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Marina Silva, “vencedora” dos protestos e do Prêmio Motosserra de Ouro

Com números pífios no meio ambiente, a candidata teve péssima votação no Acre, fez surgir a discussão sobre aborto e até teve relações escusas com ONGs.

Os protestos no Brasil passaram de uma exigência sobre 20 centavos ao fim de uma PEC mais complicada do que parece, culminando em abstrações pouco claras, como o fim da corrupção, sem um consenso sobre os corruptos em particular.

Quem acabou ganhando muita projeção depois dessa massificação sem direção, por falta de opção, foi a candidata presidencial profissional que não chegou ao segundo turno: Marina Silva. Não porque alguém a defenda de fato (como ninguém sabe muito bem pelo que são os protestos), mas simplesmente por imaginar nela uma terceira via, alguma coisa “nova” na política que seja diferente do que está aí.

É uma análise apressada, tão somente por Marina ter ganhado projeção tardia no governo Lula. Aliás, justamente sua projeção tardia esconde um perigo despercebido. Marina fez parte da criação da CUT e do PT no Acre. Não é uma política “nova”. O que a tornou uma voz dissonante em 2010 foi justamente não ter criticado o PT na época do mensalão, como o fizeram Heloísa Helena e Cristovam Buarque, que se tornaram ex-petistas mais “cedo”.

Na verdade, Marina só abandonou o barco furado petista porque não conseguiria mais se eleger senadora. Por sinal, apesar de todo o discurso verde pró-Amazônia, em sua terra natal, o Acre, só conseguiu um pífio terceiro lugar – a economia local, muito mais preocupada em auto-empreender do que em depender do governo e de discursos sem aplicação prática, dispensou a candidata verde (Serra seria eleito no primeiro turno, e Marina ficou ainda atrás de Dilma). Marina usa sua “história gloriosa” no Acre como chamariz… fora do Acre.

Em verdade, a projeção de Marina se dá só por negação da realidade e do presente. Ao mesmo tempo em que um dos raros políticos formalmente citados durante os protestos foi o pastor Marco Feliciano, por presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, o nome de Marina, só por ser o “terceiro lugar” e o que “poderia ter sido”, disparou como uma nova liderança possível contra a “baixaria” atual da campanha.

A memória é fraca, e infelizmente nem sempre conseguimos ligar premissa à conseqüência: Feliciano é de uma igreja ligada a Assembléia de Deus, a mesma igreja de Marina Silva. E foi Marina quem, na campanha presidencial de 2010, sem motivo aparente além de tentar entornar o caldo entre seus adversários, começou a falar em aborto. Infelizmente, sem conhecer tais fatos (que a população, irrefletidamente, ignora), rifa-se a cabeça de um político para render dividendos políticos e eleitorais a outro, da mesmíssima estirpe.

É preciso, então, conhecer melhor a Marina Silva “que a mídia não mostra”.

A “nova” política: da CUT aos créditos de carbono

A história contada de Marina Silva é uma espécie de sombra de Chico Mendes. Em verdade, Chico Mendes era uma figura estritamente marxista, e foi apenas com o contato com o antropólogo Steve Schwartzman, da ONG Environmental Defense Fund (EDF) e de Mary Allegretti, que cuidou de sua projeção internacional e burilou sua retórica anti-capitalista para um ameno e socialmente aceitável ambientalismo que, para quem só ouvia falar de seu nome, parecia só uma preocupação com a preservação da floresta amazônica.

Foi acompanhando essas mudanças que Marina Silva se apresentou ao Senado como ecologista e “seringueira”, mesmo já vivendo na capital Rio Branco há mais de duas décadas.

Não é com um discurso muito focado na ética que Marina Silva também pode apresentar alguma coisa nova. Parece que poucos ainda perceberam que a grande novidade do mensalão não foi a quantidade de dinheiro desviado por corrupção (já recorde em um país extremamente corrupto), e sim a concentração de poder no Executivo, comprando alianças no Legislativo para favorecer votações.

