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O novo furo (furado) da Carta Capital

por Flavio Morgenstern

“Amicus Plato, sed magis amica verita.”
(Amigo de Platão, mas ainda mais amigo da verdade.)
– Aristóteles, Ética a Nicômaco

A reportagem de capa da Veja dessa semana mostra que o PT distribuiu um “manual” para companheiros na CPI. É algo completamente legal, só um pouco vexatório, ainda mais para o partido que antes se arrolava o dono da ética – hoje já prefere advogar-se dono do país.

O braço midiático do PT não gostou de passar vergonha. Cynara Menezes, da Carta Capital, foi avisada por um seguidor no Twitter de que o “manual” continha material que estava no blog Brasil 247, aquele mistifório criado por Daniel Dantas para detonar seus adversários – e que acaba servindo bastante para municiar o PT. Sua conclusão veio antes de um raciocínio escorreito e passou reto por conseqüências que foi incapaz de calcular: para ela, seria uma prova “por A + B” de que “o jornalismo da Veja é ruim” e de que o documento é “suposto”, não sendo um “documento” sem aspas por ser “um amontoado de recortes de reportagens de jornais, revistas e sites brasileiros”.

Se tal fosse verdade, seria fácil processar Veja por forjar um documento oficial. O documento que a revista mostra vem com o brasão da República. Seu uso é obrigatório nos papéis de expediente, nos convites e nas publicações oficiais de nível federal, de acordo com a lei 5.700/71. Não é um papel que você pega em branco com o símbolo em qualquer xerox e escreve o que quiser embaixo. Tampouco pode-se usar o símbolo em qualquer informe comunicativo só pra ficar mais supimpa: apenas entidades governamentais federais podem fazer uso do brasão. Nem mesmo paraestatais, como Banco do Brasil ou Petrobrás podem utilizar o símbolo. Há inclusive decisão no sentido de coibir entidade de despachantes que utilizava o brasão da República em seus documentos sob pena de multa diária de 10 mil reais.

Não é o tipo de informação que Cynara pesquisou antes de afirmar, de estro próprio e inconseqüentemente, que era um papel “que utilizou selo da república na hora de xerocar. simplérrimo.” – idéia difícil de sustentar em uma realidade regida pela Constituição Federal e pelas Leis de Newton.

Em outras palavras, se a reportagem de Cynara Menezes tivesse algum pingo de veracidade, seria nitroglicerina prestes a explodir. Poderia ser o maior escândalo midiático do hemisfério. Não seria um erro como “fingir que um site financiado pelo PT é propaganda do próprio PT”. Seria um crime federal seríssimo capaz de fechar as portas da terceira revista mais lucrativa do planeta. Mas, para tristeza de Cynara, não é isso que ela tem em mãos.

O Ctrl C + Ctrl V da Carta Capital

Quando recebeu a “notícia” pelo Twitter (é este o modus operandi do “jornalismo investigativo” cartacapitalista), Cynara não pensou nem pesquisou o assunto. Apenas escreveu um texto afirmando que a concorrente “parece ter perdido toda a noção de ridículo”, emendando que os trechos que a revista publica “são na realidade pedaços copiados e colados diretamente (o manjado recurso Ctrl C+ Ctrl V dos computadores) de reportagens de terceiros, sem mudar nem uma vírgula”. Ora, estranho seria se mudasse – aí então seria uma prova falsa. A blogosfera progressista iniciou uma hashtag entre as pessoas que querem verbas públicas para seus blogs e censura estatal na imprensa, afirmando que Veja divulgava informações antigas e consabidas – como o Manifesto Comunista ou o Decálogo Bíblico.

