Cinema

Meryl Streep: pintou o rosto de laranja para zoar Trump, criticou “bullying” do republicano

O discurso de Meryl Streep contra Donald Trump foi hipócrita e desonesto

Aplaudida de pé pelos milionários de Hollywood, Meryl Streep certamente quebrou algum recorde de hipocrisia ao receber mais um Globo de Ouro por mais uma de suas grandiosas atuações. O discurso de quase seis minutos foi desonesto do início ao fim.

Abriu vendendo a classe artística e a imprensa americana, juntamente com os imigrantes que lotavam aquele teatro, uma vez que muitos dali nasceram em outras nações, como os mais “vilified” (vilipendiados, ou humilhados) dos Estados Unidos naquele momento. Para tanto, claro, ela solenemente ignorou que a luta do povo americano é contra a imigração ILEGAL, aquela que esculhamba economia, gera um punhado de problemas sociais e até mesmo descamba em terrorismo. Certamente não era o caso daquele grandioso elenco, todo ele em acordo com a lei.

Na sequência, retomou uma história já superada na eleição americana. Felipe Moura Brasil, da revista Veja, publicou uma completa explicação em português. Há décadas, ao rebater adversários em debates, Trump tinha por hábito zombar dos argumentos contrários repetindo-os enquanto se contorcia e falava com uma voz mais abobalhada. Mas, ao desmentir um repórter em novembro de 2015, o fez sem saber que o autor tinha uma deficiência em um dos braços. Desde então, espalha-se que fez pouco da condição do jornalista. Que, claro, explorou o caso enquanto pode. O povo americano, contudo, não comprou a ideia e fez do republicano o presidente dos Estados Unidos.

Pois bem. Meryl Streep ignorou todo o contexto acima e reprisou a discussão descrevendo-a como bullying contra uma pessoa com necessidades especiais. E que não tolerava esse tipo de comportamento: “Quando uma pessoa poderosa usa sua posição para zombar de outros, todos nós perdemos“.

E quem é Meryl Streep? Além de atriz com uma das carreiras mais premiadas, é a pessoa poderosa que usou sua posição para zombar Donald Trump, como nota-se na imagem abaixo:

Ela chegou ao cúmulo que pintar o rosto de laranja para fazer graça com o tom de pele do republicano. Se algum humorista crítico de Barack Obama pintasse o rosto de preto para fazer alguma piada, corria o risco de nunca mais arrumar emprego em Hollywood, ou até mesmo de concluir a noite na cadeia.

É esse o nível da hipocrisia e histeria vivida pela classe artística americana. Foi ciente de coisas como essa que o povo americano negou um terceiro mandato seguido aos democratas. E, se continuar assim, negará novamente em 2020.

Curtiu o texto? Siga o autor no Twitter ou Facebook, ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) dele clicando aqui e seguindo as instruções.
Nunca inseriu um código de desconto no Cabify? Experimente usar o código "IMPLICANTE" e ganhe 100% OFF (com desconto máximo de R$ 10) em até 2 corridas. Após ativado, o crédito terá validade de 30 dias.

Mais Lidas

Política & Implicância.

© 2011 implicante.org - Todos os Direitos Reservados

Para o Início