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Lendo Kennedy com a tecla SAP acionada

Temos acompanhado as colunas de Kennedy Alencar na Folha de S. Paulo com atenção especial desde que uma reportagem da própria Folha sobre o espetacular enriquecimento do ministro Palocci deflagrou a crise no governo. Como foi dito em nosso primeiro artigo sobre ele, Kennedy tem laços antigos com o PT, e costuma vocalizar os anseios e devaneios dos cardeais do partido com ares de “informação de bastidores”.

A denúncia contra o ministro foi veiculada na edição de domingo, dia 15/05. De lá para cá, foram publicados três textos no espaço que ele mantém no site do jornal: um, em 20/05, intitulado “A Comissão da Verdade vem aí”. Estávamos na fase em que a postura oficial dos governistas era “Palocci não tem nada para explicar, está tudo explicado e não há crise”. Nem a Comissão da Verdade nem a verdade sobre o faturamento da consultoria do ministro vieram.

A coluna de 27/05, “Lula, o escudo”, finalmente abordava o caso Palocci. Não exatamente o caso em si, mas seus desdobramentos. Kennedy nos explicava em 2.761 caracteres por que a aparição de Lula, tida até por gente próxima a ele como desastrada, havia sido um grande favor prestado pelo ex-presidente a Dilma – e à própria política (!?). Lula voou para Cuba e Venezuela enquanto a crise ia tomando conta do noticiário.

Por fim, a coluna de ontem (03/06), “A hora de Aécio”. Enquanto o PT começa a sair de fininho da defesa do ministro enrolado, Kennedy Alencar “apura” fofocas de bastidores na oposição. Sejamos realistas: nenhum oposicionista de verdade daria qualquer tipo de informação privilegiada a um repórter com um histórico como o dele. Alguns trechos são para entrar para a história da cobertura política mundial:

Quando aconteceu a crise do mensalão em 2005, FHC foi um dos autores da tese de que seria melhor deixar Lula sangrar para ser derrotado em 2006. E deu impulso a Serra para disputar a indicação contra Aécio e o então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Mas Lula se recuperou politicamente. O fato é que Serra se assustou. Teve medo de perder para o petista e abriu caminho para Alckmin, que acabaria derrotado por Lula.

Imaginamos o método jornalístico através do qual tal fato foi aferido.

No ano passado, FHC interveio na disputa tucana a favor de Serra. Contrariou Aécio, que tinha sentimentos contraditórios. Ora achava que poderia ser candidato contra Dilma Rousseff. Ora julgava melhor aguardar um pouco mais.

Se já conhecíamos o “jornalismo de serviços” a serviço do governo, agora temos uma novidade: o jornalismo de sentimentos.

Serra liderava em todas as pesquisas. Ele considerava que seria sua melhor chance de conquistar o Palácio do Planalto. Mas a força de Lula o derrotou novamente. O petista elegeu a sucessora.

Faltou um parêntese depois de “ele”: (e a torcida do Flamengo)

FHC (…) avalia que a vez é de Aécio. O diagnóstico do ex-presidente é o mesmo de quase todas as principais lideranças tucanas, com exceção de Serra e de Alckmin, agora reinstalado no governo paulista.

Ok, então “quase todas as principais lideranças tucanas”, com exceção do candidato que obteve 44 milhões de votos na última eleição presidencial e do governador do principal estado da União, estão com Aécio. Kennedy Alencar, pelo visto, também está. E grande parte das fontes governistas de Kennedy também elegeram o senador mineiro como a oposição ideal.

Uma família tradicional

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6 Comentários

6 Comments

  1. Bruno

    11 de junho de 2011 at 12:43

    Este Kennedy é ridiculo.

  2. Raquel

    10 de junho de 2011 at 15:38

    Parece que levantaram o dossiê do AÉCIO completinho, por isso estão dando fôlego à candidatura dele. Aí, no meio da campanha… quem sabe? Eu até daria uma força, desde que fosse oposição. Mas há algo muito estranho aí. Sinto mais firmeza em Serra ou no governador paulista.

  3. Yashá Gallazzi

    6 de junho de 2011 at 14:37

    Kennedy Alencar não é aquele que sempre se vangloria de ter acesso ao “CÍRCULO ÍNTIMO” (ui!!!) das personalidades políticas? Sim, é eles mesmo!

  4. Samuel

    4 de junho de 2011 at 12:11

    Pois eh!

    Achei esta materia desse cidado, com cordao umbilical PTista, muito interessante. Enquanto o circo pega fogo em Brasilia, ele tem informacoes super quentes de que o PSDB dara a chance a Aecio. Puxa nao? Vamos jogar no lixo os milhoes de votos que Serra recebeu.

    Fica claro que as instrucoes impressas nas cartilhinhas PTistas, com meus impostos via MEC, sao: Queremos a cabeca de Serra numa bandeja dourada”. Como diriam aqui no Sertao da Paraiba na decada de 30 “sangre o bicho”.

    Fica bem claro aqui que Serra eh o inimigo numero um do PT e eles em seus poroes humidos, financiados com a Maquina publica estao nos encalques de Serra.

    Sr. K. Alencar, para cima de mim seu cabra?

  5. alexandre

    4 de junho de 2011 at 10:10

    ué mas ele falou alguma mentira !! a oposição preferiu sangrar o Lula e não pediu o impechment. Isso vou veiculando em toda a imprensa na época. O Serra desistiu em 2006 após perceber que seria difícil bater o Lula. Isso foi veiculado em toda a imprensa. E todo o PSDB, com exceção do Serra, acham que a hora é do Aécio. Sinceramente, não li nenhuma mentira

    • Implicante

      4 de junho de 2011 at 13:19

      Alexandre, em nenhum momento afirmamos que ele mentiu. O problema é vender como “fato” as opiniões da tal fonte secreta: coisas que ele não conseguiria apurar nem se fosse o psicólogo do cidadão.

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