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Nassif, Dirceu, PHA, Safatle e amigos em evento com dinheiro público. Qual a novidade?

por Flavio Morgenstern

noticiamos aqui de passagem que José Dirceu anda com a agenda cheia demais para comparecer a um evento de blogueiros, o 2º WebFor, em Fortaleza.

É compreensível: o evento é financiado por estatais. Estatais financiando qualquer coisa é, no mínimo, imoral: paga quem vai ao evento e usufrui, e paga quem não vai. É por isso que a Petrobras financiando tantos filmes nacionais que nunca ninguém viu (ainda que isso seja uma bênção) é tão criticada. Se receber uma mamata de estatais fosse algo moralmente correto, Dirceu, preocupado com a sua imagem (e os respingos dela na própria imagem do PT) às possíveis vésperas (sic) do julgamento do mensalão, não se incomodaria em freqüentar espaços financiados por dinheiro do contribuinte.

Porém, há figurões que também não perdem um único evento desse tipo e, como não são o principal réu no escândalo do mensalão, e nem foram chamados de “o chefe da quadrilha” pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, não se incomodam em farejar uma boa festinha pública. E como não há afirmações sobre emolumentos, a essa nem mesmo Dirceu, nem mesmo nessa época, se furtou a aparecer como convidado.

A informação é do excelente blog Juventude Conservadora da UnB. A 1.ª Bienal do Livro e da Leitura a ser realizada em Brasília, entre 14 e 23 de abril, sob auspícios do governo do Distrito Federal, através da Secretaria de Cultura e da Secretaria de Educação, tem uma agenda de eventos, no mínimo, peculiar por seu parcialismo, ou até mesmo partidarismo:

“O Seminário Krisis, que acontece de 18 a 21 de abril, no Auditório Nelson Rodrigues do Pavilhão da Bienal, trará a Brasília nomes de ponta para o debate de temas como Ideologia, Religião, Meio Ambiente e Economia. O seminário começa com “Fé, fanatismo e conflitos políticos no mundo atual”, tendo como convidados o brasileiro Leonardo Boff e o paquistanês Tariq Ali, com mediação do secretário de Cultura do DF, Hamilton Pereira. Ficará a cargo do teólogo e professor Leonardo Boff uma abordagem mais espiritualizada do tema, enquanto Tariq Ali deverá lançar seu olhar crítico à realidade política internacional.

É curiosa a forma como a palavra “debate” é usada hoje em dia entre duas partes idênticas. No debate religioso em questão, há um “debate” entre a ave-maria e o amém – tão forçosamente óbvio que a própria programação já cuida de afirmar o que cada um irá dizer.

“O programa começa com o debate Religião – Fé, fanatismo e conflitos políticos no mundo atual, contando com a presença do escritor paquistanês Tariq Ali, um ativista ferrenho contra a guerra, crítico da economia de mercado, com mediação do Secretário de Cultura do DF, o escritor Hamilton Pereira.”

É o mesmo molde de “debate” e “discussão” de um assembléia na USP ou de um plenário político em uma ditadura.

Aliás, a falta de discussão e idéias novas sendo ventiladas é tamanha que cuidam da conclusão já no título do seminário palavroso do dia seguinte:

“A noite de sexta-feira terá o debate sobre Ideologias – O fim das utopias e a ditadura do mercado, contando com a participação de John Gray, do filósofo brasileiro Vladimir Safatle, do ex-ministro José Dirceu e mediação do jornalista Paulo Henrique Amorim. No sábado, dia 21, a discussão será sobre Economia: A terra treme: grandes mudanças e perspectivas na economia mundial, com a participação de Luiz Gonzaga Belluzzo e Luís Nassif e mediação do professor David Fleischer, da Universidade de Brasília.”

Um debate sobre o fim das utopias chamará o mercado, o libertador das utopias mais genocidas de toda a História mundial, de “ditador” já no título. Ora, pra que assistir a isso, se já é dito o que será dito de antemão?

