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Mentiras da Carta Capital ridicularizadas em público. De novo.

por Flavio Morgenstern

O que é escolhido para ser publicado, pelas regras do jornalismo, passa pelos crivos da relevância para a população, da raridade da notícia e de algum aprendizado que possa ficar ao público. Falar da Carta Capital é um atentado a tais regras. A Carta Capital é irrelevante. Suas mentiras são rotina. A única coisa que o pastiche consegue ensinar é a ser mau exemplo.

Recentemente, a revistinha hiperfaturada em dinheiro público do sr. Mino Carta tentou atacar a concorrente Veja. Em vão. Suas mentiras vieram a público aqui no Implicante (e foram reproduzidas no blog de Augusto Nunes na própria revista Veja) e não convenceram ninguém, senão os fanáticos leitores da revista. Como lembrado aqui, absolutamente ninguém no orbe terrestre lê Carta Capital buscando se informar: apenas ficam sem chão ao tentar defender o petismo anti-capitalista de resultados, e não podem ler qualquer outro canal de jornalismo sob risco de perceber as falcatruas do PT como governante.

Cynara Menezes, jornalista autora da reportagem (e também autora de imperdíveis entrevistas com ex-BBB’s, com perguntas do quilate de “Você sempre quis ser famosa, é?” ou “E qual é a parte mais apetitosa da Siri?”), não conseguiu responder ao seu, digamos, contato heterodoxo com a verdade exposto aqui. Mesmo perguntada por que inverteu quem falava e quem ouvia em uma conversa ouvida pela PF (usada também erroneamente pela Record do bispo Macedo, velho inimigo da revista Veja, em “reportagem” orquestrada por Paulo Henrique Amorim), preferiu sempre tergiversar para não encarar a realidade: todo o seu ataque à revista Veja era baseado em uma mentira que Carta Capital plantou de estro próprio e vendeu a seus leitores – todos predispostos a acreditar de antemão, por wishful thinking, em qualquer besteira que se diga a favor do PT e contra a imprensa livre.

Para piorar, a saída de Cynara foi outro ataque cego, que igualmente foi desmontado como mentira adolescente aqui no Implicante e também reproduzido no blog do Augusto Nunes na Veja. Além de tergiversar para disfarçar as mentiras, acabou só provando que mentir para omitir é, afinal, tática de quem ou foi pego com a boca na botija, ou não tem mesmo o menor apreço pela verdade.

Como se não bastasse tal ridículo (se eu caísse duas vezes numa situação humilhante dessas no mesmo mês, faria uma plástica e trocaria de nome, profissão e, se possível, país), a revista resolveu se superar.

O busílis da vez foi um jornalista investigativo da Carta Capital (por paradoxal que isso seja, já que a revista nunca investiga nada, nem consegue uma denúncia exclusiva de nada contra um político corrupto num país com esse grau de corrupção) que citou o famoso site Consultor Jurídico como fonte de suas “investigações” de Ctrl C + Ctrl V para atacar seus desafetos. O problema é que a própria fonte citada se sentiu ofendida em aparecer nas páginas de uma publicação mequetrefe como a Carta Capital.

Se a revista se acha no direito de criticar os métodos de sua concorrente, sem perceber que com isso contradizia a si própria, o texto de agora mostra como são os métodos de, digamos, “produção de verdades” da Carta Capital. O texto no Consultor Jurídico é de Márcio Chaer:

Revista mostra como se desfaz reportagem para atacar

A revista CartaCapital desta semana publicou metade de uma reportagem sobre processo judicial, já encerrado, que acusa de falcatruas o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. O texto da revista menciona este site.

A metade da reportagem que a revista ficou devendo aos leitores é a que deveria informar o lado da defesa no litígio. Textos apenas com acusação, sabem os profissionais do ramo, são tão autênticos quanto um jogo de futebol com um time só em campo ou uma luta de vale-tudo em que apenas um lutador sobe ao ringue: já se tem o resultado antes da peleja.

