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Na prática, a campanha já começou. E isso não é legal.

De vídeos questionáveis na TV à aprovação apressada de 8 bilhões em obras, de tudo o PT vem tentando para reverter a queda na aprovação a tempo da reeleição.

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Ao contrário do que parecia lógico, que a realização de uma Copa do Mundo no Brasil adiaria ao máximo o início da campanha política, o evento parece ter colaborado para adiantar ainda mais o início das propagandas eleitorais feitas por Dilma Rousseff para a disputa de 2014. O PSDB já acusou a presidente de campanha antecipada em mais de uma ocasião, como em janeiro, em função de uma mensagem de fim de ano, e em maio, após o pronunciamento do Dia do Trabalho.

Agora, Laurita Vaz, corregedora-geral de Justiça Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu liminar favorável ao partido, suspendendo as inserções do PT na televisão.

O PSDB argumenta, na ação, que nas inserções, a presidente Dilma Rousseff antecipava a campanha em favor da sua reeleição. A decisão liminar é válida até o julgamento no plenário do TSE.

Na ação, o PSDB denuncia que, nas inserções houve “explícita associação às imagens do ex-presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva] e da atual titular do cargo, a segunda representada, a sugerir a ideia de continuidade dessas mudanças”.

Na última propaganda veiculada pelo PT, o partido tenta amedrontar a população com os “fantasmas do passado”, em uma tentativa desesperada, segundo adversários, de fazer Dilma parar de cair nas pesquisas de intenção de voto. Aécio Neves, candidato do PSDB à presidência, criticou duramente o comercial.

“É triste ver um partido que não se envergonha de assustar e ameaçar a população para tentar se manter no poder. Esse comercial é o retrato do que o PT se transformou e o espelho do fracasso de um governo que, após 12 anos de mandato, só tem a oferecer medo e insegurança porque perdeu a capacidade de gerar confiança e esperança. Os brasileiros não merecem isso. É um ato de um governo que vive seus estertores”, afirmou por meio de nota o tucano.

Cientistas políticos concordam que o mote dá um tom radical à pré-campanha, colocando um fim à época do “Lulinha Paz e Amor”.

O medo só mudou de cara. O medo de 2002 era o PT, a novidade era o PT, havia receio do mercado financeiro, medo da instabilidade econômica, a gente vê isso no vídeo da Regina Duarte. Agora, o medo é tirar o PT do governo, e colocar a oposição, seja ela Aécio Neves ou Eduardo Campos, mas a mensagem é a mesma. O PT, nas três eleições que venceu, começou como uma novidade, teve ganhos, e essas novidades acabaram, esses ganhos se perderam. A população está aí frente a escândalos de corrupção. É uma estratégia que não mostra o que você tem de proposta, mas sim para mostrar o que o outro tem ruim. Joga com o medo, mas temos que ver se a recepção vai ser boa, ou se vão achar que foi agressivo demais – afirma César.

A presidente também tem tentado alavancar sua campanha com medidas e projetos. No pronunciamento do dia 1º de maio, ela aproveitou para anunciar um reajuste de 10% no Bolsa Família – em uma clara tentativa de enganar a população com algo só aparentemente benéfico, já que esse valor corresponde a apenas metade da inflação do período durante o qual o programa ficou sem aumento.

A última cartada de seu governo é o lançamento de um pacote de obras no valor de R$ 8 bilhões. A intenção é fazer 400 licitações a fim de tirar do papel 100 projetos em todas as regiões do país, incluindo estradas, duplicações, contornos, anéis rodoviários, pontes, viadutos e travessias urbanas, totalizando 6,4 mil quilômetros de construções. Embora tenha ficado quatro anos no poder, a presidente resolveu fazer tudo de última hora.

Boa parte dos projetos está localizada em cidades de regiões metropolitanas das capitais do Sul, Sudeste e Nordeste, bastante populosas. O “mapa da mina” das obras, que movimentará empreiteiras, projetistas e consultorias, além de estimular empréstimos no mercado financeiro, está preservado do risco de paralisação no período eleitoral, a partir de julho. Como é dinheiro federal para obras públicas, sem a necessidade de assinatura de convênios com Estados e municípios, Dilma Rousseff poderá lançar os editais e as obras antes das eleições.

O que a estratégia governista talvez não tenha calculado é o mal estar que tantas obras em andamento causarão justamente em período eleitoral. Se é sabido que “o transtorno passa, mas o benefício fica”, o tal transtorno estará incomodando justamente na época em que o governo gostaria de mais estar agradando. A chance de a medida ser um tiro no pé é grande. Como vem sendo boa parte das medidas das administrações petistas nos últimos anos.

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