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Mas afinal, o que diz a tal Yoani Sánchez?

yoani-sanchez

Yoani Sánchez chegou ao Brasil sob protestos de emissários de partidos políticos nacionais ligados à ditadura cubana (PT, PCdoB, e PCB). Também por isso recebeu boas vindas de defensores da liberdade, que queriam, ao menos no Brasil, garantir a liberdade de expressão que apenas ditadores temem dar a Yoani.

Suas críticas à dinastia dos Castro foram acusadas de serem “financiadas pela CIA”, sem que se explicasse por que críticas de entidades financiadas por fundos partidários de entidades moribundas deveriam ser levadas a sério. Afirmou-se que “Yoani mente”, sem demonstrar uma mentira que fosse.

Mas, afinal, o que diz a tal Yoani?

Se seus “críticos” tivessem lido o blog mais influente da raça humana, ou o livro de artigos compilados De Cuba com carinho, lançado no Brasil, saberiam de uma coisa surpreendente: Yoani não fala de política.

O ideário socialista (e suas versões sem genocídio, como a social-democracia) sobrevive apenas como força simbólica contra “os poderosos” (que, no teste de realidade, são quem sustenta o enriquecimento da população). Não há grandes socialistas na Economia, não há como defender uma ditadura no Direito, não há “luta de classes” na Ciência Política. Os grandes socialistas se refugiam nas áreas dos símbolos sem aferição de resultado na realidade: as Letras, a Psicanálise, as macaqueações abstratas que fazem na Sociologia, na Filosofia, na História.

O que lemos em Yoani, ao contrário do que pregam seus “críticos” (aspas por não saberem o que criticam), não é uma defesa dos interesses americanos e do livre-mercado (que “os poderosos” de Washington não sonham em defender) financiada pela CIA. É, justamente, um passeio pela dura realidade cubana, que deixa o ideário simbólico do socialismo no seu devido lugar: um sonho adolescente totalitário, disfarçado de aversão à autoridade – quando raros jovens deixam de ser autoritários.

Seus “críticos” não devem sequer saber o nome do blog de Yoani (Generación Y, a geração dos que, não podendo ter contato com o mundo exterior, “burlaram” a burocracia dando nomes com letras estrangeiras aos filhos, como Yoani – uma geração que “viu o futuro esgotar-se antes de chegar”).

Lá está a rotina de uma mulher viver cercada por homens encarregados de classificar binariamente as pessoas entre “revolucionário” e “contrarrevolucionário”, vigiando os últimos em seus apartamentos. Lá se vê que “pronunciar-se é o caminho mais curto para atrair problemas”.

fuga_para_cubaO que se vê não é propaganda capitalista. É apenas uma rotina em que as pessoas não se chamam mais de “companheiro”, muito menos aquele “companheiro” que te fez esperar 4 horas numa fila e te atende de má vontade para enfrentar a burocracia (e é bom evitar a expressão “não aguento mais” em público ou lugares possivelmente monitorados), em que o Congresso do Partido é adiado porque nem o governo tem como alimentar e hospedar tanta gente ao mesmo tempo – e, afinal, para ditar ordens de cima e todos concordarem com a vontade de um único homem, sob palavras de ordem como “é preciso trabalhar a terra”, não é preciso Congresso.

Vemos o saudosismo das revoltas por comida contra o governo enquanto se assiste novelas brasileiras – como aquela em que uma mulher que vende comida na praia constrói um grande consórcio – sonhando poder ter essa mesma liberdade. Descobrimos que o governo gasta rios de dinheiro com 138 bandeiras (corroídas pelo vento e maresia toda semana) apenas para tapar da população o painel da Seção de Interesses dos EUA do outro lado, enquanto seu povo descobre com seus filhos que pode descobrir com uma conta simples quantos frangos comeu na vida: “Ai, papai, você quer que eu acredite que antes, nos açougues, vendiam todo o frango que a gente queria…”

A internet, “tão escassa quanto a tolerância”, mostra que a ditadura trata melhor os turistas que financiam a ditadura com seus dólares (pois o socialismo só produz miséria) do que os nativos, tratados como inimigos do povo e agentes da CIA, enquanto as pessoas na rua mal sabem o que é um blog. O MSN é proibido para o povo, enquanto os líderes têm acesso ao “imperialismo”. Apenas 2% dos cubanos tem acesso à internet, enquanto a cifra chega a 11% no Haiti. Por que o medo de os cubanos dizerem ao mundo como é a verdade em Cuba? Ela não é uma vitória dos oprimidos?