Mas não passou pela cabeça de nossa heroína que, afinal, um documento oficial que trambicou entre petistas de alto gabarito pode, muito bem, ter sido feito originalmente com material de sites – isto é, quem copiou os tais blogs foi o próprio PT, e Veja apenas teve acesso ao documento que os petistas montaram (por que isso não aventou nem como hipótese pela caçuleta de nossa protagonista?). Ademais, se é para usar informações falsas, mas com aparência de complicadoras para chantagear membros da oposição, quem com um QI maior do que 68 iria pensar em escavucar outro lugar, que não os blogs dos amigos do presidente Lula e da companheirada muy amiga da Carta Capital? Talvez tenha até rolado um ciuminho por nenhuma reportagem da própria Carta Capital ser arrolada no documento. O caso, então, é que simplesmente descobriu-se (ou alguém soprou a resposta) qual a origem do documento apresentado por Veja, jogando ao vento uma afirmação genérica e mentirosa de que a Veja apresentou um “suposto ‘documento'”.

Quatro dos cinco parágrafos do texto de Cynara são “provas” da verdadeira origem oculta, misteriosa, obscura, arcana e danbrowniana do documento. Todos eles citações de sites terminados com “CLIQUE AQUI”. Uma forma bem curiosa de “jornalismo” pra quem reclama dos concorrentes fazerem tudo na base do Ctrl C + Ctrl V… para piorar a sua bricolagem, coloca links sem aviso para conteúdo restrito. É uma forma fácil de diferenciar um jornalista de um blogueiro que, por acaso, escreve para uma revista.

Todavia, o busílis deixou a tese cartacapitalista numa estúpida sinuca de bico. A partir deste momento, temos duas hipóteses mutuamente excludentes à vista.

Primeira hipótese: o “documento” é falso e o jornalismo da Veja é ruim: o que, na prática, significa afirmar que Veja forjou um documento que não existia. Na verdade, a revista da Abril estaria tentando manchar a imagem ilibada de petistas, pois seu jornalismo “copiou sites” como o Brasil 247 (que acusou a revista de… “plágio”). Segundo essa hipótese doidivanas, Cynara acabou de descobrir o maior trambique jornalístico do Brasil e um dos maiores do mundo. Resta apenas processar a revista e se tornar um ícone mundial, o que Cynara não parece ter muita coragem de fazer – fora auferir um lucrinho mocorongo diante de seus pares fanáticos – porque há certos paradoxos a serem desatados.

Segunda hipótese: o documento é verdadeiro, porém não é um documento, só para se poder falar mal da Veja: por essa hipótese, a reportagem de Cynara deu um belo tiro no pé (exatamente como a reportagem de capa de Veja demonstra, diga-se). O documento que circulou entre petistas é que foi copiado de blogs e sites, portanto deve-se reclamar com a falta de criatividade do PT, e parabenizar VEJA pelo jornalismo correto e que “não muda uma vírgula” do que vê (na verdade, é uma foto de um documento, e não uma transliteração).

Há ainda uma complicação, que aparentemente Cynara não percebeu ao tecer suas algaravias: ao descobrir a fonte do documento (que é incapaz de provar que inexiste, a não ser colocando aspas entre a palavra, como uma criança fechando os olhos para fazer sumir o que vê diante de si), acabou provando… a existência do documento (então, qual o motivo da choradeira com o semanário da Abril?). Tudo o que conseguiu fazer foi impugnar o conteúdo, que pode ter sido copiado de qualquer lugar. Já o meio Cynara não desdiz. Na prática, ficou pior a emenda: além de confirmar que o PT fez o que a Veja afirma, ela ainda por cima revela que eles plagiaram o comunicado todo. Ao tentar acusar a Veja (ao invés de acusar o montador do documento) de Ctrl C + Ctrl V, não percebe que seu “jornalismo investigativo” se prova apenas um Ctrl F. Mas vá explicar isso pra quem quer acreditar em estatismo a qualquer custo…

É bem provável que Cynara não tenha calculado todas essas conseqüências de sua, digamos, “reportagem” – muito menos o quanto demonstrou estar muito além das raias do ridículo. Assim, foi baixando a bola no decorrer do dia, trocando uma tentativa de vender a primeira hipótese por um remendo na segunda. Surgiu uma idéia band-aid de emergência: não era bem um documento (mesmo com brasão da República), era um… clipping (sic). Há de se admitir que não foi a pior desculpa do dia, já que o senador Cristovam Buarque, após divulgar site erótico pelo Twitter por engano, afirmou: “Devo ter digitado algum número errado. Vou consertar agora mesmo”… medalha de prata para Cynara.

