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Hackers derrubam sites da Presidência e do governo federal e declaram guerra aos “governos corruptos” do mundo

Na madrugada de hoje o grupo LulzSecBrazil conseguiu tirar do ar por alguns minutos os sites do governo e da Presidência, segundo noticiou o Estadão (em uma das reportagens mais mal escritas já postadas no site do jornal, diga-se de passagem):

SÃO PAULO – Um grupo de hackers autodenominado LulzSecBrazil assumiu na madrugada desta quarta-feira, 21, que tiraram do ar os sites da Presidência da República (www.presidencia.gov.br) e do governo brasileiro (www.brasil.gov.br).  O anúncio de que os sites sairiam fora do ar foi anunciado via Twitter pelo grupo por volta da 1h da manha. Os sites já voltaram ao ar.

(…)

O grupo internacional LulzSec (Rindo da Segurança) usou o Twitter para cumprimentar a então representação brasileira pelo feito. “Nossa unidade brasileira está fazendo progresso. Bem feito @LulzSecBrazil, irmãos!”, respondeu o grupo internacional.  Em entrevista à rádio Estadão ESPN, o diretor-superintendente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Gilberto Paganato, confirmou à ação. “Os sites ficaram indisponíveis, mas nada foi afetado. Não violaram nosso sistema, só congestionaram o acesso”, explicou.

(…)

O grupo brasileiro, que diz ser uma filial do grupo estrangeiro LulzSec, que defende o ataque contra sites de governos governos, bancos e grandes corporações do planeta.

Anonymous anuncia em vídeo operação contra governos corruptos

O grupo de hackers Annonymous publicou nesta madrugada um vídeo no site YouTube em que junto com os hackers do LulzSec farão uma invasão aos sites governamentais. Na divulgação, eles convidam a todos a participarem da defesa da internet livre e da promoção de ataques virtuais contra os governos corruptos.

“É hora de mostrar a governos corruptos do mundo que eles não têm direito de censurar o que não possui. Não importa a cor da sua pele, origem ou crenças, nós convidamos você a se juntar a nós em nossa luta contra a censura e os governos corruptos”, diz trechos da declaração.

(Íntegra aqui)

Trata-se sem dúvida de uma novidade. Apesar de condenarmos veementemente qualquer tipo de ataque, invasão ou violação praticado contra quem quer que seja, mesmo em nome da causa mais nobre, é quase um alívio saber que há um grupo de hackers no Brasil preocupado em incomodar o governo federal. Por aqui, qualquer forma de “cyberativismo” costuma se confundir com “cyberpetismo”.

É uma pena que, por enquanto, a única ação do grupo tenha sido apenas um “ataque de negação de serviço”. Além de configurar crime, isso é brincadeira de criança perto das possibilidades que um grupo de pessoas com vastos conhecimentos em informática poderia fazer – dentro da lei – com dados públicos encontrados em sites do governo.

Na imprensa, todos os furos de reportagem sobre os mais recentes escândalos da República surgem, após alguma fonte interessada “soprar” o assunto a um jornalista, da checagem e cruzamento de dados e informações disponíveis a qualquer cidadão. Ou seja, para um repórter, na maioria dos casos, basta ter a dica inicial (por exemplo, quando um pretendente ao cargo de certo ministro diz a ele: “o patrimônio do ministro subiu 20 vezes nos últimos quatro anos”) e pesquisar registros públicos que a confirmem ou desmintam (no caso, as declarações de bens do ministro à Justiça Eleitoral).

Nós que não trabalhamos na imprensa, meros mortais afastados do dia-a-dia de Brasília, nunca teremos acesso às fontes secretas com altos interesses governamentais e republicanos dos repórteres que fazem a cobertura política nacional. Então, sem a dica que origina e direciona a investigação, é praticamente impossível descobrir qualquer coisa a partir da enxurrada de dados que são divulgados – até por força de lei – por todos os órgãos da presidência, ministérios e estatais. Em alguns casos, aliás, temos a nítida impressão de que o acesso a certos dados é tornado dificultoso propositalmente pelos órgãos responsáveis pela publicação.

Num cenário, digamos, “ideal”, é aí que entrariam os hackers: um grupo de programadores e entusiastas de política, mesmo com poucos integrantes, com o objetivo de fiscalizar o governo federal, certamente conseguiria desenvolver soluções que facilitassem grande parte do processo de filtragem e cruzamento de informações. Tendo todo o conhecimento técnico para tanto, bastaria (parafraseando Lula) a “vontade política” para esse grupo se transformar em uma espécie de WikiLeaks brasileiro.

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4 Comentários

4 Comments

  1. Anônimo Veneziando

    7 de dezembro de 2011 at 10h13

    Faz tempo – acho que foi em 2007, no governo Lula – que a divulgação de dados do conflito no campo no Brasil, leia-se ações do bando MST, foi proibida, censurada. É óbvio que, alguma coisa passa, mas é pouca.

  2. Ale

    23 de junho de 2011 at 17h09

    @byMel

    Não é uma questão de coerência, é uma questão de lado. O MST está do lado do Partido, o LulzSec, não.

    E a intenção do Partido após ter o poder, é impedir que os outros o atrapalhem.

  3. Ila

    22 de junho de 2011 at 22h20

    Hum… Certo noticioso de larga audiência não falou nada sobre os tais “governos corruptos”…
    Agora é que o PT-governo vai querer censurar tudo mesmo…

  4. byMel

    22 de junho de 2011 at 14h06

    Tá certo que não é a melhor maneira, pela ilegalidade.
    Mas, por coerência, se o governo não criminaliza o MST pelas ‘ocupações’ e tratoragens, tb não poderia criminalizar o LulzSecBrasil por derrubar algumas laranjas, certo?

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