No trecho que fala desta publicação, o jornalista investigativo da revista, em meio a um amontoado de insinuações criminosas, diz que detalhe importante da trama é que uma especialista em informática e administração que trabalhou no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), do ministro, “é sobrinha de Márcio Chaer, diretor do site Consultor Jurídico”. O desmazelo apontado seria o seguinte: Gilmar Mendes “usou uma servidora pública contratada por ele, quando presidente do CNJ, para tocar um trabalho paralelo em sua empresa privada”.

Este redator não tem sobrinha nenhuma em Brasília, não conhece a moça, seus pais ou parentes — há apenas coincidência de sobrenome. Feita averiguação, o que jornalistas profissionais fazem sem dificuldade, constatou-se: é fato, a moça trabalhou no IDP até 2007 e quase 1 ano depois foi contratada no Conselho Nacional de Justiça. Não acumulou funções, não foi contratada pelo ministro e, é claro, não guarda nenhum parentesco com ninguém deste site.

O autor da lambança é Leandro Fortes, dono de um itinerário atípico na profissão. Ele foi da Aeronáutica no governo militar; na administração FHC era considerado aliado pelas hostes tucanas (quando trabalhou no jornal O Globo e na revista Época). Na era Lula foi trabalhar para o governo. Mas nem sempre se deu bem. Acabou demitido de O Globo e do jornal O Estado de S.Paulo “por inépcia”. Na Radiobrás respondeu ação por assédio moral. Nessa trajetória de adesão, CartaCapital veio a ser um desdobramento natural da carreira. Ali, seus talentos e suas características são valorizadas e bem aproveitadas para os propósitos da publicação.

Procurado para se manifestar, justificar sua conduta e explicar as áreas nebulosas de sua trajetória, Leandro Fortes parece ter se assustado. Gaguejou, silenciou e desligou o telefone abruptamente assim que este interlocutor se identificou. Nova tentativa. A ligação foi rejeitada. No recado, como costumam fazer jornalistas que querem fazer reportagens inteiras, ficaram gravadas as perguntas e um número de telefone para resposta, que não veio. Foram feitas mais duas tentativas. Em ambas o telefone foi desligado pelo não tão incisivo jornalista.

Leandro Fortes chegou a Brasília apresentando-se como sargento da Aeronáutica. Há dúvidas a respeito. Até onde se sabe, sua maior patente na Força Aérea foi de cadete na Escola Preparatória de Barbacena. Ele é lembrado nas redações por momentos emocionantes do jornalismo, como quando foram divulgadas como verdadeiras as falsidades do famoso “dossiê Cayman”. Fortes chegou a ser denunciado pelo Ministério Público Federal por ataques contra os policiais federais que investigaram a origem do dossiê.

Precisão e acurácia não parecem ser características de seus textos. Entre um desmentido e outro, como quando levou a revista Época a publicar que uma reunião de trabalho no Palácio do Planalto tivera a participação de um torturador — o que não acontecera —, Fortes deixou de herança à revista uma condenação de R$ 40 mil, mais uma vez por notícia errada. Esta, contra o atual presidente do Tribunal Regional Eleitoral.

Recentemente investiu contra três profissionais respeitáveis de Brasília: atacou o chefe da sucursal da revista Veja, Policarpo Júnior; o assessor de imprensa do Tribunal Superior do Trabalho, Renato Parente; e o diretor da sucursal da revista Época, Eumano Silva, seu desafeto e a quem Fortes atacou, reconhecidamente, por vingança. Diferentemente de seu algoz, Eumano detém o respeito de dez em cada dez jornalistas de Brasília.

A fraude estampada na CartaCapital desta semana é um prodígio e pode ser resumida em três parágrafos. Gilmar Mendes, um dos três sócios do IDP, encomendou uma auditoria para entender o que acontecia com a escola. A conclusão foi que a administração precisava ser profissionalizada. O sócio-gerente não quis sair e recorreu à Justiça.

