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Lula, um ex-presidente com assessoria de imprensa e fotógrafo oficial. Nunca antes na história deste país…

Conforme já prevíamos no dia do anúncio do tumor do ex-presidente, não tardou para que Lula começasse a fazer exploração política da doença. Logo no dia seguinte, sua assessoria divulgou que o papa Bento XVI havia “manifestado preocupação” e “incluído Lula em suas orações”, num esforço para tentar dar ares de “comoção internacional” à enfermidade do ex-presidente. A notícia acabou reproduzida em diversos jornais e portais. Na verdade, o papa não fez nenhum pronunciamento público nem divulgou nota oficial sobre o assunto, apenas expressou seus sentimentos em conversa informal durante a apresentação do novo embaixador brasileiro no Vaticano.

A primeira visita de Lula ao hospital Sírio Libanês, onde vai se tratar, foi acompanhada por seu fotógrafo oficial, Ricardo Stuckert*, e teve ampla divulgação de imagens à imprensa.

***

A primeira visita de Dilma a Lula no hospital também foi acompanhada por Stuckert, que produziu esta foto cheia de simbolismo do encontro:

Fotografia também é arte. A imagem remete a famoso afresco de Michelangelo na Capela Sistina, embora a situação lembre mais "Saturno Devorando Seu Filho", de Goya

***

Esse tipo de exploração de gosto duvidoso das enfermidades de seus políticos não é novidade ao petismo, como pudemos ver recentemente nos casos de Dilma (tratamos do assunto em nosso mais recente editorial) e José Alencar. Durante a campanha presidencial de 2010, o mesmo Stuckert já havia registrado imagem semelhante, com apelo mais dramático, de Dilma e Lula em torno do então vice-presidente na UTI do mesmo hospital Sírio Libanês:

Stuckert praticamente plagiou o trabalho do polêmico fotógrafo italiano Oliviero Toscani para a Benetton nos anos 90, substituindo o moribundo doente de AIDS e seus familiares por Alencar, Lula e Dilma

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Já no segundo dia de tratamento foi divulgado um vídeo do ex-presidente agradecendo a solidariedade que recebeu, traçando um paralelo entre as “batalhas” que já teria enfrentado e a luta contra a doença. Lula ainda aproveitou a filmagem para pedir apoio a Dilma e avisar que logo voltaria aos palanques. O vídeo tinha assinatura do tal “Instituto Lula”, onde uma equipe coordena a campanha permanente de comunicação lulista.

***

O culto à personalidade de Lula, de forma profissional e organizada, mesmo após ele ter deixado a presidência e afirmado diversas vezes que se retiraria da vida pública (“Pretendo me dedicar à pesca e preparar um coelho assado na panela” – era mentira, claro) mostra que, ao menos em alguns aspectos, o petista cumpriu seu objetivo de ser um “ex-presidente como nenhum outro na história deste país”. Desde que deixou o poder, o contato mais próximo que FHC – que carrega a imagem de “vaidoso” – deve ter tido com um fotógrafo profissional provavelmente foi quando contratou um para a festinha de aniversário do neto. Itamar, o “excêntrico”, não abandonou a política, mas nem por isso somos brindados regularmente com fotos de seus encontros privados na imprensa. A família de Collor, o “megalômano”, é proprietária de veículos de comunicação, mas até onde sabemos nunca destacou um fotógrafo para cobrir as atividades do ex-presidente – ao menos não após o impeachment… Nem Sarney, o “oligarca” aliado ao petismo, anda por aí acompanhado de “profissionais de imagem”.

Toda campanha publicitária tem objetivos claros e definidos. O de Lula é manter-se na mídia até ter condições de voltar ao poder.

* Stuckert é o fotógrafo de Lula desde os tempos da presidência, e com o término do segundo mandato foi incorporado ao Instituto Lula. O profissional escolhido por Dilma para o lugar de Ricardo Stuckert é justamente seu irmão mais novo, Roberto Stuckert Filho. O pai deles já havia sido fotógrafo do presidente João Figueiredo (1979-85).