É uma sensação de déjà vu. O “não era documento, era clipping” é um novo “não era dossiê, era banco de dados”. Ou “não era caixa 2, era dinheiro não contabilizado”. Que tal afirmar que a entrevista de Haddad e Lula no Ratinho não era propaganda antecipada. Era “horário eleitoral não contabilizado”?!

É claro que seus leitores, que defenderão até a mentira mais deslavada da Carta Capital para proteger petistas, compraram os farrapos de desculpa. Mesmo que, neste meio tempo, tenha-se complicado ainda mais a sustentação de alguma tese de “jornalismo ruim” ou, segurando a risada, “clipping” com brasão da República (talvez o primeiro da história mundial).  O site da Veja publicou contradições cynarísticas do líder do PT, Jilmar Tatto, tentando dar para trás e fingir que não houve confecção do manual, com fatos e fotos. Isso é jornalismo investigativo que vai além de um Ctrl F. E que busca entender conseqüências ao invés de cair em contradições estapafúrdias.

A solução foi tentar, por contraste, aumentar o poder de fogo da informação inicial, fingindo que o documento que Veja publicou era apresentado como um “documento secreto” ou então até mesmo um “dossiê” (duas expressões inexistentes na reportagem de Veja).

O que era de se esperar? É assim que a Carta Capital inventa “verdades” e “jornalismo bom”.

Segundo um galfarro seu tentou remendar, o problema então não seria Veja ter mentido ou mesmo que o PT tenha usado os velhos sites que adora financiar via propaganda estatal para produzir documentos (o que até tem a sua lógica), e sim que “qualquer mané pode fazer um clipping, basta pegar uma pasta e encher de recortes de jornal, de notícias que todos conhecem”, jogando no ataque: “tenta processar alguém, apresenta um clipping como prova e diz pro juiz que é documento, aí você quebra a cara volta aqui” (sic). Curioso que não se pede para Cynara provar a falsidade do documento com o brasão da República. E nem se pergunta o que diabos é esse “clipping” com uma das logomarcas federais.

Um fenômeno realmente curioso: a reportagem de Veja apenas afirma que o PT distribuiu um documento que serve como guia para seus cupinchas se comportarem durante a CPI. O foco era cobrir Gilmar Mendes de porrada, e Veja apresenta as acusações que o documento pretende levantar. Algumas delas ainda não caíram na mídia. Se Veja realmente quisesse “forjar” algo, seria muito estranho tornar públicas acusações contra Mendes que o público ainda não conhecia. Tampouco Veja afirmou que o PT fez algo ilegal, ou mesmo imoral: apenas mostrou que a estratégia foi contraproducente. A petistada não precisava se ofender tanto. Acabou agindo como um certo Luis Nassif, que ultrapassou as barreiras poéticas da linguagem ao dar pra trás em sua campanha de difamação à Veja.

As garatujas cartacapitalistas, tentando mostrar que Veja errou no diagnóstico, não apenas confirmaram as verdades do semanário abriliano, como também deram outro tiro no pé na tentativa desesperada de achar alguma virtude no PT e na sua tentativa de ameaçar seus desafetos para encobrir seus próprios crimes.

 

Flavio Morgenstern é redator, tradutor e analista de mídia. Sempre que faz um clipping, coloca um brasão da República no alto só pra aumentar o valor de mercado. No Twitter, @flaviomorgen

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39 Comentários

39 Comments

  1. Érico

    11 de junho de 2012 at 15:57

    Flavio, você tem a fonte sobre essa história de desconto para filiados do PT? Que eu saiba, existia isso na Caros Amigos, mas nunca ouvi falar da Carta.