dissidentes_cubanosIsso rende anedotas quase engraçadas, como jornalistas se calando sobre Barack Obama flexibilizar as limitações para cubano-americanos viajarem a ilha, preferindo se focar no “beisebol, na revolução bolivariana e – claro – os festejos pelo dia da imprensa cubana”. Enquanto vende-se ao mundo a idéia de que as aspirações do povo cubano são a liberdade de cinco espiões cubanos presos nos EUA e a extradição de Posada Carriles, acusado de fazer explodir um avião em pleno voo em 1976, o povo ainda luta para ganhar salário na mesma moeda em que se vende a maioria dos produtos – mas essa caderneta de aspirações o PT e o PCdoB não querem folhear.

Vemos as cooperativas de trabalho rural e estudo no campo para pré-universitários gerando piolhos, alimentação de arroz e couve, completa falta de intimidade até nos banhos públicos sem cortinas, hepatite, falta de água, roubo de comida e moças fazendo sexo para conseguir notas ou “mostrar” o excedente da produção agrícola. Até a própria nudez vira “bem público” ou “objeto de uso social”, onde “compartilhar” é a palavra obrigatória.

A “igualdade” do “governo para os miseráveis”, que justifica, no Brasil, que os Castro (e seu braço ditatorial brasileiro) calem Yoani, garante aos cubanos uma comida pior do que de uma prisão, também impedindo que seu povo se expresse e caminhe livremente. Todo cubano é visto como um prisioneiro em uma cela maiorzinha. Junto aos altíssimos índices de suicídios, abortos e divórcios, a cifra de desempregados é muito maior nas tardes das praças do que na propaganda do governo, já que os jovens graduados reclamam das vagas de faxineiro ou “inspetor de mosquitos” que lhes são atribuídas. É o destino que o socialismo dá a tantas mentes que poderiam estar mudando o mundo e ainda enriquecendo com seu trabalho.

Enquanto o povo se sacrifica em “planos econômicos”, os verdadeiros poderosos têm ar condicionado e torram combustível indo aplaudir por unanimidade atos ditatoriais, enquanto os trabalhadores não podem ter eletricidade o dia inteiro nem um refresco gelado. Deve ser contra o “Império” e a CIA que se sobe 14 andares de escada por cinco meses, e contra as “perversões da rede” que se proíbe a internet e o Facebook. Ao menos as crianças, os trouxas e os intelectuais de esquerda parecem acreditar nisso.

Não é o governo do “ariano superior”, mas nesse mesmíssimo regime em que tudo está no Estado, tudo para o Estado e nada fora do Estado, os autoproclamados “revolucionários” proíbem o povo sequer de tentar ter os direitos que eles outorgam apenas a si próprios. Enquanto isso, “o povo reduziu as suas ações a um verbo moroso: esperar”.

Nas lojas há escassez de produtos marinhos. Tudo bem se fosse no Tocantins ou Mato Grosso, mas em uma ilha? Claro, Cuba é a única ilha do mundo sem comunidade pesqueira – ou todos iriam para Miami. Também é proibido ter uma prancha de surf – objeto que alguns usariam para enfrentar tubarões para fugir do Éden de igualdade. Apesar da logorréia sobre o “embargo”, os frangos da loja são “made in USA”.

Yoani-bananaA infância com ajuda da União Soviética e o seu “não deixe nada no prato, Yoani” se torna um passado saudosista, transformado num presente de “coma devagar, Yoani” – enquanto os líderes têm geladeiras cheias. Até a abundante banana arrisca-se ser perdida pelos planos do Agricultor em Chefe – tão desejados por nossa intelligentsia esquerdista – impedindo o “picadinho de casca de banana”, iguaria da casa. Por conseguir comprar essa caríssima e rara substância com os prêmios internacionais que recebeu por criar o blog mais influente da crosta terrestre, Yoani foi acusada de “agente da CIA”. Melhor nem falar na saudade das pizzas, ou do que o povo ganha na comemoração pelos 50 anos da revolução: direito a meia libra de carne moída. Pela caderneta de racionamento.

