS NÃO VÊ QUE O IL ESTAVA DEMOCRATIZANDO E RESGATANDO A CULTURA A ASIÁTICA NO NORTE DO PAíS PO?

    • flaviomorgen

      24 de dezembro de 2011 at 06:33

      Caro amigo, fica difícil aceitar uma crítica de suposta má-fé quando você recebe o fato óbvio de que a Ásia inteira tem altas taxas de suicídio por fatores culturais como se alguém aqui afirmasse com isso que algum gene oriental os leva à morte. Mas você, sim, afirmou que a taxa de suicídios na Coréia do Sul aumentou graças ao liberalismo, porque os sul-coreanos não encontravam mais saída para suas vidas mais ricas e democráticas nesse sistema dogmático de Hayek e Mises além do suicídio. Ou perdi alguma passagem?

  15. Mauro

    23 de dezembro de 2011 at 09:17

    Bizarro usar a taxa de suicídio como argumento contra o capitalismo neoliberal desumanizante. Sempre ouvi falar que a Escandinávia, Terra Prometida da esquerda “moderada”, também tem uma taxa de suicídio bastante elevada.

    • flaviomorgen

      23 de dezembro de 2011 at 12:53

      O mais legal é analisar direitinho os tais dados. A Ásia inteira tem uma elevadíssima taxa de suicídios (afinal, a sacralidade suprema do corpo como guardião da vida, e o suicídio como pecado maior possível, não fazem parte da cultura deles). Olhe o gráfico:

      https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/5b/Suicide_rates_map-en.svg/800px-Suicide_rates_map-en.svg.png

      Curioso… os únicos lugares em que faltam dados são a Mongólia, o sudeste ex-comunista e, ehrr… a Coréia do Norte. Aí você compara com essa capa. APONTE O ERRO:

      https://www.theatlanticwire.com/images/static/021925_Screen_shot_2011-02-23_at_2.16.10_PM.png

      Não consigo concluir nada além de que alta taxa de suicídio = nêgo no país tem controle até sobre a própria morte, ao invés de morrer num assalto ou de disenteria na linha de mortalidade infantil. Quem dera se o único risco de morte que eu tivesse no Brasil ao voltar da faculdade quase de madrugada de ônibus pra periferia fosse se resolvesse me matar porque a vida não tem sentido… mas a melhoria econômica gritante da Coréia do Sul deve ser mesmo um horror pra galera. É esse fanatismo dogmático dos liberais, gente!

  16. Roberto Aranha

    22 de dezembro de 2011 at 18:19

    Parabens Flavio, excelente artigo.

  17. Uh-derere! Ninguém fura os zagueiros do meu movimento! ê-ô!

    22 de dezembro de 2011 at 15:17

    Que você teve muita dificuldade pra entender ficou claro na sua conclusão (tomando por princípio que aquilo era boa fé e não cinismo).

    Quer dizer… não sei se tem tanta boa fé assim! Porque quando você diz “A Coréia do Sul, pelas décadas subsequentes, (…) tornou o país autoritário em dos tigres asiáticos com garras mais afiados do planeta” e começa a enumerar “seu idh, cada vez mais alto, é…”, “seu sistema de educação é”, “sua língua, baseada no alfabeto silábico hangeul, é”…. DIBOA, ou você está falando que o IDH, a educação e a língua da Coréia como um todo é incrível e expressou errado, ou você está empurrando pra galera que não entende aqueles dezeíñhoz engraçssado, que o liberalismo modelo da Coréia do Sul não só aumentou o IDH e melhorou as escolas como também inventou a língua e a escrita que é considerada uma das mais bem estruturada do mundo.

    E o Japão não é famoso por suicídio de “meninos da escola”, é um país onde o suicídio não é um tabu na cultura nem tem conotações de covardia, está associado a valores militares feudais que sobreviveram e tem um grande número de eventos e rituais de suicídio (seppuku, kamikazes, jigai, banzai-totsugeki, etc). O ponto é que a Coréia NUNCA teve uma cultura nem minimamente parecida com o Japão em relação ao suicídio, e ainda assim nos últimos 10 anos o número de suicídios na Coréia do Sul duplicou. Acho absurdo não perceber que o sistema implantado tem a ver com o fato do país sair de um classificação mediana baixa para o número 1 ou 2 na lista de suicídios em apenas 10-15 anos. Aliás, no mesmo período de tempo que você destacou como a gênese de uma sociedade ideal (não tão ideal do ponto de vista democrático considerando os casos envolvendo a Lei de Segurança Nacional), rebaixando a relevância de índices verdadeiramente humanos (ie. suicídio) à “tradição dos asiáticos de se matar”, e supervalorizar índices econômicos, especialmente aquele que tem H no meio, porque vejam bem tem H por isso responde o ponto de vista humano.

