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Na Islândia, famílias usam o aborto legalizado para evitarem filhos com Síndrome de Down

Geneticistas consideram que a Islândia erradicou a Síndrome de Down menos de duas décadas após a legalização do aborto

Foto: Vanellus Foto

A origem é genética. Parcial ou completo, basta um cromossomo 21 extra para que a criança nasça com Síndrome de Down. O distúrbio representa uma porção de dificuldades a mais no desenvolvimento dos afetados, como problemas cardíacos, refluxo, otites, apneia e disfunções da glândula tireoide. Mas o avanço científico vem permitindo que a expectativa de vida deles salte de 15 para 60 anos nas últimas décadas. O caso de maior longevidade, inclusive, foi registrado em 2007 no Brasil, quando Dilmar Teixeira morreu aos 74 anos em Goiás.

Por isso, entidades como a Associação Amigo Down têm por missão:

Trabalhar em prol do desenvolvimento pleno e da integração de pessoas com Síndrome de Down, na sua forma mais ampla, fazendo com que sejam respeitadas como cidadãos e, entre os seus objetivos principais defender os direitos e interesses das pessoas com Síndrome de Down; promover a aproximação, a cooperação e a integração dos pais destas pessoas; combater toda e qualquer forma de preconceito relativo à Síndrome de Down, através da sensibilização, conscientização e informação.”

Mas a Amigo Down estaria com os dias contados na Islândia. Ou mesmo na Europa e nos Estados Unidos. Conforme reportagem da CBS, vem se popularizando nas nações mais desenvolvidas a triagem pré-natal. No Brasil, a prática permite ao médico detectar doenças transmissíveis como Sifilis, HIV-Aids, Toxoplasmose e Hepatite B, e tomar as devidas precauções. Mas, na ilha europeia, desde a década passada, o aborto é permitido até a 16ª semana em fetos com alguma deformidade. E a lei permite que a síndrome de down seja enquadrada na categoria. Resultado: geneticistas já consideram que o distúrbio foi erradicado do país – as autoridades médicas estão registrando apenas um caso por semestre nos últimos anos.

Os envolvidos no procedimento lavam as mãos. O governo alega que não obriga ninguém a fazer o teste, o que não impede que 85% das grávidas se submetam a ele. Uma vez detectada a síndrome, um número próximo de 100% das mães optaram pelo aborto.

Para Helga Sol Olafsdottir, a mulher tem o direito de escolher a vida que quer ter. Questionada se não estaria em curso um assassinato em massa de bebês, a conselheira do Landspitali University Hospital respondeu:

Nós não vemos o aborto como um assassinato. Olhamos como uma coisa que finalizamos. Nós finalizamos a possibilidade de uma vida que pode ter grandes complicações… Prevenindo sofrimento para a criança e para a família.”

Olafsdottir não percebe, mas está dizendo a todas os downs que as famílias deles seriam mais felizes se tivessem optado pelo aborto até a 16ª semana. E isso precisa ser objeto de repúdio.

Urge um amplo debate da sociedade sobre o tema. Do contrário, a prática pode descambar na mais grotesca eugenia. E não “apenas” dos afetados pela síndrome.

Fonte: CBS

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