  2. alexandre

    10 de junho de 2012 at 12:59

    Flávio
    Vc deprecia a Carta Capital por causa de sua tiragem. Sempre enfatiza que ela é sempre menor do que a da Veja. Mas quantidade é qualidade ? Me admiro vc usar esse argumento. Se for assim, Paulo Coelho é o melhor escritor do mundo. As reportagens da Veja são superficiais e englobam áreas como medicina e cotidiano. A Carta Capital é especializada em política e economia. O público é bem menor. Lá vc não vai ler sobre remédios novos, dietas da moda, cobertura de assassinatos e outros assuntos cotidianos que tem um público alvo maior.

    • flaviomorgen

      12 de junho de 2012 at 00:44

      alexandre, zombo de uma revista ter MAIOR porcentagem de propaganda estatal com uma tiragem dessas. Aliás, zombo não: lamento! Sei muito bem o que aconteceria com a revista se as estatais sumissem dali, e sei muito bem que uma Petrossauro da vida não precisa fazer propaganda em lugar nenhum, muito menos numa revista pró-Estado em tudo. No mais, achar que são os assuntos da Veja que garantem o público da revista é bobagem. Suas maiores tiragens são com escândalos políticos na capa (ou você não perderia por nada aquela sobre o novo tratamento contra obesidade?!). Apenas é uma revista muito mais profissional e, sobretudo, que não mente loucamente e inverte afirmações como a Cynara fez e até hoje não teve coragem de olhar na minha cara e admitir.

  3. JACUTINGA

    9 de junho de 2012 at 03:28

    o mais engraçado de tudo isto, é que o PT inventa as mentiras e acaba acreditando nelas !! P A T E T I C O !!!

  4. João

    8 de junho de 2012 at 20:24

    Que bom saber que a Veja está preocupada com a Carta Capital. Muito boa notícia! Significa que a tiragem está despencando junto com a credibilidade.

    O inacreditável é alguém se achar muito esperto por “encontrar” um furo furado na Carta Capital depois de repercutir o maior furo furado do ano publicado pela Veja, a suposta pressão de Lula sobre Gilmar Mendes desmentida pelo próprio Gilmar Mendes. Não vou colocar aqui o vídeo em que ele próprio se desmente porque já fiz isso em outro comentário e fui censurado, mas nem precisa, porque todo mundo já conhece e ninguém mais tem coragem de falar dessa estória.

    • flaviomorgen

      8 de junho de 2012 at 23:52

      Joãozinho, se algum dia as tiragens da Veja “despencarem” pra metade, ela só terá 8.122 exemplares pra cada um da Carta Capital. Pode continuar vivendo no seu mundo de faz de conta, em que Gilmar Mendes “se desmente” (e depois faz o STF inteiro correr atrás do Lula misteriosamente). Mas não se preocupe: TODO MUNDO conhece essa ESTÓRIA (sabe que isso significa que é falsa, né?), sobretudo o enorme contingente de leitores da Carta Capital. Boa realidade paralela e mande um abraço pra Alcachofra.

  5. Leitor atento

    7 de junho de 2012 at 23:02

    Li a sua análise, reproduzida pelo Augusto Nunes, a respeito da crítica pela referida jornalista na Carta Capital. Para mim foi esclarecedora. Ainda que o “documento” tivesse sido recortado ou transportado com “Ctrl C/Ctrl V” desde o site 247 (também conhecido como 171), não há nenhum embuste na reportagem, até porque a Veja não se afirmou detentora exclusiva, em “primeira-mão”, do conteúdo do “manual” distribuído aos companheiros membros da CPI. Enfim, o que importa é a sua real existência, razão porque, na hipótese, a Carta Capital não conseguiu por o “bode na sala”.