    Não estou dizendo que foi ruim para a Coréia do Sul ter democratizado e melhorado a economia. Estou criticando o arco-iris que parece ter sido pintado sobre o modelo economicista de liberalismo nesse país. Estou dizendo que quando a causa número 1 de mortalidade abaixo dos 40 anos ali é o suicídio, o sistema vigente está criando um descontentamento extremo e destruição psicológica onde não se encontra saída, onde a única solução para sair dele é tirar a própria vida. Estou dizendo que ao reconhecer morte como morte, o fato de um cidadão se recusar a entrar num transe de culto a personalidade e se dispor a abandonar sua terra, sua família, amigos e tentar atravessar a fronteira mais militarizada do mundo sob o alto risco de ser assassinado, é tão revelador sobre a vida numa sociedade quanto alguém imerso num paraíso econômico mas está numa lógica de organização social tão destrutiva do ponto de vista humano que sua opção é se encher de antidepressivos num transe ou abandonar tudo, inclusive a própria vida.

    Bom, mas num raciocínio economicista do tipo, “o IDH é fantástico, logo, junto com o sushi e o yakissoba, é um costume dessa galera praqueles lado da ásia dar facada na própria barriga. Aliás, no Japão o suicídio dos estudantes é porque eles foram reprovados!”, fica difícil você entender certos problemas que eu apontei… que é exatamente na ala antihumanista/além-do-bem-e-do-mal dos defensores do liberalismo que eu estou criticando que surge e se propagam ideia idiotas do tipo colar na própria testa um adesivo “Sou D+! Sou politicamente incorreto, yeah baby!” e se achar não mais um mero livre pensador, mas algo superior, um “livre malandrão”. Que esses livres-malandrões e aqueles que tratam a política como time de futebol e os pensadores como os Beatles, estão normalizando e criando as bases de plataforma que o neofascismo sonhou e teorizou como estratégia nos últimos 40 anos.

    Um abraço.

    • flaviomorgen

      22 de dezembro de 2011 at 16:50

      Meu caro, fica claro que no que você entendeu do meu texto (ou eu entendi do seu arrazoado), você concorda comigo (tirando o fato de achar que “tentei empurrar goela abaixo que a Coréia do Sul inventou a língua coreana”, que acho que você entendeu muito bem que não é verdade desde o princípio).

      Mas essa questão do suicídio ainda tá te fazendo trocar alhos por bugalhos. Suicídio duplicar? Um problema. Como eu mesmo disse, a Coréia do Sul, que deixou de ser autoritária, incorporou uma cultura EXTERNA – mormente a tradição xintoísta japonesa (apesar de também cristã). Suicídio ser a causa número 1 de mortes? QUE MARAVILHA! Sabe o que isso significa? Que lá não se morre por assassinato nem tomando um tiro num assalto ou de malária, como se morre no Brasil! Já parou pra pensar que se você acaba com todos esses problemas no Brasli, a causa número 1 de mortes será suicídio? Só o fator cultural que faz diferença (o que explica casos extremos como Japão e Finlândia).

      Já você agora demonstra CRER na idéia de que foi o liberalismo coreano que fez com que muitos se suicidassem. Tudo bem, vamos colocar um governo corrupto, aumentar impostos, diminuir a qualidade de vida da população. Pela sua lógica, as pessoas “encontrarão outra saída” pras suas vidas imediatamente e pararão de se suicidar.

      Abraço.

  18. alexandre

    22 de dezembro de 2011 at 06:52

    Flávio
    Estamos concordando muito ultimamente porque vc tem falado sobre a extrema-esquerda. Coréia do Norte, Cuba, galerinha da USP, PC do B, são coisas que envergonhariam qualquer democrata. Me considero um social democrata, acredito na democracia e não em “tomada de poder” e nem em “ditadura do proletariado”. Não acredito em Estado Totalitário. Acredito sim em intervenções estatais mas não excessivas. E não acho que ajudar bancos deva ser papel do Estado, como vimos na Crise de 2008. Na verdade, temos mais coisas em comum do que pensamos. A nossa diferença é um relação ao papel do Estado na economia capitalista. Apesar de concordar com vc que 40% de carga tributária e o BNDES financiar grandes empresas com juros subsidiados é um escândalo. E até acredito que se Keynes estivesse entre nós, talvez até discordasse de seus discípulos.