Escorou suas razões justamente na auditoria que condenou sua gestão. Mas imputou a Gilmar Mendes as mazelas pelas quais só quem tinha a caneta (o administrador) poderia responder. O gestor, Inocêncio Mártires Coelho, foi derrotado em todas as tentativas judiciais.

Sem alternativa, vendeu sua parte por R$ 8 milhões — valor que os sócios restantes tomaram emprestado em banco privado, que não hesitou aceitar a garantia do prédio, avaliado em valor bem superior ao do empréstimo. Para o atilado Leandro Fortes, hoje apelidado pelos muitos ex-amigos de Brasília como “sargento Demóstenes”, isso tudo foi altamente suspeito. Não foi difícil fazer parecer convincente, contando apenas metade da história.

(grifos nossos)

Então quer dizer que a “investigação” da Carta Capital é supor parentesco graças à coincidência de sobrenomes?! Não era de se esperar uma dessas em tempos de Google. Mas alguém aí sabe como é a sensação de citar uma fonte para atacar um desafeto, e sua fonte chamar seu texto de “lambança”? Eu não sei como é. Melhor perguntar pro Leandro Fortes. Se ele continuar sem atender o telefone, perguntem pra Cynara Menezes. Ela costuma ter desculpas um pouquinho melhores.

 

Flavio Morgenstern é redator, tradutor e analista de mídia. Já está com dificuldade pra fazer piadinha com a Carta Capital melhor do que a revista faz consigo própria. No Twitter, @flaviomorgen

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39 Comentários

39 Comments

  1. alexandre

    26 de junho de 2012 at 21:12

    Vcs criticam o Aécio e o Sérgio Guerra, que são os principais opositores do Serra no PSDB. Aliás, vcs só criticam adversários do Serra (exemplo, Gabriel Chalita). Será que vcs são só um blog de oposição ? ou de um determinado político de oposição ?

    • flaviomorgen

      27 de junho de 2012 at 14:48

      Cada um aqui tem suas opiniões. Eu falo por mim. E já critiquei quem me deu na telha não só por aqui.

  2. Thomas

    19 de junho de 2012 at 23:21

    Ron Paul então?

  3. Thomas

    19 de junho de 2012 at 21:12

    Prever a crise é uma coisa. E a responsabilidade?

    Talvez o governo deveria ter parado de dar classificações AAA para empréstimos sub prime. Ah é, esqueci que foi a AIG que fez isso em conluio com os grandes bancos graças à desregulamentação iniciada pelo seu ídolo Reagan

    • flaviomorgen

      19 de junho de 2012 at 22:26

      Reagan não é meu ídolo e toda a Escola Austríaca é contra bancos usarem reservas fracionárias, terem moeda elástica e, não contente com isso, pedem o fim do Fed. Boa sorte na próxima. :)

  4. Conservatore

    19 de junho de 2012 at 17:46

    Sr. Thomas, pensar que o PT ou a teoria keynesiana são capitalistas, é cair na cantilena da esquerda.
    Apesar de de ser um neófito em estudos econômicos, o básico eu já aprendi:
    CAPITALISMO=LIVRE MERCADO= NÃO INTERVENÇÃO ESTATAL.(MISES)
    WALFARE STATE OU 3ª VIA OU SOCIAL DEMOCRACIA=INTERVENÇÃO ESTATAL(KEYNES)

