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O sucesso da PM/SP contra os black blocs

Nenhuma morte ou ferimento grave. Nenhuma bomba caseira explodiu nos profissionais da imprensa. Os black blocs foram ANULADOS antes que qualquer incidente mais grave acontecesse. Os que torciam por uma tragédia a ser explorada na eleição não conseguem esconder a raiva diante disso.

Cinegrafista da BAND é atingido por bomba lançada por black blocs no Rio de Janeiro. A escalada de violência desses grupos exigiu mudança na atuação policial.

Cinegrafista da BAND é atingido por bomba lançada por black blocs no Rio de Janeiro. A escalada de violência desses grupos exigiu mudança na atuação policial.

A entrada dos black blocs (cujo nome diz respeito à tática empregada, mas passou a servir como designação do grupo) nas manifestações não causou apenas seu esvaziamento e a fuga de quem protestava de maneira pacífica por mudanças no país; também inseriu ingredientes de extrema violência, culminando com a morte de um cinegrafista no Rio de Janeiro depois da explosão de uma bomba lançada por essa turma violenta.

Até esse dia, boa parte da imprensa aplaudia ou fazia silêncio cúmplice diante da maluquice em que já se transformara toda e qualquer manifestação. Mesmo quando puseram fogo no fusca de um trabalhador inocente, ainda houve quem relativizasse. Foi preciso haver a tragédia fatídica no Rio para que apenas uns poucos ainda insistam no endosso aos black blocs.

Diante desse quadro, que inclui violência generalizada, incêndios, quebradeira e até morte provocada por explosivo carregado por esse grupo violento, a PM de São Paulo tinha à sua frente um desafio complexo por conta de uma manifestação programada para o último sábado. Era, sem exagero, uma tragédia anunciada. E tragédia das grandes.

Porém, ao contrário dos prognósticos e também contrariando os que contavam com alguma catástrofe para uso eleitoral. Nem feridos graves. Nem uma ÚNICA bala de borracha foi disparada – tendo havido redução drástica até mesmo nas bombas de gás lacrimogêneo. Como dizem no Polícia 24h (recomendo a todos que vejam esse programa!), “lograram êxito”.

A PM deteve 230 “manifestantes” (o número seria atualizado para cerca de 280) e foram apreendidos até mesmo coquetéis molotov. Cabe o exercício: e se algum explode perto de um cinegrafista? Pois PRINCIPAMENTE ISSO também foi evitado.

Tudo graças à chamada “tropa ninja” (ou “tropa do braço”), que isolou os black blocs e, com ajuda de agentes à paisana que observavam os movimentos, eles foram levados à delegacia ANTES MESMO DE COMEÇAR O PIOR.

Ao pessoal que torcia pela hecatombe, restou bradar contra o “absurdo” das detenções e, por que não?, EXCESSO DE VIOLÊNCIA da PM (que, como se sabe, não houve). Alguns até tentaram evocar a ditadura (não a da Venezuela ou Cuba, claro), buscando associar as detenções durante o ato às prisões nos anos de chumbo (sério). É má-fé, claro.

No regime militar, pessoas eram presas em casa ou no trabalho, do nada, e assim levadas ao DOPS e afins para “averiguação”. Nada parecido com a detenção de um grupo DURANTE O ATO COLETIVO VIOLENTO para liberação de eventuais inocentes, depois da triagem.

Mas, sim, isso é ruim. Porém, é infelizmente a única forma de realizar uma operação policial quando se trata de MULTIDÃO quebrando tudo e querendo quebrar mais (com o risco de provocar acidentes graves ou mesmo morte em decorrência da explosão de artefatos).

Claro que há um cinismo deplorável aí. Alguns que até anteontem aplaudiam (e divulgavam) tumblr “de humor” acerca dos poucos mortos na Venezuela, agora fingem uma ira sem fim contra o absurdo de… bom, de não ter havido morte? De ter havido o expediente (óbvio!) de detenções DURANTE O ATO, impedindo que o pior acontecesse?

Aliás, como eles sugerem combater isso? E pergunto especialmente aos que não vêem problema nos “poucos” mortos diante da ação da guarda bolivariana. Se defendem aquilo, é natural que não concordem com a ação da PM/SP, que ANULOU os blackblocs sem qualquer ferimento grave ou mesmo um único disparo de bala de borracha.

Em alguns casos, e não raros, a polícia merece duras críticas, sim. Mas não faz o menor sentido deixar de reconhecer uma ação de sucesso quando ela ocorre. E foi isso que houve no último sábado em São Paulo. Além disso, já passou (muito) da hora de haver uma diferenciação expressa entre manifestantes que realizam protestos pacíficos e essa turma violenta.

O quebra-quebra promovido pelos black blocs e o clima de guerra instaurado por conta disso resultaram no afastamento das pessoas que pacificamente pediam por mudanças concretas em nosso país. Quem sabe somar dois e dois, já sabe quem ganha com isso.

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2 Comentários

2 Comments

  1. Thiago

    24 de fevereiro de 2014 at 19:15

    Espero que a PMERJ adote esta tática contra esses bandidos Black Bloc e acabe de vez com essa tropa de revoltadinhos!
    Querem protestar, aprendam como fazer!

  2. Marcos

    24 de fevereiro de 2014 at 18:54

    Black Blocs existem para afastar o público e manter apenas a esquerda em manifestações populares. Vale lembrar que, no auge dos protestos de junho do ano passado, muita gente mandava abaixar as bandeiras de partidos políticos. Não porque são de esquerda, mas porque as pessoas estão de saco cheio de todos os partidos mesmo, da política em geral.

    Se tem um estado de terror nas ruas, há menos gente em manifestações. Assim, os socialistas seguem falando “em nome de todo o povo” como se todo brasileiro das classes baixas fosse de esquerda.

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