Mas, depois de Leonardo Boff e Tariq Ali, estes últimos convidados são um show à parte – ainda que pese o clichê de serem sempre a escolha óbvia em eventos com verba pública, por razões desconhecidas. Há um evento sobre comunicação, sobre mídia, sobre governo, sobre utopia, sobre ditadura, sobre livros ou sobre receitas de pudim, basta ser financiado por um erário camarada e lá estarão Luis Nassif, José Dirceu e Paulo Henrique Amorim.

Luis Nassif dispensa apresentações. Tem amigos que adoram falar sobre “controle social da mídia”, e tem um programa na TV Brasil, aquela famosa TV Lula do Franklin Martins. Deve dar disparado o maior Ibope da emissora e o pior de sua carreira: é difícil imaginar essa galera que prega controle social da mídia nunca foi flagrada assistindo TV Brasil nem no programa de Nassif. Seu salário, entretanto, dá inveja a muitos com audiência bem maior – e despiciendo lembrar de sua dívida milionária, esquisitissimamente evaporada do BNDES.

Vladimir Safatle é outro grande conhecido desse blog (temo até hoje ter lhe rendido sua maior audiência até então). O filósofo (é assim que é chamado), além de maravilhosas contribuições ao pensamento mundial, como:

“No Brasil, temos um embate em torno da dita nova classe média ao mesmo tempo que encontramos uma sub-representacão de conflitos próprias à ‘velha classe pobre’.”

(um poema do Tarso Genro recitado pelo gaguinho para quem entender a que se refere a palavra “próprias” perdida na dadaísta sentença)

ou:

“As revoltas dos trabalhadores em Jirau é um bom exemplo.”

(e as concordância é uns péssimos exemplo!)

e ainda:

“O PT no Brasil condensa todos esses impasses ao personificar, na opinião de alguns, uma trágica verdade: o preço do poder é a necrose da identidade mudancista.”

(?!?!?!)

Safatle vem se destacando como um dos mais proeminentes pensadores egressos da Faculdade de Filosofia da USP. Seus concorrentes diretos neste mister são Emir Sader, Paulo Arantes, Paulo Ghiraldelli Jr. e a musa de todos.

Basta reclamar da grande mídia que logo algum aspirante a filósofo (é assim que são chamados) aparece para lembrar que há grandes nomes, inteligentíssimos e íntegros, prontos para detonar o discurso manjado da “grande mídia” macaqueadora e mostrar como se pensa de verdade. Ora, mas por que diabos Vladimir Safatle, perguntarísmoa atônitos?! Ah, bem, porque ele tem uma coluna na Folha…

Outras travessuras do Safatle é defender descaradamente os invasores da reitoria da USP, e ser terminantemente contrário à presença da PM no campus. É um comportamento curioso: quando grupos bem parecidos com esses MST’s que essa turma adora defender invadiram a fazenda do seu pai, que tem problemas com a Justiça, a resposta foi chamar justamente a polícia e botar a turma pra correr. Mas seus argumentos são sempre diversão garantida pro pessoal de casa, conforme se vê nessa entrevista ao Jornal da Cultura:

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=YIHg7xUUhXY[/youtube]

Além da bobagem sobre “a questão na USP não é a PM” (mentira, politizam questões sobre drogas a posteriori, como já foi devidamente explicado por aqui), também diverte na entrevista a afirmação de que a PM teria “entrado em biblioteca” (um policial que pense: “ora, onde estarão alunos fumando maconha por aqui? já sei! NA BIBLIOTECA!!!” deveria ser despedido por incompetência na tentativa de truculência) “sem mandato” (é mandaDo, sr. Safatle; quem tem mandato é político), coroando ainda com a afirmação de que não se pediu para a PM deixar de atuar na USP (isso logo depois de um vídeo com cartazes “Fora PM!”), surpreende mesmo é o no quarto bloco (aos 6:47):

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=AwBQBvFD5qU&feature=relmfu[/youtube]