Marina não saiu do PT durante o mensalão, e seu modo de fazer política também envolve se aliar com figuras bastante discutíveis. Quem o PT do Acre, criado por Marina, alçou ao estado foi Tião Viana, jovem herdeiro de uma tradição política ligada à ditadura militar. Não se pode dizer que foi uma escolha pelo mal menor.

Seus números como ministra do Meio Ambiente são pífios. Durante o reinado de Lula, teve de admitir que os indícios de desmatamento não eram meros indícios. Ao invés de demonstrar competência, Marina soube ser política e diplomática, alertando que os números seriam um “aviso” – mas não chamando a responsabilidade sobre o político que estava no comando dessa questão – no caso, ela própria. Algo novo na política?

Sua atuação como ministra ficou bem sintetizada em uma frase que Lula dirigiu a ela em momento não-eleitoral, compilada no livro Viagens com o Presidente, de Eduardo Scolese e Leonencio Nossa, no famoso estilo aristocrático e educado do ex-presidente: “Essa coisa de meio ambiente (sic) é igual a um exame de próstata: não dá pra ficar virgem toda a vida. Uma hora eles vão ter que enfiar o dedo no c… da gente. Então, companheira, se é pra enfiar, é melhor que enfiem logo”. Ou seja, seu papel como ministra do Meio Ambiente não passava muito de passar recados de Lula, com uma roupagem de preocupação com “meio ambiente” para inglês ver.

Aliás, “para inglês ver”, aqui, não é só figura de linguagem. Em 2008, Marina recebeu do Príncipe Philip da Inglaterra a Medalha Duque de Edimburgo de Conservação, o prêmio mais importante concedido pelos ingleses. Em retribuição, a ONG do príncipe ONG recebeu um certificado de reconhecimento do governo da Frente Popular do Acre, “entregue a personalidades e instituições que auxiliaram na construção da história local”. É fácil ter uma projeção grandiosa e reconhecimento internacional por seu bom-mocismo com essa troca de favores. A little tit-for-tat.

Os números pífios têm explicação: basicamente, Marina Silva entrou na onda dos “créditos de carbono”, ou seja, um desencargo que empresas pagam a ONGs e entidades governamentais para poluir, em troca de “investimentos” no meio ambiente. Confiar em dar dinheiro para um governo como o do PT da então ministra, que não é exatamente pródigo em preocupações ambientais, não pode significar muito além de… dar dinheiro ao governo do PT.

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=cEMxWG_yWGw[/youtube]

Claro que isso representa alguns bons resultados… para Marina. Os créditos de carbono são cooptados pela BV Rio, ONG que tem em seu Conselho Consultivo a participação dos governos estadual e municipal do Rio de Janeiro. Seus criadores são os irmãos Maurício e Pedro Moura Costa, sócios da empresa E2 Sócio Ambiental. O mercado que querem abarcar “pode gerar negócios de R$ 100 bilhões e R$ 500 bilhões”, segundo a reportagem Eles negociam florestas, da revista Época de 10 de dezembro de 2012.

A E2 também criou uma “plataforma de investimentos” para a região amazônica que conta com membros do quilate de Caio Túlio Costa (co-fundador do UOL, secretário de redação e ombudsman da Folha de São Paulo), Henri Philippe Reichstul (que foi presidente da Petrobrás) e dois dos principais integrantes da rede de Marina Silva: Tasso Azevedo e João Paulo Capobianco. Alguma surpresa com o lobby criado por tais escalões para Marina aparecer razoavelmente bem em jornais, e nunca ser lembrada lado a lado com Marco Feliciano?

É um panorama que mataria Chico Mendes de desgosto. Sem falar na associação com empresários como Guilherme Leal (seu vice no PV, onde não viu muita possibilidade eleitoral) e Maria Alice Setúbal, que são ainda mal vistos pela esquerda que sonha em apoiá-la como uma “esquerdista não-vendida”, ao contrário dos petistas.

