Na Ásia, robôs humanóides já começaram a tirar empregos das… Garotas de programa!

O uso de máquinas na agricultura e na indústria causou inúmeros conflitos na história recente da humanidade, com o setor de serviços atuando como um ambiente pacificador que recebia toda a massa desempregada. Mas, aos poucos, o tema começa a preocupar este terceiro grupo. Há quem acredite que o século XXI se encerrará com robôs capazes de reproduzir 100% do trabalho humano, incluindo o intelectual e a própria manutenção. E iniciativas como carros sem motorista, ou aspiradores de pó que substituem faxineiras, parecem ser o início do fenômeno.

Na ficção científica, os telespectadores foram premiados com Westworld, uma série ambientada num parque temático onde os visitantes podem matar até mesmo as sedes mais bizarras. Pagando o caríssimo ingresso, não há lei para os forasteiros.

Na vida real, claro, a coisa soa ainda bem primitiva. Entretanto, menos primitiva do que desconfia a vã filosofia da opinião pública. O foco são as “bonecas reais”, uma evolução das bonecas infláveis. Ou, ao menos, suas versões mais recentes. Os movimentos são precários, a interação com o usuário é limitada, o rosto ainda não convence por completo, mas o corpo dos robôs engana bem a libido de quem está disposto a liberar uma fortuna por eles.

Segundo o G1, já há na Ásia bordéis cujo serviço principal é o acesso às “real dolls”. Em outras palavras, as primeiras a perderem o emprego para robôs humanóides seriam justamente as garotas de programa, ou aquelas que, reza a lenda, arrumaram os primeiros empregos da humanidade.

Todavia, a discussão é ainda mais complexa. No Japão, Shin Takagi comanda uma fábrica de bonecas reais que simulam crianças para fins sexuais. O objetivo do empresário não é outro: permitir que pedófilos como ele saciem os próprios desejos, nas palavras dele, “eticamente e legalmente”.

Não é a única empresa com este fim. No Canadá, Kenneth Harrison encomendou brinquedo semelhante, contudo, de outra marca japonesa, e foi acusado de pornografia infantil. A Justiça local vem avaliando o caso e deve decidir se a posse de objeto do tipo seria legal ou não.

Certo ou errado, o debate foi iniciado. E adianta um futuro ainda mais complicado do que o presente.

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Jornalista e músico. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.
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