    • flaviomorgen

      22 de dezembro de 2011 at 16:35

      alexandre, pois é, isso fica simplesmente engraçado quando se fala tanto em esquerda e direita. Afinal, nenhum extremista se considera extremista, e tive de passar um mês SÓ convivendo com eles (pra eles, você seria direitista). Chamei o PSTU de partido de extrema-esquerda e riram, falando que não entendo nada de esquerda. É mole? O apreço dessa galera por qualquer coisa que não seja rigorosamente comunista é zero, e o argumento é “não ll porque não é comunista, logo está errado”. Não é curioso que ousam chamar seu sistema de “comunismo científico”?

      Mas isso que você diz é verdade. Nêgo fala de Keynes como se fosse… ehrr… contra empresas. Keynes seria favorável a trocentas privatizações, reclamaria de alta carga tributária, de juros altos, spread excessivo e tudo o mais. Mas aqui, basta você privatizar algumas companhias falidas e, com isso, melhorar o serviço e fazer uns 80% ter telefone celular que, porque privatizou, virou “neoliberal”, tem “mania de privatizar”, só pensa em “mercado” e “expropria patrimônio”…

  19. Sam Spade

    22 de dezembro de 2011 at 04:06

    A “prosa espontânea” do Duende na Ponta do Arco-iris ficou mais incompreensível do que Willian Burroughs…ou sei lá eu…

  20. Sam Spade

    22 de dezembro de 2011 at 03:40

    Em suas vidas Pravdas, comunistas ficam Stasiados com a agência estatal norte-coreana KCTV, adoram dar o Granma.cu para os amigos do partido e sentem uma saudade enorme da KGéBa revolucionária.

    Ihh! que trocadalho do carilho!!!!

  21. Thiago

    21 de dezembro de 2011 at 22:41

    Putz! Nunca tinha visto um esquerdista do tipo “Flavio Gomes”… Para ele a Veja não manipula as informações só do Brasil, mas como de outros países… Quem saber do mundo inteiro… É, assim fica complicado… a Veja é muito poderosa! Vai ver, ela é controlada pelo governo norte americano! >_<

    • flaviomorgen

      22 de dezembro de 2011 at 02:03

      Já o governo norte coreano não controla absolutamente nada

  22. alexandre

    21 de dezembro de 2011 at 19:35

    Eu sempre leio o Flávio Gomes durante a temporada de F1 e desconfiava que ele é de esquerda. Mas sinceramente, ele me decepcionou. Se a Coréia do Norte é bom porque o governo proíbe reportagens sobre a realidade deles ? Quem fechou o país foi o governo e não o Ocidente ! E os hábitos do ex-ditador mostram a vergonhosa disparidade daquele país. O povo passando fome e ele vivendo no luxo. E aquele choro coletivo me parece teatro. E comparar o culto a Kim Jong-Il a Jesus é uma piada.
    E olha que tenho certa simpatia pela esquerda mas o que acontece na Coréia do Norte e em Cuba me envergonham. E o texto do PC do B sobre a morte do Kim ? Será que foi escrito pelo Orlando Silva ?

    • flaviomorgen

      22 de dezembro de 2011 at 02:02

      alexandre, mais uma vez: quando o povo da FFLCH aportar por aqui pra me xingar, vai achar que você é o maior neoliberal reacionário Reinaldo Azevedo-wannabe (é assim que eles me chamam) da paróquia. E sim: eles reclamaram quando eu mostrei o ridículo que foi a nota do PC do B. Disseram até que “e daí que produzem umas vítimas aqui e ali” (1,6 milhões), são “dificuldades que a Coréia do Norte enfrenta”… sente o nível.