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37 Comentários

37 Comments

  1. francisco ramos

    8 de dezembro de 2011 at 11h17

    Cara ! O Thiago não aprende mesmo. Será que aprenderá algum dia. Tá ruim , não é cara.

  2. jackson ribeiro

    13 de novembro de 2011 at 19h21

    sabe é impressionante, e, belo o espetáculo entre os pseudo especialistas politicos e pseudo especialista em administraçaõ publica, de oposição e apoiadores do fenomino lula, debaterem via on line, eu sou leigo em numeros e fontes de informações perto de voceis, mas uma coisa posso garantir a voceis, que sou um especialista na minha vida, e digo,
    lula mudou minha vida e o amo de paixão, hoje as vezes não gosto mais de alguns programas assistencialista que foi uns do marco da sua administração, porque minha classe social mudou graças ao seu sistema de governoo mas minha admiração pela sua pessoa sera eterna. e eu o apoiarei sempre!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! comentário inspirado no tema da musica, PRA NÃO DIZER QUE NÃo FALEI DE FLORES

  3. Pedro

    9 de novembro de 2011 at 11h33

    Esse é o jeito de fazer oposição? Não moderando os comentários… Tamo bem, hein?

  4. Pedro

    8 de novembro de 2011 at 10h22

    Thiago, Alexandre e Implicante,
    A Economist, a revista mais importante do mundo, conservadora e liberal, se associou a Carta Capital, de esquerda, porque é a única que pratica jornalismo, simples assim. Pode-se discordar dela, dos colunistas, dos editoriais ou do Mino Carta, mas não se pode acusá-la de venal, desonesta ou antiética.

    • Implicante

      10 de novembro de 2011 at 8h33

      engraçado, caíram 5 ministros por corrupção só este ano. Quantos a “única revista que pratica jornalismo” denunciou? E aquela que você chama de “panfleto”? Eu diria que a Dilma lê a Veja…

  5. Thiago

    7 de novembro de 2011 at 21h41

    Alexandre,

    “E se associou com a revista the economist.” Só se for para não deixar nenhuma outra revista divulgar as informações desta renomada revista né?

    Lembro que durante as eleições, recebi um e-mail que falava que a The Economist falava bem do Lula e mal do FHC… para a minha sorte, achei uma versão digital da revista e sei inglês… ao ler a reportagem, na qual falava dos acertos e erros de cada governo, não achei nenhuma comparação direta e muito menos elogios do modo que o e-mail “vermelho” quis aparentar… mas o povo mal sabe português, vai ter vontade de encontrar a revista e ler em inglês? Nunca né? Ai acreditam no e-mail spam… ¬¬”

  6. Thiago

    7 de novembro de 2011 at 0h17

    Caraca! O Alexandre não aprende cara!

    Não tem como comparar o FHC com o Lula! O FHC passou por 5 crises (se não me engano) e o Lula só por uma, a qual chamou de marolinha e agora o Brasil tá ai, sofrendo as consequências (nunca antes na história desse país se perdeu o controle da inflação de forma tão ridícula! ¬¬ )

    A única coisa correta que falou, foi sobre o Brasil ter sua força no mercado interno. Afinal, brasileiro quer consumir, pois está com dinheiro (aqui pode-se dar muito motivos para este fenômeno econômico)… Alias, isso foi um dos motivos pela volta da inflação, alguém se lembra do governo abaixar o IPI para que o brasileiro consumisse alguns produtos? Hoje o governo implora que o povo pare de consumir (lembro do episódio ridículo do presidente do Banco Centrla pedindo para o povo consumir menos!)