Lá, o filósofo (é assim chamado) Vladimir Safatle é obrigado a admitir que não viu nenhum PM invadir biblioteca para prender estudante (lato sensu). Mas deixa um grande paradoxo de Zelão de Eléia para o telespectador: ele não viu, mas garante que alguém viu. Se alguém tiver provas de que ninguém entrou, a obrigação de mostrar a prova é do interlocutor. Got it? Se você tiver uma prova de que não houve invasão (sei lá, circuito interno de TV do dia inteiro sem nenhum PM, o que, aliás, todo mundo tem), você é que deve provar isso – do contrário, vale o afirmado. Sacou? É um FILÓSOFO que afirma isso.

Bem, alguém acredita que vai haver alguma discordância entre Luis Nassif e Vladimir Safatle a respeito de qualquer coisa? É de se desconfiar que os dois peçam até Coca-Cola igualmente light, e com gelo e sem limão. Mas o “debate” com conclusão no título terá “mediação” de Paulo Henrique Amorim.

Este anda tão famoso que ofusca nosso brilhantismo. Atualmente jornalista da Record (Edir Macedo, Universal do Reino de Deus), sua fama atual se deve a um laivo racista contra o jornalista da concorrente que lhe pénabundeou Heraldo Pereira, quando lhe chamou de “negro de alma branca”, sugerindo que o jornalista só conseguiu o que conseguiu na vida sendo um negro entre brancos.

Mas, claro, a maior estrela é sempre José Dirceu. Chamado de “ex-ministro” como se não fosse nada, deixam sempre de lado o fator “ex-todo poderoso da República, obrigado a se retirar do cargo para evitar que investigações mais escrafunchadoras revelassem a culpa de Luis Inácio ‘Eu Não Sabia de Nada’ Lula da Silva”. Imagine-se o que é um evento com dinheiro público (tem cachê nesse troço?) chamando Collor ou Sarney, envolvidos em escândalos bem menores… carisma é tudo.

Mas para não pegarmos tão pesado, tem também uma galera secundária tutti buona genti. Mostra o blog:

Vananda Shiva é uma importante ativista ecofeminista (seja lá o que isso for) indiana. Coordenava um grupo de ativismo ambiental feminista na Índia em que as integrantes amarravam-se a árvores para que não fossem derrubadas.

E mais um detalhe curioso sobre o último dia do evento e seu responsável:

E o último encontro, na segunda-feira, dia 23, o debate sobre Literatura Brasileira – A era de ouro e a produção atual vai reunir os autores Silviano Santiago, Mário Prata e Alcione Araújo, com mediação do jornalista e escritor Luiz Fernando Emediato, coordenador literário da I BIENAL BRASIL DO LIVRO E DA LEITURA.

Quem é Luiz Fernando Emediato?

Emediato é amigo de Amaury Ribeiro Jr., que, segundo noticiado pela imprensa, armou um esquema de arapongagem para espionar lideranças do PSDB. Amaury Ribeiro Jr. lançou recentemente o livro “A Privataria Tucana”,que foi lançado pela Geração Editorial, cujo dono é Luiz Fernando Emediato.Emediato também é amigo pessoal de Delúbio Soares, que, de acordo com a PGR, era um dos operadores do esquema do mensalão.

Dinheiro público coordenado por um… bem, um amigo de Delúbio Soares. O restante é auto-explicativo. Conclui o blog:

Não há dinheiro nem mecanismos eficientes para cobrir o rombo de quase R$ 80 milhões que a atual administração da UnB deixará nos cofres da universidade em 2012, muito menos para realizar as obras de estrutura necessárias para que alunos e professores possam estudar e trabalhar sem o risco imediato de morrer, mas há dinheiro suficiente para se patrocinar um evento claramente ideológico com verbas públicas.

Olha lá a listinha de “patrocinadores”.

Será que nossos heróis teriam a bocada que ganham se não fôssemos obrigado a pagar pelos eventos que freqüentam?