    A questão meu caro, é que, NO PODER, as esquerdas de todo o mundo, se beneficiam(ram) de alguns setores produtivos em detrimento de outros, isso é tudo, MENOS LIVRE MERCADO. Pense um Eike Batista sem ‘apoio'(leia-se compadrio) político(da esquerda ou da ‘direita’), será que chegaria aonde chegou? Provavelmente não.
    A esquerda age assim, porque é como eu digo para meus colegas socialistas: “dinheiro não dá em árvore”, ou seja, alguém têm de trabalhar para bancar a farra. O problema é que, os que recebem ‘apoio’, pagam sua(a deles) parte com folga, devido aos enormes ganhos pecuniários, enquanto que, os que estão sem ‘apoio’ político, isto é, a imensa maioria de pequenos e médios empresários, além de nós, simples mortais “proletários” , pagamos com enorme dificuldade. E por quê a dificuldade? Simples, porque não recebemos os benefícios estatais, ficamos só com os custos.
    Outro exemplo, pode ser visto nas chamadas privatizações dos setores de telecomunicações, energia e água. O Estado faz a concessão dos serviços, estabelece as normas, cria agências reguladoras, cobra altos impostos, mas, em nenhum momento corre os riscos de mercado, inclusive o de falir(o que aconteceria num livre mercado de verdade), além de ser um dos maiores gargalos da corrupção. O QUE TÊM DE ‘CAPITALISMO’ NISSO?
    O que vou estudar mais adiante, é a simbiose do governo com o mercado financeiro. Aqui o “buraco é mais embaixo”, exige mais do que o básico em economia. Mas é outro ponto constantemente distorcido pela grande mídia, nas Ciências Sociais,inclusive Economia, ou seja, BANCOS CENTRAIS, FMI, BANCO MUNDIAL São vistos com agentes do capital, quando na verdade, estão subjugados à esfera política.
    PS. Sou pobre, não aspiro ser um “capitalista”, apenas quero viver com dignidade, com o mínimo possível de intervenção estatal. NÃO SOU UM AGENTE DO CAPITAL(não possuo as qualificações necessárias).

  5. bedot

    18 de junho de 2012 at 22:36

    Teve um petralha aí abaixo que disse que o Sr. Tapióca foi inocentado pela justiça. A Comissão de Ética da Presidência da República, isentíssima como a própria Carta Capital, agora virou órgão da justiça, kkkkk. Essa petralhada…..

  6. Thomas

    18 de junho de 2012 at 21:30

    “Você fala que a Veja “depende da verba do estado de São Paulo” (sendo que mais de 80% de suas vendas são de assinaturas) e a seguir tasca que mais da metade da revista são anúncios. Ué, então ela tem patrocinadores que não são o governo! Essa revistinha ridícula que você defende consegue o mesmo? Quem é que depende do governo?”

    O capitalismo moderno funciona privatizando os ganhos e socializando as perdas. é assim que funciona o complexo militar-industrial americano (que você deve amar) e foi assim que a internet, desenvolvida pelo estado com dinheiro público, foi revendida à população americana. Se o PT não é capitalista, se o keynesianismo não é capitalismo, então o que é exatamente?

    “pra cada exemplar da Carta Estatal que sai da gráfica, são vendidos 14.51 da Veja. E isso com “mais da metade das páginas de anúncio” (ou seja, sem precisar de tanta verbinha pública).”

    Isso é um pouco como dizer que Michel Teló é superior a Shostakovich depois de comparar as vendas do CD do primeiro com as vendas do segundo. Em termos de qualidade esse dado é totalmente insignificante. Talvez o Michel Teló não precise de apoio governamental pra se sustentar mas vários músicos independentes precisam de patrocínios para se realizarem. Curiosamente, em nenhum momento isso foge das doutrinas capitalistas modernas. Não estou dizendo que a carta capital é um Shostakovich – longe disso – mas acho que os seus critérios dizem pouco a respeito da qualidade das duas revistas e da opinião pública brasileira.