A saúde cubana é exposta: a imprensa do governo não fala da epidemia de dengue ou gripe suína em Havana, apenas explicam como tomar cuidado com o mosquito. Para que prejudicar o povo assim? Apenas para maquiar o símbolo vazio de conteúdo da imagem da medicina do país. E o que fazer depois de quatro meses sem absorventes femininos? A natureza não entende de cartelas de racionamento, e os jornais que exaltam a recuperação econômica infelizmente servem como papel higiênico, mas não como absorventes.

cuba-hospitalO hospital para câncer não tem água na privada, deixando doentes terminais esperando que os próprios parentes os livrem do “aroma” (dica para terminais: tenha parentes), além de não contar com seringas descartáveis, só as bem grossas de vidro. Gaze a algodão, só via mercado negro – ambulância, só para casos absolutamente críticos.

A famosa “educação sem analfabetismo” também: os jovens desistem da universidade por não terem como custear roupas, alimentação e transporte. Podendo ter apenas um emprego (em nome da “igualdade”), é só através de empregos duplos proibidos que podem vir a ser alguém – ou seja, apenas sabotando o socialismo, que os prende na miséria.

A ortografia não vale nota, e Yoani se surpreende quando um aluno escreve “seveu” no lugar de “civil” – mas logo se acalma, lembrando que o conceito é tão alheio a essa sociedade onde os cidadãos são soldados, e não seres com direitos.

Os piores alunos vão para a área pedagógica “porque o curso é na cidade e não [se quer] uma bolsa de estudos no campo”. Seus alunos mal os superam em idade, e ouve-se que “Madagascar é uma ilha na América do Sul”. Dá até um alento por morar em um país em que os piores vão para a presidência, e não para a sala de aula.

Claro que, quando estrangeiros visitam a escola cheios de doações, o ambiente muda. Até a auxiliar pedagógica não exigiu que os alunos lhe dessem um pouco da merenda que trazem de casa. Só acontece um acidente quando um dos turistas, fora do script, precisou ir ao banheiro.

A meritocracia se revela na disputa quase física por dez televisores para um prédio de trezentas pessoas: ganha quem mais defende o Partido. Com prestações custando mais de um terço do salário cubano, uma velhinha comprou o seu com a certeza de que morreria antes de terminar de pagá-lo. Troca-se o “quanto você produz?” por “de qual órgão você é?” – assim se aprende as atividades contraditórias: “o ato de sobreviver e o de acatar o código penal”.

cuba_paredon“’Esta é a revolução socialista dos humildes, pelos humildes e para os humildes…’, anunciou Fidel Castro perto das premonitórias portas do cemitério de Colón”. Enquanto “supunham que o propósito revolucionário seria que não houvesse mais gente humilde”, não souberam quando a prosperidade deixaria de ser vista como contrarrevolucionária – e fala-se apenas de um teto que não seja arrancado com o vento, esse luxo burguês. A “humildade” todavia não é escolha voluntária assumida pelos que governam – eles apenas sabem que “a pobreza leva à obediência”.

Enquanto se jura que a “educação e a saúde são de graça”, não se percebe o quanto se trabalha para ter apenas migalhas – às vezes menos do que um senhor de escravos dá às suas posses para que continuem trabalhando. Quem pode ter algo é quem consegue, burlando o socialismo, moeda conversível, o bem que o Estado cubano mais deseja. Quem é o inimigo do povo cubano e quem só pensa em conseguir algo dos EUA, mesmo?

Com a ideologia marxista, invertem o que é roubo e o que é produção, sem perceber que um trabalhador que produz aço, níquel ou rum recebe uma minúscula porção da venda de sua produção. “O resto é diretamente para subsidiar um Estado insaciável” (segundo a Forbes, Fidel Castro já é mais rico do que Elizabeth II, sendo o oitavo governante mais rico do mundo). O preço “simbólico” de uma libra de arroz mostra que o povo é emissor, e não receptor de subsídios. Mas é este roubo que é apregoado como “salvação da desigualdade” por partidos que também nos governam.