    Mas é isso ai, o povo não entende nada de nada e acha que o Lula fez um ótimo governo, não sabe que o Lula nem inventou o Bolsa Família, não sabe quem controlou a inflação que volta a assombrar agora, não sabe de PN! Ai exalta o barbudo por coisas que ele não fez… mas é isso ai, o povo é esse e não vai mudar! ¬¬”

    Falar mal da Veja, Época, IstoÉ, Folha, Estadão, Globo e exaltar a Carta Capital! PQP! E ainda fala que é culto… ai ai… Essas terras não mereciam um povo tão ignorante =S

  7. alexandre

    6 de novembro de 2011 at 23h13

    A carta capital tem 17 anos e o governo PT somente 9 anos. Insinuar que a revista se sustenta somente por causa do governo é uma falta de respeito com os leitores da revista, como eu. E tem colunistas de renome como dráuzio varela, luiz gonzaga beluzzo e walter maierchovic. E se associou com a revista the economist.

    • Implicante

      7 de novembro de 2011 at 10h28

      o Jornal do Brasil tem cento e tantos anos e tá aí na mão do amigo do Zé Dirceu… Por melhores que sejam os colunistas e parceiros da CC, ela não tem LEITORES! Isso é fato.

  8. Gustavo Noronha Silva

    6 de novembro de 2011 at 20h13

    Popularidade não tem tanto a ver com o presidente agir de acordo com os interesses do país (de todos) ou não. Se tiver, eu quero ver os petistas concordarem que Aécio Neves é melhor que Lula, por ter 92% de popularidade ao deixar o governo de Minas, será que eles topam? =)

    Lula passou 8 anos surfando na onda da bonança mundial, não fez nada de muito grandioso porque evitou quase todos os embates e deixou tudo de impopular pra Dilma fazer (olha as leis da copa e a privatização dos aeroportos, por exemplo). Lula melhorou a regulamentação de concessão de rádios/tvs? Não. Não mudou absolutamente nada… rádios comunitárias continuam sofrendo o processo kafkiano do Ministério das Comunicações enquanto a Globo tem sua concessão concedida de forma praticamente automática pelo Congresso. É óbvio que os lulistas vão achar desculpas pra isso, botar ‘governabilidade’ em algum lugar da frase. Porque, sabe como é, se algo ruim foi feito no governo FHC é culpa exclusivamente dele, mas se foi feito no governo de São Lula é culpa do sistema.

    Lula é popular porque foi populista: evitou medidas impopulares, investiu em programas e medidas populares fez discursos inflamados de que defendia os pobres, cooptou pessoas que defendiam causas como a democratização das comunicações sem nunca fazer absolutamente nada por essas causas. Lula não pensou no interesse nacional quando fazia essas coisas, pensava em garantir seu capital político, sua popularidade.

    Lula é popular porque existe uma máquina gigantesca de culto à personalidade dele e não é só a que ele paga diretamente pra isso, tem muita, muita gente fazendo esse culto por iniciativa própria.

  9. alexandre

    6 de novembro de 2011 at 15h37

    Vc esqueceu de mencionar que o governo FHC enfrentou duas crise internacionais e que produziu também uma crise internacional ( na história econômica mundial está escrito que em 1999 houve uma “crise do real”). Sobre a carta capital, ela tem publicidade privada tanto como a revista época e a veja. É só olhar a revista. E vcs criticam quem fala mal da revista veja mas ao mesmo tempo falam mal da carta capital ? Por que essa perseguição a uma parte da imprensa ? Vc não respeita a liberdade de imprensa ? Toda hora esse blog fala mal da carta capital ! Vcs parecem até a Cristina Kirchner perseguindo o Clarin !

    • Implicante

      6 de novembro de 2011 at 22h40

      Sim, respeitamos. Nós acreditamos que quem deve decidir se uma publicação merece continuar a existir ou não são os leitores, não o governo.