Marina Silva, Prêmio Motosserra de Ouro

A onda do “crédito verde” (desmate, mas dê uma parcela para uma ONG) não afasta sequer a bancada ruralista. Pelo contrário, lhe dá total justificativa, ao invés de se buscarem alternativas de crescimento econômico para a população carente da região sem derrubar a floresta e não acabando com a economia local.

Mas, para quem ainda pensa em Marina como uma espécie de Trotsky, aquela que poderia ter sido e poderia ter feito melhor, uma espécie de Dom Sebastião da esquerda verde, há denúncias mal esclarecidas em sua história que deixariam os ambientalistas de cabelos em pé.

Política é comprar e vender, é ter interesse próprio antes de qualquer “representatividade”. Marina não seria nenhuma figurinha nova. Nem mesmo sob a sua mais famosa bandeira, a do “meio ambiente”.

Quando terçava armas contra Aldo Rebelo (PCdoB) na votação do Código Florestal, Aldo sacou uma bizarra acusação sobre Marina, tentando tirar o seu próprio da reta: afirmou que em 2004, quando era ministro da Articulação Política, ele teria operado, a pedido da então ministra do Meio Ambiente, para derrubar no Congresso um requerimento de convocação do marido de Marina Silva, Fábio Vaz de Lima, para depoimento. Lima era acusado de envolvimento na doação de madeira clandestina apreendida na Amazônia a uma organização não-governamental.

Repetindo: Marina Silva, em um caso ainda obscuro, teria usado de seu poder como ministra do Meio Ambiente para evitar que seu marido fizesse um depoimento sobre doação de madeira ilegal na Amazônia a uma ONG (já sabendo que parece haver mais ONGs atuando na Amazônia do que índios – daria para dar um doutorado para cada um se não houvesse irregularidades).

Fábio Vaz de Lima, que também teve ligações pouco claras com o caso Usimar, de Roseane Sarney (o escândalo que a impediu de concorrer à presidência), foi acusado pelo companheiro comunista e governista até o sangue de algo que faria os eleitores da candidata verde vomitarem os Big Macs:

A madeira apreendida, 6.000 toras de mogno, compunha uma carga milionária. O Ibama repassou o material à Organização Não-Governamental Fase – que, por sua vez, entregou o material nas mãos de uma madeireira, a Cikel. Descontados os custos do processo, a companhia pagou 3,5 milhões de reais à Fase para ficar com o material. Sua contabilidade atribuiu ao mogno o valor de 8 milhões de reais.

A ligação de Fábio Vaz de Lima com o caso foi aventada porque ele era casado com a então ministra Marina Silva e havia sido o nome mais influente do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), uma entidade que congrega dezenas de ONGs e tem na Fase um de seus principais integrantes. Fábio teria influenciado a decisão do Ibama, um órgão controlado pelo Ministério do Meio Ambiente.

O Tribunal de Contas da União analisou o caso e apontou irregularidades na transferência da madeira. A escolha do destinatário do material não foi justificada. O valor real das toras de mogno seria de 36 milhões, e não de 8 milhões, como apontado na prestação de contas da madeireira que adquiriu a carga. A análise também relata que um grupamento do Exército solicitou parte da madeira para usá-la em instalações militares, mas não foi atendido.

“A doação promovida por ente público não pode ser realizada sem a devida observância dos princípios da isonomia, impessoalidade e publicidade. No caso sob exame, falhou-se nesse aspecto”, aponta o ministro relator, Humberto Guimarães Solto.

O ministro questionou também a prática de doação do material apreendido: “A atual administração do Ibama efetuou a ‘doação com encargos’ de 6.000 toras de mogno apreendido à Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional – Fase, inaugurando assim uma nova maneira de ‘esquentar’ produto de origem ilegal, e mais, atuando como agente incentivador da exploração predatória desta espécie, pois, agora, basta ‘explorar’ que o Ibama ‘apreende e doa’ para ‘entidade filantrópica’ que ‘vende’ para empresa que ‘comercializa e explora’ o mogno”.