    • flaviomorgen

      7 de junho de 2012 at 23:41

      Poi zé, mas resta dizer que, se o PT copia site e a Veja descobre, é a Veja quem faz “mau jornalismo”… Mas nem tente explicar isso pra quem diz “a verdade está sempre com quem está contra a Veja”…

  6. João 77BM

    6 de junho de 2012 at 15:16

    Quando – e se – atuais jornalistas da Veja virarem puxa-sacos profissionais do governo, como o carcamano e o obreiro do bispo macedo são desde que eram da Veja e babavam o ovo dos ditadores do governo militar, o Implicante implicará devidamente com eles. Uma hipótese não é argumento frente a fatos.

  7. João 77BM

    6 de junho de 2012 at 15:11

    “A matéria da Veja é esgoto puro. Que bom que existem Cynaras!

    flaviomorgen responde:
    junho 6th, 2012 às 11:24

    Ah, o nível alto de argumentação das esquerdas!…”

    Hahahaha Total

  8. Francisco de Alcântara

    6 de junho de 2012 at 12:18

    Esse exército do PT na Blogosfera é patético e hilário..

    Sao pessoinhas do seculo IV, ainda lutando com tacapes e flechas….

    HAHAHAHAHAHAHAHAHA

  9. JACUTINGA

    6 de junho de 2012 at 10:24

    Huumm !! O JEG/BESTA endoidou de vez…
    A quem esta gente pensa que pode enganar ?? Só a eles mesmos e seus semelhantes que são burros, tão burros, mas tão burros, que acreditam nas mentiras inventadas por eles mesmos !!!
    Vejam como funciona a “coisa”:
    1-A central de boatos do PT inventa um suposto fato.: O gato subiu no telhado.
    2-O MAV sai espalhando para twiteiros e comentaristas profissionais (aumentados de 0,30 para 0,50 e se passar no R Azevedo 1,50): Ouvi que o gato subiu no telhado, me disseram que o gato subiu no telado, sabia que o gato subiu no telhado, um bicho disse miau lá do telhado, todo mundo está dizendo que o gato subiu no telhado , consta que o gato subiu no telhado e etc..:
    3-O JEG e a BESTA noticiam.: O gato subiu no telhado. Forte movimento nas redes sociais indica que supostamente o gato subiu no telhado !!! Acreditaram no MAV.
    4-Os “iluminados” do PT, com nível de inteligência, sabedoria e esperteza de um J Tatto ou C Vaccareza e outros tais, faz documento facilmente rastreável dizendo: Todos pra cima do homem porque o gato subiu no telhado . Acreditaram no JEG / BESTA.
    5-Um perfeito idiota, chefão famoso, chega para o gato e alerta: Fica quieto porque eu sei que o gato subiu no telhado… Acreditou nos “ iluminados”, que acreditaram no JEG / BESTA que acreditou no MAV. Só rindo destes idiotas !!
    6-O gato virou onça quando descobriu a rede de intrigas:
    7-VEJA descobre o “documento dos iluminados” e denuncia a armação que incluía o gato subiu no telhado entre outras falsidades;
    8- O 247, CC e PHA e outros semelhantes,para não perderem a viagem, publicam em manchetes: VEJA plagiou! Está lá que o gato subiu no telhado, o que já havíamos dito em abril (vide item 3 que evidentemente é anterior ao ítem 4). Misturam alhos com “frangalhos”
    Ridículo se não fosse trágico.
    Até onde vai chegar a imbecilidade desta gente ?

  10. alexandre

    6 de junho de 2012 at 07:29

    Uma coisa que acho engraçado : a Cynara já foi da Veja. Assim como o Mino e o PHA. Se eles são tão ruins, isso significa que trabalhar na Veja não é sinômino de qualidade. Quem me garante que o Policarpo Junior e o Lauro Jardim são tão bons assim ? Um dia a Cynara, o Mino e o PHA era “respeitados” pela grande mídia e hj não são. Eles seriam defendidos com unhas e dentes pelo implicante se o blog existisse na época deles na Veja. De uma resvista que “pariu” Cynara Menezes, Mino Carta e PHA, quem me garante que Policarpo Júnior e Lauro Jardim são sinômino de qualidade ?