  10. Ben

    6 de novembro de 2011 at 14h16

    Demagogos populistas precisam vender a ilusão da possibilidade de ascensão social para todos. Imaginem fotos do Lula esperando em uma fila do SUS, tirando uma radiografia em um equipamento dos anos cinquenta e tirando sangue em frente a uma parede com o reboco despencando. A realidade nua e crua não anima os eleitores.

  11. Pedro

    6 de novembro de 2011 at 11h34

    Eu não sei como responder ao Exilado no post dele, então vou responder aqui.
    Exilado, a auto-estima e o otimismo que você citou no fim do seu post não nascem do chão. A comparação entre a economia dos dois governos você tirou de onde? Os numeros quando colhidos a dedo podem corroborar qualquer tese. Este tumblr aqui, ó (https://lulavsfhc.tumblr.com/) tem números aos montes que mostram exatamente o contrário do que você quer mostrar, inclusive números cuja fonte é a insuspeita Folha de S. Paulo. Eu pelo menos estou dando as fontes, você nem se deu o trabalho. Enfim, o big picture após a era Lula é a seguinte: 30 milhões de brasileiro ascenderam a classe C, 20 milhões deixaram a linha da pobreza, e atravessamos a pior crise do capitalismo desde 29 como se fosse uma marolinha. Isso já basta para responder de onde vem a auto-estima e o otimismo.

    • Exilado

      7 de novembro de 2011 at 1h49

      Caro Pedro, sempre as fontes. Já disse aqui que não escrevo nada sem conferir os dados antes. Isso parece-me básico, não? Acha que ia inventar números do nada? Sempre deixo o link pra tréplica, afinal, teria que dar chances para seus questionamentos.

      Os dados são do Banco Central (https://bit.ly/56Oh1O) e do Fundo Monetário Internacional (https://bit.ly/90CmXK)

      É só cruzar as informações e… PIMBA! Tem-se o resultado do comentário anterior.

      Bom, essas são as minhas fontes. A sua é daquele senhor que dá dicas de economia doméstica ao mesmo tempo que acumula uma dívida de milhões com um órgão estatal.

      Sobre a autoestima (sem hífen a partir da reforma ortográfica assinada por Lula. Fazer o que, né?) e o otimismo… Bom, os nigerianos (73%) são mais otimistas que os brasileiros (51%), e nem por isso eu me atrevo a dizer que a condição de vida deles é melhor que a nossa.

      Bom, tenho outros dados comparativos, inclusive esses de ascensão social mas deixo pra outra ocasião.

      Abraço

  12. Pedro

    6 de novembro de 2011 at 11h12

    Você tocou num bom ponto. Dos veículos semanais, eu leio só a Carta Capital. E leio Folha e Estadão ocasionalmente. O problema é que as outras revistas não dá pra ler. A Veja era uma revista respeitável uns 15 anos atrás, hoje é uma ofensa ao jornalismo, virou um panfleto – e pior, mal escrito. Só o fato de dar espaço a um cara como o Reinaldo Azevedo ou o Diogo Mainardi já mostra no que ela se transformou, o que é uma pena. Gostaria muito de ler uma revista de direita decente.

    • Implicante

      6 de novembro de 2011 at 12h29

      CARTA CAPITAL, amigo? Aquela revista que dá desconto na assinatura para quem tiver a carteirinha do PT? QUe não sobreviveria sem publicidade oficial (e mal sobrevive com, já que um especulador acabou de adquirir 30% dela)? E a Veja que é um “panfleto”? Ah, tá…

  13. alexandre

    6 de novembro de 2011 at 8h09

    Comparar o crescimento brasileiro com o do resto do mundo é bobagem . A economia brasileira não é tão aberta e nem dependente de exportações como por exemplo no Leste Asiático. O motor da economia brasileira é o mercado interno. Logo, eu e mais de 80% da população brasileira, incluindo economistas de renome, podemos afirmar tranquilamente que a gestão Lula na economia foi melhor do que no período FHC. Aliás, o engraçado é que o FHC que fez tudo certo, segundo esse blog, saiu com uma popularidade na casa dos 30%. E o Lula que fez tudo errado, segundo esse blog, saiu com uma popularidade de 80%. Será que todos estão errados e somente os blogueiros do implicante tem razão ? Vcs são uns iluminados ?