Um boneco para carros que balança a cabeça a cada solavanco como um “sim” eterno vira piada sobre a aceitação da vontade Daquele Homem – igualzinho PT, PCdoB e PCB acataram Sua vontade no Brasil, sem ler o que diz a tal Yoani. O Homem que em 2007 declara: “quem nos dera houvesse um copo de leite ao alcance de todos” impede que os cubanos leiam livros de Economia que explicam por que a Suíça, com seus 4% de terras cultiváveis, consegue colocar o leite na boca de cada um de seus rebentos.

cuba_fome_farinasEste Homem também não explica por que recusou uma proposta de Obama para que empresas de telecomunicações americanas disponibilizassem a internet para os cubanos (um mercado no qual elas devem estar de olho há tempos). Os emissários comprados dos partidos vermelhos no Brasil também não explicaram isso ao reclamarem tanto do “embargo”, nem por que Cuba não entrou na OEA e tampouco aplicou o Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais ou o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, ou por que o povo não é informado da proposta de Obama, “um novo começo com Cuba”.

Rouba-se material de construção do vizinho, turistas, armazéns. Rouba-se, mais aceitavelmente, o Estado: o garçom aumenta preços, o comerciante altera a lista de consumidores do mercado racionado para ficar com o que sobra. Assim se forma a calada e sobrevivente sociedade cubana, nas belíssimas palavras de Yoani: “reforçam as paredes da bolha que os protege dos discursos, mas que também os dissuade de protestar publicamente”. Claro que só se conhece casos de desencanto com o socialismo com o tempo – ninguém “que tenha passado da descrença para a lealdade, que começasse a confiar nos discursos depois de anos de críticas”.

Quem dera se os discursos alimentassem a população, enquanto os Castro alimentam melhor seus tubarões do que seu povo. Todo “revolucionário” já sabe o que dirão seus líderes antes que eles emitam uma única palavra, e a “vitória” contra o “imperialismo” se reduziu a se manter tempo no poder o suficiente pra definir o destino dos avós de Yoani e também de seu filho, numa política que não é jogo de xadrez, mas cabra-cega – em que todos são chamados a resistir, mas “ninguém sabe mais muito bem a quem ou a quê”.

Pessoas vão trabalhar para a polícia política, denunciando seus vizinhos, em troca de mais um lanche, que podem vender e duplicar seus proventos.

Cubano Greve de FomeEnquanto a divergência política é criminalizada, avós não podem ver netos nascidos de filhos dissidentes. Famílias são separadas para nunca mais terem notícias um do outro. A palavra “liberdade” é ouvida com cuidado – pode ser uma “provocação contrarrevolucionária”. A retórica serve para disfarçar o desastre socialista – uma vida pouco melhor do que uma favela com puxadinhos – e para, sendo proibida a literatura, alimentar bichos-papões, como a ameaça eterna de uma invasão americana – fábula bobalhóide em que apenas crianças, idiotas e militantes de partidos esquerdistas brasileiros acreditam.

Quem fica angustiado com isso não é o povo, mais preocupado em ter carne para comer. São apenas os que “têm lançado mão do confronto para se manter no poder”. Ou para conseguir fundo partidário no Brasil.

Yoani até sugere uma tour por Cuba “no estilo cubano”, para turistas que queiram viver de caderneta de racionamento (experiência impressionante relatada por Patrick Symmes), programa que nenhum financiado que grita “Yoani mente” em um centro comercial de São Paulo parece disposto sequer a ler, que dirá viver.

Como se vê, Yoani não fala de política. Não é uma emissária que busca trazer capitalismo para Cuba – e se ganha da CIA para escrever o que escreve, a CIA anda desperdiçando dinheiro.

Yoani apenas relata a vida real, ao invés da utopia dos livros que falam em “desigualdade” sem saber explicar a vantagem para um ser vivo de ser “igual” a outro miserável.

Yoani apenas é contra uma ditadura – e por isso odiada pela esquerda, só ganhando proteção daqueles que, ao contrário dela (que sequer pôde aprender sobre isso), defendem a liberdade de trabalhar e ter para si (e não para o Estado) os frutos do seu trabalho.

É mais revelador do que parece.

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22 Comentários

22 Comments

  1. Arthur

    10 de março de 2013 at 10:03

    Hoje abre o site do Instituto Mises, e dou de cara com esse texto do Sr. Morgenstern na primeira página. E fiquei feliz.
    Foi você, Flávio, que me levou ao Instituto Mises, por recomendações aqui no Implicante, e por isso eu só tenho que te agradecer. Valeu, por esses textos sempre ácidos e inteligentes.