  23. o duende na ponta do arco-iris

    21 de dezembro de 2011 at 15:04

    Sério, forçou a amizade tentando empurrar que o hangul foi uma criação do liberalismo sul coreano, hein? Parece que o maior triunfo da união soviética foi exactamente popularizar essa estrutura mental política completamente insana de time de futebol e superstars intocáveis ideológicos. Você parece acreditar que a coreia do sul é o próprio reino de Deus na Terra. Porque não citou que nos últimos 20 anos a coreia do sul mais que duplicou o número de suicídios de pessoas com menos de 40 anos, se tornando topo na lista do ranking mundial (aliás, top 10, veja só, onde estão eslovênia, bélgica, finlândia, suíça e frança, e seguidos na cola os próximos 10 por noruega, islândia e áustria). Talvez esse seja o problema dessa linha de raciocínio do liberalismo. Vocês não conseguem enxergar o mundo fora de uma estrutura economicista. Infelizmente eficácia econômica não significa bem estar humano. Acho muito engraçado como essa leitura empresarial da sociedade se auto-proclama de uma neutralidade deslumbrante, e por isso mais apta a criar um mundo de “liberdade e paz”, mas os seus defensores são especialistas em usar a justificativa do darwinismo social para explicar a degeneração psicológica e outras patologias psicossomáticas dos cidadãos que tentar sobreviver nesse sistema, enquanto que para acusar a falência dos outros sistemas se recorre ao “veja o antihumanismo, óh, tão evidente nos detratores do liberalismo”. Vou voltar a respeitar o liberalismo no dia em que seus defensores pararem de pretender que a abordagem economicista é transcendental, para além dos valores morais, e que não fiquem nessa ambiguidade de hora “o mais forte sobrevive-bobeou dançou seu sentimentalista ingênuo preguiçoso e incompetente”, hora “seus malvados vermelhos sem coração, mimimimimi, que insensível da sua parte, pensem nas crianças mudas telepáticas da coreia do norte!”. Enquanto isso a gente assiste a península coreana ser governada por ditadores do arco-íris (genocida) encantado ao lado dos pregadores que vieram trazer a palavra de Misse e Hayek, que foram crucificados por vermelhos para lavar nossos pecados e por isso é nosso dever espalhar o evangelho da transformação da vida numa grande estrutura empresarial. Seria só triste, mas é assustador quando fica claro que logo ali do lado uma matilha de neonazistas e neofascistas latem e rosnam em dialeto politicamenteincorretês (essa sim uma língua e uma escrita criada com orgulho por esse liberalismo meio torto pro lado do antihumanismo, mas com discurso moralmente transcendental), sob o aplauso, o apoio e a adesão dos europeus esvaziados de uma Filosofia política minimamente lúcida. Vamos ver se essa classe de liberais vai reconhecer o filho quando a Europa for tomada pelo ódio e barbárie do politicamente incorreto que nutriram e espalharam com o sorriso nos dentes, agora que projeto político dos “pensadores” da nouvelle droite e da nazbol tomaram a juventude eslava.

    • flaviomorgen

      22 de dezembro de 2011 at 02:00

      Amigo, confesso minha dificuldade em entender seu comentário. Não afirmei que o hangeul (também usado na Coréia do Norte, afinal) foi inventado por liberais (que só passaram a governar a Coréia do Sul na década de 80, como afirmo), e sim que, com a abertura da Coréia do Sul ao mundo, este mundo pôde conhecer a valiosa cultura coreana – escolas coreanas em São Paulo existem às turras no Bom Retino, todas excelentes. Isso não acontecia antes da abertura, claro.

      As estatísticas sobre suicídios são um fator cultural no qual sempre os números enganam. O Japão, por exemplo, é famoso pelo suicídio de meninos que reprovam de ano. Isso torna o país pior? Eu duvido. Você está tentando dizer que a economia da Coréia do Sul ter melhorado um absurdo e ela ter incorporado elementos de uma tradição que a Coréia do Norte apagou (e mesmo a do Sul, em seus tempos mais tenebrosos) é algo ruim?

      Depois até chega a afirmar que liberais inventaram um dialeto politicamente incorreto usado por neonazistas, porque liberais criam psicossomatias defendendo Hayek e Mises com darwinismo social e… bom, sei lá, é contradição demais pra meu cérebro entender numa carrada só. Pode ser em prazo da próxima vez?

      Grande abraço.

  24. Melissa

    21 de dezembro de 2011 at 13:59

    Li o texto do figura comuna, não fica muito atrás do finado Sócrates que colocou o nome do filho de Fidel.

  25. Hay

    21 de dezembro de 2011 at 08:21

    HAhahahah!!!!! Meu Deus, eu li esse texto patético do Flávio Gomes. É uma peça de comédia! Se quiserem mais diversão, leiam as réplicas dele nos comentários. Vocês rapidamente entenderão o, digamos, nível da figura.
    Ele não acredita na Veja, mas acredita no “sofrimento do povo norte-coreano” porque viu na TV o povo chorando. Detalhe: eram imagens da rede ESTATAL de televisão da Coreia do Norte! Esse realmente é um cara muito inteligente e imparcial.