    • flaviomorgen

      18 de junho de 2012 at 23:34

      Não, Thomas. Defendo o liberalismo da Escola Austríaca. Não é porque uma empresa pega verba com o governo que eu vou dizer que ela é boa, porque é uma empresa. Ou você me viu defendendo o Dirceu dando assessoria pra Delta por aí? Talvez te faltem leituras, mas nós, liberais austríacos, detestamos Estado. Qualquer forma dele. Pronto. Inclusive foi a Escola Austríaca que previu a crise, ao contrário dos keynesianos, que apostaram nas empresas com “ajudinha” estatal: https://www.youtube.com/watch?v=8lpSnECTKW8

      Não falei que a Veja é melhor por ser maior. Falei que não faz sentido afirmar que ela dependa de verba do governo (?!?!) se tem uma tiragem absurdamente maior que a da Carta Capital, e sem depender de anúncios.

  7. alexandre

    18 de junho de 2012 at 21:02

    O IDP tem convênios com diversos órgãos públicos. O problema não é a aula para um simples aluno mas ter convênios com diversos órgãos públicos que tem casos no STF. E quem garante que ele não usou o nome dele para conseguir esses convênios ? Esse IDP é uma vergonha. Se fosse outro ministro do STF, com certeza haveria questionamento. Mas o GM ganhou “salvo conduto” por ser inimigo do Lula. Com certeza estamos ainda bem longe de termos um STF do primeiro mundo.

    • flaviomorgen

      18 de junho de 2012 at 23:41

      Sabe que eu sou um ultra-liberal radicalíssimo, né? Só que tem um problema. Justiça é coisa pública por excelência. Tô ainda tentando encontrar o grande motivo pra reclamar do Gilmar e não vejo nem a sombra dele.

  8. João 77BM

    18 de junho de 2012 at 13:59

    “CaPTa Capital.”

    chapa capital. Total

    “Veja, que depende das verbas oficiais do estado de São Paulo como nenhuma outra”

    Basta saber contar para ver que a publicidade oficial na Veja é irrelevante, ao contrário da chapa capital. Não foi à toa que eu tive que acrescentar o código para não se confundindo com quem vive num mundo paralelo.

  9. giovani luis ferreira

    18 de junho de 2012 at 11:06

    Este tal de Alexandre, só pode ser militante virtual Flávio.

    O cara insuportável este.

    Procura mostrar picuinhas não confiáveis (acreditando nelas)? para acusar um Ministro do Supremo,

    tentando cobrir a porcalhada toda que fez o ex. Lula.

    Tenha paciência…

  10. Djalma do Prado

    17 de junho de 2012 at 22:04

    “petismo anti-capitalista de resultados.”

    Concordo com a frase. Entretanto, o que me espanta, na verdade, é que o articulista, em artigos passados, passa justamente a defender um “jornalismo de resultados”, isto é: se for para investigar algo, vale tudo, inclusive se associar a bicheiros e quejandos. Estou me referindo, em particular, ao caso em que a Veja se valeu de todo o suporte logístico oferecido pelo senhor Cachoeira. É muita incoerência. Quem conhece ambas as revistas que as compre. Má-fé se encontra lá e cá, inclusive nesse post.

    • flaviomorgen

      18 de junho de 2012 at 17:10

      Muito pelo contrário. Aqui afirmo que o que se que é resultado PECUNIÁRIO ao se defender o PT. Por lá, afirmo o mesmo que A JUSTIÇA afirmou sobre o caso Veja: um jornalista utilizou um adversário de um investigado como fonte, e ainda tal fonte reclamou da falta de “contraparte” pelo jornalista – o que, por si, já prova que ele agiu com ética e lisura. Má-fé também se encontra na leitura.

  11. José Marinato

    17 de junho de 2012 at 19:45

    CaPTa Capital.

  12. Marco

    17 de junho de 2012 at 16:06

    João, você vive no mundo paralelo bizarro da Liga da inJustiça?

  13. Leonardo

    17 de junho de 2012 at 13:37

    O mais deploravel disso tudo e saber que o estado financia mesmo que indiretamente toda essa mentirada.

