facebook
...
Blog

Movimento anticorrupção volta amanhã às ruas em 35 cidades

Manifestações contra a corrupção, a exemplo das que ocorreram nos feriados de 7 de setembro e 12 de outubro, estão sendo organizadas para o feriado da República, amanhã (15/11), em diversas cidades do Brasil. Notícia do Estadão:

Para os detratores, eles são ingênuos, desorganizados e sem ideologia. Os entusiastas veem neles ativistas virtuais, com potencial para mudar o cenário político nacional. A fim de evitar as críticas, dez grupos responsáveis pelas marchas anticorrupção que foram às ruas nos feriados de 7 de setembro e 12 de outubro decidiram unir forças. A primeira ação conjunta foi agendar um novo protesto para amanhã. Desta vez, o movimento planeja ações em pelo menos 35 cidades. Além disso, os organizadores preparam, via redes sociais, um “Manifesto Nacional” para ser levado ao Congresso.

A criação do manifesto é uma tentativa de encontrar propostas no entorno das quais o movimento possa se congregar para acabar com uma das principais críticas ao movimento: a falta de demandas políticas claras. Uma página foi aberta no Facebook para que as pessoas decidam quais reivindicações devem constar no documento. Qualquer um pode opinar. Até ontem, havia mais de 100 sugestões na lista de propostas. As favoritas são a aprovação da lei que transforma corrupção em crime hediondo, a destinação de 10% do PIB para educação e o fim do foro privilegiado para políticos. Mas há quem sugira temas como “utopia” e “internet free em todo o Brasil”.

“Esse manifesto vai reunir várias proposições. A ideia é conseguir 1 milhão de assinaturas”, conta Daniella Kalil, que organiza os protestos em Brasília.

“Todas as reivindicações são pertinentes, mas nós vamos ter de privilegiar as mais votadas”, arremata Chester Martins, do movimento carioca Todos Juntos Contra a Corrupção. Segundo ele, ainda não há prazo para a conclusão do documento. Por isso, as passeatas de amanhã vão se focar em três bandeiras: a defesa da Lei da Ficha Limpa, a punição mais severa para crimes de corrupção e o fim do voto secreto no Congresso.

Ceticismo. Apesar da tentativa de unificação, a forma como as marchas são organizadas – por redes sociais e sem líderes claros – ainda gera ceticismo em alguns analistas. “Nunca, na história, ouviu-se falar em uma revolução sem líderes”, critica o cientista político do Insper Carlos Mello.

Mas, para Gil Castello Branco, fundador de uma organização que fiscaliza os gastos do governo, é precisamente a falta de liderança institucionalizada que fortalece o movimento: “Desta vez nós não temos os sindicatos, as associações de classe, a UNE, não temos partidos políticos. Nós temos uma manifestação genuinamente da sociedade, independente, apolítica, que não pode ser comprada pelo governo nem com cargos nem com recursos públicos”.

(grifos nossos)

Nunca inseriu um código de desconto no Cabify? Experimente usar o código "IMPLICANTE" e ganhe 50% OFF (com desconto máximo de R$ 20) em 3 corridas.

4 Comentários

4 Comments

  1. André Andretta

    16 de novembro de 2011 at 10:00

    Na minha opinião, as três principais reivindicações propostas são equivocadas. Primeiro, tornar corrupção crime hediondo é um erro por definição e já foi muito bem explicado pelo Flávio Morgen aqui ou no Caffeine Cult, não me lembro. Acabar com o foro privilegiado dos políticos só vai beneficiar os próprio políticos porque, se eles forem julgados por juízos inferiores, eles poderão recorrer aos tribunais superiores onde eles seriam julgados primariamente no caso de haver o foro privilegiado. Ou seja, estarímos dando mais recursos e apelações aos criminosos. O que tem que acabar no Brasil é a prescrição. Mas, mesmo discordando desses pontos, fico satisfeito em ver a mobilização social contra a corrupção.

  2. Thiago

    15 de novembro de 2011 at 01:40

    O último parágrafo foi brilhante! Meus parabéns aos Sr. Gil Castello Branco!

    E havia esquecido de mandar esse link antes: https://oglobo.globo.com/pais/jose-dirceu-governo-nunca-combateu-tanto-corrupcao-3230734

    Sério, acho que combinou com o tema do post hein!

  3. Ben

    14 de novembro de 2011 at 13:41

    Antes só do que mal acompanhado. Quem perde são os donos da UNE, cada vez mais compromissados com o que existe de mais retrógrado no país. O corporativismo, a selvageria, o autoritarismo e a conivência com a corrupção estão ficando cada vez mais associados à imagem dos grupelhos de esquerda.

    • Implicante

      15 de novembro de 2011 at 01:47

      Na verdade quem perde são os estudantes brasileiros. Os “donos” da UNE só têm ganhado ultimamente…

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Lidas

To Top