  26. Rodrigo

    20 de dezembro de 2011 at 23:46

    Dizem ainda que ele adorava um Yorkshire à pururuca, se confirmado dúvido que a extremíssima-esquerda tenha coragem de defendê-lo.

  27. Sam Spade

    20 de dezembro de 2011 at 23:14

    https://flaviogomes.warmup.com.br/2011/12/bus-stop-63/comment-page-4/#comment-3619139

    Ihh! olha o teu xará comunistinha da ESPN “viuvando” Kim Jong Il..

    • flaviomorgen

      21 de dezembro de 2011 at 02:40

      Cara, pior que pensei em comentar o vício da imprensa em acreditar em “outro mundo possível” do lado de lá, afinal, mal saiu a notícia e já vi o chilique do Flavio Gomes no Twitter – tanto é que deixei essa piadinha já no título. Mas a aula de História foi tão longa (e me fez ir pra tantos lugares) que acabei esquecendo de comentar o que o Gomes falou (“só conhecemos a Coréia do Norte através da Veja, então é tudo mentira”).

  28. Melissa

    20 de dezembro de 2011 at 21:57

    Gente! E esse avatar do Don Corleone? Vou checar meu e-mail !

  29. Melissa

    20 de dezembro de 2011 at 21:55

    A população da Coréia do Sul também é um bom índice de prosperidade, maior que todos os países da escandinávia juntos.

    • flaviomorgen

      21 de dezembro de 2011 at 02:38

      Maior que toda a Escandinávia é difícil dizer. Ao menos Islândia, Noruega e Suécia ficam ainda à frente da Coréia do Sul, e a Dinamarca quase empata. Mas é curioso pensar como a Coréia enriqueceu e se livrou da corrupção em menos de 10 anos com a receita mais óbvia do mundo: se livrou do governo. Premissa e conseqüência inescapáveis, o mundo pode ver.

  30. Thiago

    20 de dezembro de 2011 at 21:54

  31. A Carioca (na roça)

    20 de dezembro de 2011 at 12:07

    É mesmo verdade que a emissora estatal de lá se chama KCTV ou isso é uma piada?

  32. Gabriel Soares

    20 de dezembro de 2011 at 10:10

    Flavio, mais um fetiche do Querido Líder, caso você queira acrescentar ao texto: https://www.jalopnik.com.br/conteudo/o-fetiche-secreto-de-kim-jong-il-pela-mercedes-benz.

    • flaviomorgen

      20 de dezembro de 2011 at 12:53

      Esse cara merece um artigo de 80 páginas numa enciclopédia!

  33. Mauro

    20 de dezembro de 2011 at 08:36

    “Em 1978, o PIB da Coréia do Sul foi quase quatro vezes maior que o do Norte.”

    Ooops, pequena falha: você quis dizer que o PIB da Coréia (isso aí, com acento mesmo, ao inferno com a reforma ortográfica) do Norte era maior.

    Pois é, cada vez que ouço mimimi sobre “(neo)liberalismo” dá mesmo vontade de mostrar imagens do favelão que era Seul na década de 70 lado a lado com imagens da Seul de hoje…

    (Não precisa publicar este comentário.)

    • flaviomorgen

      20 de dezembro de 2011 at 12:52

      Dá vontade mesmo, Mauro. Assim como a Islândia era o país mais pobre da Europa, ficou em quinto lugar em liberdade economica e hoje é simplesmente o país com o melhor IDH do mundo (caiu umas 15 posições só porque trocaram o critério de contagem, mas ainda assim, foi o país mais afetado do mundo pela crise e hoje tá lá, rindo da cara do perigo). Enquanto isso, todo mundo acredita que só Estado impede a “ganância” dos empresários. Aliás, viu meu artigo de hoje no Ordem Livre? https://bit.ly/vImpw3

      Mas só suprimi a palavra pra evitar ter 8 vezes repetida a palavra “Coréia” no mesmo parágrafo. :)

  34. Another Byte on the Web

    20 de dezembro de 2011 at 02:38

    Se eu acreditasse em Karma e afins, diria que a morte do Kim Jong-Il vem pra balancear a morte do Hitchens… De qualquer forma, a analogia é válida.

  35. tibartz

    20 de dezembro de 2011 at 00:39

    SOU O PRIMEIRO A COMENTAR! GANHEI!!!

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