  14. firmino teodoro da silva

    17 de junho de 2012 at 09:33

    ONDE O PAULO HENRIQUE AMORIM entra NESSA????? ELE SEMPRE SATIRIZANDO CERRA!!!!!!! envaidecendo seu EMPREGADOR.!!!! GOSTARIA DE VE-LO COMO FICA NESSA PARAFERNALIA TÔDA.!!!

  15. alexandre

    17 de junho de 2012 at 09:14

    Não seja ingênuo. Ele não simplesmente não dá uma simples aula. Ele é dono de um instituto de ensino que tem como clientes diversos órgãos públicos (e como frisou o Gaspari, nenhuma instituição privada). Será que ele não conseguiu esses contratos por causa de sua posição como ministro do STF ? E como ele vai julgar um caso envolvendo um cliente de seu instituto ? Será que isso não pode gerar conflito de interesse ?
    Não podemos ir naquela máxima de “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”. Para quem não gosta do PT, o Gilmar Mendes virou ídolo e ganhou salvo conduto em suas atitudes. Pode fazer o que quiser que sempre será defendido. Escrevi um comentário num post seu em que eu acreditava mais na versão do GM do que do Lula sobre o encontro dos dois. E realmente não tenho simpatia pelo GM mas temos que procurar ser o mais isento possível.

    • flaviomorgen

      18 de junho de 2012 at 17:21

      alexandre, vou te perguntar de novo: se não um juiz do STF que pode ter um Instituto que dá aula, ehrr, pra juízes, quem é capaz de dar tais aulas? E por que você não reclama do Eros Grau e do Lewandowski darem aulas na USP (creio que outros também dêem em outros lugares)? E que história é essa de “como ele vai julgar um caso envolvendo um cliente de seu instituto?” – o instituto dá aulas, um cliente do instituto vai lá pra ter aulas. Assim como você pode reprovar alguém que te pague para ter aulas, pode julgar alguém que foi pra uma aula a qual você nem ministrou. Olhe bem a distância absurda que você está tentando aproximar só pra livrar a cara das mentiras ridículas dessa revistinha petista. Nos ataques, na melhor das hipóteses, ela não sabe do que tá falando. Se é essa a sua preocupação (e dá pra se ver que não é a dela), garanto que eu não estou nem um pouco preocupado. E expus as mentiras dessa revista e de dois jornalistas dela em público, e até agora eles não conseguiram refutar uma linha do que escrevi.

  16. Ronaldo

    17 de junho de 2012 at 02:56

    Flavio, essa estória de a Veja ser patrocinada pelo governo de São Paulo não é nova.O Alexandre está apenas repetindo a papagaiada que os “progressistas” (como é fácil ser progressista com dinheiro público) vivem dizendo para defender a Cartilha Capital.Note que muitos artigos dos “progressistas” são apenas cópias de outros sites “progressistas” (não mudam nem o título da matéria).
    O Alexandre critica o Civita, mas se esquece de dizer que era o Mino Carta quem escrevia textos elogiando a ditadura militar.

    O Alexandre também usa como resposta um artigo do Elio Gaspari (aquele que adora bajular o governo Lula -o chamava de “Nosso Guia”- e o governo Dilma) e este usa como fonte o…Leandro Fortes.

    Só por curiosidade.Não foi esse Elio Gaspari que invetou a palavra “privataria”, para criticar a privatização da Vale do Rio Doce (é só ver como a Petrobrás está hoje em dia para ver que a privatização da Vale foi certa)?Que provas ele usou para ser contra a privatização?

  17. maria saparowa

    17 de junho de 2012 at 02:55

    A Carioca: então foi o FORTES que escreveu aquilo? Um mico e tanto e continua lá!

  18. marco antonio

    17 de junho de 2012 at 02:29

    Essa revista “carta capital” e tao ruim, q suas paginas estao ate infectadas por virus,rs,tentei entra 6º feira.