Na ocasião, os ministros do TCU aprovaram um documento que listou uma série de recomendações ao Ibama, para evitar que os recursos fossem usados de forma inadequada pela Fase. Eles também alertaram para a necessidade de aumentar o rigor sobre os critérios de doação de cargas apreendidas.

Lá como cá, Marina é “esquecida”, preferindo-se ficar só com suas boas intenções. Se poderia aparecer muito bem tendo Marco Feliciano como um dos seus na nova “Rede” (já foi até “acusada” de esconder uma bandeira LGBT que teria recebido para ser saudada durante evento), também poderia aparecer juntinho de Blairo Maggi.

O resultado é desastroso, e quando se olha não só para os números, o horror aparece: enquanto os grandes pecuaristas conseguem dar uns trocados para alguma ONG e sair bem fazendo “negócio verde”, quem paga é o pequeno produtor – este, que se o governo deveria se meter deveria ser o foco, e não o contrário, como faz Marina. Este, sim, é aterrorizado por fiscais do Ibama e órgãos derivados, que atuam como força policial na floresta.

A Força Nacional de Segurança, que cuida das comunidades  tem autorização do Ministério da Justiça para acompanhar as operações do Ibama no Pará e no Mato Grosso. A autorização inclui o uso de armas letais, se necessário. Já mataram um agricultor, com uma pequena nota de pesar posterior do Ibama como paga.

Um jornalista foi preso e impedido de filmar uma operação do Ibama:

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=6lhkyk_bG6A[/youtube]

Essa mãe de 14 filhos também tem um recado que pode ser dado aos eleitores de Marina Silva, caso a própria faça ouvidos moucos:

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=PEpCNxHM-Qk[/youtube]

E o que dizer a essa pobre família, que é quem realmente paga pelo ambientalismo tomado como absolutismo moral?

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=SLMDSwg1VVw[/youtube]

Até comunidades que criam bois desde o século XIX têm sua atividade proibida. É o que se faz quando o Estado, sob uma bandeira ideológica e princípio totalizante da realidade, tenta interferir. Primeiro, mandou muitos brasileiros pobres para a Amazônia. Agora que é eleitoralmente inválido, simplesmente pincha-os de lá, ao invés de, ao menos, dar-lhes uma opção econômica que não seja o extrativismo parasitário ou a miséria.

Muito mais pode ser encontrado no canal de Ciro Siqueira no Youtube, que acompanha a situação de perto, e lido no ExBlog do Código Florestal. Não é de se estranhar que Marina tenha tido tão poucos votos no Acre, afinal?

A “Rede” de Marina: um partido que existe para… Marina ser candidata

O novo partido criado ao redor da figura de Marina ainda não explicou para que serve, além do projeto pessoal de Marina Silva de ser candidata à presidência em 2014. Aceitando políticos de quaisquer legendas, uma espécie de Kassab 2.0, acaba sofrendo para conseguir adesão pelo mesmo motivo. Por exemplo, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) declinou do convite: seu projeto é ser, igualmente, candidato à presidência em 2014.

Sua criação é um imbróglio de fazer o PSD parecer ter a consistência de diamante, como mostra reportagem da VEJA:

O manifesto do “projeto de partido” de Marina é repleto de citações vagas e não esconde sua dificuldade para defender a própria existência. “O que virá dependerá do que formos capazes de criar e produzir, de inventar e distribuir, a partir deste encontro de sonhos e épocas, de gerações e destinos”. E continua, ainda mais incerto: “Não temos respostas prontas, mas temos certeza de que este é o caminho que queremos percorrer para construir respostas às indagações do presente e do futuro”.

