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Mourão não foi o primeiro integrante das Forças Armadas a “versar” sobre intervenção militar no Brasil

No 15 de setembro de 2017, em palestra promovida pela maçonaria em Brasília, Antonio Hamilton Mourão, general da ativa no Exército, afirmou que uma “intervenção militar” podia ser adotada caso o judiciário não resolvesse a crise política. A afirmação causou bastante barulho e uma reação até então inédita, mas não foi a primeira do tipo.

Como bem destacou o Antagonista, onze dias antes, num blog oficial do Exército, o general Maynard Marques de Santa Rosa parecia concordar com uma eventual intervenção, ainda que de maneira oblíqua. No texto, ele diz que “chegamos, assim, ao limiar da ordem política, econômica, social e jurídica. É hora, portanto, de reação, antes que o faça o instinto de sobrevivência coletivo, potencial criador de cenários escatológicos“.

Em 15 de dezembro de 2016, Rômulo Bini Pereira, General de Exército e ex-chefe do Estado-Maior do Ministério da Defesa, repetiu o título que já havia utilizado na sua coluna do Estadão em 08 de novembro de 2015: “Alertar é preciso!” Em ambos, o tom é de preocupação com o prolongamento da crise política, e a intervenção militar é desenhada como uma medida extrema a ser sacada quando tudo mais der errado.

Em 1º de julho de 2012, um rasante protagonizado por dois caças Mirage da Força Aérea Brasileira estilhaçou 40 janelas do STF. Na ocasião, rapidamente concordou-se de que tudo não passara de um acidente de percurso. Mas, em Brasília, até hoje há quem acredite que uma alerta estava sendo dado para que a casa trabalhasse sério no julgamento do Mensalão.

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, disse em novembro de 2016 que não havia qualquer chance de uma medida tão drástica ser tomada. Talvez seja o caso de reforçar o recado dentro da própria corporação.

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