  19. João

    16 de junho de 2012 at 19:17

    Uhm , que bom que a Veja, que depende das verbas oficiais do estado de São Paulo como nenhuma outra, está preocupada com a Carta Capital. Sinal dos tempos e da queda nas vendas. E não venha com a sua contabilidade furada Veja x Carta Capital. Você sabe muito bem que o preço dos anúncios, que ocupam mais da metade da Veja, é calculado pela tiragem e isso desespera essa revistinha ordinária.

    O fato é que toda vez que a Veja reage contra a Carta Capital com assassinos de aluguel como o Magnoli e o Panunzui, o Mino Carta solta alguma memória sobre a estupidez ridícula do Roberto Civita. Por isso o negócio de vocês agora é espalhar boatos e ataques pessoais sem autoria contra os repórteres da Carta Capital.

    Aliás, grande Veja. Como é que você falou, Flávio? “Derruba ministros”. Derrubou o Orlando Silva que acabou de ser inocentado na justiça. Você acha que o leitor não se cansa de ser enganado? Vou te dar uma dica, a queda nas vendas de Veja não tem nada a ver com a Carta Capital.

    • flaviomorgen

      17 de junho de 2012 at 01:17

      João, essa realidade paralela em que você vive deve provar a existência de outros planos além da carne (dica: as 11 dimensões do Hawking são físicas, então não vale). Já pensou em fundar uma seita dessas de “energias” e tal?

      Você fala que a Veja “depende da verba do estado de São Paulo” (sendo que mais de 80% de suas vendas são de assinaturas) e a seguir tasca que mais da metade da revista são anúncios. Ué, então ela tem patrocinadores que não são o governo! Essa revistinha ridícula que você defende consegue o mesmo? Quem é que depende do governo? Viu como você coloca DOIS argumentos contra o que você mesmo diz no mesmo parágrafo?

      Boato? Ataque pessoal? Eu provo tudo o que digo. A Cynara é que não consegue. O Leandro Fortes é que precisa desligar o telefone quando descobre quem é que está falando. Vai lá perguntar pra eles sobre as mentiras que expus aqui. Quero ver se algum deles tem coragem de falar na cara que o que imprimiram nessa revista é mesmo verdade. E queda nas vendas? É, não parece que isso exista além da sua realidade paralela… mas ainda assim, pra cada exemplar da Carta Estatal que sai da gráfica, são vendidos 14.51 da Veja. E isso com “mais da metade das páginas de anúncio” (ou seja, sem precisar de tanta verbinha pública). Já pensou se você não estivesse delirando e, daqui a um tempo, fossem só 14.48?! Se eu fosse o Civita, como você diz, estaria mesmo desesperado.

  20. alexandre

    16 de junho de 2012 at 18:59

    Ministro do STF ganha muito bem para se dedicar à sua função. E sem contar que eles reclamam tanto que não tem tempo de julgar as ações no STF mas arrumam tempo para dar aulas ou administrar institutos. Bem, como diz o Gaspari, na Alemanha e nos EUA é impensável um ministro do STF ter atividades paralelas que possam dar margem a conflito de interesses. Quem sabe um dia isso chegue aqui no Brasil.

    • flaviomorgen

      17 de junho de 2012 at 01:09

      Dar aulas é conflituoso com ser juiz? E, só por curiosidade, os juízes vão ter aula com quem?

  21. alexandre

    16 de junho de 2012 at 08:02

    Flávio
    A questão não é se a reportagem tem algumas incoerências ou não. A questão é o conflito de interesses em que o Gilmar Mendes está envolvido. Isso há muito tempo foi levantado pela revista e o Elio Gaspari foi o único jornalista da “grande mídia” que repercutiu esse fato. Sinceramente, vc não vê nenhum conflito de interesse no fato de um ministro do STF ter um instituto de ensino que tem como clientes vários órgãos públicos (órgão estes que podem ser partes envolvidas em casos do STF) e advogados como professores ?