 

Flavio Morgenstern é redator, tradutor e analista de mídia.Não vai à Bienal do Livro porque gosta de ler. Leitura de verdade. No Twitter, @flaviomorgen

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31 Comentários

31 Comments

  1. danir

    23 de abril de 2012 at 02:17

    Olá Bruno etc. O único Marx que ma ofenderia caso associassem ao meu nome, seria o Karl. Os outros eram admiráveis e quem dera que tivesse o mesmo talento e inteligência. Mesmo se fosse mudo.

  2. danir

    23 de abril de 2012 at 02:11

    Olá Alexandre. Gozações e brincadeiras a parte, fico contente que você assimilou meu comentário com galhardia. Apesar de tudo, por opinião pessoal e tambem em parte seguindo a onda de outros, resolvi te provocar um pouco. Para ficar bem claro, não sou Serrista nem PSDBista, mas considero o Serra o melhor quadro político no momento para governar o Brasil. Quanto ao pt, que sempre grafo em minúsculas, simplesmente abomino, pelo que tem de maléfico ao pais. É a instrumentalização do crime na política, atravez da pregação ideológica. Bando de marginais totalitários, antidemocráticos, insidiosos e venais. Talvez possamos trocar idéias no futuro a esse respeito. É claro que o FHC tem seus pontos positivos e negativos. Tambem em algumas instâncias praticou acordos espúrios que na minha opinião não deveriam acontecer, mas na sua (dele) eram necessários para garantir a estabilização da economia e das instituições. Ainda hoje, ele fala bobagens de vez em quando embora tenha sido a figura mais importante na presidência do Brasil nos últimos 40 anos. Se estivesse no seu lugar, eu teria sido mais duro e tenho certeza que o eleitor brasileiro apoiaria. As pessoas são influenciáveis mas não burras e sempre respondem positivamente aos apelos certos. Pode chamar de ingenuidade, mas ou você apresenta um apelo que seja assimilavel do ponto de vista moral, ou as pessoas ficam apáticas e não se manifestam. É esta a força do pt. Enquanto as pessoas de bem ficam ocultas e dão uma votação de quarenta e poucos por cento para o Serra, o que é um número considerável, os dependentes da corrupção e iludidos pela peroração ideológica aparecem como se fossem maioria esmagadora. Portanto, não sou fisgado por ideologia nem por um ídolo, o que me parece muito primário para quem tenta (pelo menos)usar a capacidade de pensar e ter seus próprios juizos e convicções. E me considero de direita, sem medo de propalar esta idéia. Portanto se você não está atrelado com esta malta que hoje ocupa o governo, poder que alcançaram atravez de mentiras e trapaças, eu te respeito mesmo que não tenha as minhas opiniões, gostando ou não do Serra do FHC ou de quem for. Você tem o direito de fazer valer a sua voz e propalar suas idéias. Agora se você é petista, com ou sem roupagem aparente, embora mantenha o meu respeito a você como ser humano, eu lamento o fato, pois isto a meu ver o definiria como um ingênuo ou conivente. Espero que a primeira opção seja a verdadeira. Prefiro fazer amigos.

  3. Thiago

    22 de abril de 2012 at 03:54

    Nossa alexandre, você copiou os comentários de algum ‘direitista liberal’ ou conseguiu escrever isso sozinho?

    Só para deixar claro, nem sempre se acerta em algumas situações!

    Lembro do Lula falando que a crise de 2008 era uma marolinha… tá ai até hoje! Não acho que foi uma crise pior que a de 29 como muitos pensam e propagam, pois há meios mais “fáceis” de “cortar na própria carne” e resolver o problema!

    Lembro que a Argentina tinha o câmbio fixo durante anos e estava muito bem. Se você buscar os motivos do real ter tido tal mecanismo durante um tempo, vai ver que na época era um bom negócio ter o câmbio ‘fixo’, o problema foi o périodo em que tal ação ficou em vigor, mas só erra quem tenta fazer o certo!