    • flaviomorgen

      6 de junho de 2012 at 11:31

      Dizer que Cynara, Mino Carta e PHA já foram respeitados é manipular demais o passado pra atacar a Veja e proteger a querida Carta Capital, hein, alexandre? Por sinal, há uma porrada de jornalistas na grande mídia com quem a “oposição” (uso essa palavra para reunir todo mundo que é contra o governo atual, mas é muito mais abrangente) vive às turras. Aliás, há políticos anti-PT até os ossos que também são vistos da mesma forma. Falsificar o passado pra criar uma possibilidade absurda de futuro é demais pros meus dois neurônios.

  11. Michel

    6 de junho de 2012 at 01:30

    A coisa está tão feia que nem temos nas hostes do petismo alguém que nos assuste pela inteligência. Botaram essa foca para defender a quadrilha…

  12. eduardo albuquerque

    6 de junho de 2012 at 00:29

    A matéria da Veja é esgoto puro. Que bom que existem Cynaras!

    • flaviomorgen

      6 de junho de 2012 at 11:24

      Ah, o nível alto de argumentação das esquerdas!…

  13. BRUNO-RJ

    5 de junho de 2012 at 20:35

    FLÁVIO,ELA FALOU QUE ENTENDIA ALGUÉM SER UM MERCENÁRIO PAGO,MAS NÃO ENTENDIA COMO VOCÊ PODERIA SER UM MERCENÁRIO GRATUITO,NESSE CASO DE SER MERCENÁRIO,SERÁ QUE A “NOBRE” JORNALISTA SE IDENTIFICA COMO MERCENÁRIA PAGA?

    • flaviomorgen

      5 de junho de 2012 at 23:09

      Eu prefiro ser um lascado na vida, mas ter o orgulho de nunca ter sido elogiado pelo Edir Macedo…

  14. André Andretta

    5 de junho de 2012 at 19:24

    Os defensores do governo reclamam de duas coisas:
    1- do uso da palavra “documento”;
    2- do suposto plágio da Veja de sites como o “Brasil 247”.
    Ora, como o próprio Flávio demonstrou, denominar o texto de documento decorre do uso do brasão da república no topo da página, o que faz a denominação que a revista da Abril usou nada mais que natural. A questão não é e nem devia ser essa. O problema que deveria estar sendo abordado é: o PT confeccionou um texto para orientar seus parlamentares para atacar alvos na CPI, alvos estes que, estranhamente, só tem em comum serem, de uma forma ou de outra, ligados ao processo do mensalão. E não da forma como o governo gostaria. Querem chamar de “clipping”, documento, manual, livreto, panfleto ou catatau, podem chamar, isso não faz diferença. Importante é o conteúdo vergonhoso do, vá lá, recorte de notícias que os deputados e senadores receberam. Não há, de fato, nada ilegal nisso, mas é algo extremamente relevante devido às circunstâncias, convenhamos.

    Quanto a acusação de plágio, é completamente estapafúrdia. As frases coletadas não estão no texto da Veja como se tivessem sido escritas pelos jornalistas que assinam as reportagens. Estão lá como parte do documento/clipping/pergaminho/códice/whatever e, se assim é, não foi a Veja que copiou os sites. E como foi comprovado que o documento de fato existe e de fato foi feito por petista, bom, é provar por A+B (de verdade desta vez) que a Veja não plagiou nada.

    • flaviomorgen

      5 de junho de 2012 at 23:12

      O pior é que nem é texto transliterado: é uma FOTO do documento “guia” da companheirada…

  15. Marcos Filipe

    5 de junho de 2012 at 18:29

    Qualquer pessoa com o mínimo de sensatez pensou o mesmo, mas é ótimo que você tenha escrito pra quem não consegue enxergar o óbvio.

    A Carta Capital já tem apanhado bastante da Veja ultimamente. Essa foi só a cereja do bolo. Nada mau pra quem assa pães.

