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Ministério dos Esportes dá dinheiro até para estádio que será demolido

Reportagem da Folha Online por Rodrigo Mattos (destacamos alguns trechos em negrito):

“(…)

Em relação ao investimento federal em arenas da Copa de 2014, o ministro sempre se mostrou contra. Mas a pasta investiu cerca de R$ 70 milhões em estádios que estão fora do Mundial, média de R$ 1,75 milhão em cada um.

Entre os estádios que receberam dinheiro, há projetos grandes, como o do Machadão, em Natal, que se tornou um exemplo de desperdício do dinheiro federal.

O Ministério do Esporte repassou, em março de 2007, R$ 3,46 milhões para a arena, cuja reforma custou um total de cerca de R$ 17 milhões.

Em outubro daquele ano, Natal foi incluída como candidata a sede no projeto do Brasil para receber a Copa.

O plano da cidade envolve a demolição do Machadão e a construção da Arena das Dunas. A derrubada do antigo estádio está prevista para o final do Estadual-2011, provavelmente em maio.

“Infelizmente, esse recurso foi inútil. Sei que há dez anos a prefeitura tentava fazer o trabalho, mas a verba só chegou naquela época”, declarou o secretário especial da Copa no Rio Grande do Norte, Demétrio Torres.

O secretário não quis comentar se a decisão da prefeitura e do ministério de investir no Machadão foi equivocada. Disse que não estava presente na administração pública naquela época.

Atualmente, o Machadão tem capacidade para 26 mil pessoas e vem sendo utilizado por América e Alecrim, ambos da capital potiguar.

“Não tem sido preenchido. Em jogos como ABC x América ou em partidas da Série B, dá público de 15 mil a 20 mil. Mas o normal é ter uns 5.000”, disse o presidente da federação do Rio Grande do Norte, José Vanildo da Silva.

A partir de maio, após a demolição, esses times terão de jogar no Frasqueirão, cujo dono é o ABC, ou no Juvenal Lamartine, da federação.

Há outros projetos menores do ministério, como estádios em municípios de população pequena. Casos de de Jaborandi (SP), com 6.592 habitantes, e Sandolândia (TO), com 3.326 habitantes.

Nenhuma das 40 cidades tem times na Série A do Brasileiro. Uma minoria tem equipes na Série B do Nacional.

Isso não impediu o ministério de torrar R$ 11,9 milhões na Fonte Luminosa, em Araraquara, arena mais cara bancada pelo ministério nos últimos cinco anos.

(…)”

Íntegra aqui.

Comentário:

Beira o absurdo termos estádios de futebol que são verdadeiros elefantes brancos em pleno “país do futebol”. Se mesmo para a realização de uma Copa do Mundo fica difícil justificar tamanho investimento por parte do governo, o que dizer de arenas em cidades com população menor que a capacidade de um estádio pequeno?

Sobre a gastança da Copa do Mundo, recomendamos este artigo publicado ontem no blog do jornalista Augusto Nunes.

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