    • flaviomorgen

      16 de junho de 2012 at 12:44

      alexandre, misteriosamente isso é tirado da cartola justamente para se defender uma revista que “é isenta e preocupada com a verdade” dependendo mais de verbas do governo do que qualquer coisa. E eu que não estou enxergando conflitos de interesses? E não: não vejo tanto mistério em um ministro do STF dirigir um instituto que dá aulas para órgãos públicos. Aliás, o Eros Grau e o Lewandowski dão aulas na Sanfran, que também produz tantos quadros para altos escalões dos órgãos públicos. Qual o mistério? O que enxergo de conflituoso, e parece que nem a Carta Capital nem ninguém está interessado em investigar, é ministro do STF ser achincalhado por ex-presidente, que quer colocar outro ministro do STF pra julgar o caso, sendo que este é ex-advogado de campanha do PT e sua namorada é advogada de um dos réus. Ou aí você não fica desesperado? Resta só reclamar de um litígio de uma instituição de ensino? Ah, eu não faço Direito e nem sou das tietes que fica defendendo quem vai contra o PT a todo custo, mas se pudesse ter aulas gratuitas com Gilmar Mendes, rola ser pela internet?

  22. Ronaldo

    16 de junho de 2012 at 04:53

    Flavio, eu fui procurar a matéria “investigativa” no site da revista e não achei.E olha que eu procurei na parte onde estão os textos do autor e na ferramenta de buscas e nada.
    Das duas uma:

    Ou não colocaram a matéria ou tiveram que tirar por tamanha humilhação (ser desmentido pela própria fonte é para poucos).

    E para piorar o meu anti-vírus mostrou uma mensagem de alerta quando eu entrei no site da revista.Pelo visto matérias investigativas e manutenção do site não são o forte da revista.

    • flaviomorgen

      16 de junho de 2012 at 12:54

      Ouch! Curiosamente a Cynara estava ontem no Twitter tentando se defender e citando justamente a Radiobrás. Pra variar, nenhum pio sobre suas mentiras, nenhuma tentativa de remendar na gambiarra as acusações contra ela e seu colega – só um “você já pesquisou as ligações deste site [o Consultor Jurídico] com Gilmar Mendes?”, como se tudo o que estivesse no site tivesse algum interesse oculto do Gilmar… e como se, afinal, se o próprio site não tivesse reclamado, a Carta Capital não o teria citado sem falar das ligações arcanas e danbrownianas com um juiz suspeitíssimo por ser inimigo do PT…

  23. alexandre

    15 de junho de 2012 at 21:16

    caro flávio
    o problema é mais embaixo, como está nesse texto claríssimo do elio gaspari
    https://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/06/13/gilmar-mendes-inocencio-martires-apenas-uma-briga-feia-de-socios-450243.asp

    será que nos EUA teríamos uma ministro do supremo se envolveria numa empreitada dessa ? será que não existe conflito de interesses ? acho que essa que deve ser a discussão.

    • flaviomorgen

      15 de junho de 2012 at 21:37

      Caro alexandre, vai me desculpar mais uma vez, mas… MAIS EMBAIXO? Quer dizer assim que a Carta Capital MENTIU PELA CAUSA? E se há alguma mudança a ser feita no modelo, isso não implica que se deva mentir, omitir e manipular para uma “boa causa”, sendo que na verdade a reportagem da Carta não propôs mudança alguma, sendo apenas ataque à pessoa do ministro. Por qual motivo será que você não consegue aceitar que Gilmar Mendes, por mais que discorde dele, está absurdamente mais certo do que a Carta Capital nesse pastiche que ela inventou?

  24. Conservatore

    15 de junho de 2012 at 20:03

    Para uma revista marxista, a maior piada está no nome.

  25. A Carioca

    15 de junho de 2012 at 19:33

    Fazer lambança parece ser especialidade de Leandro: https://t.co/ARMv01zA

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