    Veja o caso do Lula em 2008, falou que era uma marola e não agiu no tempo certo, quando começou a se mexer, acabou fazendo cagada… a economia anda em descompaso até hoje por causa das ações que o governo Lula/Dilma vem tomando para tentar acertar em algo… a última foi forçar o Banco do Brasil e Caixa a abaixarem os juros, medida artificial que só tende a aumentar a inflação a longo prazo, pois brasileiro adora contrair uma dívida e depois falar que não paga pois está sendo explorado pelo banco, ou seja, teremos um crescimento da inadimplência (que já está em um patamar considerado elevado para alguns), mas o governo da o dinheiro e espera que o povo não gaste (lembro do presidente do Banco Central pedindo para o povo não consumir, pois a inflação estava voltando e tendendo a ficar alta)… mas é isso, o governo do PT toma medidas achando que está fazendo o certo e não pensa que poderia estar errado, logo não irá mudar nada, como foi o caso do FHC quando viu que não era mais possível a manutenção de um sistema e resolveu mudá-lo, mesmo que essa medida tivesse efeitos negativos em um primeiro momento

  4. Victor

    21 de abril de 2012 at 16:08

    Pobre Nelson Rodrigues! O santo padroeiro dos reacionários deve estar a dar cambalhotas no São João Batista ao saber que esse piquenique está acontecendo no auditório que leva seu nome…

  5. alexandre

    20 de abril de 2012 at 22:23

    Thiago
    O câmbio fixo surgiu após o Plano Real e continuou durante o primeiro mandato do FHC. O grande defensor foi o Gustavo Franco. Esgotou nossas reservas e deteriorou nossa balança comercial. No início de 1999 não aguentamos e quebramos. E o Gustavo Franco caiu (coisa meio sui generis um liberal como ele que defendia uma polítca intervencionista). Se vc for ler algum artigo ou livro sobre economia internacional, está lá “crise do real em 1999” ao lado da crise asiática e da crise russa. Como não sou militante e dou crédito a pessoas independente de ideologia, o grande responsável por tirar o Brasil da buraco após 1999 foi Armínio Fraga. Foi com ele que surgiu o tripé (câmbio flutuante, superávit primário e meta de inflação). O primeiro superávit primário no governo FHC foi em 99, após a crise do Real. Mas não acho que o governo FHC foi um desastre completo. Tivemos a Lei de Responsabilidade Fiscal, privatizações e algumas reformas.
    E já ia me esquecendo : o FMI aconselhou o Brasil a acabar com o câmbio fixo durante a crise. Ou seja, até o FMI tem sua parcela de contribuição no tripé.

  6. Thiago

    20 de abril de 2012 at 15:25

    “aspectos negativos como uma âncora cambial que quebrou o país.”

    Esse é um dos problemas das pessoas! Não sabe o que falam e propagam isso como se fosse verdade!

    FHC criou condições para que o câmbio saísse do fixo e passasse a operar no flutuante, e isso ocorreu em 1999!

    Lembrando que ocorreram duas crises antes desse passo e um logo depois. Mas é bem provável que os esquerdistas não lembrem da crise dos países asiáticos em 97/98, da Rússia em 98 e da Argentina em 2001/02. Também não vão lembrar o motivo do real ter chegado a quase R$ 4 nas eleições de 2002, pois os investidores externos tinham medo do Lula mudar a política econômica! Mas o povão nem lembra o que comeu ontem, vai lembrar desse tema complexo?