    • Flávio Morgenstern

      10 de março de 2013 at 19:53

      A honra é minha, Arthur! :)

  2. Adam Smith

    9 de março de 2013 at 09:45

    Eu nao entendo o que leva o povo cubano a ser tao passivo e servil. Parece que desde o nascimento sao criados para serem gado e aceitarem passivamente tudo isso, e nao ocorre revolta ou odio.
    Eu com certeza, tentaria de toda forma fuder o governo se la morasse, mas parece que nao teria apoio, a populacao parece que vive num estado de medo constante, que por fim gerou um estado de passividade imobilizante.
    Me lembra de depoimentos dados por POWs americanos presos em campos de concentração nazistas, onde diziam que a fome era tao grande, que as pessoas morriam ao seu lado, e ja nao fazia mais nenhuma diferenca. Ninguem ligava. A diferenca é que mesmo quase morto de inanição, os POWs continuavam a sabotar os trabalhos forçados.

    Quando um povo vive com medo, e passa a se auto acusar e apontar os “traidores” dos seus algozes por algumas migalhas, nada de bom pode surgir.

  3. Isaac

    9 de março de 2013 at 00:05

  4. Alex Maciel

    8 de março de 2013 at 16:31

    Excelente texto Flávio Morgenstern! Parabéns! E mesmo com tantas evidências, ainda há quem use a liberdade de expressão (só possível em países com algum teor de liberdade e democracia) para defender regimes totalitários e visivelmente fracassados, como é o socialismo cubano (sem liberdade e muito menos democracia).

  5. Lulinha

    8 de março de 2013 at 11:12

    O Flávio Augustus deve carregar ainda a inocência das crianças. Realmente o futuro de Cuba é sombrio. O Fidel é apenas um instrumento poderoso para uso dos objetivos do partido e seus aliados bandidos. Não duvidem de q quando morrer vão embalsamá-lo e colocá-lo em mais um museu q só conta mentiras. Aliás essa notícia que vão empalhar o Chávez p povo miserável da Venezuela ficar adorando foi a notícia mais absurda q vi nos últimos tempos!

  6. Paulo

    7 de março de 2013 at 21:23

    O PT ATÉ HOJE NÃO ENGOLIU O ERRO DE AGREDIR YOANI DE GRAÇA!
    DORAVANTE NÃO PODERÃO XINGAR NINGUÉM MAIS DE SER INTOLERANTE!
    ESTÃO PROIBIDOS!
    PODE ter certeza que eles sabem o quanto falharam nesse episódio; jornais americanos e até um cubano de direita reportaram as agressões gratuitas de quem discorde deles; foi a mancada sem tamanho e medida que será sempre lembrada no Brasil como um SHOW DE INTOLERANCIA DE GRAÇA para qualquer um que não concordar com suas ideologias marxista, do POLITICAMENTE CORRETO.
    Terá muitos reflexos doravante em eleições por nunca mais poderem chamar os outros de intolerantes!
    Esqueceram de despistarem o que são e têem mania de atribuir aos outros, como: intolerante, impostor, grosseiro, etc.
    Daqui prá frente ESTÃO COM OS RABOS PRESOS, SERÃO SUSPEITOS DE PROCEDEREM DESSE MODO!

    • Thiago

      8 de março de 2013 at 05:47

      Desculpa, mas não queria acabar com a sua ilusão, mas os petistas vão falar que eles não fizeram nada, que foram militantes de outros partidos… ou seja, eles vão sair da enrascada como sempre fizeram, mentindo descaradamente! E o povo vai acreditar…

      • Ariston

        11 de março de 2013 at 11:35

        O mais incrível é que o povo vai acreditar!