    • Implicante

      6 de novembro de 2011 at 12h33

      No governo FHC houve 2 grandes crises mundiais, não há como comparar os contextos históricos. O único mérito de Lula na economia foi ter dado continuidade às medidas de FHC, sem muita criatividade das equipes dos valentes Palocci e Mantega.

      Ninguém aqui nunca afirmou que FHC fez tudo certo nem Lula fez tudo errado, os arquivos do blog estão à disposição.

  14. Marcelo Rabelo

    5 de novembro de 2011 at 23h11

    parece que o pedro tem como leituras à altura de seu intelecto os blogs de pessoas que até ontem participavam do tal PIG, foram demitidas por terem cometido deslizes inconcebíveis, cairam em um buraco negro sem fundo e, de repente, em um passe de mágica, se tornaram progressistas, a favor do brasil e contra seus ex-empregadores. como levar a sério jornalistas que são movidos por dinheiro público e ressentimentos com seus ex-patrões?

  15. Thiago

    5 de novembro de 2011 at 22h54

    Nunca antes na história desse país, tivemos um mentiroso e cara de pau tão grande como este cidadão ai…

    Até quando o povo vai acreditar e endossar o que ele fala? Tá na hora de acabar com a ingenuidade né?

  16. Pedro

    5 de novembro de 2011 at 18h58

    Não.
    O PIG não existe. Isso é bobagem.
    Se essa acusação é o seu melhor contraponto aos meus argumentos, só reforça o ponto que coloquei: a oposição está perdida, desnorteada e acuada. O DME/PFL acabou, desidratou-se até minguar. O Partido do Kassab quer ser oposição e situação ao mesmo tempo, e PSDB não tem dono, acabou. O PSDB é um caso engraçado. Bastou perder a eleição para se descobrir que nunca foi um partido na concepção primeira do termo. Não existe militância, base. É apenas um ajuntamento de caciques que tinha e tem o poder midiático. Mas hoje felizmente isso não basta.

    • Implicante

      5 de novembro de 2011 at 22h34

      Agora fiquei curioso. Você não lê a “grande mídia”, mas também não acredita nas teorias do PIG (Partido da Imprensa Governista). Queremos ter fontes de informação confiáveis e imparciais como as suas, quais são?

  17. André Costa

    5 de novembro de 2011 at 16h38

    Que porra é essa de cargo de fotógrafo hereditário? Putz, por que ainda não fizeram um concurso público pra isso?
    Sobre a amoralidade do lula e do pt nem vale a pena comentar…

    • Implicante

      5 de novembro de 2011 at 22h16

      Nós discordamos. Cabelereiro, alfaiate, fotógrafo, maquiador etc são escolhas muito pessoais e devem caber ao político.

  18. Pedro

    5 de novembro de 2011 at 13h53

    Sim, a Veja e o Reinaldão estão bem abaixo do meu padrão de leitura. Por isso que não aceito linques que me levam a eles e desconfio sobremaneira de que os lincam. Voltando à gigantesca máquina de propaganda do Lula… Tem certeza que é tão gigantesca assim? Magina. O cara só precisa de um fotogrado e uma assessora, o resto é demanda de 200 milhões de brasileiros querendo ouvir o que o cara tem pra falar. E nem precisa pagar pra falar bem dele. Eu por exemplo não recebo um tostão de ninguem pra entrar nesse blog e deixar minha opinião. Eu, sinceramente, tenho muitas críticas ao Lula e ao governo dele. A reforma agrária não andou, a educação de base estagnou, nos desindustrializamos. São fatos. Mas os ganhos foram tão imensamente maiores… Ao passo que a oposição, da qual vocês fazem parte, foi e é tão incompetente que dá pena. Ficam apenas se resguardando na Veja e sua obsessão por tornar inoperante o governo. Não se propõe nada. E isso é uma tragédia.

