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Lupi se declara: “Dilma, eu te amo”

O dinheiro descontado todo o mês do seu contracheque vai parar nos cofres administrados por este homem:

O pedetista Carlos Lupi (foto acima) foi o escolhido de Lula para gerenciar os mais de R$ 100 bilhões anuais retirados do bolso de todos os trabalhadores, através dos impostos que incidem na folha de pagamento. Atolado até o pescoço em denúncias de desvios no Ministério do Trabalho, Lupi respondeu às acusações com ameaças veladas a Dilma, responsável pela recondução do ministro ao cargo:

– “Pra me retirar, só abatido a bala”, disparou.

Dilma teria ficado “irritadíssima” (ela sempre fica, repararam?) com as declarações, e solicitado que a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, repreendesse Lupi:

– “Quem nomeia ou demite no governo é Dilma Rousseff”, alertou a ministra da Casa Civil.

 A “reprimenda” teria surtido efeito, e Lupi então declarou:

“Peço desculpas públicas. Presidente Dilma, me desculpe, eu te amo”.

Esse é o nível de decoro dos ministros escolhidos pelo governo petista.

Abaixo outras informações da Veja on-line:

Depois de dizer que só sairia do cargo “abatido a bala”, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, pediu desculpas à presidente Dilma Rousseff. Em depoimento à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, nesta quinta-feira, ele recuou para tentar se manter no cargo – mas cometeu um novo excesso ao tentar agradar a chefe: “Eu gosto de fazer o debate, às vezes exagero”, afirmou. “Peço desculpas públicas. Presidente Dilma, me desculpe, eu te amo”.

O pedetista também garantiu ter aumentado o rigor sobre repasses a organizações não-governamentais (ONGs) e tentou se descolar das graves revelações feitas por VEJA a respeito da cobrança de propina dentro da pasta: “Se alguém fez algo no Ministério do Trabalho é individual e que pague”, disse. O problema é que os desvios eram operados por assessores diretos do ministro – ou seja: na melhor das hipóteses, Lupi não controla nem mesmo os subordinados próximos, o que seria sua obrigação.

Apesar de admitir que pode ter havido irregularidades “na ponta”, Lupi garantiu que o PDT nada tem a ver com os desvios: “Corrupção dentro do Ministério do Trabalho, do meu partido, não há. Eu afirmo: não há”, declarou. Ele se disse vítima de uma campanha organizada: “Incomoda a muita gente um jornaleiro chegar aonde chegou”, afirmou.

(…)

Defesa – Lupi afirmou nesta terça-feira que, se houve desvio de recursos em sua pasta, como mostrou a reportagem de VEJA, eles foram feitos “em nome pessoal”. Tentando se segurar no cargo, o pedetista garantiu ter apoio de seu partido e disse que não cogita deixar o cargo – nem temporariamente. Em entrevista concedida nesta terça-feira em Brasília, Lupi declarou:“Para me retirar, só abatido a bala”.

Propina – Conforme relatos de diretores de ONGs, parlamentares e servidores públicos, o esquema no Ministério do Trabalho funciona assim: primeiro o ministério contrata entidades para dar cursos de capacitação profissional e, depois, assessores exigem propina de 5% a 15% para resolver ‘pendências’ que eles mesmos criam.

O Instituto Êpa, sediado no Rio Grande do Norte, foi um dos alvos do achaque. Depois de receber, em dezembro de 2010, a segunda parcela de um convênio para a qualificação de trabalhadores no Vale do Açu, a entidade entrou na mira dos dirigentes do PDT. O ministério determinou três fiscalizações e ordenou que não fosse feito mais nenhum repasse à ONG. Ao tentar resolver o problema, os diretores do instituto receberam o recado: poderiam regularizar rapidamente a situação da entidade pagando propina.

Íntegra aqui.

Comentário:

 Atualização (16h e 50 min)

O post original (publicado às 14h) não foi comentado porque a declaração de Lupi é tão ridícula que não merecia adendos. De qualquer forma, registramos que, após a publicação da notícia, a “irritada” presidente Dilma afirmou não haver “crise com o ministro do Trabalho”, e que o “passado, passou”. Esperamos sinceramente que a presidente esteja se referindo ao seu relacionamento pessoal com o ministro Carlos Lupi, e não aos desvios no ministério comandado por ele. Caso contrário, seremos obrigados a lembrar a presidente: NÃO, O PASSADO NÃO PASSOU.

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3 Comentários

3 Comments

  1. francisco ramos

    17 de novembro de 2011 at 00:27

    É O AMOR OR OR OR OR OR OR !!!!

    ESSAS PRAGAS PARECEM QUE SÃO DE OUTRO MUNDO.

  2. Cil

    12 de novembro de 2011 at 16:40

    A Rainha Muda não montou um ministério. Com sua equipe ella certamente ganharia qualquer concurso de quadrilha promovido no nordeste em época de são joão!

    Esse povo era conhecido della antes da eleição, eram todos “cupanheiros” de partido e governo. Se a coisa chegou a este ponto, é a Rainha Mudou que irritada não quer falar (não vou falar, não vou falar, não vou falar) que é a ÚNICA RESPONSÁVEL e CONIVENTE com toda esta patifaria.

  3. Giberto

    12 de novembro de 2011 at 13:53

    O pior é ter que ouvir o f*** dizer que estão perseguindo ele por ter sido um jornaleiro.

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