    E só mais uma coisas, quem começou a fazer superavit primário foi o FHC, e não o Lula como alguns acham que foi…

    Bem, chega de aula de História, afinal não vai adiantar nada eu ficar aqui falando o que realmente aconteceu…

  7. alexandre

    19 de abril de 2012 at 21:29

    Danir
    Não é crise existencial. Nesse blog, nunca defendi mensalão e nem o Zé Dirceu. Sobre o Nassif, acho que ele entende de economia e concordo com algumas posições dele mas me incomoda um pouco os patrocínios de estatais. Acho o PHA caricato. Acredito também que o Reinaldo Azevedo é mais serrista do que jornalista. Faço fortes críticas ao Serra e acredito que a Privataria Tucana não é totalmente um livro de ficção. Acho que a Revista Veja forçou a barra para desacreditar o Satiaghara no caso do grampo entre o Gilmar Mendes e o Demóstenes. Sou contra a lei da Anistia. Sou a favor das UPPs.Não sou petista, acho que o governo Lula teve muita corrupção e também acho que a Dilma só demite quando a imprensa cobra. Mas por outro lado, eu reconheço os avanços sociais durante o governo Lula. Por outro lado, acho que a oposição tem “telhado de vidro”, no governo FHC o Renan Calheiros chegou a ser ministro da Justiça (?). Sobre o governo FHC, teve aspectos positivos como as reformas e teve aspectos negativos como uma âncora cambial que quebrou o país. Se vc perceber, não sou um militante mas um cidadão que gosta de opinar. Não sou um pacote pronto. Tenho minhas opiniões e até contradições. Mas prefiro ser assim do que ser militante.

  8. alexandre

    19 de abril de 2012 at 21:07

    Flávio
    Um assunto um pouco fora do post mas é uma dúvida que eu tenho. Tenho um conhecimento básico de filosofia mas percebi que esses filósofos atuais como Vladimir Safatle, Marilena Chaui e o Pondé só tratam de política. Não vejo eles falando de metafísica, filosofia da linguagem ou temas de filosofia. A filosofia hoje só trata de política ? Não fala sobre os temas antigos ? Só repetindo, não sou especializado no assunto. É só uma dúvida. Espero não estar falando bobagem.

    • flaviomorgen

      20 de abril de 2012 at 00:13

      Bom, a verdade é que filosofia política é “fácil”. Quer dizer, sem aspas mesmo. É muito mais fácil falar de sistemas políticos (que são mais mensuráveis, até historicamente, do que conceitos abstratos como “Deus” ou “razão”) do que ontologia, estética ou mesmo ética. É um erro bem bobo: discutir política fica muito mais fácil quando ela advém de conceitos mais universais, do que tentar construí-los a marretadas assim (veja como o marxismo ainda é religião nas faculdades de filosofia por isso: “explica” toda a realidade com um punhado de conceitos que cabem nos dedos da mão). Mas há filósofos excelentes cuidando desses temas e ainda vivos.

  9. Leonardo

    19 de abril de 2012 at 17:21

    E todos colaboram ou com a tv do bispo da sacolinha ou com o revista do carcamano bajulador de presidentes.

  10. curioso

    19 de abril de 2012 at 14:11

    só queria saber se o cunhado vai receber os 2 milhões de volta.aquele chapéu foi doloroso

  11. Bruno Nascymento Dias E Silva

    19 de abril de 2012 at 01:02

    Além de ingênuos, falta-lhes Inteligência. Vocês acham mesmo que eu escrevo daquela forma. Pensei que os Patetas eram apenas três, mas me enganei com os irmãos “Marx”. Penso que eram Lary, Mou, Curly e Joe.

    Estou em Brasília, sim (Gravs, lookup my IP) para participar da Bienal do Livro, falar para milhares de brasileiros ingênuos que compram meu discurso pago pelas estatais.

    A autoajuda ajuda quem ficou marginalizado, mas quem bajula o governo não morre pagão e ainda por cima teremos uma sarau marravilhoso.

    E outra, vocês já repararam nas inicias do meu nome. Foi uma homenagem ao meu maior mecena. Além de economia aprendi muito sobre engenharia financeira, social, filosófica…

  12. danir

    18 de abril de 2012 at 20:22

    Está parecendo que o Alexandre está no meio de uma crise existencial.

    Bruno Nascimento Dias e Silva, o mais estético, e correto è “tentarmos ser”. Tentarmos sermos é uma tijolada na Última Flor do Lácio.