    • Implicante

      5 de novembro de 2011 at 18h37

      deixa eu adivinhar: bom mesmo pra você é aquele pessoal “contra a mídia golpista”, acertei?

    • Exilado

      6 de novembro de 2011 at 5h11

      Desculpem a intromissão, mas não poderia deixar passar essa: “A reforma agrária não andou, a educação de base estagnou, nos desindustrializamos. São fatos. Mas os ganhos foram tão imensamente maiores…”

      Achei interessante, você soube citar o que “não andou” e na hora de revelar os “ganhos imensamente maiores” não lembrou de nada?

      Deixa ver se entendi:

      1) “A reforma agrária não andou”.
      Bom, de acordo com o MST “não andou” mesmo. Não sou eu quem digo, é o Stédile aqui ó => https://mais.uol.com.br/view/22436 “O número de assentamentos do período FHC foi maior que o de Lula”

      2) “A educação de base estagnou”.
      Essa nem precisa lembrar como está

      3) “Nos desindustrializamos”.
      Bingo! Você acertou mais essa.

      Agora enumere as coisas positivas, os “ganhos imensamente maiores”. Provavelmente você dirá que não sei quantos milhões saíram da linha de pobreza, que o povo pode comprar geladeira, microondas, TV (lembro desse discurso na campanha do FHC)… Bom, esse processo vem desde o Itamar Franco.

      Crescimento econômico?

      Tenho alguns números:

      FHC:

      Crescimento Total Brasil: 19,74%
      Crescimento Total Mundo: 24,27%

      Lula:

      Crescimento Total Brasil: 27,66%
      Crescimento Total Mundo: 74,46%

      Durante o governo Lula, o Brasil cresceu muito menos que o restante do mundo, enquanto que no governo Fernando Henrique a diferença entre o crescimento Brasileiro e o crescimento mundial foi menor. Logo, o desempenho da economia na gestão FHC foi melhor.

      Bom, ainda tem a questão da segurança pública, da saúde,…

      É isso. Agora é só você lembrar algumas dessas coisas “imensamente maiores” e avisar por aqui. Ah, lembrei de uma coisa que dizem que melhorou: “a autoestima” e a “sensação de otimismo”.

      Abraço

  19. alexandre

    5 de novembro de 2011 at 12h35

    Eu discordo que a popularidade do Lula é por causa de uma estrutura monumental de propaganda ou de mistificação. Ele não tem apoio dos principais veículos de comunicação. A Veja, Folha de SP, Globo e Estadão sempre criticam o Lula. E os blogs a favor dele não atingem nem um décimo do eleitorado brasileiro. Ele é popular por causa da política social dele. Em comunidades carentes, sem internet e portanto sem influência dos “blogs progressistas” ou da “patrulha virtual”, ele é adorado. O bolsa família e a política de valorização do salário mínimo foram os responsáveis pela popularidade dele. Reduzir a popularidade do dele a uma propaganda e a misticismo só dificulta a oposição em sua tarefa de propor uma alternativa ao Lula.

    • Implicante

      5 de novembro de 2011 at 18h39

      A propaganda e mistificação em torno de Lula não começaram agora e não se restringem à internet.