Isso sem falar em idéias como a primeira ação originalmente divulgada pelo evento ser a “atividade de identificação dos sonhos comuns” (!) ou a “a fundação de um partido político radicalmente democrático”. Também tem o populismo non plus ultra: como mostrou Rodrigo Constantino, a sigla dinheiro de empresas de tabaco e cerveja, mas aceitar o de empreiteiras. Não seria melhor inverter? Querem diminuir setores que cuidam da propaganda livre nas revistas, e aceitam o dinheiro de quem só consegue ter como cliente o próprio Estado. Nada a estranhar no bom mocismo?

Não falta até alguma metafísica para justificar essa sigla que ainda não se explica em escala ontológica: Marina diz que o partido é “uma ferramenta do movimento”, e dispara“O que ficamos felizes é que aquilo que estamos dizendo em termos de pensar o desenvolvimento econômico, social do Brasil e ao mesmo tempo preservando as bases naturais do nosso desenvolvimento, de fato tem uma potencialidade muito grande”. Alguém aí sabe quais são as potencialidades muito grandes das bases naturais do nosso (de quem?) desenvolvimento?

É com esse projeto que as pessoas estão “flertando”. É até cabível para um movimento de massas irrefletidas nas ruas. Mas será mesmo algo, digamos, “novo” na política, além de foguinho de palha de quem está cansado de tudo isso que está aí, mas não percebeu que a opção que quer colocar é, afinal… exatamente tudo isso que está aí?

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12 Comentários

12 Comments

  1. Bruno

    6 de julho de 2013 at 4h30

    Excelente texto!
    Tem muita coisa estranha na Marina Silva, principalmente o famoso “o teu passado te condena…”.

  2. alexandre

    5 de julho de 2013 at 18h35

    Valeu Flávio pelo artigo. Estava em dúvida entre a Marina e a Dilma em 2014 mas depois do seu artigo vou de Dilma novamente ! A oposição brasileira é desunida mesmo ! kkkk

    • danir

      6 de julho de 2013 at 18h53

      Olá Alexandre. Me parece que o que o Flavio quis dizer não foi isto. Está definitivamente mais para nem Dilma nem Marina. Valeu pela provocação.

  3. danir

    5 de julho de 2013 at 15h35

    Perdão. Onde se lê ….seja pelo pt, seja por…; leia-se seja pelo PSDB, seja por outro… Falha nossa.

  4. Mulholland

    5 de julho de 2013 at 12h42

    E a “galera” que “curtiu” as “manifestações” elege a Marina como favorita ano que vem.

    Será que o Brasil estaria em melhores mãos com uma presidente socialista e evangélica que pula de partido em partido? Será que a galera sabe o que “socialista” significa?

  5. Otávio

    5 de julho de 2013 at 9h35

    Acompanho este site desde o primeiro dia (acho), embora não tenho comentado ultimamente. E também já li vários artigos de seu blog.
    Sei que você não é tucano, social-democrata, etc.
    Obviamente, é um site de oposição (ou eu nem estaria aqui). Mas… fora aquela crítica meia bomba à oposição, de que são moles e blablabla, nunca há NADA contundente sobre eles (pois é, também são bandidos. Afinal, são políticos – e aqui é o Brasil).
    Quanto à quadrilha que está no poder na esfera federal, até notícias ridiculamente pequenas (embora quase sempre hilárias) já apareceram aqui.
    E com o “ataque” àquela que, teoricamente, herdaria o voto dos “indignados”, o óbvio surge: o “implicante” em campanha para Aécio (ou há um candidato conservador/liberal surgindo e eu não tô sabendo?).
    Antes da acusação, calma: não sou verde, não sou “marineiro”. Não vou nem criticar uma vírgula do conteúdo do texto, pois não é isso que quero comentar.
    Só vou esperar por uma VERDADEIRA crítica ao Aécio (pq é claro que o Campos vai ser descascado aqui em breve, se já não foi).
    Se não rolar, aí o rei fica nú.
    Sem o papinho de que “é o mal menor” (afinal, QUALQUER dos candidatos é melhor que o Foro de SP no poder, sabemos das tentações que possuem).
    Serra, “o mal menor versão 2010” só foi ao segundo turno por causa de… Marina.
    Mais uma coisa, me disseram dia desses: “a ‘direita’ CONTINUA achando que para ganhar uma eleição é preciso coerência entre discurso e ação”.
    Só depois de ler esse texto que fui realmente concordar.
    E por isso perdem eleições para postes que não sabem que não se faz uma constituinte aleatoriamente.