    Ser filósofo não tem nada a ver com participar do circúito universitário. Nem é um título que seja adquirido com um curso acadêmico ou necessita de nossa concordância. É preciso uma coerência de idéias, de ações e de princípios, que por si só tambem não justificam a qualificação. Na minha concepção, o Millor Fernandes (mente superior e privilegiada) é muitas vezes mais filósofo do que toda essa patuscada junta. E ao que me consta ele nem completou um curso univérsitário.

  13. Conservatore

    18 de abril de 2012 at 19:31

    Em relação ao comentário anterior, segue link demonstrando os numeros “fome” mundial:
    https://www.midiaamais.com.br/economia/8019-guy-sorman

  14. Conservatore

    18 de abril de 2012 at 19:14

    A despeito de torrarem o Erário, os camaradas ainda posam de paladinos da “moral” e de “intelectuais” , tudo, é claro, em nome do povo. Sou povo, até o momento não fui beneficiado.Nestes moldes, nem quero, apesar da tentação, afinal de contas, as vezes, também escorrego no português,rss.

    PS.Uma professora com pós-doutorado, me saiu com essa,(entre outras, fui malhado a aula toda) quando lhe disse que Marx não pesquisou seu objeto, ou seja, o proletário:
    Nos EUA, só 10% da população têm acesso a saúde qualidade, e que, 50%(isto mesmo, 50%) da população mundial passa fome.Ou seja, para ela, Marx acertou em cheio ao “desvelar” o caráter exploratório do capitalismo,”gerador” das desigualdades, mesmo sem ter ido a campo.Ela se formou na USP, capiche?Sem ofensas aos uspianos que estudam de forma livre e séria(não ideológica).

  15. Doug

    18 de abril de 2012 at 15:04

    Agora nós vemos que a escola petralha detonou a escola malufista!!!

  16. Otávio

    18 de abril de 2012 at 12:19

    Estava matriculado numa pós (que acabou não fechando turma, tsc tsc) e a biblioteca da Universidade foi batizada como Marilena Chauí.
    Todos os dias nos quais entro no local penso: se essa porra fosse minha, dava o nome de biblioteca Churchill, com poster do cabra segurando uma tommy gun.

    Safatle teve um arranca-rabo recente com Pereira Coutinho, que mandou coisas do tipo “ignorância atrevida” e tal. Acompanhou a história?
    Seria interessante também vê-lo debater com Pondé no jornal da Cultura. Seria um Furo MTV sem roteiro. Melhor que isso só um debate entre Lula e Uribe.

    Sobre o artigo mesmo, nada a comentar. Assim como no evento progressista, o assunto morre no título. A diferença é que lá a biografia dos indivíduos é simplesmente esquecida. Safatle diria que é uma necrose da identidade mudancista?

    *eu sou o cara que te add no facebook dia desses.

    • flaviomorgen

      18 de abril de 2012 at 15:43

      Vi sim, esqueci de linkar o arranca-Habermas com o Coutinho, que o descascou infinitamente mais do que eu, claramente. Mas sempre dá pra dizer um pedantismo barato ou outro para pedir um totalitarismozinho óbvio…

  17. Ismael

    18 de abril de 2012 at 12:12

    É duro saber que essa petulância intelectual da defesa intransigente da mediocridade seja parte de um projeto de poder da esquerda. Podiam pelo menos roubar sem encher o nosso saco.
    Trabalho no centro de SP. Tem um montão de sebos por aqui e ontem eu “achei” jogado num degrau do Sebo Floresta um exemplar do Privataria Tucana. Atenção gente, já tá no sebo, e faz pouco tempo que lançou. Mais quick que isso só mesmo o Augusto Cury. Eta best-seller….

  18. Hay

    18 de abril de 2012 at 10:05

    Bruno, quer ser puxa-saco do governo? Ok, eles sempre existiram e sempre existirão, não é novidade nenhuma. O que é inaceitável é você ser um puxa-saco semi-oficial (ou até mesmo oficial!) patrocinado com dinheiro público. Por que eu tenho que pagar para você elogiar o governo, pedir controle social da mídia e dizer que o mensalão é uma farsa? Já há assessores de imprensa e porta-voz do governo para isso.