  20. Pedro

    5 de novembro de 2011 at 10h54

    1.
    Dicionário? Da Veja? Compilado pelo Reinado Azevedo? Não vale. Preciso de algo mais substancioso, sério, íntegro, tipo um Houaiss ou um Aurélio. Quando tiver algo parecido com isso, publique o linque.
    2.
    Petralha é um pós-conceito preconceituoso. Como disse e digo de novo. Não costumo debater com pessoas que usam termos como Petralha ou Tucanalha. São reducionistas ao extremo, preconceituosos, como se no PT ou no PSDB só houvesse mau-caráter, o que qualquer pessoa com uma inteligência razoável discordaria. Agride sim pessoas informadas e bem intencionadas. Se não agride você, é porque você não é nem minimamente informado ou bem intencionado.
    3.
    O ex-presidente Lula teve a inteligência de se comunicar diretamente com a população brasileira durante todo o seu período no Planalto. Isso foi o que deixou mais irritado o pessoal da Folha, do Estadão, da Veja, do Globo e, claro, do implicante.org. Ele não precisava de intermediários, e o povo não precisou de intermediários, principalmente. O cara falava no tete-a-tete, olho no olho. Resultado de um carisma colossal e de uma política social sem igual. Se para vocês um fotógrafo e um assessor de imprensa são uma máquina de propaganda, ou você desconhecem a definição de máquina ou desconhecem a definição de propaganda. A Veja, a Época e a Istoé deste sábado dão a capa para o Lula. Acredito que não foi por causa da talentosa assessoria dele.

    • Implicante

      5 de novembro de 2011 at 12h16

      A Veja e Reinaldo Azevedo não compilam dicionários. Desculpe se a publicação está abaixo dos seus padrões de leitura. Se Lula fosse esse fenômeno da comunicação, não precisaria de uma estrutura monumental de propaganda e mistificação. É bom lembrarmos que além da publicidade “pessoal” organizada, de que tratamos no texto, ainda há só na internet os blogueiros “progressistas”, agora a tal “patrulha virtual”… todos pagos para falar bem de Lula e do PT. Sem contar a fortuna que foi gasta com propaganda pelos mais diversos órgãos do governo federal em seus 2 mandatos (nunca antes na história deste país…)

  21. Pedro

    4 de novembro de 2011 at 22h23

    Aliás, vi que o blog também costuma tratar filiados ao PT pela alcunha de Petralhas, termo popularizado pelo “jornalista” Reinaldo Azevedo, este monumento à ética e à decência. Não costumo debater qualquer coisa que seja, nem futebol, com pessoas que se utilizam de termos como esse, Petralha, ou mesmo Tucanalha. É reducionista, preconceituoso, agride a inteligência de qualquer pessoa minimamente informada e/ou bem intencionada. Se vocês querem se levar a sério, deveriam repensar isso. E por favor, moderador, publique logo meu comentário, plis.

  22. Pedro

    4 de novembro de 2011 at 22h05

    O problema de ser declaradamente de oposição a algo é a obrigacão de se opor mesmo quando não há motivos. Fotógrafos oficiais de ex-presidentes existem aos montes. Jimmy Carter tem o seu, Ronald Reagan tinha o seu, Mitterrand tinha o seu. Lula, obviamente, tem o seu. Os outros presidentes brasileiros citados não têm nenhum motivo para terem os seus. Sarney, Collor e principalmente FHC sairam da presidência com índices de aceitação ultrapassando a fronteira do ridículo. Que tipo de serventia teriam uma assessoria e um fotógrafo profissional nesses casos? Divulgar o quê? Para quem ler? Interessados não havia. No caso do Lula há muitos. Lula não é só ex-presidente, mas é das figuras mais queridas e emblemáticas do país. No mesmo nível dele, só Roberto Carlos e Pelé – sendo que o primeiro não tem nem de longe a mesma projeção internacional. Então, você, caro amigo de oposição, pare de inventar pauta meia-boca e arrume alguem para criar um projeto alternativo de país para esse Brasil. Um país só pode ser forte se tiver uma oposição forte, decente, inteligente, propositiva, o que, infelizmente, não é o caso. Começando por você.

    • Implicante

      5 de novembro de 2011 at 6h09

      Interessante. Então a popularidade de Lula justifica a máquina de propaganda? Não seria o contrário?

  23. byMel

    4 de novembro de 2011 at 21h05

    Propaganda oficail de EX.
    Goebbels morreria de inveja…

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