    “Vejam jovens-manifestantes-que-não-leram-Toqueville, a Marina é o PT de máscara. A única coisa parecida com oposição é o tucano x”.

    Então tá.
    Fica sendo apenas o contra-ataque, com melhor português, aos blogs vermelhos movidos com grana pública.

    *Não estou falando de imparcialidade, coisa que nunca vi em ninguém, muito menos quando o assunto é política.
    **Sim, seu texto quer “tirar” (falta palavra melhor) votos da Marina, indiretamente. votos estes que iriam para a “verdadeira oposição”, né?
    ***Quando vcs vão assumir isso? (Ou vão pregar o surgimento de uma “VERDADEIRA-verdadeira oposição-de-verdade-pra-valer-agora-vai”?)
    ****Não venha com “o site é meu e eu posto o que quero”. Não, sério mesmo?

    • Flávio Morgenstern

      5 de julho de 2013 at 10h50

      Otávio, o Implicante, como o nome diz, é um portal de oposição. Aqui reunimos notícias e artigos de oposição ao governo (seja ele qual for) para ter tudo próximo. Escrevo em diversos locais e vou selecionando textos. Aliás, os portais para os quais escrevo não “concorrem”: artigos de economia entram num canto, artigos discutindo filosofia política entram em outro, artigos sobre os descalabros da política cotidiana entram aqui e assim vai. Você talvez tenha me visto criticar duramente o tucanato em vários locais, mas não tenho razão nenhuma para fazer o Implicante deixar de ser um portal de oposição para ser um agremiador de todas as notícias sobre política que existem. Como teríamos um portal de oposição, então? Já não basta, estranhamente, sermos quase que o único site no Brasil que se dedica ao tema. Minhas críticas continuam em diversos sites.

  6. Luis

    5 de julho de 2013 at 8h00

    Como já lhe é de costume. Excelente texto.

    Tenho uma dúvida: afinal, dos possíveis candidatos à presidência, em quem vc mais confia?

    • Flávio Morgenstern

      5 de julho de 2013 at 10h45

      Obrigado, Luís. No cenário atual, o único que me garante alguma confiança mínima seria o Aécio.

      • danir

        5 de julho de 2013 at 14h02

        É isso ai, Flavio. Mas eu ainda tenho uma esperança que até o momento do fechamento definitivo da lista dos candidatos, o Serra surja como um deles. Seja pelo pt, seja por outro partido. Na minha opinião o defeito do Serra é ao mesmo tempo uma virtude: ele não deixa de dar a palavra final, e não faz muitas composições espúrias. Isto o torna antipático, mas ao mesmo tempo garante que num governo que sucedesse o pt, ele não abriria concessões aos petistas encravados nos diversos setores da administração, como craca em casco de navio. O Aécio já seria um acochambrador, o que seria prejudicial para o pais.

      • Marcos Jr.

        5 de julho de 2013 at 15h31

        Concordo contigo Flávio. Apesar de que hoje, escolher o Aécio ainda seria algo do tipo, resolver uma questão de matemática, ver que a resposta não bate com nenhuma das cinco alternativas e escolher por aproximação.

      • André Catapan

        6 de julho de 2013 at 9h48

        Se fosse eu a escolher um candidato esse seria o Sen. Álvaro Dias, do Paraná, que me parece a única voz que não se calou durante os anos da irmandade petista.

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