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No lugar de policiamento, governo gastará com propaganda para aumentar a “sensação de segurança” nas fronteiras

Em abril deste ano, noticiamos aqui no Implicante o corte de R$ 1,5 bilhão no orçamento da Polícia Federal que afetou investimentos no controle das nossas fronteiras.  A redução do repasse ocorreu meses depois da presidente anunciar investimentos no setor.

Em 2010, Dilma chegou a afirmar que uma das prioridades do governo era combater o tráfico de entorpecentes e o contrabando de armas, o que, pelo menos até agora, não ocorreu. Ao invés de aumentar o efetivo policial nas fronteiras, o governo federal opta agora por torrar alguns milhões em publicidade. A medida, de acordo com o Ministério da Justiça, tem o objetivo de aumentar a “sensação de segurança”, e não a segurança, como era de se esperar.

Leiam o que informa Breno Costa na edição deste sábado (17) da Folha. Comentários logo abaixo:

A primeira ação do governo federal para reforçar a segurança nas fronteiras do país não foi melhorar a estrutura de vigilância, e sim contratar uma agência publicitária.

Ainda em andamento, a contratação visa aumentar a “sensação de segurança” em relação a essas áreas. Ela foi a primeira a ser lançada no contexto do Plano Estratégico de Fronteiras, anunciado com destaque pela presidente Dilma Rousseff em junho.

O plano objetiva impedir a entrada de armas e drogas, e foi a principal bandeira de Dilma para o combate ao tráfico na campanha eleitoral.

As promessas iam da aquisição de 14 Vants (veículos aéreos não tripulados) ao aumento do número de agentes nos 17 mil km de fronteiras.

A contratação da publicidade está estimada em R$ 10 milhões. O valor representa 58% dos R$ 17,1 milhões que o governo gastou este ano em ações diretas de reforço à segurança das fronteiras.

Se forem considerados só os gastos programados pelo governo Dilma, sem os compromissos firmados sob Lula, o custo com a contratação da agência publicitária representa mais do que o triplo.

O guia elaborado pelo Ministério da Justiça para as agências de publicidade que vão disputar a licitação afirma que, nas ações nas fronteiras, “o desafio é contribuir para aumentar a sensação de segurança e de proteção para todos os brasileiros”.

Íntegra aqui (para assinantes).

Comentário:

Durante todo o processo eleitoral, Dilma ficou a reboque das idéias apresentadas pelo seu principal oponente, José Serra. Toda vez que o tucano dirigia uma crítica à condução de determinado tema, a agora presidente anunciava alguma medida mirabolante para resolver o problema. Isso quando não copiava a idéia de seu adversário, como já demonstramos aqui no Implicante. O episódio Pronatec ilustra bem o que afirmamos, reveja o vídeo que publicamos em maio deste ano:

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=TmkT0CaN1FM[/youtube]

Abaixo republicamos a promessa de investimentos na fiscalização de fronteiras feitas por Dilma, durante a campanha eleitoral de 2010:

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=6sdF1tTuXEk[/youtube]

Infelizmente esse não é um episódio isolado. Inscreva-se em nosso canal do Youtube e assista a outros vídeos que deixam clara qual a distância das promessas de Dilma com os fatos.

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4 Comentários

4 Comments

  1. Idevam

    17 de dezembro de 2011 at 19:35

    E O Projeto Brasil um País de Palhaços

  2. Thiago

    17 de dezembro de 2011 at 11:43

    O mais engraçado, dinheiro para fazer não tem, mas para a propaganda surge dinheiro de sobra…

    Ai eu pergunto, quem faz essas propagandas? São companheiros? Pois é o que parece… afinal, companheiro ajuda companheiro né?

  3. Tea Party

    17 de dezembro de 2011 at 10:04

    Não seria novidade
    Essa é a tática que o PT aprendeu muito bem com Joseph Goebbels ministro da propaganda de Hitler.
    Diego Vidal de Araujo em trabalho de conclusão de curso cita:
    “Valendo-se de idéias e conceitos, a propaganda adquire uma força dentro da Alemanha, graças à censura e monopólio dos meios de comunicação, visando o domínio das massas.
    Essas massas precisam, contudo, ser cativadas e conquistadas pela propaganda, como
    um meio de manter a população completamente subjugada.
    Nessa circunstância, o que o movimento nazista ofereceu às massas foi a idéia de um
    mundo perfeito, melhor do que a própria realidade vivenciada naquele momento histórico.
    Um mundo em que cada alemão era novamente despertado em suas esperanças de satisfação
    de necessidades e proteção. A idéia deste mundo mentiroso construído por uma ideologia
    inquestionável colocou a Alemanha em um movimento nunca antes presenciado pela História
    da Humanidade.”
    É mais fácil mentir.
    Alguma coincidência com o que vivemos hoje no Brasil?

  4. Sidney

    17 de dezembro de 2011 at 09:17

    Quer apostar, dentro de seis meses a Globo vai noticiar que tal plano está dando certo.

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