    Eu já achava a Cynara uma ótima mestre-cuca como jornalista. Vê-se que ela é fiel aos ingredientes quando se debruça sobre a produção jornalística e o resultado final tem seu apelo, o público que consome os textos dela gosta daquele tipo de cozinha que não elabora, não pensa, ignora o óbvio e vai logo direto ao ponto: alimentar a massa sedenta que não quer aceitar os malfeitos do PT.

    Mas esta última criação dela, o jenial (sic) CTRL+C/CTRL+Veja, só me despertou a curiosidade pra saber se ela realmente pilota um fogão tão bem quanto apura uma pauta — ou o que quer que chegue até ela pelas vias das redes sociais como passível de virar uma pauta. Devem ser ótimos os pãezinhos que ela assa. Sério mesmo. Todo mundo tem um talento. Admiro.

    Alguém falou alguma coisa sobre tiro no pé?…

    Só não entendi por que o Brasil 247 se apressou em laureá-la por um TT tão… Tiro no pé, com o perdão da redundância. Tudo bem que eles não perdem a chance de exaltar as redes sociais e tal, mas o próprio responsável pelo site já processou Mino, achei que era um desafeto. Não entendi por que deram um tiro no próprio pé junto com ela (e a Carta) assinando embaixo daquela comédia de erros que virou TT. Só por que era mais um TT anti-Veja, será?…

    Péssimo.

  16. Daniel

    5 de junho de 2012 at 17:15

    Na verdade, o senador errou uma letra do link encurtado que ele queria compartilhar, tinha um X maiúsculo no final, mas ele digitou minúsculo. A pior desculpa foi da Cynara mesmo.

  17. Vinicius

    5 de junho de 2012 at 16:41

    Flávio,

    Respeito a análise do “implicante” e parto do princípio que vocês não defendem a Veja a qualquer custo. Ou seja, se a Veja tivesse se equivocado, você teria comentado, se fosse pertinente.

    No entanto, li e reli os dois textos (da Veja e da Cynara). E pelo que entendi, a grande crítica da Cynara é quanto ao “peso” exagerado que foi dado ao documento, pois vendo o documento original não há qualquer linha que indique que era um “manual” de ataque aos inimigos dos petistas. Olhando por este viés, não é justo concordar que a Veja exagerou?

    Não vi a Cynara dizer que a própria Veja tenha feito o Ctrl C + Ctrl V! Na verdade vi uma tentativa de mostrar que o documento era “mera clipagem” de matérias, algo que é praxe no meio… Estou errado?

    Espero que o comentário seja aprovado, assim como foi das outras vezes. A crítica aqui é saudável, não tenho nenhum blog, nem recebo nenhum tipo de apoio de pestistas…

    abraços

    • flaviomorgen

      5 de junho de 2012 at 17:06

      Vinícius, a própria Cynara inventou a hashtag #CtrlCCtrlVeja para tentar dizer que a Veja faz “mau jornalismo”. Ora, se é “mau jornalismo”, é porque a própria Veja é que forjou o negócio, ou publicar um documento do PT é “mau jornalismo”? Logo, tentou, sim, dizer que a Veja “perdeu toda a noção do ridículo” sendo que a revista foi escorreita em seu ato.

      E não há “peso”, há diferença de qualidade aí. Fazer um dossiê pode ser crime, fazer um “guia” de conduta é apenas vergonhoso (sequer imoral é). Não é como comparar um assalto com um assassinato, é como comparar uma frase vergonhosa com uma calúnia oficial com selo da república.

      O documento da Veja fala por si. É óbvio que não diz “chutem aqui”, mas é um plano risível tentando juntar ações contra Gilmar Mendes. Gostando-se ou não do ministro, tentar fazer isso quando se é alvo de uma CPI é praticamente confessar o crime. E mostrar qual é a fonte do documento (que inclui sites indiretamente financiados pelo PT) é confessar não só o crime dos petistas na CPI, mas confessar que sua defesa é tão ruim quanto a Carta Capital.

