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Ministro desqualifica estudo sobre atraso nos aeroportos

Na Folha Online, por Márcio Falcão e Breno Costa (grifos nossos):

“O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) desqualificou nesta terça-feira estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada), órgão ligado à Presidência da República, que apontou que as obras em nove dos 14 aeroportos de cidades sedes da Copa-2014 não ficarão prontas até o evento.

Carvalho disse que a pesquisa foi assinada por um pesquisador que não representa a voz oficial do instituo nem do governo e foi realizada em cima de recortes de jornais. Detalhe, o estudo foi assinado por dois pesquisadores.

O ministro afirmou ainda que “não há desespero”, mas preocupação natural do governo com a conclusão das obras.

“Não foi o Ipea [que fez o estudo]. Foi um pesquisador que juntou recortes de jornais para fazer esse pronunciamento. Não representa a posição do Ipea nem do governo. Estamos preocupados em realizar tudo dentro do previsto. Não há desespero nem nenhuma dúvida de que daremos conta. O Brasil vai fazer uma copa bem organizada”, disse.

A ministra Miriam Belchior (Planejamento) também atacou os dados do Ipea. “O estudo do Ipea tem um ponto de vista contra o qual nós temos outros dados para brigar com isso. O mais importante é o seguinte: o país inteiro está preocupado com o tema e vai se empenhar para que o Brasil tenha um excelente desempenho na Copa do Mundo”.

Segundo Carvalho, é provável que o cronograma das obras seja acelerado. O ministro disse ainda que outros países que sediaram a Copa enfrentaram problemas em grandes obras, mas conseguiram realizar os eventos.

Para o ministro, previsões pessimistas são de setores da sociedade que não venceram o complexo de vira-lata. Carvalho lembrou ainda que o Brasil enfrentou problemas com os Jogos Panamericos de 2007 no Rio de Janeiro que serviram de “aprendizado”.

“Tem gente apostando em desgraças, mas já demonstramos competência. Há certos setores da sociedade que não venceram o complexo de vira-lata de que não podemos fazer coisas bem feitas.

O ministro disse que o Brasil fará uma Copa com inovações, uma Copa orgânica com preocupação ambiental, trazendo a juventude para trabalhar no evento e promovendo inclusão social.

O governo ainda negocia um pacto com sindicatos e empresários para um novo marcoregulatrorio para a construção civil estabelecendo critérios para evitar paralisações e greves em grandes obras.

ESTUDO

O estudo, assinado pelos pesquisadores Carlos Alvares da Silva Campos Neto e Frederico Hartmann de Souza, aponta que a média de prazo de obras de infraestrutura de transporte no país é de 80 meses após o fim da fase de projetos.

De acordo com os pesquisadores, as obras dos aeroportos de Manaus (AM), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Guarulhos (SP), Salvador (BA), Campinas (SP) e Cuiabá (MT) em 2010 ainda estavam em fase de projeto e só ficariam prontas em 2017, caso os prazos médios de elaboração de projetos, licenciamentos etc, sejam iguais aos da média no país. Já os de Confins (MG) e Porto Alegre (RS) estão com projetos básicos prontos e também não ficariam prontos a tempo da Copa.

 

Comentários

O  “aprendizado” do Pan de 2007 custou caro: inicialmente orçado em R$ 386 milhões, o evento acabou consumindo cerca de R$ 3,7 bilhões.

 

* Conheçam e assinem a petição online “Eu quero mandar a Copa 2014 para a Inglaterra“, criada pelo Coturno Noturno.

 

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2 Comentários

2 Comments

  1. Nélio

    1 de maio de 2011 at 21:50

    Ele acredita que golpes de retórica, se bem aplicados, mudam os fatos… Vai ser uma vergonha!

  2. Pedro Daltro

    19 de abril de 2011 at 15:43

    “a mesma praça, o mesmo banco….”

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