  7. Flávio Augustus

    7 de março de 2013 at 21:09

    Parabéns pelo texto. Como Cuba é um país fechado, ninguém sabe como está de fato a propalada saúde e a educação cubana. O que me deixa perplexo é ver tanta gente no Brasil defendendo os Castros e o regime cubano. E Cuba não vai mudar enquanto Fidel estiver vivo. O problema é que Fidel parece que vai viver para sempre. Todos os ditadores estão morrendo, menos ele, que segue firme e forte. Esse cara ainda vai viver uns vinte anos. Depois, quando ele finalmente morrer, os atuais dirigentes do partido comunista vão pegar cada um a sua parte e abrir a economia. E o povo vai continuar onde está. Aí o povo vai precisar de uns 200 ou mais para começar a ter um pouco dignidade. O Brasil está longe de ser um país ideal, mas agradeço por viver nesta terra. É aqulea história, melhor ser explorado pelo capitalismo do que nunca ter sido explorado pelo capitalismo.

    • Flávio Morgenstern

      8 de março de 2013 at 03:10

      Você tem certeza de que se Fidel morrer os dirigentes comunistas irão abrir a economia? Ele já não está mais no poder há mais de meia década, e os dirigentes querem poder, não pensar: “agora que o barbudo morreu, podemos salvar o povo”. O futuro de Cuba é extremamente sombrio, e pode vir a piorar muito.

  8. Gabriel

    7 de março de 2013 at 16:55

    Essa foi a definição mais absurda do termo “Geração Y” que já vi, e isso me impediu de prosseguir com a leitura – já que acaba com qualquer credibilidade que o texto poderia ter. Vale pesquisar, já que o sentido do termo não tem absolutamente nada a ver com o que foi descrito. Lamentável.

    • Flávio Morgenstern

      8 de março de 2013 at 03:07

      É a explicação da própria Yoani para ter batizado o blog (não, não tem nada a ver com a “geração Y” dos anos 90 pra 2000, mas não se espera que alguém que comenta sem ler saiba ler antes de tirar conclusões, claro).

      • Gil Rocha

        8 de março de 2013 at 03:23

        Mas que comentário idiota.
        Como alguém pode criticar alguma coisa
        sem ler?

      • francisco

        8 de março de 2013 at 14:46

        hahaha,
        que burro, dá zero pra ele, Flávio.

        Se o “leitor” que se orgulha em não ler tivesse ao menos entrado no blog da blogueira em questão (acho muito prudente quando lemos um texto de opinião sobre alguém que não conhecemos, ir dá uma olhadinha de quem se trata antes) teria visto: “Generación Y es un Blog inspirado en gente como yo, con nombres que comienzan o contienen una “i griega”. Nacidos en la Cuba de los años 70s y los 80s, marcados por las escuelas al campo, los muñequitos rusos, las salidas ilegales y la frustración. Así que invito especialmente a Yanisleidi, Yoandri, Yusimí, Yuniesky y otros que arrastran sus “i griegas” a que me lean y me escriban.”
        E olha que isso tá lá no cabeçário, o Haddad teria visto.

        Abraço.

      • Flávio Morgenstern

        8 de março de 2013 at 15:29

        A piada com o Haddad foi ótima! :)

    • Thiago

      8 de março de 2013 at 05:42

      Parabéns campeão! =D Você quer saber mais que a dono do blog né? ¬¬”

    • Roberto Rachewsky

      9 de março de 2013 at 15:59

      A camarilha deve ter ligado a Yooane à CIA achando que o nome do blog significava “Generación Yankee”.
      Flávio, mais uma vez; Parabéns!

  9. Frederico

    7 de março de 2013 at 15:30

    Olá, Flávio. Um ótimo texto. Alguns dias atrás, conversando com amigos de infância – cada um com um ideário político diferente – mencionei a eles que quem fosse ler o blog iria ter uma desilusão. São raras as menções à política partidária local e global. Apenas trata do cotidiano – de como o povo depende das bicicletas para se locomover ao tratamento dado às prostitutas. Nada de von Mises, Peron, Marx ou Bush.

    • Flávio Morgenstern

      8 de março de 2013 at 03:05

      Poi zé, Frederico. As pessoas não sabem nem o nome do blog dela, o endereço, a cara que tem. Mas pra julgar e ter uma opinião que, por mera coincidência, facilita e reforça que acreditem no que já acreditavam antes, ah, isso lá elas tem…

  10. Clayton H. Brevilieri

    7 de março de 2013 at 14:54

    Acredito haver um erro. O texto separa idiotas e militantes de partidos esquerditas brasileiros.

    • Flávio Morgenstern

      7 de março de 2013 at 15:28

      Mea culpa.

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