      Por fim, não existe essa de “clipping” com brasão da República. Nem o Diário Oficial faria uma maluquice dessas. Isso não existe em lugar nenhum do mundo. Se Cynara contasse alguma verdade no que diz, teria material para causar um rebuliço capaz de fazer uma das maiores editoras do mundo fechar as portas. Para tristeza dela, o que ela escreveu é puro lixo.

      E não se preocupe, comentário que é bloqueado aqui é só aquele que juridicamente pode complicar até o nosso lado (o que inclui muita porrada que dão no governo, também).

      Abraço

  18. João 77BM

    5 de junho de 2012 at 13:53

    O Implicante já mostrou que a Veja mostrou que o documento saiu de computadores de servidores de gabinetes de parlamentares do PT. Atualiza ou põe um link aí.

  19. João 77BM

    5 de junho de 2012 at 13:44

    A Veja já mostrou que os documentos foram feitos por funcionários de gabienetes de petistas.
    E o Implicante já inckuiu:

    https://www.implicante.org/noticias/petista-chama-manual-dos-companheiros-na-cpi-de-apocrifo-revista-revela-que-autores-trabalham-para-o-pt-no-senado

    Cara, são muito gozadas essas cynaras da vida, Além de baba-ovo é burra, porque nem pergunta pros chefes antes de sair difamando o “inimigo” para bajulá-lo. Se bem que eles mentir para ela e ela ia babar o ovo do mesmo jeito – e ainda ficar com raivinha dos implicantes hehe
    Me lembra muito o personagem Fagundes, o Puxa-Saco.

    Quanto a chamar “mercenário”, “mais um a soldo do capital” etc. a chapa capital é prova documental do quanto o mais fácil para ganhar dinheiro é babar o ovo do governo. Não tem leitores (a não ser os próprios petralhas), logo quase não tem que se interesse em anunciar (a não ser os próprios dirigentes petistas, para alimentar a fé de seus crentes)

    • flaviomorgen

      6 de junho de 2012 at 12:18

      Verdade seja dita: a Cynara é MUITO melhor que o Mino. Você viu o que Mino escreveu sobre o Magnoli? É tanto aposto e período confuso dentro de frase com estrutura esquisita, apelidos inventados por ele e referências a algo que ainda não explicou o que é no texto que tive de ler alguns parágrafos umas 5 vezes pra quase entender, e ainda ficar na dúvida. Se bem que pra escrever PIOR do que um Mino Carta, acho que só o Paulo Henrique Amorim. NINGUÉM mais consegue essa façanha.

      Mas alguém poderia simplesmente perguntar de onde vinha o dinheiro de desconto nas assinaturas da Carta Capital para filiados ao PT, né? E depois nós é que somos o oxímoro “mercenários sem dinheiro”… a verdade, ainda que pobre. :)

  20. Michelle Fransan

    5 de junho de 2012 at 12:49

    Deve ter levado um chute da Veja e fica espalhando que tinha textos editados.

    • flaviomorgen

      5 de junho de 2012 at 13:01

      Com esse nível de lógica, não é difícil imaginar por que a moça tinha textos editados, na verdade…

  21. Vítor Bonini

    5 de junho de 2012 at 11:56

    Ora ,o conteudo do texto acima , os hilarios micos , a mentira crassa a constatação da incompetencia , a arrogancia e a ridícula e hilária tentativa de embromação não deixam de ser absolutamente coerentes com a forma de governar do petismo . Por acaso , a novela mexicana ” La embromacion ” que é o relato das peripécias de Cynara não é o exato retrato do petismo no governo nestes ultimos 9 anos ?

  22. Leandro RQ

    5 de junho de 2012 at 11:54

    Essa Cynara é uma piada. Jornalista de 5ª categoria.
    Não serve nem pra fazer assessoria de imprensa de boate.
    Pra ver o nível dessa “Carta Branca” Capital…

  23. Tagory Cardoso

    5 de junho de 2012 at 11:23

    Por esse tipo de reflexão é que sou um grande admirador do implicante.org.

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