  19. Roberto

    18 de abril de 2012 at 08:12

    Bruno, teu entendimento do que é dinheiro público é singular. Não vou nem discutir os argumentos do contracheque, pedir/roubar, “tô tentando sobreviver”, etc. Larápios pegos com a mão na massa dizem as mesmíssimas coisas.
    Mas uma coisa eu não perdôo: o populacho não tem que financiar a “independência” de opinião de ninguém. E que diabo de “independência de Diário Oficial” é essa?
    Ao invés do governo facilitar a vida de quem quer trabalhar honestamente, ele faz exatamente o contrário, aumentando a estado-dependência com estas boquinhas para-estatais. E quem demonstra isso ainda tem que ouvir “ah, é assim mesmo”. É o cacete!

  20. alexandre

    18 de abril de 2012 at 07:19

    Muda seu nome para Gravataí Merengue ou começe a elogiar o Serra, que aí começaremos a discordar ! kkkkkk
    um abs

  21. Thiago

    18 de abril de 2012 at 03:21

    Como um ser pode ser tão contraditório? … Sério, se ser filósofo é isso ai… qualquer bêbado faz um ‘trabalho’ melhor do que esse cidadão!

    Ainda estou tentando entender o que ele tentou dizer e não consegui compreender uma frase… Será que sou burro? =/

  22. alvaro

    18 de abril de 2012 at 00:32

    Somente uma pequena correção: quem chamou Zé Dirceu de chefe da quadrilha foi o ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza. Mas eu não havia reparado no detalhe de que o Safatle é o Lenin sem óculos.

  23. Bruno Nascymento Dias E Silva

    18 de abril de 2012 at 00:27

    Não seja desonestos para com a opinião pública. Nos estamos apenas tentando sobreviver. Familia, filhos, companhareira. E se fosse com vocês.

    Pagamos o preço por tentarmos sermos Independentes, mas que o é? Vamos sobreviver como. Escrevendo, não tomando Partido?

    É muito fácil falar quem ainda possui um contra-cheque e uma empresa para pagar salários. Dependemos sim das verbas estatais, mas é melhor pedir do que roubar.

    E outra, Jacoh da Bandalheira quando tocava cavaquinho com seu Bandolin dizia que quem se vende por tão pouco não vale o preço que pagam.

    Eu ainda tenho muita bilis para segregar e vocês..?

  24. Fernando Polo

    17 de abril de 2012 at 21:16

    Choram, chiam, reclamam da grande mídia que se vende a “direitafascistaprivatista”, aí chega o advento da internet, que pluraliza a discussão, dando-lhes a possibilidade de um jornalismo diferente (se é que isso existe), fazem o que? Se aninham ao governo também (lógico, o da situação).
    Mas eu até entendo PHA, Nassif e outros, a incompetência os fez serem enxotados da “grande mídia”, e a esperteza os fez “cortar o intermediário”, ou seja, em vez do cascalho ir pra “grande mídia”, com um blog independente (sic), vai direto para vossos bolsos.

  25. alexandre

    17 de abril de 2012 at 20:08

    Só para completar meu comentário anterior. Dinheiro público não é para eventos desse tipo. Que busquem dinheiro de empresas privadas ou cobrem ingressos. Mas nada de dinheiro de estatal ou do orçamento.

  26. alexandre

    17 de abril de 2012 at 20:05

    Acho esses eventos um pouco desnecessários. Já sabemos de antemão o que o Nassif e o Beluzzo vão dizer. Não que eu seja contra eles mas usar dinheiro público para um evento que não agregará nada, sou contra.

  27. A Carioca

    17 de abril de 2012 at 18:28

    Safatle, sua ANTA! Ainda há néscios que levam esse mané a sério.

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